Últimas postagens

Mostrando postagens com marcador rock progressivo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rock progressivo. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de outubro de 2017

ROCK GRANDE DO SUL - ENGENHEIROS DO HAWAII - SEGUNDA PARTE


Salve galera que está curtindo o Blog Opinião do Véio! Sejam bem - vindos à segunda parte de minha postagem sobre os Engenheiros do Hawaii. Como eles mesmos disseram com o título do primeiro LP, estavam longe demais das capitais, ou seja, o eixo Rio - São Paulo, onde estão as grandes gravadoras, as melhores oportunidades de se fazer grandes apresentações, shows em estádios e grandes ginásios.

E foi o que eles fizeram, Como se diz no Rio Grande do Sul, se mudaram “de mala e cuia”. Foram conquistar o Brasil, pois é isso que uma banda com carreira em ascendência deve fazer.


MUDANÇA PARA O RIO DE JANEIRO (1990 – 1993)

O disco seguinte, O Papa é Pop, de 1990 consolida a mudança de sonoridade da banda. Puxados pelo sucesso "Era um Garoto Que Como Eu, Amava os Beatles e os Rolling Stones", regravação de uma velha canção do grupo Os Incríveis (por sua vez versão da canção "C'era un ragazzo che come me amava i Beatles e i Rolling Stones" de Gianni Morandi), e a faixa-título, o quinto disco dos Engenheiros investe no som progressivo, calçado nos solos de guitarra de Licks e em uma base mais eletrônica de teclados e bateria.

Capa do álbum de 1990.

Gessinger passa a assumir também o piano elétrico e começam a surgir as baladas de piano e voz da banda. São dele as canções "Anoiteceu em Porto Alegre", "O Exército de um Homem Só" (dividida em duas partes), "Pra Ser Sincero" e "Perfeita Simetria" (versão alternativa da canção "O Papa é Pop"). Em meio aos novos sucessos, uma antiga canção, "Refrão de Bolero", oriunda do segundo disco, A Revolta dos Dândis, também era bastante executada pelas rádios. Aclamados pelo público e massacrados pela crítica, os Engenheiros do Hawaii consagram-se no Rock in Rio II, arrancando elogios do jornal americano New York Times, apesar de ignorados pela Folha de S. Paulo.

O Papa é Pop é considerado o álbum mais vendido da banda, com mais de 400 mil cópias nos primeiros anos. Com ele, os Engenheiros do Hawaii foram considerados a maior banda de rock do Brasil de 1990 em votação promovida pela revista Bizz, em reportagem da mesma revista meses depois e pela revista Veja.

O ano de 1991 marca o lançamento do sexto disco, Várias Variáveis, que completa a trilogia iniciada no segundo e terceiro discos da banda. Há redução dos efeitos eletrônicos e a retomada de um som mais rock 'n' roll, mas não repete o mesmo sucesso do anterior, mesmo tendo a canção "Herdeiro da Pampa Pobre", regravação de um antigo sucesso de Gaúcho da Fronteira, bastante executada nas rádios. Este é um dos discos que contém as melhores letras do grupo, porém, o som não é o forte do álbum, sendo o mesmo questionado hoje até pelo próprio Gessinger.


Capa do álbum de 1991.

Pode-se dizer que foi um disco seminal, pois canções como "Piano Bar", "Muros & Grades" e "Ando Só", em regravações em outros discos, estabeleceram-se como algumas das melhores da banda. No ano seguinte, 1992, é lançado o sétimo disco, Gessinger, Licks & Maltz, ou GLM, inspirado no famoso logotipo ELP de Emerson, Lake & Palmer. O som continua mesclando elementos de MPB e rock progressivo, com destaque para as canções "Ninguém = Ninguém", "A Conquista do Espaço", "Pose (Anos 90)" e "Parabólica", canção que Gessinger fez em homenagem a sua filha Clara, nascida em fevereiro do mesmo ano.

Capa do álbum de 1992.

O oitavo disco dos Engenheiros é o semi-acústico Filmes de Guerra, Canções de Amor, de 1993, gravado ao vivo na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro. A banda considerava este disco como acústico, pois condicionava tal formato à ausência de bateria e às guitarras semi-acústicas. Na época não existia a febre de acústicos gravados pelos grandes nomes nacionais, o que denota o caráter visionário da banda.

Capa do álbum acústico de 1993.

 O disco foi gravado ao vivo por uma decisão da banda de gravar um álbum ao vivo a cada três álbuns, uma ideia da banda Rush, que faz o mesmo. Com guitarras acústicas, percussão, piano, acordeão e participação da Orquestra Sinfônica Brasileira em três faixas, regida por Wagner Tiso, as velhas canções – como "Muros e Grades", "O Exército de um Homem Só" e "Crônica", e novas composições como "Mapas do Acaso" e "Quanto Vale a Vida?", ganharam arranjos que apontavam para o blues, a música tradicionalista e a erudita, ressaltando a excelente qualidade das letras dos Engenheiros do Hawaii.

