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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Os diferentes estilos da dance music

Olá, sejam bem vindos ao blog. A minha idéia hoje é um pouco louca: tentar definir as vertentes da dance music. Ninguém gosta de rótulos, mas vou tentar definir o indefinível (nossa, como estou filosofando!). A maioria das pes-soas generaliza a dance music como música eletrônica. Sim, ela não deixa de ser eletrônica, porque tem alguém produzindo com sons artificiais esses petardos musicais. Mas, espera lá! Tem muito mais coisa por trás disso tudo! Agora vou começar um pequeno histórico de cada subgênero.

* Disco music - a música ''discoteca'' ou simplesmente disco, foi um gênero musical surgido na década de 70, com influência da soul music e do funk, dois estilos de música negra que tinham muito ritmo. Esse estilo foi amplamente divulgado mundialmente através de três filmes que se passam, na maioria do tempo, dentro de uma discoteca, em uma pista de dança: ''Saturday Night Fever - Os Embalos de Sábado à Noite'', ''Até Que Enfim é Sexta-Feira'' e ''Studio 54''. Estes filmes contam o que os jovens passavam naquela época, dentro de uma discoteca. Destaco como expoentes da disco, quatro grandes vendedores de disco, mundialmente falando: ABBA, Bee Gees, Donna Summer e Boney M.


* E-music - a e-music ou electronic music, mostra que a música eletrônica não é nova, não. Surgiu no final da década de 60, com a banda alemã Kraftwerk. Esse es-tilo de música foi uma grande in-fluência para a dance music e Kraftwerk, conside-rada como a primeira banda de música eletrônica.

* Synthpop - música que utiliza sintetizadores (teclados que emitem diferenciadas sonoridades), muito usado nos anos 80 por bandas como: Depeche Mode, New Order, Pet Shop Boys, Erasure, Human League, Eurythmics, Devo e outras.

* Eurodance - música surgida na Europa, derivada da ítalo disco. Ganhou popularidade nos anos 90, quando os artistas de música eletrônica europeus começaram a difundir um ritmo mais acelerado, enérgico, acelerando as batidas da ítalo disco e mesclando, ora com vocais masculinos com uma backing vocal cantando o refrão, ora com uma voz feminina e rap masculino. Se destacam nesse gênero, nomes como: Culture Beat, Kylie Minogue, Technotronic, 2 Unlimited, Cappella, Haddaway, Captain Hollywood Project, 2 Brothers On The 4th Floor, Whigfield, Masterboy, Gottsha (brasileiríssima), D.J. Bobo, Double You, Ice M. C., Alexia, Corona, Fun Factory e muitos outros.

* Techno - estilo de música eletrônica dançante, de ritmo acelerado e melodia monótona. Surgida na década de 80, se assemelha ao estilo house, com estilo criado nos Estados Unidos com influências alemãs. Esse estilo identificava todas as músicas que eram feitas exclusivamen-te por computador, sem fazer uso de instrumentos musicais tradicionais e, nem sempre, com pouca utilização de vocais.

* Trance - estilo de música eletrônica nascido na Alemanha, derivado da house music e techno, mas com características específicas como batidas repetitivas e melodias progressivas, que levam o ouvinte, geralmente jovem, a um estado de transe. Por isso, trance, literalmente transe, é um gênero que oscila seu tempo entre 130 e 190 bpms e utilização excessiva de sintetizadores.

Local aberto com amplo espaço para rave.
* Psy Trance - estilo musical nascido em Israel e conhecido como psychedelic (psicodélico), riva-liza com o trance, porque mantém a mesma proposta de transe que o trance tem. Sua estrutura também mantém bpms altas, sinteti-zadores e pode, ou não, apresentar melodia com vocais. Estilo bastante frequente em festas ''rave'' (produzidas em locais amplos ou lugares abertos), onde, normalmente (sem policiamento) usa-se a droga chamada ''pílula do amor'' (ecstasy), que produz energia suficiente para uma pessoa dançar a noite inteira, sem parar.

* Electro House - também conhecido por dirty house, é um subgênero da house music que se caracteriza pela mistura do electro dos anos 80, por exemplo, ''Planet Rock'' de Afrika Bambaataa e ''Rockit'' de Herbie Hancok, ambas de 1983, somados à musicalidade da house music atual, além dos pesados e graves baixos. É uma vertente da e-music que se caracteriza pelos graves fortes, melódicos, a batida do house e alguns elementos de psicodelia. Destacam-se artistas como: Wolfgang Gartner, Star Killa, Hardwell, Erick Morillo, Deep Dish, Benny Benassy, Felguk, Tiga, Fedde Legrand, David Guetta, DJ. Solovey, The Saturdays, Martin Garrix e muitos outros mais.


