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domingo, 26 de fevereiro de 2017

WHAM! & GEORGE MICHAEL - SEGUNDA PARTE


Olá pessoal que está acompanhando a história de George Michael no Blog Opinião do Véio! Nessa segunda parte é que me referi no início dos comentários da primeira parte.

É difícil falar dos problemas de uma pessoa pública como foi George Michael, sem parecer ofensivo. Mas como já me pronunciei anteriormente, tenho o maior respeito pelo cantor que ele foi (e é, pois sua obra é imortal) e para mim, a parte pessoal e íntima de uma pessoa não me diz respeito.

Como ser humano que sou, respeito toda opção, seja religiosa, sexual, ou de pensamento, até porque quero (e muito!!) que respeitem a minha opinião, também.


ESCÂNDALOS E SEXUALIDADE

Em 1998, George Michael foi preso por atentado ao pudor dentro de um banheiro público de um parque de Beverly Hills, onde ele caiu numa armadilha armada por um policial à paisana. Seu amigo Elton John declarou, na época: "Um banheiro não é o melhor lugar para assumir sua sexualidade".

Em 2005, no Live 8 anunciou seu casamento com seu companheiro, Kenny Goss, na esteira da adoção da lei britânica sobre as uniões civis. Anunciou a separação na suntuosa Ópera Estatal de Praga, em 22 de agosto de 2011, pondo fim à sua problemática relação de 15 anos com Kenny Goss, embora tenha assegurado que se tinham separado dois anos antes.

Em outubro de 2006 voltou a ter problemas com a justiça, ao ser encontrado dormindo sobre o volante de seu carro. Exames constataram que o cantor havia consumido maconha e antidepressivos.


Em maio de 2008, George Michael teve sua carteira de habilitação suspensa por dois anos, depois de ser considerado culpado por conduzir sob efeito de drogas.

Em 2010 foi condenado a oito semanas de prisão, depois de ter provocado, em julho desse ano, um acidente de carro, em Londres. O cantor, que estava sob efeito de maconha, bateu seu carro numa loja de fotografia, foi também multado e proibido de conduzir por cinco anos.

Em junho de 2015 foi internado numa clínica na Suíça por causa da sua dependência das drogas. Na altura confessou fumar até 25 cigarros de maconha por dia.


Nos últimos anos de sua vida, manteve um relacionamento amoroso com o cabeleireiro Fadi Fawaz. Embora fossem frequentemente fotografados juntos, George Michael jamais confirmou ou negou o namoro.

No dia 25 de dezembro de 2016, George Michael foi encontrado já sem vida, em sua cama, por seu namorado Fadi Fawaz . Michael Lippman, representante e amigo de Michael, revelou que o cantor morreu em decorrência de insuficiência cardíaca.

Fadi Fawaz, com quem George manteve um relacionamento até sua morte.

Alguns dias depois, Fawaz comentou no Twitter que George Michael havia se matado, após várias tentativas de suicídio. Posteriormente, Fawaz negou os tweets, alegando que as postagens foram feitas por hackers.

Nas semanas que se seguiram, Fawaz foi interrogado e investigado pela polícia britânica. Concluiu-se que o cabeleireiro não teve qualquer envolvimento na morte do cantor.

GEORGE MICHAEL NUNCA MAIS FOI O MESMO
APÓS PERDER NAMORADO BRASILEIRO

Foi uma vinda ao Brasil que mudou completamente a vida do cantor George Michael.

A despeito de toda a especulação que se possa fazer sobre seu estado de saúde e sobre seus constantes problemas com drogas, o coração de Michael se despedaçou mesmo quando ele perdeu o amor de sua vida, Anselmo Feleppa, um estilista brasileiro que ele conheceu quando tocou no Rock in Rio de 1991.

Anselmo Feleppa, que George conheceu quando esteve no Brasil.

Feleppa morreu em 1995 vítima de AIDS, e Michael nunca mais foi o mesmo. Especialmente na música. Em 1996 ele lançava Older, um disco em que demonstrava maturidade musical e no qual não se colocava como sex symbol. Acima de tudo, um álbum triste.