A banda chegou a participar, ainda no mesmo ano, do festival Hollywood Rock Brasil, junto com os brasileiros do Biquini Cavadão, De Falla, Dr. Sin e Midnight Blues Band. Entretanto não foram bem recepcionados e receberam muitas vaias. Eles se apresentaram no mesmo dia de L7 e Nirvana.



O ano de 1993 marca também a primeira excursão dos Engenheiros pelo Japão e Estados Unidos. Porém, no final deste mesmo ano, discussões e rixas internas acabaram por resultar na saída do guitarrista Augusto Licks. Inicia-se uma longa disputa jurídica pela marca "Engenheiros do Hawaii", tendo Gessinger e Maltz finalmente ficado com o nome da banda.

TEMPOS DETEMPESTADE E GESSINGER TRIO (1994 – 2000)

O passo seguinte foi remontar os Engenheiros, com a entrada do guitarrista Ricardo Horn. Posteriormente, também ingressam na banda: Paolo Casarin (acordeom e teclados) e o guitarrista Fernando Deluqui (ex-RPM). Após dois anos sem gravar, os Engenheiros lançam em 1995 o álbum Simples de Coração.

Capa do álbum de 1995.

O som é mais pesado, com climas regionais gaúchos dados pelo acordeão de Casarin. Destaque para as canções "A Promessa", "A Perigo", "Lance de Dados", "Ilex Paraguariensis" e "Simples de Coração". Havia ainda a canção "O Castelo dos Destinos Cruzados", em que o baterista Maltz assume os vocais. O disco Simples de Coração também teve uma versão em inglês, que não chegou às vendas. Os fãs mais assíduos têm apenas as MP3s.

Paralelamente às gravações do Simples de Coração, Gessinger monta o trio “33 de Espadas”, para tocar música instrumental. Ao fim da turnê de Simples de Coração, a banda passou por uma grave crise, pois a formação "quinteto" era temporária. 

O trio 33 de Espadas.

Longe do sucesso de outros tempos, os Engenheiros começam a pensar em seguir outros caminhos. O "33 de Espadas" faz sua estréia já com a formação que viria se chamar "Humberto Gessinger Trio", tendo Luciano Granja na guitarra e Adal Fonseca na bateria.

O grupo lançou o disco, também intitulado Humberto Gessinger Trio (HG3), em 1996. O clima enxuto do disco, basicamente com bateria, baixo e guitarra, lembra os primeiros trabalhos de Gessinger, como exemplificam as canções "Vida Real", "Freud Flintstone", "De Fé" e "O Preço". Paralelo a esse fato, Carlos Maltz envolve-se numa trilha mística e resolve abandonar os Engenheiros. A partir daí, o baterista monta o grupo A Irmandade. Durante a turnê do Humberto Gessinger Trio, há uma constante troca de nome das bandas. Os shows que deveriam ser anunciados como HG3 ainda eram apresentados como Engenheiros do Hawaii.

Capa ampliada do álbum de 1996.

A verdade é que para um produtor anunciar um show dos Engenheiros do Hawaii, banda nacionalmente conhecida era muito mais fácil e rentável que apresentar como Humberto Gessinger Trio, nome absolutamente desconhecido. Reconhecendo que era inviável seguir com o nome da nova banda, Gessinger volta a admitir-se como um Engenheiro do Hawaii. Para que haja alguma diferença entre o HG3 e o "novo" Engenheiros do Hawaii, ele convida Lúcio Dorfmann a assumir os teclados do grupo, configurando um novo som ao grupo, bem próximo ao pop que predominava no mercado musical da época.

O disco Minuano, de 1997, marca a volta dos Engenheiros do Hawaii com este nome. O álbum mescla influências regionalistas, tecnologia e que conta com arranjos de violino que lembram o folk, tornam este o disco mais leve e com a sonoridade mais vaga da banda. Emplaca o sucesso "A Montanha", além de outras belas canções como "Nuvem", "Faz Parte" e "Alucinação", uma cover para uma antiga canção de Belchior.

Capa do álbum de 1997, com a estátua do Laçador.

O disco ainda marcou a saída dos Engenheiros do Hawaii da BMG. A saída se deu com o lançamento de um box em formato de lata, intitulado Infinita Highway, contendo o relançamento de todos os dez discos da banda até então. Todos foram remasterizados, com exceção dos dois últimos (Simples de Coração e Minuano foram gravados já para o formato CD).

