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sábado, 21 de outubro de 2017

NENHUM DE NÓS - POP ROCK DO SUL


Salve galera que está curtindo o Blog Opinião do Véio! Eu relembro muita coisa boa comentando sobre essas bandas do meu estado. Esta, por exemplo, deveria estar na coletânea Rock Grande do Sul, afinal, um disco com doze faixas não seria demais. O Nenhum de Nós foi contratado, coincidentemente, pela mesma gravadora, que deveria estar procurando por banda novas, com potencial para o sucesso.

Eu disse que relembro de coisas boas porque, como disse anteriormente, trabalhava em uma rádio FM em minha cidade e após terminar meu horário, lá pela uma hora da manhã, eu pegava minha maleta com os 70 LPs (contadinhos) e ia para onde a sonorização da qual eu fazia parte estava, para fazer o que eu conhecia muito bem: tocar música.

Vocês podem perceber que sou eclético nas minhas postagens e nas minhas preferências musicais. Como éramos oito pessoas para embalar estas festas de clubes ou ginásios, cada um escolhia um estilo de música. Sempre fui muito “antenado” no que tocava de sucesso em rádio, tanto AM quanto FM. Na nossa região, no ano de 1988/89, tínhamos AMs que tinham um repertório muito melhor que algumas FMs.

Então, o que escolhi? O dance pop que tocava na época. Modestamente, lancei muitas tendências da época como Roxette, Modern Talking, Desireless (“Voyage, Voyage”), O.M.D., Depeche Mode, Kon Kan, Erasure e outras grandes preciosidades.

Bem, voltando ao assunto pertinente, em um final de semana maravilhoso do ano de 1989, o meu colega me avisou que eu estava em um belo dilema: a sonorização estava realizando duas festas. Em uma cidade vizinha estávamos sonorizando outra vez Os Engenheiros do Hawaii e em minha cidade natal, o Nenhum de Nós.

Pensei muito pouco tempo, pois havia assistido ao show dos Engenheiros não fazia quatro meses e não conhecia o Nenhum de Nós ao vivo, somente tocava os LPs que tínhamos deles (o primeiro disco deles era da sonorização e eu tinha o Cardume).

No começo era um trio de amigos.

História

Nenhum de Nós é uma banda de rock brasileira, formada em 1986 na cidade de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, a banda foi formada pelos músicos Thedy Corrêa, Carlos Stein, Sady Homrich, Veco Marques e João Vicenti.

Sady Homrich e Carlos Stein se conheceram nos tempos da primeira série escolar, mais tarde, na 5º série, conhecem Thedy Corrêa. Na faculdade, Stein foi um dos fundadores do grupo Engenheiros do Hawaii. Depois de dois shows, saiu para formar uma banda com os amigos Thedy e Sady que, por sua vez, tinha um grupo de samba na faculdade, onde tocava percussão, chamado Grupo do Fadinho.

Depois virou um quarteto.

O início (1986 - 1987)

Após decidirem formar a banda, Sady começou a ter aulas de bateria. O local dos ensaios era a garagem da namorada de Thedy, e o grupo contava com uma bateria improvisada, uma caixa emprestada, um violão convertido fazendo a vez de contrabaixo e uma guitarra. Também ensaiavam quase todas as tardes no bar Bangalô, onde Sady trabalhava como músico.

O espetáculo de lançamento do trio com o nome Nenhum de Nós foi no mesmo bar, com um público de umas 80 pessoas entre amigos e parentes. Precisavam de um nome para a apresentação. Eles buscavam um nome que provocasse curiosidade e que denotasse algo em comum entre os três: nenhum de nós enxerga direito, nenhum de nós repetiu o ano na escola, nenhum de nós foi para o quartel... e o nome da banda acabou sendo este: Nenhum de Nós.

Após algum tempo, foram chamados para abrir um espetáculo do DeFalla na Sociedade de Amigos da Praia do Imbé (SAPI). Antônio Meira, produtor, gostou da música dos jovens e eles, então, assinaram com a BMG Ariola e gravaram seu primeiro álbum. O disco, homônimo, foi lançado em 1987 e vendeu 30.000 cópias.

