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sexta-feira, 14 de abril de 2017

AS PEDRAS ROLANTES DO ROCK - TERCEIRA PARTE


Salve galera que curte o Blog Opinião do Véio e está acompanhando a história dos Rolling Stones! Esta é a terceira e última parte da carreira desta banda, sucesso em vendas de discos e campeã em bilheteria de concertos realizados nas últimas décadas.

Independente dos problemas enfrentados, esses “vovôs” do rock estão mostrando que têm fôlego e estão na estrada há cinco décadas para mostrar que quem ama o que faz, enfrenta quaisquer obstáculos para manter o sonho vivo.


Os problemas pessoais foram colocados de lado e a banda se apresentou como nos velhos tempos, auxiliada pela habitual parafernália de palco tendo participação durante a turne, do Guns N' Roses que estava explodindo no cenário musical, como banda de abertura. Reflexo disso é o álbum Flashpoint de 1990 que traz os Stones de volta aos palcos depois de sete anos.

Flashpoint é o quinto álbum ao vivo da banda e foi lançado em 8 de abril de 1991, trazendo registros de canções executadas durante as turnês mundiais Steel Wheels Tour e Urban Jungle Tour, que aconteceram nos anos de 1989 e 1990, respectivamente.

Capa do álbum de 1990.

O álbum recebeu críticas positivas do público e mídia especializada, atingindo meio milhão de cópias vendidas só nos Estados Unidos e chegando à 6ª posição entre os álbuns mais vendidos no Reino Unido, e 16ª posição nos Estados Unidos.

Foi também a partir dessa turnê que os Stones tornaram-se experts nos negócios, transformando-se em uma banda multimilionária, com administração autônoma e profissional, alcançando espaços na mídia até então nunca vistos, tendência que permitiu as sucessivas bem-sucedidas turnês seguintes e um exemplo de exposição e fixação da "marca" The Rolling Stones.



1991 – 1999

O outro membro original, Bill Wyman, baixista que deixa o grupo em 1993 foi substituído por Ron Wood que assumiu temporariamente o baixo. Bill ainda mantém fortes ligações com a banda, a exemplo de seu pub em Londres, o Sticky Fingers, totalmente decorado com inúmeras fotos, instrumentos e discos de ouro, entre outras lembranças dos Stones, e montou sua própria banda de blues-rock, a Bill Wyman's Rhythm Kings. Para o seu lugar é escalado o baixista Darryl Jones, que é apenas músico contratado, não sendo considerado membro oficial.

Em 1994, após um longo período de inatividade, é lançado com grande estardalhaço o álbum Voodoo Lounge, seguido pela turnê de mesmo nome, que passou pelo Brasil. A turnê que se iniciou em 19 de julho de 1994 em Toronto, Canadá, e foi encerrada em 30 de agosto de 1995 em Rotterdam, Holanda, arrecadou em torno de US$ 400 milhões.

Capa do álbum de 1994.

Lançado em julho de 1994, Voodoo Lounge recebeu críticas fortes e estreou em número 1 em vendas no Reino Unido (o primeiro da banda a liderar as vendas por lá desde Emotional Rescue de 1980), e número 2 nos Estados Unidos, onde ele foi dupla platina.

O àlbum ainda alcançou o primeiro lugar ente os álbuns mais vendidos na Alemanha, na Austrália, no Canadá, na Áustria, nos Países Baixos, na Suíça e na Nova Zelândia.

Aproveitando a repercussão, todas as gravações da banda são relançadas em CD.

O álbum de 1995, Stripped, foi mais intimista, com versões acústicas de vários de seus maiores sucessos e uma regravação gloriosa para "Like a Rolling Stone", clássico de Bob Dylan.

Capa do álbum de 1995.

Stripped é, até agora, o único álbum acústico da longa discografia dos Stones, lançado em 14 de novembro de 1995 durante a Voodoo Lounge Tour, pela gravadora Virgin Records.  

O disco teve um bom desempenho nas tabelas musicais, entrou no top 10 de dez países diferentes e alcançou a primeira posição na Noruega e Suécia. O álbum foi certificado nos Estados Unidos, recebendo o disco de platina.

Capa do álbum da trilha sonora do filme
de 1968, lançado em 1996.

Em 14 de outubro de 1996, lançaram The Rock And Roll Circus, trilha sonora de um filme arquivado desde 1968. O CD inclui uma apresentação de diversos artistas, como Jethro Tull, The Who, Marianne Faithfull, então esposa de Jagger e The Dirty Mac que nada mais é que uma pré-versão da Plastic Ono Band. Essa formação incluiu, além de John Lennon e Yoko Ono, Eric Clapton, Keith Richards (no baixo) e Mitch Mitchell, baterista do The Jimi Hendrix Experience.