¡Tchau Radar!, de 1999, marca a entrada dos Engenheiros para a Universal Music Group e exibe uma maior maturidade do grupo, onde as influências musicais da banda ficam mais evidentes (folk rock, rock 'n roll dos anos 60, rock progressivo e MPB) com belas composições de Gessinger, como "Eu Que Não Amo Você", "Seguir Viagem" e "3 X 4" além de duas covers: "Negro Amor" ("It's All Over Now Baby Blue", de Bob Dylan) e "Cruzada" (de Tavinho Moura e Marcio Borges), esta contando com arranjos de orquestra, como é comum em várias faixas do álbum.

Capa do álbum de 1999.

Bem galera, por aqui encerro esta segunda parte da história dos Engenheiros do Hawaii. Quando uma banda é amada pelo seu público e odiada pelos críticos, o que acontece é o seguinte: muito falatório, tentando explicar o inexplicável, ladainhas que não acabam mais por parte de críticos que gostariam de elaborar uma obra musical, mas nem sempre conseguem. Eu cito uma frase da música do primeiro LP dos Engenheiros, “Toda Forma de Poder”, direcionada diretamente aos críticos de plantão (Não me odeiem por isso!): “Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada...”

Por outro lado, os apreciadores e consumidores que gostam da banda, se fartam comprando os produtos que adoram e curtem com prazer. Agora lembrei de um amigo que era (sim, ele já fez a passagem!) um grande admirador dos Engenheiros do Hawaii. Para ele, muito do que está nas letras dos Engenheiros, tem sentido sim, e quem tem experiência, sabe que muito do que ali está escrito, faz sim, parte da vida do ser humano. Ouçam sem moderação!!


Fiquem com mais dos Engenheiros do Hawaii em:



































domingo, 25 de setembro de 2016

O OUTRO LADO DO PINK FLOYD - PARTE 5 DE 5


Olá galera que curte o Blog Opinião do Véio! Nessa postagem comentarei sobre os últimos anos de convivência da banda, suas possíveis reuniões com todos os integrantes em harmonia e um impossível retorno do grupo completo com a morte de um dos componentes. Lembrando o que é óbvio, a importância que esta banda tem e terá junto ao cenário musical, o legado fortíssimo que  deixou e uma legião de fãs imensa por todo o planeta.

Últimos anos
Muitos fãs expressaram esperança de que a apresentação do Live 8 os levariam a uma turnê de reunião, e uma oferta que bateu recordes, de 250 milhões de dólares, foi oferecida para uma turnê mundial, mas a banda deixou claro que não existiam planos para tal. Nas semanas depois do show, no entanto, as rixas entre os integrantes pareciam ter amenizado. Gilmour confirmou que ele e Waters estavam em “termos amigáveis”, mas Waters teria apresentado comentários conflitantes desde então, com afirmações que variavam de “Eu posso rolar por um show, mas eu não poderia rolar por uma grande turnê” e “Eu espero nós o façamos de novo”. Mais tarde, sua afirmações indicavam seu desejo por tocar de novo, não por uma turnê, mas por um evento similar ao Live 8.
Em 31 de janeiro de 2006, David Gilmour apresentou uma afirmação em nome do grupo dizendo que não existiam planos para uma reunião, indo contra os rumores que a mídia fizera. Gilmour, mais tarde, afirmou numa entrevista ao La Repubblica, que ele terminou com o Pink Floyd e esperava focar-se em seus projetos solo e sua família. Ele mencionou que concordou tocar no Live 8 com Waters para apoiar a causa, para fazer as pazes com Waters e sabendo que ele se arrependeria se não o fizesse.
No entanto, ele afirmou que o Pink Floyd estava ansioso para tocar em um concerto “que apoiasse os acordos de paz de Israel e a Palestina”. Mais tarde, falando com a Billboard, Gilmour mudou sua opinião, dizendo que não sabia a verdadeira causa porque acabara com o Pink Floyd. Uma apresentação surpresa, pela formação do Pink Floyd pós Waters, com David Gilmour, Rick Wright e Nick Mason ocorreu na última apresentação de Gilmour no Royal Albert Hall, em 31 de maio de 2006, enquanto os três tocaram “Wish You Were Here” e “Comfortably Numb”.
Em 2007 foi o aniversário de 40 anos em que o Pink Floyd assinou com a EMI, e o aniversário de 40 anos do lançamento dos três primeiros singles “Arnold Layne”, “See Emily Play” e “Apples And Oranges” e do seu primeiro álbum The Piper At The Gates Of Down. Isso foi marcado pelo lançamento de uma edição limitada contendo mixagens estéreo e mono do álbum, além de faixas com os singles e gravações raras.

A capa da edição do 40º aniversário do 1º álbum lançado pela banda.

