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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Rock Grande do Sul - TNT



Salve galera que está curtindo o Blog Opinião do Véio! Hoje, na onda do Rock Grande do Sul, irei comentar sobre a TNT, uma banda brasileira de rock and roll, que foi muito influente na década de 1980.

Influente porque marcou uma geração e suas músicas tocaram no Brasil todo, incluindo sucessos que foram executados exaustivamente nas rádios brasileiras.

Sua dissolução gerou outra banda, Os Cascavelletes, que também tocou muito Brasil afora, sendo inclusive tema de novela. Comentarei isso na história deles, na próxima postagem.




História

A primeira formação da banda contava com Flávio Basso (guitarra), Márcio Petracco (baixo), Charles Master (guitarra) e Felipe Jotz (bateria).

Mais tarde Nei Van Soria entrou para o grupo como guitarrista e Flávio deixou a guitarra e ficou exclusivamente no vocal, mas o quinteto fez uma única apresentação. Márcio deixou o grupo e Charles assumiu o baixo.

Em 1985 participaram com duas faixas do LP Rock Grande do Sul, uma coletânea com cinco bandas gaúchas lançada pelo selo Plug da gravadora RCA: Além do TNT, também faziam parte da coletânea, DeFalla, Engenheiros do Hawaii, Garotos da Rua e Os Replicantes. As músicas eram "Estou na mão" e "Entra Nessa".

Descontente com o rumo imposto ao trabalho pela RCA, Flávio decide deixar a banda. Nei o acompanha na formação de uma nova banda chamada Os Cascavelletes, que viriam a ser rivais locais.

Charles e Jotz chamam Márcio Petracco e Tchê Gomes pra assumirem as guitarras.

Em 1987 foi lançado o primeiro disco, chamado TNT, que destacou as musicas “Ana Banana”, “Cachorro Louco”, “Desse Jeito”, “Entra Nessa”, “Estou na Mão”, “Febem”, “Identidade Zero”, “Me Dá o Cigarro”, “Oh! Deby” e “Não Quero Mais Te Ver”.

Capa do primeiro disco (LP) de 1987.

Em 1988 foi lançado o segundo álbum, intitulado TNT Vol. II, que destacou as músicas “A Irmã do Doctor Robert”, “Gata Maluca”, “Ela Me Deu o Bolo”, “ “Charles Master”, “Não Sei”, “Alazão”, “Baby (Eu Vou Morar Noutro Planeta)”, “Dentro do Meu Carro” e “Não Vai Mais Sorrir (Pra Mim)”. Felipe sai da banda após o TNT Vol. II e entra Paulo Arcari no seu lugar.


Capa do segundo álbum, de 1988;

Em 1991 com a entrada de João Maldonado nos teclados gravam Noite Vem, Noite Vai, disco que já aponta as tendências mais pop de Master. Deste álbum destacam-se a faixa-título, um rhythm and blues, “Quem Procura Acha” e “Nunca Mais Voltar”.


Capa do terceiro álbum, de 1991.

Tchê sai da banda depois de desentendimento com Charles. Com o fim d'Os Cascavelletes, Flávio Basso volta à sua banda de origem. Em 1994 Flávio desentende-se com Charles e deixa a banda em definitivo. Nesse mesmo ano a banda encerra oficialmente as atividades, devido aos desentendimentos entre os músicos por conta de divergências musicais.

Chegado 2003 a banda volta a fazer shows com Fábio Ly na bateria e em 2004 é lançado o TNT ao Vivo em CD e DVD, gravado em 2003. Esse disco não faz justiça ao passado da banda, apesar de contar com Petracco e Tchê nas guitarras.


Capa do álbum ao vivo, de 2004.

Em 2005 Márcio Petracco também deixa a banda em definitivo, após outro desentendimento com Charles. Em 2005 lançam o derradeiro disco de estúdio: Um por Todos ou Todos Por Um, em que Tchê Gomes e Charles Master dividem vocais.

Capa do álbum de 2005.

Em 2008, formou-se o supergrupo Tenente Cascavel, reunindo ex-integrantes dos Cascavelletes e do TNT, com o intuito de fazer shows relembrando os maiores sucessos das duas bandas.




Formação
Integrantes

Tchê Gomes - Vocal, Guitarra, Violão
Gabriel Bernardes - Vocal, guitarra e baixo
Charles Master - Vocal, guitarra e violão
Márcio Petracco - guitarra
Luciano Albo - baixo
Felipe Jotz – bateria

Ex-integrantes

Flávio Basso - vocal e guitarra
Nei Van Soria - guitarra e vocal
Fábio Ly - bateria
Paulo Arcari - bateria
João Santos - teclado
Eduardo Elsner - bateria
Armandinho – baixo

A formação atual do TeNenTe Cascavel.