* Chillout - termo da língua inglesa que significa ''relaxar totalmente'', ''não deixar que as coisas te incomodem''. Originalmente não era considerado um estilo musical, mas um ambiente para relaxar, lugar onde se tocavam músicas calmas, semelhantes ao que se entende atualmente por chillout. Com o tempo, chillout começou a ser usado para se referir ao estilo musical em si. Estilo surgido na metade dos anos 90, sua batida tem bpms muito baixas, com a inciativa dos produtores das bandas The Orb e The KLF. Atualmente o gênero chillout é usado pelos D.J.s em festas que começam cedo da tarde e as seleções musicais deste estilo abrem os trabalhos desses profissionais com um tipo de ''esquenta'' chamado warm up. Os outros estilos seguem durante o resto da noite.

Casa noturna também designada boate ou danceteria.
* House Music - estilo musical que surgiu nos Estados Unidos, teve como um de seus ''pais'' o D.J. e produtor norte-americano, Frankie Knuckles, um dos pioneiros do gênero. Tem como característica uma batida 4 x 4 gerada numa bateria eletrô-nica, com uma linha de baixo, também eletrônica, às vezes com acréscimos de samplers (pequenos trechos retirados de outras gravações ou músicas). Representa a evolução da disco music dos anos 70 e seus D.J.s/produtores desenvolveram seus projetos musicais e/ou grupos, tendo origem na Itália, Alemanha, Bélgica, além dos Estados Unidos e Reino Unido.

Diz a lenda, que o nome house, ''casa'' em inglês, tenha surgido do nome de uma casa noturna de Chicago, chamada The Warehouse, que funcionou de 1977 a 1982. Nesta casa noturna, trabalhou o D.J. Frankie Knuckles. Ele deixou a casa em 82, mas o termo ''house'' tornou-se popular entre os habitantes de Chicago, se referindo às seleções musicais de Frankie Knuckles. Curiosidade: No Brasil, a house destronou outros ritmos em 1989 (dois anos após o surgimento da house), por causa do mega hit ''Pump Up The Jam'' do Technotronic. O hit e o gênero em geral, invadiram as pistas de dança brasileiras e a house ficou conhecida popularmente por ''poperô''.

* Deep House - estilo também derivado da house music, surgiu na década de 80, misturando elemen-tos da chamada Chicago house com o jazz, o funk e um toque de soul music. Tem como característica o an-damento da música com batidas entre 110 e 130 bpms e o uso constante de vocais. Característica essa, muito mais comum nesse gênero que nos outros estilos. Dizem os especialistas: ''A deep house possui melodias dissonantes lentas e concentradas, com um comportamento suave e elegante. Raramente a música atinge um climax (''pico de euforia''), ao contrário dos outros subgêneros de house music, mas persiste como um som confortável e relaxante''. Concordo, este estilo é, como direi, mais sofisticado, um passeio onde você passa pelo que a música tem de mais harmonioso, sublime. Nela os D.J.s brincam com as sonoridades, criam efeitos, e é, ao mesmo tempo, gostoso de se ouvir e, porque não, dançar sem se sentir sufocado pelos apelos exagerados da house music. Só quem é apaixonado por música irá entender o que falo. 

Devo salientar que existem muitos outros gêneros como o breakbeat, o garage house, o industrial, o hard house, drum 'n' bass  e muitos outros que teria que dividir esse comentário em duas partes, mas eu destaquei as principais ou mais conhecidas. Vejam vocês, que as duas vertentes da dance music que eu deixei para o final são as minhas preferidas dentre todos o gêneros citados. Claro que eu gosto muito da eurodance, além das músicas 80's e 90's. Como eu faço comentários sobre diversos assuntos, eu deveria ser imparcial, mas eu vou ser diferente, não posso me abster, eu gosto muito desses dois gêneros. São estilos dançantes, normalmente possuem vocais poderosos e eu sou aficionado por artistas que literalmente ''se acabam'' tentando dar o melhor de si em vocais emocionantes e harmoniosos. 