Em 1997 saiu Bridges Of Babylon, com uma capa luxuosa, lançado em 29 de setembro deste ano, o álbum recebeu críticas mistas da imprensa especializada. Porém vendeu muito, como de costume, chegando a ser o terceiro álbum mais vendido nos EstadosUnidos, sexto mais vendido no Reino Unido, e segundo mais vendido na França. Seu principal hit foi “Anybody Seen My Baby?”, sendo que “Saint Of Me” e “Out of Control” foram sucessos menores tocados nas rádios.

Capa do álbum de 1997.

Com uma excursão mundial muito cara, completa, com dois palcos, um maior e outro menor instalado no meio do público, incluindo também uma ponte para a banda atravessar do palco principal para o menor. Neste palco de menor tamanho executam basicamente clássicos sem o acompanhamento de metais e backing vocals voltando às raízes da banda nos anos 60 e, assim, inauguram um novo estilo de apresentações que se seguiram nas turnês seguintes.


Nessa turnê, os Stones fizeram dois shows no Brasil, um em São Paulo e o outro no Rio de Janeiro, com participação mais que especial de Bob Dylan, inclusive abrindo os shows para a banda, confirmaram o país com status de rota obrigatória. Retrato dessa turnê foi o lançamento do álbum ao vivo No Security, em 1998.

Capa do álbum ao vivo de 1998.

O álbum traz músicas executadas durante a Bridges To Babylon Tour, que durou de setembro de 1997 a setembro de 1998. Esta turnê se tornou, à época, a segunda mais lucrativa de todos os tempos, para qualquer artista musical (o primeiro lugar também era dos Stones, com sua Voodoo Lounge Tour).

Suas Majestades Satânicas se apresentaram tanto em países tradicionais em seu roteiro, como, por exemplo, Estados Unidos, França, Japão, Alemanha e Canadá, quanto em países unusuais no seu roteiro de apresentações, como Brasil, Argentina, Rússia, Croácia, Estônia, Finlândia, Grécia e Turquia. A Inglaterra, o país de origem da banda, acabou não recebendo shows, fato raríssimo.


Para abrir os mega-shows, entre outros, tocaram Bob Dylan, Pearl Jam, Foo Fighters, Simple Minds, Carlos Santana, Smashing Pumpkins e Sheryl Crow, entre outros. Nas apresentações, além da tradicional grandiosidade do palco, o vigor físico excepcional dos músicos quase sessentões, na época.

Para a escolha do repertório a compor o álbum, os Stones não quiseram repetir canções já mostradas em Still Life (American Concert 1981), nem em Flashpoint. Assim, entre as canções apresentadas durante seus shows, foram escolhidas apenas canções que só haviam entrado em álbuns ao vivo muito antigos, ou, que jamais haviam tido versões ao vivo em nenhum disco lançado oficialmente.

2000 – HOJE

Para comemorar os 40 anos do grupo, em 2002 lançam o álbum duplo Forty Licks (1962 - 2002) que trouxe, além de 36 sucessos da banda, 4 novos hits (“Don't Stop”, “Keys To Your Love”, “Stealing My Heart” e “Losing My Touch”), sendo o primeiro uma espécie de resumo da perseverança característica da banda, atingindo bastante sucesso.

Capa do álbum duplo de 2002.

Em 16 de agosto do mesmo ano com um show em Toronto (Canadá) os Stones lançam uma de suas maiores turnês,  a Licks Tour (detalhe para a música “Heart Of Stone”, não tocada ao vivo desde 5 de dezembro de 1965).

Esta longa turnê passou por todos os continentes do planeta, tendo sido encerrada em 09 de novembro de 2003, em Hong Kong. Mantendo o status de maior banda de rock and roll do mundo e a tradição de suas espetaculares apresentações, montam estruturas distintas e específicas para shows em arenas, estádios e teatros, além de shows privados. Ao final do mesmo ano lançam o esplêndido DVD quádruplo Four Flicks, mostrando cada um dos formatos de suas apresentações e toda a vitalidade dos músicos sessentões.


Quando todos imaginavam o fim da banda, devido a um câncer na garganta do baterista Charlie Watts diagnosticado em junho de 2004 e curado em fevereiro de 2005, o vigor incansável do quarteto com ênfase às belas letras de Jagger e Richards (conhecidos como ‘The Glimmer Twins’ desde os anos 70, pela ligação existente entre eles, além das lendárias histórias que protagonizaram) produz um de seus melhores álbuns de estúdio de todos os tempos.

