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quinta-feira, 28 de julho de 2016

PRINCE - PARTE 2

O símbolo que tornou o nome de Prince impronunciável. 
Olá, pessoal que curte o Blog do Véio! Tudo bem? Bom ter vocês aqui para ver meus comentários sobre a vida de um artista (senão daquele que ficou conhecido como O Artista) que além se sua criatividade e sexualidade aflorada, teve uma carreira cheia de altos e baixos, mas com grandes picos de sucesso. Gostaria de informar, também, que esta postagem está saindo depois da primeira parte da carreira da banda Toto, por total e acidental parte minha, que acabei deletando sem querer do Blog. Desculpem aí e vamos continuar curtindo a vida e obra de Prince Rogers Nelson.



AFASTAMENTO E INTROSPECÇÃO (1994 – 2003)

Em 1994, a atitude de Prince com relação à sua produção artística passava por uma mudança muito grande. Ele fez álbuns continuadamente, como forma de escapar de suas obrigações contratuais com a Warner. Ele acreditava que a gravadora tentava limitar sua liberdade artística, o obrigando a lançar álbuns em grande velocidade. Ele também culpou a Warner pelo fraco desempenho comercial do Love Symbol Album, alegando que não foi promovido o suficiente pela Warner. 



Foi a partir desta euforia que o até então cancelado The Black Album foi lançado oficialmente, cerca de sete anos depois de sua gravação inicial. Em seguida, a Warner atendeu aos desejos de Prince para lançar um álbum de inéditas, que se chamou Come. Come, quando foi finalmente lançado, confirmou todos os temores da Warner. Tornou-se um dos álbuns de Prince mais fracos em vendas até hoje, que com sufoco, vendeu 500 mil cópias. Mais frustrante ainda, foi o fato de que Prince insistiu em colocar na capa do álbum “Prince 1958 – 1993”.



Em 1995, Prince lançou The Gold Experience, que emplacou um único sucesso “The Most Beautiful Girl In The World”, que não serviu de modelo para outros lançamentos, que vieram depois. A Warner ainda resistiu ao lançar The Gold Experience, temendo baixas vendas e alegando “saturação de mercado” como defesa. Quando foi finalmente lançado, em setembro de 1995, The Gold Experience não vendeu bem e estava fora de circulação, embora tenha atingido o Top 10 da Billboard 200 e o melhor álbum de Prince desde Sign O’ The Times (de acordo com a mídia).



Seu álbum seguinte Chaos And Disorder foi o último pela gravadora Warner Bros. Livre das obrigações contratuais, lançou ainda em 1996, o álbum Emancipation. No Dia dos Namorados (14 de fevereiro, fora do Brasil) de 1996 Prince se casou com Mayte Garcia, uma dançarina de sua banda. Em 1997 nasceu seu filho, mas que infelizmente morreu após o nascimento, vítima de Síndrome de Pfeiffer (anomalia que afeta um a cada 100.00 bebês que nascem, normalmente com defeitos no crânio, tipo acefalia e outros defeitos transmitidos de pais para filhos, causando mutações). Este trágico acontecimento desencadeou problemas conjugais, que levaram a anulação de seu casamento em 1998.
Ainda em 1997, Prince aproximou-se do baixista Larry Graham, um dos seus ídolos de infância, com perguntas sobre sua fé como Testemunha de Jeová. Em uma entrevista feita depois disso, Graham afirmou que Prince tinha necessidade de respostas bíblicas e conselhos, e que ele estava feliz em responder. E. 2003 Prince foi batizado como Testemunha de Jeová, religião da qual foi membro ativo, inclusive divulgando suas crenças ‘de casa em casa’, até sua morte em abril de 2016. Em uma de suas últimas entrevistas na televisão americana, ele declarou respeito aos políticos, sem se envolver em eleições, defendendo claramente o “Reino de Jeová Deus” como única solução para os problemas da humanidade.



Em 1999, Prince assinou novamente com uma grande gravadora, desta vez com a Arista Records (BMG), para lançar um novo álbum, Rave UN2 The Joy Fantastic. Em uma tentativa de fazer de seu álbum novo um sucesso, Prince realizou mais entrevistas do que em qualquer outra época de sua carreira, aparecendo no Total Request MTV ao vivo, Larry King Live (com Larry Graham) e outros meios de comunicação. No entanto, Rave UN2 The Joy Fantastic não conseguiu um bom desempenho comercial. Alguns meses antes, a Warner também tinha lançado The Vault: Old Friends 4 Sale, uma coleção de material inédito gravado por Prince ao longo de sua carreira e o último lançamento de seu contrato com a Warner.