Sucesso nacional (1988 - 1993)

O 1º disco do Nenhum de Nós, com o mesmo nome, foi lançado em 1987. A música que se destacou e consagrou a banda foi “Camila, Camila”, seu clássico absoluto, chegando ao 3° lugar na parada brasileira. Acredito que até hoje, algumas pessoas não entenderam direito a história da garota Camila, cantada repetidamente, pois foi a mais executada em rádios no ano de 1988/89.

Capa do primeiro disco, de 1987.

Na música, Camila é uma menina de 17 anos que sofre nas mãos de um “namorido” cruel. “E eu que tenho medo até de suas mãos, mas o ódio cega e você não percebe / E eu que tenho medo até do seu olhar, mas o ódio cega e você não percebe” ....”da vergonha do espelho, daquelas marcas / Havia algo de insano naqueles olhos / Os olhos que passavam o dia à me vigiar”. Mais tarde volto a falar de Camila.

Nesse disco vê-se claramente a influência da banda inglesa New Order, embalada pelo seu caldeirão de inspirações. Com sonoridade desde sempre original, o grupo já assumia a característica de compor músicas extensas e letras lógicas, onde tratavam temas sociais, relacionamento, viagem interior.

A última faixa do lado B, "Frio", traz uma participação especial bem interessante: Vitor Ramil por telefone. Esse disco não foi lançado em CD até hoje tornando-se uma raridade e objeto de desejo dos fãs mais novos. Vendeu mais de 30.000 cópias na época, mas não repercutiu na mídia antes do single ''Camila, Camila'' se tornar um sucesso.

O sucesso promoveu novos shows no Rio de Janeiro e em São Paulo e o lançamento do 2° álbum, Cardume, produzido por Reinaldo Barriga que foi lançado em março de 1989 e vendeu 250.000 cópias, garantindo à banda seu primeiro disco de ouro. Uma das participações especiais do disco é Renato Borghetti, com sua gaita-ponto na faixa “Fuga”. Coisa que uma banda de rock não havia feito até então.

Capa do álbum de 1989.

Lembram da Camila? Pois ela está de volta neste álbum. A música é a citada acima: “Fuga”. Pois é, a Camila conseguiu se livrar do crápula que a espancava e atormentava psicologicamente. “A garota se mandou’’ [...] “então adeus é mais que um pensamento...”. E no finalzinho da música, após o solo de Renato Borghetti, Thedy Corrêa sussurra: “A vergonha do espelho, daquelas marcas / Havia algo de insano naqueles olhos, a me vigiar”.

As guitarras pesam nesse disco, que tem ainda uma faixa em inglês. No álbum está incluída “Astronauta de Mármore”, versão da música “Starman” de David Bowie, que foi a música nacional mais tocada naquele ano. Por minha conta, indico também, a bela “Eu Caminhava” (a original, com dois finais), com sua energia, ritmo contagiante e crítica, assim como a faixa-título.

O ano de 1990 é marcado pela entrada do guitarrista Veco Marques. O 3° álbum da banda é lançado nesse mesmo ano, Extraño, com fortes influências da música gaúcha, com a participação de Luís Carlos Borges A canção “Extraño” ganha clipe de grande repercussão para época.

Capa do álbum de 1990.

A música “Sobre o Tempo” é incluída na trilha sonora da telenovela Barriga de Aluguel, da Rede Globo e ganha clipe especial do Fantástico (assim como “O Astronauta de Mármore”), alavancando as vendas do álbum, que chegou à 50.000 cópias vendidas. Em 1991, se apresentam no Rock in Rio II, no penúltimo dia do festival, marcando a entrada de João Vicenti como músico convidado.