Lançado em 2005 A Bigger Bang traz uma sonoridade crua e voltada às raízes da banda: rock and roll, blues e rhythm and blues, além das pegadas das guitarras da dupla Richards/Wood, bem como para a harmônica melodiosa de Jagger, as 16 fortes canções do álbum mostram a excelência e competência de Jagger/Richards/Watts/Wood.

Este álbum apresenta uma sonoridade que lembra o estilo despojado de Some Girls, no entanto com estilo mais contemporâneo e pesado. Alguns interpretam que os Stones “voltaram às suas raízes”, usando instrumentação mínima, tocando blues de difícil execução ao lado de rock de garagem. Outros, porém, percebem uma busca pelo rock contemporâneo, com um estilo de som parecido com The White Stripes e The Black Keys.

Capa do álbum de 2005.

O primeiro single, ‘’Streets Of Love / Rough Justice’’, chegou à 15º posição na parada de singles do Reino Unido, enquanto o álbum A Bigger Bang chegou a ser o 2 º álbum mais vendido no país europeu. A Bigger Bang ganhou disco de platina nos Estados Unidos e na Alemanha, e foi disco de ouro no Japão.
Para a divulgação do álbum, mais uma vez iniciando em Toronto (em 10 de agosto de 2005), a banda se lança na estrada com a turnê do mesmo nome.

Em 18 de fevereiro de 2006, os Rolling Stones voltaram ao Brasil para o show da turnê A Bigger Bang. O show, gratuito, foi realizado nas areias da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para um público estimado em 1,5 milhão de pessoas, entrando para a história como o maior show da banda e um dos maiores concertos de rock de todos os tempos.


Após dois anos do lançamento da turnê A Bigger Bang, que passou pela América do Norte, em duas oportunidades (2005 e 2006), América do Sul (2006) e Europa (2006), os músicos dos Stones arrecadaram, até novembro de 2006, em torno de US$ 437 milhões (recorde na história da música), os Stones anunciaram, em 22 de março de 2007, uma lista de novos shows pelo velho continente, que se iniciou em 05 de junho de 2007, com uma apresentação em Werchter, Bélgica e se encerrou em 26 de agosto de 2007 em Londres, apesar de rumores de que novos shows seriam realizados em 2008.

Com seu encerramento, os Stones realizaram a mais longa de suas turnês mundiais, com arrecadação de US$ 560 milhões (novo recorde), e, apresentando-se para quase 6 milhões de espectadores, mostraram a inesgotável energia que os move por mais de 45 anos de estrada.

Ainda em 2006 a banda teve sua música "Can't You Hear Me Knockin'" presente no game Guitar Hero 2, em versão cover, o que desapontou muitos fãs pois a voz do cantor que faz esse cover no GH2 não é nada parecida com a de Mick Jagger.

Capa do DVD de 2007.

Em 12 de junho de 2007 foi lançado o DVD The Biggest Bang, que contém 4 discos com mais de sete horas de shows, incluindo a integra do realizado no Rio de Janeiro, no ano anterior, bem como em Austin, Texas, e materiais dos shows de Japão, Buenos Aires e Xangai, além de entrevistas exclusivas e reveladoras com os membros da banda.

Nesse mesmo ano, os Stones voltariam a ter outra música de sucesso na série Guitar Hero, desta vez a música era "Paint It Black", presente no Guitar Hero 3 Legends Of Rock.

Em 04 de abril de 2008 estreou nos cinemais mundiais o filme The Rolling Stones Shine a Light (distribuído no Brasil pela Imagem Filmes), concebido e dirigido pelo premiado diretor Martin Scorsese, um declarado fã da banda, que, em duas apresentações no Beacon Theatre de Nova York, em novembro de 2006, com dezesseis câmeras focadas diretamente nos músicos, registrou com profundidade a bela performance da banda em um repertório levemente diferenciado das apresentações normais.


Conta, ainda, com a presença de Jack White, do grupo White Stripes, da cantora Christina Aguilera e do bluesman Buddy Guy. Ainda, de forma genial mescla imagens de arquivo desde o início da banda, na década de 1960, confrontando com declarações atuais, como a pretensão de Mick Jagger em manter-se ativo aos sessenta.