Em 10 de maio de 2007, Roger Waters tocou em um concerto em homenagem ao Syd Barrett no Centro Barbican em Londres. Isso foi seguido de uma apresentação surpresa pelo Pink Floyd pós Waters, com David Gilmour, Rick Wright e Nick Mason de “Arnold Layne”, para um estrondoso aplauso e uma ovação em pé. Mas esperanças de um próximo show de reunião com a formação clássica foi descartada quando Waters não tocou com o grupo. Roger Waters subiu ao palco aos gritos de “Pink Floyd!” ao qual ele respondeu: “Mais tarde”. Gilmour, Mason e Wright subiram ao palco aos gritos de “Roger Waters!”, ao qual Gilmour respondeu educadamente: “Yeah, ele esteve aqui também, agora o resto de nós”.
Mais tarde, Waters se tornou flexivelmente mais aberto para uma reunião com o Pink Floyd. Em uma entrevista em 2007, ele disse: “Eu não teria nenhum problema se o resto deles quisesse se juntar de novo. E isso nem precisaria acontecer para salvar o mundo. Isso poderia acontecer somente por ser divertido. E as pessoas adorariam”.

A reunião da banda em 2005.

Em 24 de setembro de 2007, Gilmour afirmou sobre uma futura reunião do Pink Floyd, de qualquer jeito, sendo ela com Roger Waters ou não. Ele disse: “Eu não sei porque eu gostaria de voltar atrás para aquela coisa antiga. É bastante retrogressivo. Eu quero olhar para a frente, e olhando para trás não é minha alegria”.
Em 10 de dezembro, no Reino Unido e 11 de dezembro, nos Estados Unidos, o Pink Floyd lançou um novo box, Oh, By The Way contendo todos os 14 álbuns de estúdio com suas respectivas atuais remasterizações, encarte original de vinil, mais encarte feito por Storm Thorgenson.

O box com os 14 álbuns lançado em 2007.

No dia 21 de maio de 2008, o Pink Floyd recebeu o prêmio Polar na cidade de Estocolmo, na Suécia. O júri declarou que sua decisão foi baseada na importância do Pink Floyd para a evolução da música popular, por uní-la à arte, em sua proposta experimental, e por seu sucesso em “capturar e formar reflexões e atitudes para toda uma geração”. O júri declarou ainda que a banda “inspirou e marcou o caminho para o desenvolvimento do rock progressivo”.
Em 15 de setembro de 2008, após uma curta batalha contra o câncer, morreu o tecladista e integrante fundador do Pink Floyd, Richard Wright, aos 65 anos de idade, conforme anunciou seu assessor.


Em julho de 2014, foi anunciado que os integrantes do Pink Floyd iriam editar em outubro de 2014 o novo álbum The Endless River, o primeiro dos últimos 20 anos. O novo álbum teria como base, material inédito registrado em 1994, durante as sessões de gravação do The Division Bell, por isso vocês encontrarão videos abaixo, gravados em 1993.
No dia 07 de novembro de 2014, o Pink Floyd lançou seu mais novo e último álbum The Endless River, encerrando suas atividades oficialmente logo após o lançamento do mesmo.

A capa do álbum de 2014.

Em agosto de 2015, David Gilmour confirmou à uma revista, que o grupo Pink Floyd acabou.
Legado, influências e espetáculos ao vivo
Vários artistas foram influenciados pelo trabalho do Pink Floyd: David Bowie citava Syd Barret como a sua maior inspiração. O guitarrista Steve Rothery, da banda Marillion citou o álbum Wish You Were Here como sua maior inspiração, enquanto o duo Pet Shop Boys prestou homenagem ao The Wall durante uma apresentação em Boston. Várias outras bandas foram influenciadas pelo Pink Floyd, entre elas estão Queen, Korn, Nine Inch Nails, Radiohead, Dream Theater, Porcupine Tree, The Mars Volta, Tool, Queensryche, 30 Seconds To Mars. Scissor Sisters, Rush, Gorillaz, Mudvayne, Primus e muitas outras bandas.


Há também inúmeras bandas que fizeram um tributo ao Pink Floyd. Em 11 de outubro de 2005, a banda de metal progressivo Dream Theater tocou o álbum inteiro The Dark Side Of The Moon em Amsterdã e duas semanas depois, em Londres. Por sua parte, Easy Star All-Starspostou um tributo ao Dark Side, com influências de reggae e hip-hop, intitulado Dub Side Of The Moon, enquanto a banda de heavy metal Ministry seguiu o exemplo, nomeando o seu disco de 1999 como Dark Side Of The Spoon.
O Pink Floyd sempre foi reconhecido pelos seus prodigiosos espetáculos ao vivo, que combinavam as mais modernas experiências visuais com a sua música, para criar um espetáculo onde os próprios artistas eram quase secundários. O Pink Floyd, nos seus primeiros tempos, foi uma das primeiras bandas a usar jogos de luzes próprios nos seus espetáculos, projetavam slides e filmes com formas psicodélicas numa grande tela circular.