Bem pessoal, por aqui encerro esse breve histórico de uma das bandas gaúchas da década de 80 que tiveram grande expressividade no cenário musical brasileiro, mesmo com a distância do Rio Grande do Sul com o eixo Rio-São Paulo, soube ser reconhecida pela mídia e pelo público, que reverenciou suas músicas com letras quase adolescentes, até ingênuas, mas divertidas e alegre, românticas e sensuais.

Apesar da guerra de egos existentes em qualquer banda musical, teve seus momentos de glória e acabou sendo dissolvida, mas para alegria dos fãs e seguidores da banda, retornaram mais tarde, para continuarem fazendo apresentações e saciando a vontade de ouvir o repertório para aqueles apreciadores mais ardorosos.

Fiquem com mais de TNT em:
















































segunda-feira, 13 de junho de 2016

HOLLYWOOD, OS SUCESSOS - PARTE 1


Olá, galera que curte o Blog Opinião do Véio! Essa postagem não é para defender quem fuma, sem ofensas, muito pelo contrário, mas sim para elogiar uma campanha publicitária inteligente e oportuna, que durou mais de uma década e, que era a sensação em publicidade. Essa campanha mesclava esportes novos e até radicais, com músicas de boa qualidade. Inicialmente, a gravadora que se beneficiou nestas publicidades foi a CBS / Sony Music com seu elenco encantando os ouvintes com suas músicas, depois foi a EMI / Odeon e alguns da Warner / WEA.


Essa opinião expressada é totalmente de minha responsabilidade e, não consigo dizer se todas essas músicas participaram das campanhas publicitárias, mas afirmo que eu ouvi a grande maioria durante os intervalos comerciais, afinal de contas, esperava pela propaganda, pelas novidades, pois naquela época, sem o intermédio da internet, era bem mais difícil e demorado conseguir os lançamentos.

Esse compacto duplo eu tive.

Muitos compactos (singles) simples e duplos em vinil adquiri com os sucessos lançados através de uma campanha de cigarros (ironia do destino, até hoje, não sou fumante). Mais tarde, adquiri as coletâneas em vinil, ou LPs (Long Plays), que felizmente, estão voltando a serem fabricados.


Mais tarde, devido ao grande sucesso e a aceitação do público, criaram o Hollywood Rock, para trazer bandas importantes do cenário internacional para tocarem aqui no Brasil, juntamente com as bandas nacionais que estavam fazendo grande sucesso no cenário musical. 
Dos vícios, o único que tenho é adquirir e ouvir música boa, afinal, quem é inteligente, curte que é bom e só faz bem. Então, como o título diz, do Hollywood, só os sucessos. Curta mais dos sucessos da campanha Hollywood com vídeos dos esportes divulgados nas propagandas, em:









































































quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A história dos remixes - Parte 2

Salve galera! Para vocês que leram a Parte 1 do meu comentário sobre remix e estão aqui lendo a Parte 2, é porque têm curiosidade. Isso é uma coisa boa, porque a curiosidade nos leva, em alguns casos, a aumentar o nosso conhecimento e vou tentar esclarecer mais um pouco suas dúvidas sobre esse assunto.

Apesar de parecer fácil, no Brasil é muito complicado fazer remix, uma vez que não existe a ''matriz'' crua (limpa) para se fazer uma base nova. Vou explicar: Nos estados Unidos e na Europa, as gravadoras têm um acordo onde se comprometem em lançar ''singles'' [uma música apenas (em inglês, ''sozinha, solteira'')]. 

Mix ''Bolachão'' Marylou Versão Carnaval - Ultraje
Até o final da década de 70, no Brasil, era vendido o compacto, um disco menor, com uma ou duas faixas de cada lado, quando existia o disco de vinil para vender em qualquer loja de discos. Depois vieram os chamados bolachões, discos no formato de um LP, mas com uma música de cada lado, mais barato que o LP e uma qualidade excelente. Hoje, o vinil é artigo de luxo, pois é fabricado em pequena quantidade, a maioria para D.J.s ou colecionadores e apaixonados e custa, muitas vezes, o dobro ou o triplo do preço do CD.     