O show por pay-per-view Rave UN2 The Year 2000 foi transmitido em 31 de dezembro de 1999. O show contou com aparições de muitos músicos convidados, incluindo Lenny Kravitz, George Clinton, Jimmy Russell e The Time. Foi lançado em vídeo no ano seguinte, um álbum de remixes, Rave In2 The Joy Fantastic (em oposição a “UN2”) foi lançado exclusivamente pela Internet através do NPG Music Club em abril de 2000.
Em 16 de maio de 2000, Prince deixou de usar o símbolo impronunciável como nome e voltou a usar “Prince” novamente, depois que seu contrato com a Warner / Chappell terminou. Em entrevista à imprensa, ele afirmou que, depois de ser libertado de relações indesejáveis associados com o nome “Prince”, ele garantiu que voltou a usar seu nome real. Prince utilizou frequentemente o símbolo como um logotipo nas capas de seus álbuns, bem como uma guitarra com o formato desse mesmo símbolo.
Por vários anos após o lançamento de UN2 Rave The Joy Fantastic, Prince liberou novas músicas, através de seu serviço de assinatura de Internet, o NPGOnlineLtd.com (mais tarde NPGMusicClub.com).



Prince foi imensamente influenciado por jazz em dois álbuns que estavam disponíveis comercialmente em lojas: Rainbow Children, de 2001 e N.E.W.S, de 2003, que foi um registro instrumental nomeado para o prêmio Grammy de Melhor Álbum Pop Instrumental. 



Outro álbum que foi fortemente influenciado pelo jazz foi Xpectation, lançado em 2003 via download para os membros do NPGMusicClub. 



Em 2002, Prince lançou seu primeiro álbum ao vivo, One Nite Alone ... Live!, que apresentou performances da turnê One Nite Alone. Uma caixa com três CDs, que também incluiu um disco “bônus” com a música intitulada “It Ain’t Over!”, que falhou nas paradas. Durante esse tempo, Prince procurou dar mais atenção aos fãs via NPGMusicClub, como vídeos de ensaio, “comemorações” em Paisley Park (sua mansão) onde fãs foram convidados para passeios, entrevistas, debates e shows. Alguns desses debates com os fãs foram filmados para um documentário inédito, dirigido por Kevin Smith. 

Como você deve ter observado, dentro dessa caixa cabem os três CDs que contém essa gravação ao vivo.

 VOLTA POR CIMA (2004 – 2005)

Em 08 de fevereiro de 2004, Prince se apresentou no Grammy Awards com Beyoncé. Em uma performance que abriu o show, Prince e Beyoncé cantaram uma mistura de “Purple Rain”, “Baby, I’m a Star”, “Let’s Go Crazy”, dele e “Crazy in Love” de Beyoncé, recebendo críticas positivas. No mês seguinte, Prince foi indicado ao Rock And Roll Hall of Fame. O prêmio foi entregue a ele por Alicia Keys, juntamente com Big Boi e Andre 3000, do OutKast.



Em abril de 2004, Prince lançou Musicology através de um contrato com a Columbia Records. O álbum foi o primeiro das paradas em cinco países, incluindo os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Austrália, sendo que o sucesso nas paradas americanas se deveu ao fato de que o CD foi incluído como um brinde na compra dos ingressos da turnê de mesmo nome do álbum.
Nesse mesmo ano, a revista Rolling Stone nomeou Prince como o músico que mais ganhou dinheiro no mundo, com uma renda anual de U$ 56,5 (cinquenta e seis milhões e quinhentos mil dólares), em grande parte devido à sua turnê Musicology, que a Pollstar classificou como um dos melhores show nos Estados Unidos. Prince teve uma impressionante marca de 96 concertos, sendo que o preço médio do ingresso para um show foi de 61 dólares americanos.
Ressaltando ainda mais o sucesso de Musicology, Prince ganhou dois Grammy, Melhor Vocalista Masculino de Rhythm & Blues por “Call My Name” e Melhor Vocal Performance Por Rhythm & Blues Tradicional para a faixa título. Musicology foi também nomeado para Melhor Performance Vocal Pop Masculino. Musicology se tornou o álbum de Prince mais bem sucedido comercialmente desde Diamond And Pearls

Ainda em 2004, Prince lançou mais dois álbuns, ambosclaro, pela NPGMusicClub . O primeiro volume chamou-se The Chocolate Invasion.