Em junho do ano seguinte, é lançado o quarto álbum de estúdio da banda, também homônimo, com influências do pop da década de '70. O videoclipe de um dos singles do álbum, “Ao Meu Redor”, é eleito o melhor do Brasil pela votação do público na MTV e a banda vai para Los Angeles, representar o Brasil no MTV Video Music Awards 1992. Ainda neste álbum, está incluída uma versão da música “Sangue Latino” (do grupo Secos e Molhados) que ganhou uma versão dance que tocou nas rádios do país inteiro, outra versão para “Tente Outra Vez” de Raul Seixas  e também “Jornais”, que teve um clipe de muito sucesso no Top 20 Brasil, da MTV.

Capa do álbum de 1992.

Rescindido o contrato com a BMG, a banda começa um novo projeto e passa o ano de 1993 entre os shows da turnê do quarto álbum e a composição de um novo trabalho.

Fase independente (1994 - Presente) 

Em 1994, é lançado o primeiro álbum ao vivo do Nenhum de Nós, Acústico ao Vivo, gravado no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, em março de 94. Garantiu à banda seu segundo disco de ouro. Esse álbum foi relançado em CD, em 2012. A música “Diga à Ela” foi lançada como single do álbum e ganhou um videoclipe ao vivo de alta rotação na MTV. Foi um dos precursores do formato acústico para bandas de rock, que faria muito sucesso no Brasil nos anos seguintes.

Capa do álbum acústico, de 1994.

Em 1996, é lançado pela Velas o 5° disco da carreira da banda. É o primeiro em que João Vicenti é reconhecido como membro oficial da banda. Mundo Diablo conta com parcerias com Edgard Scandurra (Ira!), Herbert Vianna (Paralamas do Sucesso), Flavio Venturini (14 Bis) e Fito Paez. Em 1997, a banda se apresenta, dia 1º de fevereiro, no festival Planeta Atlântida, que naquele mesmo dia contou também com Skank. Enquanto isso, o clipe de “Vou Deixar Que Você Se Vá” fica em 1° lugar no Disk MTV.

Capa do álbum de 1996.

Em dezembro de 1998 sai Paz e Amor, produzido por Sacha Amback. O álbum tem influência do novo rock inglês e tem elementos de música eletrônica. As músicas, "Você Vai Lembrar de Mim" e "Paz e Amor" são as principais músicas desse álbum, atualmente as músicas possuem milhões de acesso no Youtube apesar de na época o álbum não tenha atingido o disco de ouro.

Capa do álbum de 1998.

No início de 2000, sai o álbum Onde Você Estava em 93?, que foi gravado em 1993, mas só foi lançado pela ACIT em 2000, pois a BMG havia rejeitado-o por ser 'não-comercial'. 

Capa do álbum de 2000, gravado em 1993.

No dia 05 de Janeiro de 2001 é lançado Histórias Reais, Seres Imaginários, álbum muito bem recebido pelo público e que ainda garantiu um clipe para “Amanhã ou Depois”, música que ficou semanas nas paradas do Brasil inteiro e a música “Julho de 83” também fez bastante sucesso e marcou a volta da banda para palcos não-sulistas..

Capa do álbum de 2001.

Em 2003, é lançado o segundo álbum ao vivo da carreira da banda. Acústico ao Vivo 2 é o registro dos sucessos da banda, pela segunda vez, no Theatro São Pedro. Assim como o primeiro, vendeu 100.000 cópias, garantindo à banda seu terceiro disco de ouro.

Capa do álbum de 2003, ao vivo.

Em 2005, é lançado Pequeno Universo, com 11 músicas originais inéditas e 2 releituras, “Eu e Você Sempre” de autoria de Jorge Aragão e “Raquel” de Jorge Drexler. Produzido por Sacha Amback, o disco chegou às lojas no Inverno de 2005 e recebeu rapidamente a alcunha de "o melhor disco do Nenhum de Nós".

Capa do álbum de 2005.

Pequeno Universo flagra o Nenhum de Nós no auge da sua popularidade. Com o respaldo do disco de ouro alcançado no ano anterior, a banda teve liberdade total para produzir o seu primeiro disco de inéditas desde Histórias Reais, Seres Imaginários, de 2001.