Por isso que eu sempre digo: música com vocal tem que ter alguém ''se esgoelando'' para passar emoção para quem ouve. Porque, vamos ser bem sinceros, cantar é para poucos e esses poucos nasceram com ''o'' dom. E viva a boa música! 

Obrigado galera por mais essa visualização, e até a próxima postagem. 

Autor: Carlos Alberto de L. Anchieta

Curta mais dos estilos de dance music em:

Eurodance

Electro House


House Music


Trance


Deep House


Psy Trance


Techno House


Chillout


Disco Music

domingo, 18 de outubro de 2015

CARA DE UM, VOZ DE OUTROS

Esse tópico rende muito assunto, quando se trata de música. Já falei de Milli Vanilli, de Corona Olga de Souza, e ainda tenho alguns outros para comentar. Esses dois terão destaque nesta postagem.

O Projeto Black Box colocou uma modelo para interpretar, porque a dona da voz da maioria das músicas do álbum era, nada mais, nada menos que MARTHA WASH, do The Weather Girls (''It's Raining Man'', lembram?). Várias vezes ela se manifestou em processar os produtores do Black Box e disse que iria ''botar a boca no trombone'' como falamos no Brasil. O grupo fez muito mais sucesso do que pagou para Martha e tiveram que desembolsar mais uma grande quantia para que ela não jogasse "farinha'' no ventilador.
As músicas do Black Box que fizeram sucesso, mundialmente falando, foram: "I Don't Know Anybody Else", ''Everybody Everybody'' e ''Strike It Up''. OBS.: Um dos maiores sucessos do Black Box, ''Ride On Time'', tem os vocais da cantora Loleatta Holloway sampleados de outras músicas dela (colagem).

Outro caso foi o do grupo (sim, esse foi um grupo) Technotronic. Quando, em 1989, o produtor e tecladista do grupo, o belga Jo ''Tomas de Quincey'' Bogaert lançou o single ''Pump Up the Jam'', ele teve que tomar uma decisão rápida. A vocalista e rapper do grupo, uma menina nascida no Zaire, hoje, Congo, chamada Manuela Kamosi, era menor de idade (17 anos) e não poderia ser exposta em público sem uma autorização judicial assinada pelos pais.

Mas já não dava mais tempo, o single estava pronto para ser lançado e a solução foi colocar na capa do single e do LP (Long Play de vinil, na época), uma modelo. Modelo essa que teve que aprender a dublar e dançar para aparecer no clipe, pois a música estourou nas paradas do mundo todo em muito pouco tempo.

Passado esse período, Manuela Kamosi, conhecida no mundo musical como Ya Kid K (algo como ''sim, a garota K'') completou 18 anos e pôde assumir seus compromissos junto ao Technotronic e aparece no clipe de ''Get Up (Before The Night Is Over)'' junto da modelo que antes a dublava (vejam a modelo com os lábio azuis no clipe). De resto, foi um sucesso após o outro, até a saída de Manuela do Technotronic. Jo Bogaert ainda teve um relativo sucesso usando outras vocalistas.

As músicas do Technotronic que contavam com os vocais de Manuela ''Ya Kid K'' Kamosi e fizeram relativo sucesso, são: ''Pump Up The Jam'', ''Get Up (Before The Night Is Over)'', ''Move This'', ''Rocking Over The Beat'', ''Hey Yoh, Here We Go'' e ''Move It To The Rhythm'' somente fazendo o rap na música, já que já existia uma vocalista fixa para substituí-la.

Manuela ''Ya Kid K'' Kamosi fez, ainda, sucesso com o projeto Hi-Tek 3, com a música ''Spin That Wheel (Turtles Get Real)'', tema do filme ''Tartarugas Ninjas'' para o cinema.

                                                            
                                                                    Autor: Carlos Alberto de L. Anchieta


Curta os sucessos de Martha Wash, Black Box e Technotronic em:


The Weather Girls - It's Raining Man:



Black Box - Strike It Up:


Black Box - I Don't Know Anybody Else:



Technotronic - Pump Up The Jam:



Technotronic - Get Up (Before The Night  Is Over):


Hi-Tek 3 - Spin That Wheel:

CORONA

Corona é um projeto musical italiano, que surgiu no início dos anos 90 e que incluiu como "cantora'', a brasileira Olga Maria de Souza, radicada na Itália, filha de pai músico e mãe cozinheira.

Assim como o Milli Vanilli, só que bem mais tarde, surgiu a dúvida se Olga era a cantora ou só uma modelo para interpretar esse tipo de projeto chamado de ''Grupo Sem Rosto''.