Muitas luzes, ... 
Mais tarde foram adicionados aos espetáculos, efeitos especiais incluindo lasers, pirotecnia e balões gigantes. Bem, nessa categoria, um suíno gigante flutuava sobre o público durante a apresentação de “Pigs” do álbum Animals, onde tinha a obra de George Orwell, Animal Farm como inspiração.
... imagens e ....
O espetáculo mais elaborado montado pela banda foi o do The Wall, no qual um grupo de músicos contratados tocava a primeira música usando máscaras de borracha, provando assim, que os integrantes da banda não eram reconhecidos pelas suas personalidades individuais. Depois, um gigantesco muro era erguido, separando a banda do público e que no final do espetáculo era demolido por explosões. Este espetáculo foi recriado por Roger Waters em 1990, no meio das ruínas do Muro de Berlim. Convidando para o evento, músicos como Bryan Adams, Van Morrison, Scorpions, The Band, Joni Mitchell, Cyndi Lauper e Sinéad O’Connor.

... pirotecnia, faziam parte ...
Em um dos concertos aconteceu um fato curioso: durante a performance que encerrou o Festival de Artes e Música Coachella Valley, realizado em 27 de abril de 2008, no deserto a leste de Los Angeles, o porco inflável gigante, marca registrada do ex-lider do Pink Floyd, Roger Waters e que integrava as apresentações do Pink Floyd desde 1977, soltou-se das amarras e saiu voando sobre o público do festival, perdendo-se. 

O "porquinho" voador fujão.
Os organizadores ofereceram, na época, uma recompensa de 10 mil dólares e quatro ingressos vitalícios para quem o encontrasse e devolvesse.

... dos concertos do Pink Floyd.
Uma curiosidade: o Pink Floyd jamais se apresentou no Brasil. Roger Waters, em turnê solo, fez duas apresentações, a primeira em março de 2002 e a outra em 24 de março de 2007, onde se apresentou no estádio do Morumbi, em São Paulo. Com pouco mais de 40 mil fãs, Roger Waters abriu o show com  a tradicional “In The Flesh” do The Wall, acompanhado de fogos de artifício e um show de iluminação.
Após clássicos como “Shine On You Crazy Diamond” e “Wish You Were Here”, ele tocou “Sheep” e um porco voador rodeou o estádio e foi solto no céu noturno. Depois de um intervalo de dez minutos, Roger voltou para tocar o álbum The Dark Side Of The Moon.
Também houve um show com cerca de 33 mil fãs, no Rio de Janeiro, na Praça da Apoteose, também com o álbum The Dark Side Of The Moon e finalizando o show com a música “Another Brick In The Wall”.

Em 2012, Roger Waters esteve no Brasil com a turnê The Wall, onde fez três shows. O primeiro show foi em Porto Alegre no Estádio Beira-Rio, no dia 25 de março, depois o músico seguiu para o Rio de Janeiro, onde se apresentou no Estádio olímpico João Avelange, em 29 de março e em seguida apresentou-se em São Paulo, no Estádio do Morumbi, nos dias 1º e 03 de abril.
Roger Waters dedicou os três shows que fez ao brasileiro Jean Charles, morto por policiais britânicos em Londres, no ano de 2005, ao ser confundido com um terrorista. “Gostaria de dedicar este concerto a Jean Charles, sua família e sua luta por verdade e justiça”.


No dia 03 de setembro de 2015, Gilmour anunciou em sua página no Facebook três shows no Brasil para o mês de dezembro, nos dias 12, 14 e 16, respectivamente em São Paulo no Allianz Parque, em Curitiba na Pedreira Paulo Leminski e Porto Alegre na Arena do Grêmio. Os shows tinham como objetivo a divulgação do novo trabalho, seu quarto álbum Rattle That Lock e reuniram juntos, mais de 100 mil pessoas.
Bem pessoal, era isso que eu tinha para comentar com vocês sobre essa banda que, com certeza marcou a vida de muitas pessoas, além de ter aquela música que a gente adora ouvir e tentamos fazer com que os mais novos curtam e acabem gostando também. Sempre haverá um The Other Side Of Pink Floyd, principalmente porque os três integrantes ainda estão por aí, gerando uma possibilidade infinita de uma possível reunião e outras histórias que ainda virão à tona. Um abraço e até a próxima postagem sobre os irlandeses do U2. Curtam mais de Pink Floyd em:
























































sábado, 24 de setembro de 2016

O OUTRO LADO DO PINK FLOYD - PARTE 4 DE 5



Olá galera que está curtindo o Blog Opinião do Véio! Agora vou comentar a quarta parte sobre a história do Pink Floyd, num período em que as ideias de Rogers Waters já não faziam mais parte integral da banda, mas apenas sua linha de raciocínio.