Desta vez longe do circuito das grandes gravadoras e livre da responsabilidade de produzir hits lucrativos, Thedy Correa e companhia misturaram todas as suas influências, dos Beatles ao tango argentino, e produziram o disco que venceria naquele ano o Prêmio Açorianos de melhor disco pop.

Neste disco, o Nenhum de Nós se lançou como pioneiro na inclusão de faixas interativas em discos musicais. Como tentativa de burlar a pirataria, que havia impedido o disco anterior da banda de alcançar números ainda mais expressivos, o grupo inseriu imagens de making off e fotos exclusivas que só poderiam ser conferidas nas cópias originais do CD.

Capa do álbum de 2007, lançado pela Universal Music.

Em 2007 o Nenhum de Nós lançou A Céu Aberto, o terceiro álbum ao vivo e segundo DVD da banda que foi gravado e originalmente lançado pela Universal Music, e relançado pela Radar Records, em 2014 com Nova Capa.

Capa do álbum de 2014, relançado pela Radar Records.

Paz e Amor Acústico é o quarto álbum ao vivo do Nenhum de Nós. Foi lançado em 2009. O show registrado nesse álbum foi realizado no final do ano 2000, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, durante a turnê de divulgação do álbum Paz e Amor. Portanto, traz o repertório baseado naquele disco além de alguns clássicos da banda e mais três faixas bônus, gravadas no estúdio.

Capa do álbum acústico de 2009.


O Nenhum de Nós sai de um hiato de seis anos sem novas composições para lançar Contos de Água e Fogo em 2011, álbum que conta a participação de Duca Leindecker e Leoni. O primeiro single foi “Outono Outubro”, lançado digitalmente pelo site da banda e o segundo (e principal) single foi “Último Beijo”, que ganhou um videoclipe. Destaco também a bela “Primavera no Coração”.


Capa do álbum de 2011.

Em 2012 o Nenhum de Nós lançou uma coletânea intitulada Outros com gravações de outros compositores, já que estas músicas estiveram presentes sempre em seus álbuns.


Capa da coletânea de 2012.

Em 2013, lançaram o CD e DVD Contos Acústicos de Água e Fogo durante a turnê que divulga o álbum Contos de Água e Fogo e que recebeu o “Prêmio Açorianos” 2013 pela Prefeitura de Porto Alegre.

Capa do álbum acústico de 2013.

Em 2015 a banda lançou o álbum Sempre é Hoje com 10 faixas novas que compõem o repertório e o que ouvimos aqui é tipicamente o som do Nenhum de Nós. A ótima “Milagres” abre o disco e esta é, sem dúvida, a melhor faixa do álbum, além de ter aquele som típico do grupo. “Descompasso” mantem o mesmo clima e parece trazer um pouco mais do som produzido na Inglaterra no início dos anos 80 e que certamente influenciou muito o grupo. 


Capa do álbum de 2015.

A balada “Foi Amor” traz a colaboração da cantora Roberta Campos que divide a composição e os vocais. Instrumental delicado, baseado no piano e com orquestrações bem-vindas. Sempre é Hoje é um disco com arranjos bonitos e nada simplistas. A produção permite que os instrumentos sejam identificados individualmente e assim podemos perceber as nuances das composições.
  
Em 2017 o Nenhum de Nós lançou o 18º álbum na sua já extensa discografia, entre discos de estúdio, acústicos, ao vivo e um trabalho de covers. Após demonstrar a força autoral no álbum de músicas inéditas em Sempre é Hoje, lançado há dois anos, o Nenhum de Nós lança disco ao vivo com o registro de show gravado no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, RS, em 2014, um ano antes da edição do álbum com repertório novo. A julgar pelo título, parece que o CD As + Pedidas Ao Vivo é coletânea de sucessos. Mas as 11 gravações ao vivo do disco são inéditas.

O álbum lançado em 2017, gravado ao vivo em 2014.
O título As + Pedidas Ao Vivo se refere ao concurso virtual feito pela banda na web. Escolhido através de enquete, o repertório do CD apresenta as 11 músicas mais votadas dentre as cerca de 80 sugeridas por admiradores do Nenhum de Nós. O resultado da votação foge da obviedade dos hits.