Foi nesta época que aquele ícone heterossexual dos anos 1980 e 1990, a quem a atriz Brooke Shields prometeu sua virgindade, saiu do armário. Em seus 1,83m de altura, espremido em um jeans rasgado, com topete dourado, óculos de aviador, brinco de argola com pingente de crucifixo que todos os homens de todas as orientações sexuais usaram, tocando violão e dizendo "eu quero seu sexo", era gay.


De repente, os versos da canção "Freedom! '90" fizeram todo sentido: "Acho que há algo que você devia saber / É hora de encerrar esse show / Há algo em meu íntimo, há alguém que esqueci de ser / Tire essa foto da moldura, não pense que eu vou voltar / Só quero que você entenda que muitas vezes as roupas não fazem um homem".

De repente, "Father Figure" deixou de ser uma canção sobre uma menina que procurava a figura paterna em seu namorado e passou a sugerir que aquele eu lírico, na verdade, fazia parte de uma história gay fetichista. Tudo ficou diferente. Tudo ficou dúbio, mas também tudo ficou claro.

GEORGE MICHAEL NO BRASIL

George Michael se apresentou por apenas duas vezes no Brasil, durante o festival Rock In Rio, realizado no estádio do Maracanã nos dias 25 e 27 de janeiro de 1991. Para surpresa dos fãs, os shows tiveram a participação especial de Andrew Ridgeley, se ex-parceiro no Wham!. Foi nos bastidores do Rock in Rio que o britânico conheceu o estilista brasileiro Anselmo Feleppa, iniciando um relacionamento que durou até 1995, com a morte do estilista em decorrência da AIDS.


UMA VIDA SOLITÁRIA
Sair do armário no fim dos anos 1990 ainda não era fácil, mesmo no mundo da música. Especialmente para um cantor que construiu sua imagem seduzindo hordas de mulheres. E como Older não foi um sucesso, facilmente os executivos das gravadoras tiraram Michael de seu panteão de deuses.

A depressão do cantor era evidente em músicas como "You Have Been Loved". Seu desprezo pelo estilo de vida em Hollywood também aparecia em "Star People". Mas o maior golpe veio quando George resolveu "fazer sexo em público", como sugerem os versos da canção "Outside", lançada em 1998.


Foi naquele ano que Michael foi preso por um policial à paisana de Beverly Hills por praticar "ato libidinoso" em um banheiro público. Após se declarar culpado, pagar fiança e prestar serviços comunitários, Michael decidiu ir a público e dar sua versão dos fatos. Disse em entrevista ao apresentador David Letterman que foi seduzido pelo policial. "Ele fez o jogo do 'eu mostro o meu, você me mostra o seu e depois eu te levo preso'."

A piada ganhou proporções reais no clipe de "Outside", no qual ele aparece vestido de policial dentro de um banheiro público e exibindo cenas de casais gays e heterossexuais praticando "atos libidinosos" e sendo perseguidos pela polícia norte-americana.


O policial que o prendeu, porém, não gostou e resolveu processar George Michael em US$ 10 milhões por calúnia, difamação e por considerar que o cantor estaria lucrando às suas custas com a música. O caso não foi concluído, mas o popstar chegou a dizer que, na época, estava deprimido pela morte da mãe e de Anselmo quando buscou sexo em público. Era uma fuga. Mas George Michael nunca conseguiu fugir de verdade.

Em 2004, veio outra canção, "Please, Send me Someone to Love (Anselmo's Song)", em que George Michael se refere ao seu grande amor e faz um triste apelo. "Querido, querido, não, não posso te substituir / Tem um buraco em meu coração, um buraco deixado por você / Me dê algo que me tire desta tristeza / Por favor, mande alguém pra eu amar."

Anselmo, por quem George sofreu muito, com a perda. 

Apesar de ter sofrido muito por Anselmo, Michael nunca quis ser visto como uma figura digna de pena. E continuou a ter relacionamentos com outros homens.

Kenny Goss & George.

Teve um casamento de 13 anos com o produtor musical Kenny Goss, de quem se separou em 2009, e atualmente estava namorando com o cabeleireiro Fadi Fawaz, que foi quem tristemente encontrou o interprete de “Last Christmas” morto em sua cama, na sua última manhã de Natal.

Homenagem dos fãs de George Michael.