Também em 2004, saiu o segundo volume chamado de The Slaughterhouse.



Em 2005, a Rolling Stone também classificou Prince como o 27º melhor artista de todos os tempos.
No rescaldo do furacão Katrina que devastou a cidade de Nova Orleans, em 29 de agosto de 2005, Prince gravou duas novas músicas, “SST” e a instrumental “Brand New Orleans”, gravadas na madrugada de 02 de setembro, em Paisley Park. Essas músicas foram rapidamente distribuídas ao público através da NPGMusicClub, e “SST” mais tarde vendida pelo iTunes, onde atingiu o número 1 nas paradas de Rhythm & Blues. Em 25 de outubro, a Sony Records lançou uma versão do single em CD.

Planet Earth, de 2007

Em 2007 lançou o CD Planet Earth, do qual no lançamento ofereceu-se três milhões de cópias com a edição de 15 de julho do jornal britânico Mail On Sunday. Ainda em 2007, Prince fez o tradicional show de intervalo da final da NFL (Liga Norteamericana de Futebol), o Superbowl. O show é considerado um dos melhores da história do torneio.
 Após Planet Earth, Prince lançou somente em 2009, o álbum, também pela internet, chamado LotusFlow3r.


Em 2010, Prince lançou um álbum com o sugestivo nome de 20Ten.



Após 2010, Prince deixou os fãs sem um novo álbum pelo período de quatro anos, até que lançou dois álbuns em sequência, talvez para compensar esse intervalo. O primeiro álbum foi Plectrumelectrum.


No mesmo ano, ele lançou Art Official Age.



Aproximadamente um ano antes de sua morte, Prince deixou um álbum oficial, chamado HITnRUN Phase One.




E, encontrei na internet a capa de um segundo volume, mas não tenho nenhuma informação oficial sobre isso.



MORTE E LEGADO

Prince faleceu em casa, no dia 21 de abril de 2016, uma semana após ser hospitalizado com sintomas de gripe. Morreu em consequência de uma “overdose” de analgésico opióide Fentanil. Os analgésicos opióides  são substâncias derivadas do ópio e, portanto, estão incluídos na classe dos opioides - grupo de fármacos que atuam nos receptores opioides neuronais. Eles produzem ações de insensibilidade à dor (analgesia) e são usados principalmente na terapia da dor crônica e da dor aguda de alta intensidade. Produzem em doses elevadas euforia, estados hipnóticos e dependência e alguns (morfina e heroína) são usados como droga recreativa de abuso.



A E! News, escreveu sobre Prince: “Prince Rogers Nelson era mais do que um músico, mais do que um compositor, mais do que um vencedor do Grammy, Globo de Ouro e Oscar. Ele era um artesão genuíno, com músicas híbridas de R&B, soul, funk, rock e hip-hop, que não soam igual a nada que já existiu antes.”
Para Alan Correia, da revista Universo AA, Prince foi “Emblemático, icônico, criativo.  Desafiou padrões estéticos e sexuais com seu estilo autêntico e excêntrico. Tudo isso, somado a um estilo único e inconfundível, fizeram de Prince um ícone cultural, o único que competia páreo a páreo com Michael Jackson em uma época em que ele se consagrou como Rei.”
O legados na moda foram assim descritos por Vivian Whiteman, da revista M de Mulher: “O visual de Prince sempre foi um ponto central em sua performance. Dos looks caricatos, cheios de brilho, colantes de leopardo, casacos de pele e rendas, meio cafetão meio glam dândi, à afrontosa capa de Lovesexy (em que ele aparece nu como uma fadinha sentado em uma flor), passando pelo momento em que substitui sua foto e seu nome por um símbolo impronunciável, também chamado de o símbolo do amor”.

Segundo a revista Veja, “seja pela genialidade ou pela atitude na década de 1980, Prince construiu uma carreira comparável à de nomes como David Bowie, Michael Jackson e Madonna. Porém, ao contrário dos colegas, o músico manteve uma relação conturbada com sites de streaming e vídeos como Spotify e YouTube, o que o prejudicou e, na era da música online, ofuscou seu legado para novas gerações”.