A novidade é que entre músicas pedidas como “Eu Caminhava” (1989), “Compaixão” (1992) e “Flores de Guadalajara” (1996), o grupo apresenta a música inédita, “Porto Alegre”, composta em tributo à cidade natal dos três integrantes fundadores do Nenhum de Nós. A música “Porto Alegre” está separada no disco As + Pedidas Ao Vivo como duas faixas-bônus. Uma traz o registro integral da música, já a outra toca versão editada para as rádios.

Com quase 31 anos de carreira, a banda já fez mais de 2000 shows e vendeu mais de 3,5 milhões de discos.


OBSERVAÇÃO & ADENDO: Esta postagem era para ser curta, mas me empolgo e vou pesquisando, de forma que o que era para ser em duas partes está em uma única. Obrigado e aproveitem!

Mais sobre Camila: “Essa canção foi inspirada em fatos reais, envolvendo uma jovem que nós conhecíamos na época, em 1985. Era uma colega de escola bastante bonita com um namorado violento. Ficávamos intrigados com os motivos que levavam uma garota assim a se submeter e ser maltratada por um rapaz tão estúpido. 

Ouvimos algumas histórias de situações constrangedoras que ela sofreu e essa foi nossa “faísca criadora” para uma canção que falasse da violência contra a mulher. Por isso os “olhos insanos”, a “vergonha do espelho naquelas marcas”, além da tristeza e indignação na melodia. Hoje, ela vive super bem, tem uma linda família e está bem longe desse antigo namorado… Ainda bem!

Quando escrevemos Camila, jamais esperávamos que fosse fazer tamanho sucesso – até mesmo pela temática complicada. Quando ela estourou, a questão se tornou uma constante em nossas entrevistas, e isso foi fantástico para que se abordasse o tema entre o público jovem. […]


De resto, assistimos estarrecidos ao avanço de estilos e temáticas que pouco têm ajudado na conscientização do problema. Basta ver gente achando graça quando algum funk se refere às garotas como cachorras, ou algum sertanejo fala em um amor que beira à violência. Isso é um retrocesso. Triste, mas é verdade…” (Thedy Corrêa)

Integrantes

Thedy Corrêa - Vocal, Violão, Baixo, Harmônica
Veco Marques - Guitarra Solo
Carlos Stein - Guitarra Base
Sady Homrich - Bateria
João Vicenti - Teclados, Gaita ,backing vocals

Hoje é um quinteto, com uma carreira sólida e sucesso.

Bem pessoal, por aqui encerro a história dessa banda, que contribuiu e sei que continuará contribuindo com grandes sucessos e fará a trilha sonora de muita gente.
Vocês podem dizer que gaúcho é muito convencido, muito “mala”. Nós mesmos, depois que saímos de nosso Estado natal, acabamos por admitir o quanto somos bairristas.
Mas não se trata de nos acharmos melhor que os outros, o que acontece é que temos orgulho de dizer que tradicionalmente temos músicas de raiz, torcemos ou para o Internacional ou para o Grêmio e que temos bandas muito legais por lá. Simples assim.


Ter orgulho de possuir algo que se torna sucesso no Brasil inteiro todo mundo pode ter. O pessoal do Norte têm seus sucessos, do Nordeste nem se fala, do Centro-Oeste já saiu muita coisa boa e o Sudeste é o eixo principal, com bandas excelentes na casa,
Então, nada mais justo do que celebrarmos o que temos de bom, saber que podemos contribuir para a cultura pop brasileira, mostrar nossos talentos e deixá-los invadir a cena musical que infelizmente, hoje, está tão pobre e massacrada. E VIVA A BOA MÚSICA!!!

Fiquem com mais de Nenhum de Nós em:





























































domingo, 25 de setembro de 2016

O OUTRO LADO DO PINK FLOYD - PARTE 5 DE 5


Olá galera que curte o Blog Opinião do Véio! Nessa postagem comentarei sobre os últimos anos de convivência da banda, suas possíveis reuniões com todos os integrantes em harmonia e um impossível retorno do grupo completo com a morte de um dos componentes. Lembrando o que é óbvio, a importância que esta banda tem e terá junto ao cenário musical, o legado fortíssimo que  deixou e uma legião de fãs imensa por todo o planeta.