OBS. 2 – No vídeo clipe de “Shoot The Dog”, além da crítica a Bush, George faz uma homenagem, nos minutos finais, ao grupo “gay” dos anos 70/80, Village People.

Bem pessoal, por aqui encerro a história de George Michael, que nos deixou como legado um baú com obras belíssimas. Preconceitos à parte, ouçam suas músicas sem pensar para quem ele escrevia, mas como escrevia, pois o que vem do coração é sincero e tem muito valor.

Lembrando também que somos todos iguais, independente de ser famoso ou não, temos crises existenciais, depressão, dor de cotovelo e muito mais. Não devemos julgar ninguém por suas decisões e posições.

Perante Deus somos todos iguais, homens e mulheres, brancos e pretos, gordos e magros, bonitos e feios, ricos e pobres. Para Ele, somos apenas seus filhos, por isso temos que nos respeitarmos uns aos outros, pois não sabemos se amanhã não seremos nós que teremos alguém próximo(a) querido(a), que teremos que entender suas opções.



Bem galera, fiquem com mais de George Michael em:






































WHAM! & GEORGE MICHAEL - PRIMEIRA PARTE



Olá pessoal que curte o Blog Opinião do Véio! Como tive um atraso técnico alheio à minha vontade, estou agora ordenando minhas postagens.

No final do ano de 2016, mais precisamente na manhã do Natal, dia 25, o cantor George Michael foi encontrado, já sem vida, em seu quarto. Como é esse o destino do ser humano, ele, infelizmente deixou o plano terrestre com a idade de apenas 53 anos. Assim como expresso minha opinião pessoal neste blog, esta é mais uma pesquisa que realizei em várias páginas, pois sua história é curta no mundo digital.

Portanto o que cito e comento aqui, não é só de minha autoria, pois encontrei isso, inclusive em sua página oficial. A minha intenção aqui não é a de denegrir a imagem de quem comento, muito ao contrário, respeito as ideologias, opções e pensamentos.

O que vou relatar não é segredo nem para a imprensa, mas fere alguns direitos do ser humano. O que quero é somente homenagear um grande cantor e compositor, que usou dos anos em que esteve na mídia para divulgar seu trabalho.


WHAM!

Wham!, uma dupla inglesa de música pop, formado em 1981 por George Michael e Andrew Ridgeley, na cidade de Londres. Nos Estados Unidos foram conhecidos como Wham!UK, pois já existia outro grupo com o mesmo nome.
Suas canções mais conhecidas são: "Careless Whisper", "Wake Me Up Before You Go-Go", "Freedom", "Everything She Wants", "Last Christmas" e "The Edge Of Heaven" (...e acrescento, “Wham! Rap (Enjoy What To Do)”). Em 1985, a Wham! se tornou a primeira banda pop do Ocidente a se apresentar na República da China, que até então não recebia grandes astros da música consagrados fora do Oriente. A banda se separou em 1986 e George Michael iniciou uma bem sucedida carreira solo.


História

Michael e Ridgeley se conheceram na Bushey Meads School em Bushey perto da cidade de Watford em Hertfordshire. Os dois se apresentaram pela primeira vez em uma banda de ska que durou pouco, chamada The Executive, ao lado de três de seus ex-amigos da escola, David (Austin) Mortimer, Harry Tadayon e Andrew Leaver. Quando o grupo se separou, Michael e Ridgeley então formaram a Wham!, assinando com a Innervision Records.


Michael assumiu a maioria das responsabilidades dentro da banda: compositor, produtor, cantor e instrumentista ocasional. Ainda adolescentes, eles se promoveram como jovens hedonistas, orgulhosos de viver uma vida despreocupada sem trabalho ou compromisso. Isso se refletiu nos primeiros singles que, parte paródia, parte crítica social, deram ao Wham! uma reputação de uma "banda de protesto dançante".