Bem galera, isso era o que eu tinha para comentar sobre a carreira musical de Prince Rogers Nelson, ou somente Prince, ou quem sabe o símbolo impronunciável, ou O Artista como ele mesmo se referia. Independente das polêmicas ou escândalos que uma pessoa possa se envolver, o que conta é o seu trabalho e isso Prince teve de sobra o que deixar para fãs ou ouvintes esporádicos, críticos ou apreciadores, amantes de sua música ou para quem simplesmente torce o nariz quando se fala dele. Fiquem com mais de Prince em:




































terça-feira, 19 de julho de 2016

PRINCE - PARTE 1


Olá galera que curte o Blog Opinião do Véio! Bom poder contar com vocês que curtem essa postagem, da qual comentarei sobre um dos ícones pop dos anos 80, 90 e 2000, famoso por suas esquisitices e controvérsias, porém um grande compositor e cantor, mais um que se foi neste ano de 2016.

PRINCE

Prince Rogers Nelson nasceu em Minneapolis no dia 07 de junho de 1958, filho de John L. Nelson, que tocou num trio de jazz chamado Prince Rogers Trio, daí a inspiração para o seu nome. Filho de pais afro-americanos, que se separaram tempos depois do nascimento de sua irmã, Tika Evene, nascida em 1960.
Sua mãe se casou novamente, mas a convivência com seu padrasto não era boa, o que o fez morar temporariamente com o pai, que lhe comprou a primeira guitarra. Nesse tempo, Prince fez amizade com um vizinho, chamado Andre Anderson e se juntaram com um primo de Prince, Charles Smith e formaram  uma banda chamada Grand Central.
Prince se encarregou da parte instrumental da banda, tocando em pequenos clubes de Minneapolis. O conhecimento musical de Prince foi se desenvolvendo e rapidamente se tornou no principal integrante da banda e também no vocalista. Era então influenciado por James Brown, Jimi Hendrix, Earth, Wind & Fire, Sly And Family Stone, Miles Davis, George Clinton e Parliament-Funkadelic, Carlos Santana e Todd Rundgren.


INÍCIO DA CARREIRA

Em 1976, Prince iniciou a trabalhar como aprendiz no estúdio de Chris Moon, que o apresentou a Owen Husney. Husney percebeu o potencial de Prince e investiu em sua carreira junto com Pepe Willie. O primeiro álbum de Prince saiu pela Warner em 1978 e chama-se For You. Todas as músicas deste álbum foram escritas e executadas por Prince, exceto “Soft And Wet”. O álbum teve vendagem modesta, não entrando nem entre as 200 da Bilboard, sendo “Soft And Wet” o único sucesso que até foi bem executado nas paradas de Rhythm And Blues (R&B).

O primeiro álbum de Prince, de 1978.

Em 1979, Prince organizou sua banda com Andre Cymone (nome artístico de Andre Anderson) no baixo, Gayle Chapman e Matt Fink nos teclados, Bobby Z na bateria e Dez Dickerson na guitarra. Prince formou, propositalmente, uma banda multirracial, misturando brancos e negros, como uma banda que o influenciou muito, Sly And Family Stone. 

O segundo álbum de Prince, de 1979.

Seu segundo álbum, intitulado Prince entrou no Bilboard 200 e teve dois sucessos, “Why You Wanna Treat Me So Bad” e “I Wanna Be Your Lover”.
Estes dois hits foram tocados ao vivo em 26 de janeiro de 1980 na televisão, no programa American Banstand. Prince chamou a atenção pelas suas roupas coloridas, que vestiam seu 1,57 m de altura, turbinados pelas botas de salto alto. Quando questionado pela imprensa a respeito de seu figurino, ele declarou que se sentia bem com seu visual.




ERA CONTROVERSY E 1999 (1980 – 1984)

Em 1980, Prince lança Dirty Mind, seu terceiro álbum. Na banda, Lisa Coleman substituiu Chapman, que saiu após seus princípios religiosos falarem mais alto, em protesto às letras de teor sexual de Prince. Dirty Mind é altamente reconhecido por seu conteúdo sexualmente explícito. Prince abriu os shows para Rick James em 1980 sob o rótulo de “punk funk” aplicado a ambos. Em Dirty Mind, Prince abandonou a postura disco para adotar uma atitude mais roqueira. Este fato, mais a ostentação de se expressar sexualmente no palco e nas letras de suas músicas, fizeram o público questionar sua orientação sexual. Isto lhe trouxe problemas, como na ocasião em que abriu os shows dos Rolling Stones em Los Angeles, no Los Angeles Coliseum em 1981, quando a plateia atirou lixo nele quando vestia um casaco e cueca, sendo vaiado até sair do palco.

Em 1981, foi a vez de Controversy.
Controversy foi lançado em 1981, com o single de mesmo nome, entrando pela primeira vez nas paradas internacionais, em fevereiro de 1981.
Prince teve o acompanhando, na década de 80, a banda The Revolution e na década de 90, formou a The New Power Generation. 