O Pink Floyd em 1987.

Era Gilmour: 1987 – 1995
Em dezembro de 1985, Waters anunciou que estava saindo do Pink Floyd e descreveu a banda como “uma força criativa desgastada”, embora em 1986 Gilmour e Mason começassem a gravar um novo álbum para o Pink Floyd. Ao mesmo tempo, Roger Waters estava trabalhando em seu outro álbum solo, chamado Radio K.A.O.S. (1987). Uma disputa legal foi iniciada por Waters, reivindicando que o nome “Pink Floyd” deveria ser colocado de lado, mas Gilmour e Mason seguraram sua convicção de que eles tinham direitos legais para continuar com o nome oficial. O processo acabou se acertando por um acordo fora dos tribunais.
Depois de se considerar e rejeitar muitos títulos, o novo álbum foi lançado como A Momentary Lapse Of Reason (1987), que alcançou o 1º lugar, tanto no Reino Unido como nos Estados Unidos. Sem Waters, que foi dominantemente o letrista da banda por uma década, a banda recebeu ajuda de escritores de fora. Como o Pink Floyd nunca havia feito isso antes, exceto pelas contribuições orquestrais com Geesin e Ezrin, essa atitude recebeu muitas críticas. Ezrin, que renovou a sua amizade com Gilmour em 1983 quando co-produziu o álbum About Face, tanto co-produziu como foi um dos escritores, além de Jon Carin, que escreveu a letra de “Learning To Fly” e tocou teclado em várias músicas do álbum.

Capa do álbum de 1987.

Wright também retornou, e inicialmente foi colocado como um músico assalariado durante as finalizações das gravações, se juntando oficialmente à banda em sua nova turnê. Mais tarde, Gilmour admitiu que Mason e Wright tiveram pouca participação no álbum. Por causa das poucas contribuições de Mason e Wright, alguns críticos dizem que A Momentary Lapse Of Reason deveria ser considerado como um trabalho solo de Gilmour, do mesmo jeito que The Final Cut seria um trabalho solo de Waters.

O álbum ao vivo, de 1988.

Um ano depois, a banda lançou o álbum ao vivo Delicate Sound Of Thunder (1988) e mais tarde gravou instrumentais para um filme clássico de corrida, chamado  La Carrera Panamericana, filmado no México e com Gilmour e Mason participando como motoristas. Durante a corrida, Gilmour, como motorista, e o agente Steve O’Rourke como seu guia, bateram. O’Rourke teve sua perna quebrada, mas Gilmour saiu somente com alguns arranhões. 



Os instrumentais são muito bons, por incluírem o primeiro material do Pink Floyd co-escrito por Wright desde 1975, tanto como o único material co-escrito por Mason desde The Dark Side Of The Moon.
Em 1992 eles lançaram o box Shine On. A caixa contendo 9 CDs incluía relançamentos dos álbuns de estúdio, A Saucerful Of Secrets (1968), Meddle (1971), The Dark Side Of The Moon (1973), Wish You Were Here (1975),  Animals (1977), The Wall (1979) e A Momentary Lapse Of Reason (1987). Um disco bonus chamado The Early Singles também foi incluso. O encarte incluía caixa que permitia que os álbuns ficassem em pé juntos, formando a capa do The Dark Side Of The Moon.


O box de 1992.

O texto circular de cada CD inclui as palavras praticamente ilegíveis “The Big Bong Theory”. Nesse mesmo ano, ocorreu o lançamento do álbum solo Amused To Death, de Waters. A gravação seguinte da banda foi o The Division Bell de 1994, que contém muito mais trabalho em grupo que o A Momentary Lapse teve, com Wright reinstalado como um integrante oficial do grupo. O álbum foi melhor recebido pelos críticos e fãs do que o A Momentary Lapse, mas foi intensamente criticado como cansativo e feito sob fórmulas. Este foi o segundo álbum a chegar ao 1º lugarem ambas as paradas do Reino Unido e dos Estados Unidos.


O álbum de 1994.

The Division Bell foi outro álbum conceitual, de alguns jeitos representando a visão de Gilmour nos mesmos temas que Waters discutiu em The Wall. O título foi sugerido para Gilmour pelo seu amigo Douglas Adams. Várias das letras foram co-escritas pela namorada de Gilmour na época, Polly Samson, com quem ele casou logo depois do lançamento do álbum. Além de Polly, o álbum conteve a colaboração de Anthony Moore, que co-escreveu letras para várias músicas do álbum anterior e dividiu composição com Wright, qu teve sua primeira música em que teve voz principal desde The Dark Side..., em “Wearing The Inside Out”. As colaborações de Moore nas composições continuou em praticamente todas as músicas do álbum solo de Wright, Broken China.