Em 2012 os The Rolling Stones completaram 50 anos de trabalho, e são considerados uma das bandas mais velhas em atividade. Como parte das comemorações, lançaram em junho de 2012 o livro The Rolling Stones: 50 e organizaram um retorno aos palcos em novembro e dezembro de 2012.

Logo dos Stones, celebrando os 50 anos da banda.

Após o lançamento do álbum de estúdio A Bigger Bang, em 2005, os já idosos músicos ingleses mantiveram uma carreira bem movimentada, com várias turnês internacionais pra estádios lotados, além de lançamentos pontuais de músicas inéditas. Mas, não obstante o lançamento de álbuns retratando shows ao vivo antigos e recentes, assim como coletâneas, o quarteto passou anos sem mencionar a ideia de lançar um novo álbum de estúdio.

Por fim, em abril de 2016, pouco depois do histórico show para um milhão e duzentos mil espectadores em Havana, Cuba, vazou na imprensa mundial que os músicos já haviam estrado em estúdio pra gravar um novo álbum, e que, ainda por cima, o lendário guitarrista Eric Clapton, que estava coincidentemente gravando em um estúdio ao lado, foi até a banda cumprimentá-los. Acabou rolando uma jam session por pura diversão, e por fim, Clapton participou da gravação definitiva de duas faixas do álbum.

Blue & Lonesome é o vigésimo-terceiro (na cronologia britânica) e vigésimo-quinto (na cronologia americana) álbum de estúdio e, até o momento, último álbum dos Stones, lançado pela Polydor Records em 02 de dezembro de 2016.

O nome do álbum é com “&” e não “and”, ao contrário da música que o inspira. Foi lançado onze anos após A Bigger Bang (2005), a mais longa lacuna entre álbuns de estúdio da carreira musical da banda. É o primeiro e único álbum da banda composto exclusivamente por covers.

Capa do álbum lançado em 2016.

“Cinco décadas para fazer e apenas três dias para gravar”. É assim que os Rolling Stones anunciaram seu primeiro álbum de estúdio em uma década.

A volta ao passado ficou marcada até mesmo na hora do estúdio. O álbum foi gravado em apenas três dias, em novembro do ano passado no British Grove Studios, no distrito londrino de Chiswick, na mesma região onde a banda começou a carreira.

No início dos anos 1960, os Stones eram conhecidos pelas covers de clássicos de Jimmy Reed, Willie Dixon, Eddie Taylor e Howlin' Wolf (canções que voltam a figurar no novo trabalho). Em anúncio, publicado em dezembro de 2016, a banda disse que a ideia era captar a espontaneidade ao vivo no estúdio, sem overdubs, como nos velhos tempos.




O velho amigo da trupe, o guitarrista Eric Clapton, que gravava em um estúdio ao lado, participa em duas faixas.  Os detalhes do álbum foram divulgados junto com um trecho de "Just Your Fool", gravada originalmente pelo grupo Buddy Johnson and His Orchestra. A capa do álbum traz os icônicos lábios, que segue a banda desde 1971, em uma arte especial para o Facebook em 360°.

Segundo o produtor Don Was, o álbum atesta "a pureza do amor deles por fazer música, e o blues é, para os Stones, a fonte de tudo que eles fazem".

O anúncio coincidiu com a chegada dos Stones às salas de cinema com a exibição do documentário "Havana Moon", sobre o histórico show que fizeram em Cuba, em março de 2016.


Em março de 2016 a banda atuou em Cuba para uma audiência de meio milhão de espetadores. Mick Jagger disse aos cubanos, em espanhol, que "os tempos estão  mudando".


INTEGRANTES

OFICIAIS

Atuais

Mick Jagger - vocais, guitarra de apoio (ocasional), desde 1962. 
 
Keith Richards - guitarra principal e vocais de apoio, desde 1962.

Charlie Watts - bateria, desde 1966.

Ron Wood - guitarra de apoio, baixo e backing vocals, desde 1975.

Antigos

Brian Jones - guitarra principal, vários instrumentos e backing vocals, de 1962 a 1969.

Mick Taylor - guitarra de apoio, vocais de apoio, de 1969 a 1975.

Bill Wyman - baixo e backing vocals, de 1965 a 1993.

Ian Stewart – teclado, de 1962 a 1963, em 1969, de 1975 a 1976 e de 1981 a 1982.

Dick Taylor – baixo, em 1962.

Mick Avory – bacteria, em 1962.

Ricky Fenson – baixo, em 1963.

Colin Goldin – baixo, em 1964.

Tony Chapman – bateria, de 1963 a 1964.

Carlo Little – bateria, em 1965.

Os Stones em Cuba, em março de 2016.