Capa do álbum de estréia do duo, de 1983 do qual se destacou "Club Tropicana"

A gravação de estreia lançada pela banda foi "Wham Rap! (Enjoy What You Do)" em junho de 1982. Era um duplo A-side, incluindo um "Social Mix" e um "Anti-Social Mix". O disco não foi tocado pela BBC Radio 1 no Reino Unido, em parte devido à letra da Anti-Social Mix. Foram gravados vídeos separados para cada uma das letras. "Wham Rap!" não entrou nas paradas, mas em outubro de 1982 "Young Guns (Go for It!)" foi lançada. Inicialmente, também ficou fora do UK Top 40, mas a banda teve sorte quando o programa da BBC Top Of The Pops agendou-os depois que outro ato inesperadamente foi cortado do programa.

Capa do segundo álbum, de 1984, do qual se destacaram "Wake Me Up Before You Go-Go",
"Everything She Wants", "Freedom" e a solo "Careless Whisper".

Até a sua separação, em 1986, o dueto do gênero disco pop teve um grande número de sucessos, sobretudo junto a um público de jovens adolescentes, na sua maioria feminino. Isso não o impediu de tomar regularmente posição contra o governo de Margaret Thatcher.

Capa do álbum de 1986, aqui numa versão LP (Long Play).

No ano de 1986, foi lançado somente nas Américas e Japão, o álbum Music From The Edge Of Heaven, com uma nova versão de “Wham! Rap ‘86 (Enjoy What To Do), uma versão longa para "Last Christmas", a balada "Where Did Your Heart Go?''  e "I'm Your Man" que foi sucesso instantâneo nas rádios das Américas, além da faixa-título. Mas a versão do álbum se chama "I'm Your Man" [Extended Stimulation Version]. Tive o prazer de ter esse LP em minhas mãos (Já não o tenho mais!!).


CARREIRA SOLO

George Michael, nome artístico de Georgios Kyriacos Panayiotou (Londres, 25 de junho de 1963 - Oxfordshire, 25 de dezembro de 2016), cantor britânico que vendeu mais de 100 milhões de discos no mundo todo.

George nasceu em East Finchley, Norte de Londres. Seu pai era Kyriacos Panayiotou, um restaurador cipriota (origem Grega), que se mudou para a Inglaterra em 1950 e mudou o seu nome para Jack Michael. A mãe de Michael, Lesley Harrison, era uma dançarina britânica, morta de câncer em 1997. Michael passou a maior parte de sua infância no norte de Londres, na casa que seus pais compraram logo após seu nascimento. Durante sua adolescência, a família mudou-se para Radlett (Leste da Inglaterra) e Michael participou na escola Bushey Meads School onde Michael encontrou Andrew Ridgeley.

Capa do álbum de 1987, que iniciou sua carreira solo.

Em 1987 lançou Faith, o primeiro álbum solo, cuja canção de trabalho era muito sugestiva "I Want Your Sex" (que teve três partes, sendo a terceira somente em K-7 (fita) e no CD), acompanhado por videoclipes luxuosos. Na encruzilhada do pop com o rhythm'n'blues, o disco vendeu no mundo todo mais de dez milhões de exemplares. Destacaram-se também nesse álbum, a faixa-título e as baladas "Father Figure", "One More Try" e "Kissing a Fool". Durante seu auge, popularizou calças jeans rasgadas e o brinco em forma de cruz em apenas uma orelha, uma marca registrada da moda dos anos 80.

Capa do álbum de 1990.

O álbum Listen Without Prejudice Vol. 1 foi lançado em 1990, vivendo um conflito com o seu status de estrela, o cantor se recusou a conceder entrevistas e a aparecer nos seus clipes. Ele acusou a sua gravadora, a Sony, de ter deliberadamente sabotado as vendas do disco e de querer mantê-lo em estado de "escravidão profissional". Destaques para "Freedom 90' e "Waiting For That Day", escrita juntamente com Mick Jagger e Keith Richards.

George Michael & Queen, no tributo à Freddie Mercury.

George Michael perdeu, em 1993, um processo contra a Sony, mas triunfou no estádio de Wembley, acompanhando o grupo Queen, por ocasião do show em homenagem ao cantor Freddie Mercury, vitimado pela Aids.

O E.P. (Extended Play) de 1993.

Five Live é um EP de Queen em colaboração com o cantor pop britânico George Michael e Lisa Stansfield, lançado em abril de 1993. As faixas foram gravadas em abril de 1992 no Estádio de Wembley para um concerto em homenagem a Freddie Mercury, vocalista da banda Queen e amigo pessoal de George Michael, falecido em 1991.