A capa do álbum ao vivo de 1995.

A banda lançou o álbum ao vivo Pulse em 1995. Este álbum chegou ao 1º lugar nas paradas dos Estados Unidos e contém músicas que foram gravadas durante a turnê do The Division Bell no Earls Court, em Londres. O concerto do The Division Bell é uma mistura do clássico e do Pink Floyd moderno. O concerto em Earls Court marcaria a primeira vez que a banda tocou inteiramente o The Dark Side Of The Moon em duas décadas.
Versões de VHS e Laserdisc do concerto do dia 20 de outubro de 1994, também foram lançadas. Uma versão de DVD foi lançada em 2006 e rapidamente entrou nas paradas. A caixa de CD de 1994 tinha um LED, o que fazia com que o ponto vermelho piscasse (pulsasse) uma vez por segundo, como uma batida de coração. Mais tarde, em 1995, a banda recebeu seu primeiro e único prêmio Grammy para Melhor Performance de Instrumental de Rock com “Marooned”.
Trabalho solo e mais: 1995 – presente
Em 17 de janeiro de 1996, a banda foi indicada ao Hall da Fama do Rock And Roll pelo líder da banda Smashing Pumpkins, Billy Corgan. Roger Waters não compareceu, ainda sendo contraseus antigos parceiros de banda. No seu discurso de entrada, Gilmour disse: “Eu terei que pegar um pouco mais desse para nossos dois integrantes que começaram a tocar em diferentes tons, Roger e Syd...”. Apesar de Mason estar presente quando aceitaram o prêmio, ele não se juntou a Gilmour, Wright e Billy Corgan para a sua performance acústica de “Wish You Were Here”.


Capa do álbum ao vivo da turnê de 1980 - 81, lançado em 2000.

Uma gravação ao vivo de The Wall foi lançada em 2000, reunida de shows de Londres em 1980 e 1981, com o nome de Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980 – 1981. Este álbum chegou ao 1º lugar nas paradas dos Estados Unidos. Em 2001, um disco duplo com as músicas mais conhecidas da banda, chamado de Echoes: The Best Of Pink Floyd, foi lançado.


Capa da coletânea de 2001.

Gilmour, Mason, Waters e Wright colaboraram na edição, sequenciação e seleção das músicas para as faixas. Pequenas controvérsias foram porque as músicas não seguiram uma ordem cronológica e apresentaram material fora do contexto dos álbuns originais. Algumas das músicas como “Echoes”, “Shine On You Crazy Diamond”, “Sheep”, “Marooned” e “High Hopes” foram editadas, ou seja, tiveram seções substancialmente retiradas. O álbum chegou ao 1º lugar das paradas do Reino Unido e dos Estados Unidos.



Em 2003, um relançamento do álbum The Dark Side Of The Moon em SACD foi feito, com novo encarte e capa.


The Dark Side Of the Moon em SACD.

(Vou abrir outro grande parêntese, só que desta vez para explicar o que nem eu tinha ouvido falar: Super Audio CD (SACD) é um disco áudio óptico apenas de leitura desenvolvido com o objetivo de disponibilizar uma maior fidelidade na reprodução de áudio digital, superando a reprodução do tradicional CD. Introduzido no mercado em 1999, foi desenvolvido pela Sony e Philips, as mesmas companhias que criaram o CD. Compete com o DVD-Áudio, mas os dois formatos NUNCA se popularizaram no mercado de massa sendo restritos à entusiastas de áudio (audiófilos).



Há uma guerra de formatos entre o Super Áudio CD e o DVD-Áudio. Outro desafio é o formato DualDisc. Neste momento o SACD tem um grande interesse por parte dos audiófilos, mas ainda tem pouca aceitação por parte do mercado de massas. Em maio de 2005, havia aproximadamente 3.000 SACD editados, 40% dos quais são de música clássica. 


Um SACD player da Pioneer. 

Contudo, alguns dos álbuns mais populares foram editados neste formato, onde se incluem a maioria dos álbuns de Peter Gabriel, Bob Dylan e The Greatfull Dead, o clássico The Dark Side Of The Moon (The 30th Anniversary Edition), do Pink Floyd, o álbum A New Day Has Come da cantora Céline Dion e Avalon (The 21st Anniversary Edition) do Roxy Music, também de 2003. Os dois últimos foram editados em SACD para tirar partido das capacidades do formato Multi-Canal. Ambos foram remasterizados em 5.1 surround (deixando a mixagem estereofônica original intacta), e editados como SACDs híbridos, não para se submeterem ao seu principal rival em Multi-Canal, o DVD-Áudio, mas para incentivar os compradores a trocarem o CD pelo SACD. 