Nesse comprometimento das gravadoras, quando lançam remixes oficiais, elas têm que lançar junto, nesse mesmo disco, uma versão à capela (como se estivesse cantando em uma igreja, sem acompanhamento nenhum, muitas vezes), por isso o nome ''acappella''. Quando os D.J.s pegam essa versão, eles têm a matriz para fazerem seus remixes. Basta criar algum tipo de sonoridade que fique agradável e possa ser utilizada em casas noturnas ou nas rádios.

Aparelhagem Profissional Para D.J.s
No Brasil não existe essa obrigatoriedade, então, para se fazer um remix, o D.J. tem que possuir uma boa aparelhagem e conseguir separar a base da voz, para daí ficar quase um ''acappella''. Quando ouvimos alguns remixes tipo ''caseiro'', temos que dar um desconto, pois a pessoa que tentou fazer aquele remix, teve boa intenção (eu, por exemplo) e quase nenhum recurso para que o resultado saísse agradável aos ouvidos e gostos para quem aprecia boa música.

No começo da Parte 1, falei sobre o que a Wikipédia definia sobre tipos de remixes. Exatamente como diz lá, existem vários tipos e velocidades [BPM (beats per minute) = Batida Por Minuto) de remixes. Alguns são de baladas (lentas) que acabam virando versão para pista de dança, outros, mais rápidos, chamados de trance ou psy trance (psychedelic). Mas existem aquelas músicas que nasceram rápidas e foram criados remixes para que ficassem bem mais lentas. 

Uma vez, ouvi de um amigo: ''Não achei legal o que fizeram com a música. Isso estragou ela!''. Eu chamo pessoas como ele de puristas. Porque purista? O purista não gosta que mexam nas músicas originais. Geralmente eles odeiam remixes. Eles querem a versão original, pura. Mas, eu que nesse meu meio século de vivência já ouvi de tudo, jazz, sertanejo (de raiz e universitário), funk (americano e brasileiro), samba, ''dor de cotovelo'', rock, pop, disco, freestyle (americano e brasileiro), heavy metal, baladas, instrumental, lírica, ópera, acid jazz, acid house, dance, house, deep house, trance, psy, drum n' bass e outros que não me ocorrem neste momento, afirmo uma coisa: quando gostamos de uma música e ela ganha um remix bem feito, com certeza devemos prestigiar. Claro, ninguém é obrigado a aceitar tudo que nos fazem ouvir. Temos algo que se chama livre arbítrio (o poder de decidir o que queremos, onde queremos, porque queremos e com quem queremos fazer ou possuir alguma coisa).

Para encerrar esse assunto, quero comentar que nos anos 80, quando aconteceu o grande ''boom'' de remixagens, como já disse anteriormente, foi porque os D.J.s não queriam mais tocar só as versões originais. Imaginem, as versões originais tocavam (e tocam até hoje) massivamente nos rádios e existiam muitos programas de videoclipes, na época. Como todo profissional sempre está conectado com o que as rádios tocam para incluir em seus repertórios (set list), naquela época não existia a opção de remixes para músicas brasileiras. Foi aí que tudo começou.

Mas o pessoal que frequentava danceterias e casas noturnas, na época, começou a pedir por remixes nacionais. Alguns deviam ter pensado: ''Pôxa, se existe remix estrangeiro desde a década de 70, e tocam ''pra caramba'' aqui, porque não tem os nossos também''? Em 1986/87 saíram os discos Dance Remix Volumes 1, 2 e 3 (um a cada seis meses, precisamente) pela Sony/CBS e a recepção foi muito boa, a galera de outras gravadoras tratou logo em colocar no mercado os seus remixes também. Que eu me lembro (comprei), a Warner/WEA, lançou o disco Transremix Transamérica, também foi bem aceito e a Sony tratou de lançar o disco Remixou? Dançou. 

Nos anos 90 foram lançados alguns CDs tipo ''O Melhor de'' com versões remix de artistas como Marina Lima, Capital Inicial, Cazuza, Ed Motta, Jorge Benjor, Rita Lee, Biquini Cavadão, Djavan, Kid Abelha, Lulu Santos, um single de Caetano Veloso, bônus do disco ''Prenda Minha'' com três versões de ''Sozinho'' e coletâneas com músicas remixadas que foram lançadas no final dessa década. Nos anos 2000, surgiu um projeto de versões remixes com cinco músicas de Roberto Carlos, com um D.J. diferente para cada faixa produzida, chamado de Roberto Carlos Remixed.

Bem pessoal, essa foi minha postagem sobre remix. Espero que tenham gostado dessa explicação detalhada. 


Autor: Carlos Alberto de L. Anchieta

Curtam mais sobre remix em:

















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