Capa do álbum de 1996.

No ano de 1996, George Michael lançou seu terceiro álbum, Older. Neste álbum está a canção "Jesus To a Child", onde George Michael dedica esta música ao seu companheiro recém falecido (1995), o brasileiro Anselmo Feleppa.

George Michael e o estilista brasileiro, Anselmo Feleppa.

A canção de abertura, "Jesus To a Child", foi inspirada em Anselmo. Destaco, também, as músicas "Fastlove", "Spinning The Wheel", "Star People", "You Have Been Loved" e a faixa-título. O disco todo é dedicado a ele. Mas Older, apesar de sombrio, é um dos melhores trabalhos de Michael, ficando logo atrás de Faith e Listen Without Prejudice Vol. 1. Também foi o último álbum relevante de uma carreira que, embora não tenha se encerrado, nunca mais teve o mesmo brilho. 

Capa do álbum de 1999.

Em 1999, George Michael lançou um álbum de covers, Songs From The Last Century. O álbum traz antigos sucessos, além de interpretações para cançoes populares recentes como "Roxanne", originalmente gravada pelo The Police e "Miss Sarajevo", gravada por U2 e Luciano Pavarotti.

Imagem do clipe de "Shoot The Dog", de 2002.

Em 2002 atacou Tony Blair e George W. Bush, no início da guerra no Iraque, no compacto Shoot The Dog. Os jornais de propriedade de Rupert Murdoch dispararam uma campanha que visava depreciar o cantor.

Capa do álbum de 2004.

Lançou em 2004 o álbum Patience, que vendeu três milhões de cópias. George Michael anunciou que a partir daquele momento, iria divulgar suas obras essencialmente na Internet. Deste álbum, destaco "Amazing", "Flawless (Go To The City)", "Freeek!", "Round To The City" e "John And Elvis Are Dead". Em 2005 cantou no Live 8, em dueto com Paul McCartney.

Em 2006 ocorreu o lançamento do filme-documentário "George Michael: Minha História", e a preparação de uma nova compilação na qual constou duas músicas inéditas.

George Michael retornou aos palcos em 12 de maio de 2007 com um concerto em Coimbra, início de uma excursão europeia.

Em 2011, adiou uma série de shows após ser levado ao hospital para tratar uma pneumonia. Após o tratamento em um hospital de Viena, ele fez uma aparição pública emocionado do lado de fora da sua casa em Londres. Os médicos chegaram a fazer uma traqueostomia para manter as vias aéreas do cantor abertas e possibilitar sua respiração.

Durante o ano de 2016, George Michael anunciou que estava produzindo um novo álbum de estúdio, a ser lançado em 2017.

OBS. 1 – Na música “Faith”, o início dela é claramente uma homenagem à música “Freedom” do Wham!, tocado como se fosse órgão de igreja.

Bem pessoal, por aqui encerro a primeira parte da história do cantor que lançou moda, fez grande sucesso, mas como qualquer ser humano, teve seus altos e baixos na vida profissional e em sua saúde.

Quando as pessoas pensam em ter sucesso, uma carreira artística, quase nunca estão preparadas para as intempéries que surgem no meio do caminho. Nem tudo são flores nas nossas vidas, mas podemos torná-las mais agradáveis e menos espinhosas, claro que com muita paciência.


Fiquem com mais de Wham! e George Michael em:  















































domingo, 8 de maio de 2016

QUEEN, A MAJESTADE DAS BANDAS - PARTE 5

Olá galera que está curtindo o Blog Opinião do Véio! Nessa postagem encerro o que já conhecia e o que acabei conhecendo mais dessa brilhante banda chamada Queen. Nesta quinta e última parte comentarei sobre os shows ao vivo da banda e o legado deixado pelo grupo, suas influências e seus fãs.