Últimos anos
Muitos fãs expressaram esperança de que a apresentação do Live 8 os levariam a uma turnê de reunião, e uma oferta que bateu recordes, de 250 milhões de dólares, foi oferecida para uma turnê mundial, mas a banda deixou claro que não existiam planos para tal. Nas semanas depois do show, no entanto, as rixas entre os integrantes pareciam ter amenizado. Gilmour confirmou que ele e Waters estavam em “termos amigáveis”, mas Waters teria apresentado comentários conflitantes desde então, com afirmações que variavam de “Eu posso rolar por um show, mas eu não poderia rolar por uma grande turnê” e “Eu espero nós o façamos de novo”. Mais tarde, sua afirmações indicavam seu desejo por tocar de novo, não por uma turnê, mas por um evento similar ao Live 8.
Em 31 de janeiro de 2006, David Gilmour apresentou uma afirmação em nome do grupo dizendo que não existiam planos para uma reunião, indo contra os rumores que a mídia fizera. Gilmour, mais tarde, afirmou numa entrevista ao La Repubblica, que ele terminou com o Pink Floyd e esperava focar-se em seus projetos solo e sua família. Ele mencionou que concordou tocar no Live 8 com Waters para apoiar a causa, para fazer as pazes com Waters e sabendo que ele se arrependeria se não o fizesse.
No entanto, ele afirmou que o Pink Floyd estava ansioso para tocar em um concerto “que apoiasse os acordos de paz de Israel e a Palestina”. Mais tarde, falando com a Billboard, Gilmour mudou sua opinião, dizendo que não sabia a verdadeira causa porque acabara com o Pink Floyd. Uma apresentação surpresa, pela formação do Pink Floyd pós Waters, com David Gilmour, Rick Wright e Nick Mason ocorreu na última apresentação de Gilmour no Royal Albert Hall, em 31 de maio de 2006, enquanto os três tocaram “Wish You Were Here” e “Comfortably Numb”.
Em 2007 foi o aniversário de 40 anos em que o Pink Floyd assinou com a EMI, e o aniversário de 40 anos do lançamento dos três primeiros singles “Arnold Layne”, “See Emily Play” e “Apples And Oranges” e do seu primeiro álbum The Piper At The Gates Of Down. Isso foi marcado pelo lançamento de uma edição limitada contendo mixagens estéreo e mono do álbum, além de faixas com os singles e gravações raras.

A capa da edição do 40º aniversário do 1º álbum lançado pela banda.

Em 10 de maio de 2007, Roger Waters tocou em um concerto em homenagem ao Syd Barrett no Centro Barbican em Londres. Isso foi seguido de uma apresentação surpresa pelo Pink Floyd pós Waters, com David Gilmour, Rick Wright e Nick Mason de “Arnold Layne”, para um estrondoso aplauso e uma ovação em pé. Mas esperanças de um próximo show de reunião com a formação clássica foi descartada quando Waters não tocou com o grupo. Roger Waters subiu ao palco aos gritos de “Pink Floyd!” ao qual ele respondeu: “Mais tarde”. Gilmour, Mason e Wright subiram ao palco aos gritos de “Roger Waters!”, ao qual Gilmour respondeu educadamente: “Yeah, ele esteve aqui também, agora o resto de nós”.
Mais tarde, Waters se tornou flexivelmente mais aberto para uma reunião com o Pink Floyd. Em uma entrevista em 2007, ele disse: “Eu não teria nenhum problema se o resto deles quisesse se juntar de novo. E isso nem precisaria acontecer para salvar o mundo. Isso poderia acontecer somente por ser divertido. E as pessoas adorariam”.

A reunião da banda em 2005.