O quinto álbum de Prince, de1982.

Em 1982 lançou 1999, um álbum duplo que vendeu mais de 10 milhões de cópias. Os sucessos deste álbum foram “Little Red Corvette” e “1999”, que o consagraram como um dos principais artistas negros da época, ao lado de Michael Jackson e Lionel Richie, na ainda iniciante MTV. “Delirious”, outro sucesso, alcançou o Top 10 da Bilboard Hot 100.

Prince & The Revolution

THE REVOLUTION E PURPLE RAIN

Em 1984, Prince passa a chamar sua banda de The Revolution, que era composta por Lisa Coleman e Dr. Fink nos teclados, Bobby Z na bateria, Brown Mark no baixo e Wendy Melvoin na guitarra. Purple Rain foi lançado junto com o filme de mesmo nome. O álbum vendeu mais de 20 milhões de cópias e ficou 24 semanas consecutivas na parada do Bilboard 200. O filme, definido pelo crítico Joe Queena como “sexista, juvenil e mentecapto”, arrecadou somente nos Estados Unidos, 80 milhões de dólares nas bilheterias. Purple Rain provou que Prince era um sucesso, um superstar.


Duas faixas de Purple Rain chegaram ao topo dos singles nos Estados Unidos e viraram sucesso internacional, “When Doves Cry” e “Let´s Go Crazy”, enquanto a faixa título chegou ao número 2 do Bilboard Hot 100. Ao mesmo tempo, Prince aparecia como estrela do filme, single e álbum número 1 dos Estados Unidos. Prince ganhou ainda, o prêmio de melhor canção original da Academia por “Purple Rain”, além de melhor trilha sonora de filme, e o álbum foi escolhido pela Rolling Stone como um dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.
Neste álbum, também está a música “Darling Nikki”. Segundo consta, Tipper Gore, mulher de Al Gore, então vice-presidente dos Estados Unidos, ficou escandalizada ao encontrar sua filha de 11 anos ouvindo esta música. O problema todo está na letra da música, que fala sobre o encontro de um homem com uma mulher viciada em sexo e muito mais. Isto teria sido a gota d’água para a criação da Parents Music Resource Center, responsável por colocar avisos sobre letras de músicas consideradas “explícitas” nos discos.


Após Purple Rain, em 1985, Prince lança Around The World In a Day, que chegou ao número 3 das paradas americanas. A faixa “Raspberry Beret” chegou ao número 2 do Bilboard Hot 100.


Mas nem tudo era sucesso, e em 1986 Prince lançou seu segundo filme Under The Cherry Moon, que foi um enorme fracasso, que lhe fez ganhar o premio Framboesa de Ouro, dado ao pior ator daquele ano. A trilha sonora, denominada Parade, vendeu 12 milhões de cópias, sendo a faixa “Kiss” número 1 da parada norte-americana. Promovendo este álbum, Prince dá início à uma turnê europeia e asiática que consistia em shows esporádicos, anunciados poucas horas antes de sua performance.
A tensão entre os integrantes da banda aumentava, e após a turnê, Prince demitiu todos, com exceção de Dr. Fink, que permaneceu com ele, trabalhando em sua banda de apoio como tecladista.
ELE SOLO, RENASCIMENTO ESPIRITUAL, LOVESEXY E
SIGN O’ THE TIMES (1987 – 1991)


Sign O’ The Times foi lançado em 1987 como álbum duplo e recebeu muitas críticas positivas e entrou para a lista dos 100 melhores álbuns de todos os tempos daRolling Stone e da revista Time, sendo eleito ainda, o melhor dos anos 80. Tentando promover o álbum (que apesar de sucesso da crítica, falhou em vendas), Prince lançou seu terceiro filme, de mesmo nome do álbum. Em 1987, Michael Jackson convidou Prince para um dueto em seu álbum Bad , mas diferenças artísticas puseram fim ao projeto.


Também em 1987, Prince lançou The Black Album, feito para o público negro que supostamente ele perdeu por ter feito muitos álbuns para o público branco. Já haviam sido impressas quinhentas mil cópias quando o álbum foi cancelado pelo próprio Prince, após uma epifania (considerado único e inspirador, de uma natureza quase sobrenatural). The Black Album só foi lançado em 1994, numa edição limitada.