Bem pessoal, esta foi a história de uma banda que dispensa apresentações, isso porque estão na estrada há 55 longos anos, tempo esse que além da experiência, trouxe-lhes uma bagagem musical intensa e variada.

Acredito que esta é uma das bandas mais importantes do cenário musical contemporâneo, que não deva faltar algumas de suas músicas no seu playlist, independente do estilo que você curta.

Eu já falei que tenho um gosto musical eclético, por isso tenho várias músicas digitais em minha seleção e um The Best Of da banda, em CD original, porque como disse, também, para aqueles que apreciam uma boa música, essa banda é obrigatória no seu acervo musical. Até a próxima postagem!


Fiquem com mais dos Rolling Stones em:











































domingo, 9 de abril de 2017

AS PEDRAS ROLANTES DO ROCK - SEGUNDA PARTE



Salve galera que curte o Blog Opinião do Véio! Fico muito feliz em saber que vocês estão aqui para acompanhar a segunda parte da história dessa banda que está na atividade desde o ano de 1962, sem perder a vitalidade, apesar de muitos altos e baixos durante sua carreira.

Apesar de inúmeros acerto e desacertos, a banda engrenou turnês gigantescas e monumentais, onde demonstrou tudo o que sabia fazer de melhor: tocar rock and roll!!


1974 - 1980

Com a saída repentina de Mick Taylor para seguir carreira solo, Ronnie Wood (que tocava com a banda inglesa The Faces, liderada por Rod Stewart), assume a segunda guitarra, embora só será oficialmente um membro efetivo dos Stones a partir da turnê de 1975, cuja primeira apresentação com a banda ocorre em 1º de junho do mesmo ano em Baton Rouge, Lousiana, Estados Unidos, através dos acordes de “Honky Tonk Women”.

Capa do álbum de 1974.

Em 1974 os Rolling Stones gravam o clássico It's Only Rock'n'Roll no estúdio do guitarrista Ronnie Wood, um conhecido de longa data da banda.
Este foi o último álbum dos Stones com o guitarrista Mick Taylor e a composição e gravação da faixa título do álbum foi a conexão para eventual substituição do insatisfeito Taylor por Ronnie Wood.

O álbum tem um som mais rock do que seu álbum anterior Goats Head Soup (1973), mas também tem funk e soul, inspirado no mesmo Goats Head Soup. O álbum alcançou a posição de número 1 nas paradas dos Estados Unidos e número 2 no Reino Unido.

Embora a turnê de 1975 tenha sido batizada de Tour Of The Americas pois previa, além dos Estados Unidos e Canadá, shows no Brasil, no Rio de Janeiro e São Paulo , México e Venezuela, estes não ocorreram por restrições políticas dos governantes desses países, preocupados com a imagem de desordeiros e drogados que a banda poderia passar além de desagradar os respectivos regimes de governo.

Lançam, então, Black And Blue, um disco mais intimista com forte participações de convidados como Billy Preston, que já havia gravado “Let It Be”, dos Beatles e vinha participando de todos os álbuns dos Stones desde Sticky Fingers de 1971, e Ron Wood confirmado no comando da segunda guitarra, que obtém razoável sucesso.

Capa do álbum de 1976.

Lançado em abril de 1976, com o hit Top 10 "Fool to Cry" como seu primeiro single, Black And Blue alcançou a posição de número 2 no Reino Unido e passou um período de quatro semanas como número 1 nos Estados Unidos, recebendo o disco de  platina.

O álbum foi promovido com um cartaz controverso na Sunset Boulevard em Hollywood, que mostrava a modelo Anita Russell, ferida e amarrada sobre um pôster com os Stones sob a frase "I'm Black and Blue from the Rolling Stones – and I love it!" (Eu estou preta e azul pelos Rolling Stones – e amei isso! ). O cartaz foi retirado após protestos de grupos feministas, embora a banda tenha ganho ampla cobertura da imprensa.

O álbum seguinte é Love You Live, de 1977, um duplo ao vivo gravado na turnê europeia de 1976, bastante heterogêneo e com a formação básica da banda no palco.

Capa do álbum ao vivo, de 1977.

É o terceiro álbum ao vivo oficial da carreira do grupo e é dedicado à memória do engenheiro de áudio Keith Harwood, que morreu em um acidente de carro causado por uso de drogas, pouco antes do lançamento do trabalho.