Em 24 de setembro de 2007, Gilmour afirmou sobre uma futura reunião do Pink Floyd, de qualquer jeito, sendo ela com Roger Waters ou não. Ele disse: “Eu não sei porque eu gostaria de voltar atrás para aquela coisa antiga. É bastante retrogressivo. Eu quero olhar para a frente, e olhando para trás não é minha alegria”.
Em 10 de dezembro, no Reino Unido e 11 de dezembro, nos Estados Unidos, o Pink Floyd lançou um novo box, Oh, By The Way contendo todos os 14 álbuns de estúdio com suas respectivas atuais remasterizações, encarte original de vinil, mais encarte feito por Storm Thorgenson.

O box com os 14 álbuns lançado em 2007.

No dia 21 de maio de 2008, o Pink Floyd recebeu o prêmio Polar na cidade de Estocolmo, na Suécia. O júri declarou que sua decisão foi baseada na importância do Pink Floyd para a evolução da música popular, por uní-la à arte, em sua proposta experimental, e por seu sucesso em “capturar e formar reflexões e atitudes para toda uma geração”. O júri declarou ainda que a banda “inspirou e marcou o caminho para o desenvolvimento do rock progressivo”.
Em 15 de setembro de 2008, após uma curta batalha contra o câncer, morreu o tecladista e integrante fundador do Pink Floyd, Richard Wright, aos 65 anos de idade, conforme anunciou seu assessor.


Em julho de 2014, foi anunciado que os integrantes do Pink Floyd iriam editar em outubro de 2014 o novo álbum The Endless River, o primeiro dos últimos 20 anos. O novo álbum teria como base, material inédito registrado em 1994, durante as sessões de gravação do The Division Bell, por isso vocês encontrarão videos abaixo, gravados em 1993.
No dia 07 de novembro de 2014, o Pink Floyd lançou seu mais novo e último álbum The Endless River, encerrando suas atividades oficialmente logo após o lançamento do mesmo.

A capa do álbum de 2014.

Em agosto de 2015, David Gilmour confirmou à uma revista, que o grupo Pink Floyd acabou.
Legado, influências e espetáculos ao vivo
Vários artistas foram influenciados pelo trabalho do Pink Floyd: David Bowie citava Syd Barret como a sua maior inspiração. O guitarrista Steve Rothery, da banda Marillion citou o álbum Wish You Were Here como sua maior inspiração, enquanto o duo Pet Shop Boys prestou homenagem ao The Wall durante uma apresentação em Boston. Várias outras bandas foram influenciadas pelo Pink Floyd, entre elas estão Queen, Korn, Nine Inch Nails, Radiohead, Dream Theater, Porcupine Tree, The Mars Volta, Tool, Queensryche, 30 Seconds To Mars. Scissor Sisters, Rush, Gorillaz, Mudvayne, Primus e muitas outras bandas.


Há também inúmeras bandas que fizeram um tributo ao Pink Floyd. Em 11 de outubro de 2005, a banda de metal progressivo Dream Theater tocou o álbum inteiro The Dark Side Of The Moon em Amsterdã e duas semanas depois, em Londres. Por sua parte, Easy Star All-Starspostou um tributo ao Dark Side, com influências de reggae e hip-hop, intitulado Dub Side Of The Moon, enquanto a banda de heavy metal Ministry seguiu o exemplo, nomeando o seu disco de 1999 como Dark Side Of The Spoon.
O Pink Floyd sempre foi reconhecido pelos seus prodigiosos espetáculos ao vivo, que combinavam as mais modernas experiências visuais com a sua música, para criar um espetáculo onde os próprios artistas eram quase secundários. O Pink Floyd, nos seus primeiros tempos, foi uma das primeiras bandas a usar jogos de luzes próprios nos seus espetáculos, projetavam slides e filmes com formas psicodélicas numa grande tela circular.