O seu rival, o DVD-Áudio, tem os seus próprios álbuns de interesse não editados em SACD, pela mesma razão. Fazem parte destes álbuns The Game e A Night At The Opera, do Queen, Hotel California do The Eagles, Rumours do Fleetwood Mac entre outros. Pelo que pude entender na informação, o sistema existe até hoje, mas o mercado é restrito apenas para aqueles que apreciam um sistema de qualidade perfeita e aparentemente, nada barata.) Fim do parêntese.
O livro de Nick Mason, Inside Out: A Personal History Of Pink Floyd, foi publicado em 2004 na Europa e em 2005 nos Estados Unidos. Mason fez aparições públicas promovendo seu livro, em algumas cidades da Europa e dos Estados Unidos, dando entrevistas e autografando livros. Alguns fãs disseram que ele preferia estar em turnê com a banda do que uma turnê com o livro.
O agente do Pink Floyd de muitos anos, Steve O’Rourke faleceu em 30 de outubro de 2003. Gilmour, Mason e Wright se reuniram no seu funeral e tocaram “Fat Old Sun” e “The Great Gig In The Sky” na Catedral de Chichester, como homenagem. Dois anos depois, em 02 de julho de 2005, a banda se reuniu uma vez mais, em uma performance em Londres no Live 8.
Desta vez, no entanto, eles se juntaram com Waters, a primeira vez que todos os quatro integrantes estiveram reunidos no palco em 24 anos. A banda tocou um set de quatro músicas: “Speak To Me / Breath / Breath (Reprise)”, “Money”, “Wish You Were Here” e “Comfortably Numb”, com Gilmour e Waters dividindo os vocais. No final da performance, Gilmour agradeceu: “Muito obrigado, boa noite” e começou a sair do palco. Waters chamou ele de volta, e então a banda deu um abraço coletivo, que se tornou uma das imagens mais famosas do Live 8.


O quarteto, na reunião do Live 8.

Na semana depois do Live 8, houve um renascimento em interesse sobre o Pink Floyd. De acordo com a cadeia de empresas HMV, as vendas de Echoes: The Best Of Pink Floyd aumentaram em 1343%, enquanto o Amazom.com constatou aumento das vendas do The Wall em 3600%, Wish You Were Here em 2000%, The Dark Side Of The Moon em 1400% e Animals em 1000%. Logo em seguida, David Gilmour declarou que ele doaria a sua parte dos lucros desse aumento para caridade, e incentivou todos os outros artistas e gravadoras que se envolveram com o Live 8 a fazerem o mesmo.
Em 16 de novembro de 2005, o Pink Floyd foi indicado no Hall da Fama da Música do Reino Unido por Pete Townshed, do The Who. Gilmour e Mason compareceram pessoalmente, explicando que Wright estava num hospital devido a uma cirurgia no olho e Waters apareceu numa transmissão via satélite, de Roma.



O quarteto em 2005.

David Gilmour lançou seu terceiro álbum solo, On Na Island, em 06 de março de 2006 e começou uma turnê de pequenos shows na Europa, Canadá e Estados Unidos. Com a banda estavam juntos Richard Wright e, muitas vezes para o bis, Nick Mason. Durante a turnê, ele tocou o primeiro single do Pink Floyd, “Arnold Layne”. Waters foi convidado para se juntar a ele em Londres, mas os últimos ensaios para sua turnê de 2006 o fizeram recusar. Mason se juntou a Waters em 29 de junho de 2006, na segunda metade do show em Cork na Irlanda, onde ele tocou todo o The Dark Side Of The Moon.
Waters e Wright trabalharam ambos em álbuns solo, e haviam rumores que Waters estava fazendo uma versão musical para a Broadway de The Wall, com músicas extras escritas por ele. Waters também embarcou em sua turnê mundial The Dark Side Of The Moon Live Tour, e o repertório consistiu no The Dark Side Of The Moon inteiro, junto com algumas músicas selecionadas do Pink Floyd e algumas poucas da carreira solo de Waters.
Waters também contribuiu com a música “Hello (I Love You)”, co-escrita por Howard Shore, para o filme de 2007, A Chave do Universo (The Last Minzy). Waters teve sua ópera Ça Ira executada no Brasil durante o 12º Festival de Ópera de Manaus, com espetáculos nos dias 15, 22 e 24 de abril de 2008. Durante o espetáculo do dia 15, Waters esteve presente.    


O filme que teve a colaboração da música de Roger Waters.

Bem galera, era isso que eu tinha para comentar nessa quarta e penúltima parte sobre a vida de cada membro do Pink Floyd, sua história e fatos relevantes, suas ideias, criatividade e decisões que tomaram rumos que comentarei na quinta e última parte de The Dark Side Of Pink Floyd. Curtam mais de Pink Floyd em: 


































Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...