Nesse período, aconteceu o famoso incidente de Keith Richards em Toronto. Sua esposa, Anita Pallenberg, foi presa por posse de drogas ilícitas na sua chegada ao aeroporto, e libertada logo após. Em 27 de fevereiro, a polícia foi cumprir o mandado de prisão contra Anita e encontrou grande quantidade de drogas no quarto do casal, especialmente heroína.


Keith foi acusado nos tribunais de ser traficante internacional, devido a grande quantidade de entorpecentes em sua posse, ficando pelos meses seguintes impossibilitado de deixar o Canadá e sob o risco de ser condenado a anos de prisão. A situação fez com chegasse tarde para os ensaios programados.

As apresentações aconteceram no El Mocambo, onde os Stones fizeram dois shows secretos. Não foi anunciado que os Rolling Stones tocariam ali naquelas noites, mas sim April Wine e uma banda desconhecida, "The Cockroaches", de modo que a maioria dos fãs achava que estavam participando de um concerto de April Wine como atração principal.

O concerto em si teve abertura do April Wine, que também gravou seu álbum ao vivo Live At The El Mocambo, na ocasião. Os Stones apareceram de surpresa, então com o nome de banda falso The Cockroaches (As Baratas).

Stones no El Mocambo, em 1977.

Os shows em si foram executados e gravados sob o pesado clima que envolvia Keith, sua possível condenação à cadeia, e claro, seu vício em heroína, que poderia levá-lo, a qualquer momento, ao mesmo fim repentino e trágico que ceifou Janis Joplin, Jimi Hendrix e várias outras vítimas do vício.

A capa do álbum foi produzida por Andy Warhol, porém os contornos de lápis na foto de capa foram adicionados por Mick Jagger, para desespero de Warhol.

Lançado em 23 de setembro de 1977, o álbum foi bem recebido e conseguiu chegar a posição de número 3 nas paradas musicais do Reino Unido e número 5 nos Estados Unidos, onde foi disco de ouro.

Em 1978 lançam Some Girls que é bem mais pesado do que os últimos trabalhos. Este disco é fortemente influenciado pelo movimento punk surgido nos Estados Unidos em 1974, com temas rápidos e agressivos como “Respectable” e “When The Whip Comes Down”, embora o disco seja mais lembrado pelo seu hit a la discoteque “Miss You”.

Capa do álbum de 1978.

Este álbum alcançou a primeira posição entre os álbuns mais vendidos nos Estados Unidos, e até hoje já vendeu mais de seis milhões de cópias, sendo o álbum mais vendido de toda a discografia da banda.

O álbum trouxe ainda a última música da banda a atingir o primeiro lugar na Billboard entre os singles mais vendidos nos EstadosUnidos: “Miss You”. Some Girls foi um grande sucesso de crítica e público, um marco no retorno dos Stones ao auge, após os medianos Black And Blue e Love You Live, com muitos críticos especializados chamando-o de um "retorno ao estilo clássico", ou ainda "seu melhor álbum desde Exile On Main Street, de 1972".

Este bom momento se deveu à recuperação de Keith Richards após uma fase de vício profundo nas drogas, que quase o matou e ainda abalou a banda (como se percebe no ritmo desorientado e desanimado do álbum anterior, o ao vivo Love You Live).


O álbum foi o primeiro de uma trilogia monumental de álbuns do rock, composta por este, por Emotional Rescue de 1980 e por Tattoo You de 1981.

Mostrando a vitalidade característica até os dias de hoje, ainda no mesmo ano saem, novamente, em turnê pelos Estados Unidos e já dão mostras da tendência que por eles será magistralmente explorada nos próximos anos: enormes palcos e infraestrutura dos shows, jamais vistas até então.

Em 1980 lançam um disco mais linear, com um hit de mesmo nome (este disco foi gravado praticamente junto com o Tattoo You em 1979, que seria lançado no ano seguinte, em 1981).

A capa do álbum, desenhada por Peter Corriston, apresenta uma seleção de fotos termográficas tomadas pela artista Roy Adzak usando uma câmera térmica, um dispositivo que mede as emissões de calor. A versão original do álbum, em vinil, vinha com um enorme poster com mais fotos da banda com a câmera termo-sensível, tudo envolto em um saco plástico. O vídeo da música "Emotional Rescue" também utilizou o mesmo tipo de fotos da banda tocando, fazendo sucesso.

Capa do álbum de 1980.

Lançado em junho, com a faixa-título como o primeiro single, Emotional Rescue foi um sucesso imediato. A faixa-título atingiu a posição de número 3 na Billboard Hot 100.