Muitas luzes, ... 
Mais tarde foram adicionados aos espetáculos, efeitos especiais incluindo lasers, pirotecnia e balões gigantes. Bem, nessa categoria, um suíno gigante flutuava sobre o público durante a apresentação de “Pigs” do álbum Animals, onde tinha a obra de George Orwell, Animal Farm como inspiração.
... imagens e ....
O espetáculo mais elaborado montado pela banda foi o do The Wall, no qual um grupo de músicos contratados tocava a primeira música usando máscaras de borracha, provando assim, que os integrantes da banda não eram reconhecidos pelas suas personalidades individuais. Depois, um gigantesco muro era erguido, separando a banda do público e que no final do espetáculo era demolido por explosões. Este espetáculo foi recriado por Roger Waters em 1990, no meio das ruínas do Muro de Berlim. Convidando para o evento, músicos como Bryan Adams, Van Morrison, Scorpions, The Band, Joni Mitchell, Cyndi Lauper e Sinéad O’Connor.

... pirotecnia, faziam parte ...
Em um dos concertos aconteceu um fato curioso: durante a performance que encerrou o Festival de Artes e Música Coachella Valley, realizado em 27 de abril de 2008, no deserto a leste de Los Angeles, o porco inflável gigante, marca registrada do ex-lider do Pink Floyd, Roger Waters e que integrava as apresentações do Pink Floyd desde 1977, soltou-se das amarras e saiu voando sobre o público do festival, perdendo-se. 

O "porquinho" voador fujão.
Os organizadores ofereceram, na época, uma recompensa de 10 mil dólares e quatro ingressos vitalícios para quem o encontrasse e devolvesse.

... dos concertos do Pink Floyd.
Uma curiosidade: o Pink Floyd jamais se apresentou no Brasil. Roger Waters, em turnê solo, fez duas apresentações, a primeira em março de 2002 e a outra em 24 de março de 2007, onde se apresentou no estádio do Morumbi, em São Paulo. Com pouco mais de 40 mil fãs, Roger Waters abriu o show com  a tradicional “In The Flesh” do The Wall, acompanhado de fogos de artifício e um show de iluminação.
Após clássicos como “Shine On You Crazy Diamond” e “Wish You Were Here”, ele tocou “Sheep” e um porco voador rodeou o estádio e foi solto no céu noturno. Depois de um intervalo de dez minutos, Roger voltou para tocar o álbum The Dark Side Of The Moon.
Também houve um show com cerca de 33 mil fãs, no Rio de Janeiro, na Praça da Apoteose, também com o álbum The Dark Side Of The Moon e finalizando o show com a música “Another Brick In The Wall”.

Em 2012, Roger Waters esteve no Brasil com a turnê The Wall, onde fez três shows. O primeiro show foi em Porto Alegre no Estádio Beira-Rio, no dia 25 de março, depois o músico seguiu para o Rio de Janeiro, onde se apresentou no Estádio olímpico João Avelange, em 29 de março e em seguida apresentou-se em São Paulo, no Estádio do Morumbi, nos dias 1º e 03 de abril.
Roger Waters dedicou os três shows que fez ao brasileiro Jean Charles, morto por policiais britânicos em Londres, no ano de 2005, ao ser confundido com um terrorista. “Gostaria de dedicar este concerto a Jean Charles, sua família e sua luta por verdade e justiça”.


No dia 03 de setembro de 2015, Gilmour anunciou em sua página no Facebook três shows no Brasil para o mês de dezembro, nos dias 12, 14 e 16, respectivamente em São Paulo no Allianz Parque, em Curitiba na Pedreira Paulo Leminski e Porto Alegre na Arena do Grêmio. Os shows tinham como objetivo a divulgação do novo trabalho, seu quarto álbum Rattle That Lock e reuniram juntos, mais de 100 mil pessoas.
Bem pessoal, era isso que eu tinha para comentar com vocês sobre essa banda que, com certeza marcou a vida de muitas pessoas, além de ter aquela música que a gente adora ouvir e tentamos fazer com que os mais novos curtam e acabem gostando também. Sempre haverá um The Other Side Of Pink Floyd, principalmente porque os três integrantes ainda estão por aí, gerando uma possibilidade infinita de uma possível reunião e outras histórias que ainda virão à tona. Um abraço e até a próxima postagem sobre os irlandeses do U2. Curtam mais de Pink Floyd em:
























































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