Seu álbum seguinte, Lovesexy desapontou nas paradas, chegando apenas em décimo primeiro, sendo o único single de destaque “Alphabet St.”, que alcançou o oitavo lugar na Bilboard. Lovesexy também causou polêmica por sua capa, onde Prince posava nu. Uma turnê foi realizada para promover o álbum, mas gerou prejuízo devido à sua esquisitice.


Em 1989 Prince voltou a ser número 1 com o hit “Batdance”, da trilha sonora do filme Batman. No mesmo ano, ele gravaria Like a Prayer com Madonna, sendo coautor (mas não creditado) das músicas “Like a Prayer”, “Keep Together”, “Act Of Contrition” e “Love Song”, sendo esta última com sua participação nos vocais. No ano seguinte, ele experimentou um sucesso mundial “por tabela” com uma música sua, que se tornou uma das mais executadas no planeta, na época: “Nothing Compares 2 U”, gravada por Sinnéad O’connor, que teve uma execução maciça nas rádios FM dos cinco continentes.


Seu álbum seguinte Graffiti Bridge ficou em sexto lugar nos Estados Unidos e em primeiro lugar na Inglaterra e foi trilha sonora do filme de mesmo nome. Inicialmente, a Warner não queria investir no filme, até Prince declarar que seria uma sequência de Purple Rain. Apesar do álbum receber críticas relativamente positivas (com destaques à “Thieves In The Temple” e “Elephants And Flowers”), o filme foi duramente criticado, sendo um fracasso comercial.

A banda de apoio de Prince,The New Power Generation 

THE NEW POWER GENERATION E TROCA DE NOME
(1991 – 1994)


Diamonds And Pearls, álbum que foi lançado em 1991, marcou a estreia de sua nova banda, The New Power Generation. Seu álbum seguinte, décimo segundo de sua carreira, conhecido como The Love Symbol Album, que chegou ao décimo lugar das paradas americanas. Em sua capa não havia nenhum nome, apenas um símbolo impronunciável.


Em 1993, ele mudou seu nome para o mesmo símbolo impronunciável (Prince logo.svg), que juntou os símbolos masculino () e feminino () e o usou até 2000. Como o nome é impronunciável, ele preferia ser chamado “o artista anteriormente conhecido como Prince” ou simplesmente “o Artista”. Prince tomou esta atitude por causa da briga judicial com sua gravadora, a Warner a respeito dos direitos sobre suas músicas.
Leia o que Prince disse a respeito da mudança de seu nome para um símbolo impronunciável: “A Warner Bros. tornou o nome ‘Prince’ uma marca registrada dela, e usou-o como uma ferramenta de marketing principal para promover todas as músicas que eu escrevi. A empresa possui o nome ‘Prince’ e toda a música relacionada comercializada sob o nome ‘Prince’. Assim, eu me tornei meramente uma peça de penhor utilizada para produzir mais e mais dinheiro para a Warner Bros... Eu nasci com o nome ‘Prince’, e não quero adotar outro nome convencional. O único substituto aceitável para o meu nome e minha identidade, é um símbolo sem pronúncia, que é uma representação de mim e de minha música. Este símbolo estará presente em meu trabalho ao longo dos anos. É um conceito que tem evoluído a partir de minha frustração. É quem eu sou. É meu nome.”
Segundo o crítico musical, Alexandre Matias, “Prince se considerava escravo de um sistema que era dono de suas próprias composições. Quando descobriu que os originais de suas gravações não lhe pertenciam, resolveu encerrar seu contrato , entregando suas piores músicas em discos fracos no início dos anos 90, para apenas cumprir o contrato. Quando percebeu que o mercado podia faturar até mesmo com álbuns que ele não considerava suficientemente bons, resolveu trocar de nome e batizou-se com um símbolo impronunciável, apenas para dificultar o trabalho de sua gravadora para vende-lo.”



Em 1993, por exigência da Warner, Prince lançou uma caixa com 3 CDs, chamada The Hits / The B-Sides. Em 1994, lançou Come, um verdadeiro fracasso comercial.


Bem pessoal, aqui termino a primeira parte sobre Prince, que teve uma carreira cheia de altos e baixos, porém, com grandes picos criativos, que o consagraram dentro do cenário musical. Vocês nem imaginam o que a gravadora dele proíbe os vídeos dele a circular pela internet. Sem autorização, não há disponibilidade. Por isso, fica mais interessante a história e a saída dele da Warner. Aguardo vocês para curtirem a segunda parte dos meus comentário sobre Prince Rogers Nelson. Curtam mais de Prince em:
























































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