 Todos os álbuns que os Stones lançaram nos Estados Unidos desde Stick Fingers, isto é, todos de estúdio não-coletânea lançados na década de 1970, atingiram o 1º lugar no país, inclusive este, que ficou sete semanas no topo da lista dos mais vendidos.

Porém, com Emotional Rescue, os Stones voltaram a atingir o 1º lugar no Reino Unido, feito que nenhum álbum deles conseguia desde Goats Heads Soap de 1973. O single seguinte "She So Cold" foi um sucesso top 30, enquanto "Dance Pt 1." Alcançou a posição de número 9 na parada da Billboard Dance.

1981 – 1990

Em 1981 a banda larga  a Atlantic Records e assina com a EMI. O álbum de estreia é Tattoo You, tido por muitos como o melhor álbum da banda de todos os tempos e talvez o seu único grande triunfo para esta gravadora, visto ser o de maior sucesso comercial da banda até os dias de hoje.

O álbum é basicamente composto por sobras de estúdio gravadas durante a década de 1970, e contém uma das mais conhecidas canções da banda, "Start Me Up", que atingiu o segundo lugar nas paradas de singles da Billboard.

Capa do álbum de 1981.

O álbum provou ser um sucesso comercial e de crítica após o lançamento, alcançando o topo das paradas da Billboard, vendendo mais de quatro milhões de cópias nos Estados Unidos. Foi também o último álbum dos Rolling Stones a alcançar a primeira posição das paradas dos Estados Unidos até o momento, concluindo assim a seqüência iniciada em 1971 com Sticky Fingers, na qual todos os álbuns de estúdio não-coletâneas lançados pela banda atingiram a primeira posição de vendas no país.

O título do álbum foi originalmente planejado para se chamar simplesmente "Tattoo". Jagger afirma até hoje que não tem idéia de como o "You" foi incluído no título. Essa mudança causou atrito entre ele e Richards, pois Keith suspeitava que Mick tinha mudado o título sem consultá-lo.

Destacam-se inúmeros hits da banda, como a explosiva “Start Me Up”, obrigatória em todos os shows, e a balada “Waiting On a Friend”, composta inicialmente em 1973 e não lançada no disco do mesmo ano.


Com “Start Me Up” considerado uma de suas canções mais clássicas e contagiantes , foi o suficiente para levar Tattoo You para o 1º lugar entre os álbuns mais vendidos nos Estados Unidos por nove semanas, enquanto alcançava a posição de número 2 no Reino Unido.

A reação da crítica foi positiva, com muitos conceituando Tattoo You como uma melhoria sobre Emotional Rescue, ou uma versão de mais alta qualidade. Irônico, sabendo que o álbum foi montado com pouca participação e atenção dos Stones, a partir de sobras e takes menosprezados, principalmente sobras do próprio Emotional Rescue.

Com a excursão americana no mesmo ano, os Rolling Stones definitivamente inauguraram a moda de shows gigantescos de duração de três horas, palcos móveis e desmontáveis e toneladas de equipamentos de som e luz.


Resumindo a turnê em solo americano lançaram, em 1982, o álbum ao vivo Still Life (American Concert 1981) e o filme Let's Spend the Night Together, que, sob a direção do renomado Hal Ashby, mostra o vigor juvenil de Jagger e a reabilitação de Richards das drogas, além do novo formato de apresentações ao vivo.

A banda havia atingido o auge novamente, após o enorme sucesso de crítica e público dos recentes álbuns Some Girls, Emotional Rescue e Tattoo You, compostos por sucessos como “Miss You”, “She So Cold” e “Start Me Up”.

Nessa enorme turnê, os Stones fizeram dezenas de shows por várias cidades americanas, lotando estádios e arenas, com uma arrecadação milionária, e atingindo novo ápice de prestígio tanto entre os velhos roqueiros como quanto com a nova geração.

Em meio a especulações da mídia de possível separação da banda, no final de 1983 os Stones lançam o álbum Under Cover, e, alimentando ainda mais estes rumores, a banda não sai em turnê e tampouco os músicos se pronunciam a respeito, cada um elaborando trabalhos individuais e não sendo vistos juntos em nenhuma ocasião.

Capa do álbum de 1983.

Com o advento da geração MTV, os Rolling Stones tentaram reinventar-se para uma nova era. Under Cover foi lançado no dia 7 de novembro de 1983, com uma crítica entusiástica por parte da revista Rolling Stone, e atingiu a posição de número 3 no Reino Unido e número  4 nos Estados Unidos.

Foi uma decepção, no entanto, quebrando uma sequência de oito álbuns número 1 (excluindo coletâneas e discos ao vivo) nos Estados Unidos e por não gerar qualquer single de enorme sucesso.