Ninguém conseguiu contestar a interpretação de Olga, mas não é preciso ser muito inteligente para perceber outros projetos com a mesma voz. Daí, os olhos se voltaram para uma cantora de estúdio chamada Sandy Chambers. À ela foram creditados os sucessos do Projeto Corona como: ''Baby, I Need Your Love'', ''Do You Want Me'', ''I Don't Wanna Be a Star'', ''I Gotta Keep Dancing'', ''I Want Your Love'', ''Try Me Out'', ''Baby Baby'' e ''The Power Of Love''.

Tudo bem, você pode dizer: ''Claro, tudo de uma banda só, não podem provar nada''. Engano, meus caros leitores e leitoras. No próprio Projeto Corona, tem uma música que não é cantada pela Sandy Chambers, e é, até hoje, o maior sucesso da banda, chamado ''The Rhythm Of The Night'', creditado à uma outra cantora, de nome Jenny B.

Acontece, amigos e amigas admiradores dessa mulher que todos equivocadamente chamam de Corona, é apenas Olga Maria, a compositora. Vejam (e se puderem, ouçam) a lista de músicas, a seguir, creditados à Sandy Chambers: ''Asira - Mama''; ''J. K. - My Radio''; ''J. K. - You Make Me Feel Good''; ''K-Box - Do You Want My Love''; ''Netzwerk - Breakdown''; ''Sasha - Miracle''; ''Jhava - Don't Tell Me Lies''; ''Benassy Brothers feat. Sandy Chambers - Illusion'' e ''KMC feat. Sandy Chambers - Get Better''. Existem muitos outros singles que possuem a voz de uma mesma pessoa e isso eu vou comentar na próxima postagem.

Mas pessoal, eu não estou falando mal de Olga Maria de Souza. Ao contrário, ela fez tudo o que foi ofertado à ela e aproveitou a oportunidade se agarrando com unhas e dentes. Nesse período ela se aperfeiçoou em canto, dança e alçou voo próprio. Muitas das músicas que ela "interpretou", incluindo ''The Rhythm Of The Night'', são de sua autoria, por isso que ninguém contestou a veracidade do projeto. Precisava? Ela é um charme e carisma só!

Em 2013, após ter juntado um montante considerável, ela pôde se instalar em sua casa, comprada em São Paulo, onde, após 20 anos morando na Europa, fincou raízes para viver tranquilamente com seu marido. Ainda, de lambuja, gravou um single (que particularmente, considero muito bom) chamado ''Queen Of Town'', com letra e música de sua autoria e, observem agora, sua própria e autêntica voz, produzido pelo excelente DJ. Alex Hunts(curtam o remix ''Alex Hunts & F. Veloso Original Mix'', também). 

E, pasmem, conseguiu, por mérito de tantos anos trabalhando nesse projeto (afinal, ela conquistou muitos fãs para a banda), continuar gravando sob o nome Corona. Eu já ouvi músicas recentes do Projeto Corona interpretadas por outra vocalista, ao qual eu ainda não tenho conhecimento do nome. 

                                                                Autor: Carlos Alberto de L. Anchieta

Curtam mais sobre Corona Olga de Souza em:

The Rhythm Of The Night:



The Power Of Love:



Queen Of Town:

sábado, 17 de outubro de 2015

ADAM LAMBERT

O atual vocalista do Queen em shows ao vivo, ADAM LAMBERT, vem se destacando pela carreira solo que foi alavancada no programa ''AMERICAN IDOL'', em 2009, na 8ª temporada. Adam ficou em segundo lugar, mas despertou a atenção das gravadoras.

Seu primeiro disco, For Your Entertainment, vendeu quase 200 mil cópias na primeira semana de lançamento. Desse disco se destacaram a faixa-título, ''Whataya Want For Me'' e ''If I Had You''. Até hoje, foram vendidas mais de 800 mil cópias deste disco.  Em 2012, a música que mais tocou no Brasil foi ''Never Close Our Eyes'', onde há a participação de Bruno Mars. 

Nesse ano, a música de trabalho de Adam, que já está sendo bastante executada nas rádios brasileiras, chama-se ''Ghost Town'', com uma levada deep house, mais lenta, mas com uma pegada bem dançante.

                                                          Autor: Carlos Alberto de L. Anchieta

Curtam alguns dos trabalhos de Adam Lambert em:

Whataya Want For Me:



Ghost Town:

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