Ian Stewart, pianista, gerente de palco e um dos fundadores da banda, acompanhando em todos os álbuns e shows, morre em 1985 em virtude de um ataque cardíaco. Tido como o sexto Stone, é homenageado com uma faixa no álbum da banda de 1986, Dirty Work, cujo álbum também não é acompanhado de turnê.

Capa do álbum de 1986.

Em março de 1986, o Single "Harlem Shuffle" foi lançado alcançando a posição de número 13 no Reino Unido e 5º single mais vendido nos Estados Unidos, isso tudo sem ter recebido a mesma quantidade de exposição e promoção dada a singles anteriores. Foi a única música do álbum a fazer sucesso nas rádios.

O álbum Dirty Work foi lançado uma semana depois de "Harlem Shuffle," atingindo em seu auge, a 4ª posição entre os discos mais vendidos, tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos (se tornando Disco de Platina lá), mas a reação da crítica foi menos entusiasta, com alguns pensando que Jagger estava guardando o melhor material para seus discos.

O relacionamento entre os membros restantes da banda não era dos melhores, com desentendimentos frequentes entre Jagger e Richards. Mick Jagger enveredou em uma carreira solo gravando músicas dentro do estilo Rolling Stones e causa um desentendimento sério entre ele e seu sócio Keith Richards.


Especulações sobre o fim da banda duraram por seis anos, embora o clima ruim não impedisse que continuassem sendo lançados álbuns de repercussão cada vez maior. Jagger, Richards, Wood, Wyman e Watts lançaram vários álbuns solo durante a década de 1980 e 1990.

Os Stones entraram a década de 1990 com uma nova gravadora, a CBS, selo da Sony Music, em meio a rumores de que Mick Jagger e Keith Richards não podiam nem mesmo dividir uma mesma sala sem se engalfinharem.

Os constantes boatos sobre a dissolução da banda ajudaram a catapultar o interesse e a expectativa da turnê e as vendas do álbum Steel Wheels, de 1989, tornando-a a maior da banda em todos os tempos até então.

Anunciado como ‘um grande retorno’ em seu lançamento, o projeto é notável por mostrar uma reconciliação entre Mick Jagger e Keith Richards.

Capa do álbum de 1989.

Uma campanha de propaganda massiva a nível mundial foi feita para o lançamento e divulgação de Steel Wheels, em simultâneo com o lançamento do single "Mixed Emotions", música que fazia uma referência parcialmente biográfica da relação de Jagger e Richards.

"Mixed Emotions’’ foi o último single dos Stones a atingir grande sucesso na mídia chegando ao 5º lugar entre os mais vendidos .

Quanto ao álbum, ele vendeu muito bem, como de costume, chegando à segunda posição no Reino Unido e à terceira posição entre os mais vendidos nos Estados Unidos, onde foi dupla platina.

O álbum também ficou marcado pelo lançamento de sua turnê de divulgação, simplesmente a maior turnê mundial entre qualquer banda na época. Foi também o último álbum de canções inéditas com o baixista Bill Wyman, que anunciou sua saída da banda em janeiro de 1993.


Primeiramente com a Steel Wheels Tour (nos Estados Unidos, no fim de 1989 e no Japão, no começo de 1990), e depois com a Urban Jungle Tour, (na Europa, ao longo de 1990), a divulgação do álbum com o auxílio de uma turnê (no caso, de duas turnês), foi a maior do mundo na época sendo um enorme sucesso financeiro.

Durando praticamente um ano, com 115 shows, tocou em países como Japão, França, Alemanha e Canadá, além, é claro de Reino Unido e Estados Unidos. Chegou ao luxo de ter shows dos Stones sendo “abertos” por Living Colour e pelo Guns N' Roses, isso no auge da banda de Los Angeles.

Em 1990, a Fox transmitiu um especial 3-D da turnê para a televisão. O último show da Urban Jungle Tour, em 25 de agosto de 1990, no Estádio Wembley em Londres, foi a última apresentação ao vivo da banda com Bill Wyman, o único baixista oficial da história da banda.


Bem galera, por aqui encerro essa fase dos Rolling Stones e a segunda parte da história desta banda que, entre turnês gigantescas e caríssimas, problemas com drogas e a quase prisão de Keith Richards, boatos de fim do grupo e outros detalhes que valem a pena ser lidos para termos um melhor conhecimento sobre os integrantes e a convivência entre eles.


Fiquem com mais dos Rolling Stones em:




































































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