PERFORMANCES AO VIVO

Por cerca de quinze anos de carreira, o Queen se apresentou mais de setecentas vezes ao redor do mundo, em quase todos os continentes, exceto a Antártida. O quarteto foi o primeiro grupo a fazer shows na América do Sul, com passagens pela Argentina, Brasil e Venezuela, e também a primeira banda a se apresentar na África do Sul, uma apresentação polêmica que aconteceu em 1984.
A banda se tornou, assim, célebre por esses e outros feitos, na época, únicos, como se apresentar para aproximadamente trezentas mil pessoas no Rock In Rio de 1985, e também ter realizado um show para oitenta mil pessoas na Hungria, em 1986. A apresentação no Live Aid, em 1985, foi o maior destaque em sua história, principalmente a presença de palco de Freddie Mercury, sempre tida como o elemento mais marcante nas apresentações da banda.
Freddie possuía várias marcas registradas que lhe deram notoriedade, tanto quanto a sua performance e aparência. A vivo, o músico cantava usando um microfone preso à metade de um pedestal, como se fosse um cetro, uma idéia que teve antes de entrar para a banda, quando seu pedestal quebrou e pensou que, daquela forma ainda seria útil.

No Rock In Rio em 1985.
Quando cantava, fazia movimentos teatrais, influenciados pelo seu treinamento em balé e, também, em todos os shows, envolvia a platéia em uma sequência conhecida como ''chamada e resposta'', na qual executava algumas notas vocais e, em seguida, a platéia as imitava, permitindo que até as multidões em grandes estádios participassem.
O vocalista também costumava permitir que o público cantasse partes de várias músicas, prinipalmente a versão acústica de ''Love Of My Life'', e também comandava acenos e palmas sincronizadas em músicas como ''We Will Rock You'' e ''Radio Ga Ga''. Seu bigode, utilizado durante a década de 80 se tornou outro de seus símbolos.

Rock In Rio em 1985: milhares de pessoas viram o show do Queen.

Nos vocais, Brian e Roger colaboravam, com participações muito raras de John, destacando a variedade de personalidades no quarteto, desde a extravagância de Roger Taylor e a timidez de John Deacon.
O entrosamento entre os músicos foi um fato comentado pela mídia especializada. Em 1973, Gordon Fletcher, por meio da revista Rolling Stone afirmou: ''Vamos apenas dizer que o produto final do baterista Roger Meddows Taylor e do baixista John Deacon é explosivo, um vulcão sônico colossal, cuja erupção faz a terra tremer''.
Até hoje, a crítica considera Freddie Mercury como um dos maiores artistas da história, em virtude de sua presença de palco. Um repórter do The Spectator o descreveu como um artista ''fora de série, chocante e charmoso, com várias versões extravagantes de si mesmo''.
O cantor David Bowie se referiu à Fredie afirmando que ''entre todos os cantores teatrais do rock, ele foi o único a levar tudo a um outro nível (...) era alguém que podia, literalmente, ter a platéia na palma da mão''.
Brian declarou que Freddie ''conseguia fazer a última pessoa na última fileira do estádio se sentir incluída''. Em uma resenha do Live Aid, em 2005, um crítico escreveu que ''aqueles que listam os maiores vocalistas da história, costumam dar a primeira posição para Robert Plant ou Mick Jagger, mas estão terrivelmente errados, por sua performance mitológica no Live Aid, Mercury era, sem dúvida, o maior de todos''. A banda, geralmente, é citada como uma das primeiras que transformou o rock em entretenimento.

Rock In Rio 1985: no final do show Freddie Mercury entrou com a bandeira do Reino Unido, mas
quando se virou de costas para a multidão, estava lá a bandeira do Brasil. O público foi ao delírio.

TEMAS LÍRICOS

Ao contrário da maioria das bandas de rock do seu tempo, o Queen não tinha fortes pretensões líricas, e tal característica era refletida nas composições. O vocalista Freddie Mercury, ironizando a aparente futilidade das composições do quarteto, afirmou ser uma prostituta musical, declarando que, para ele, sempre foi importante produzir canções que alegrassem as pessoas, para todos os públicos, de toda nacionalidade e cultura, não apenas os intelectuais. Na época em que John Lennon foi assassinado, o cantor disse que, ao contrário do ex-Beatle, não tinha talento para escrever mensagens profundas.
O baterista Roger Taylor possui uma opinião parecida a respeito do repertório do grupo, mas diferentemente, afirma que fornecer entretenimento já é um significado para as músicas. Freddie se considerava um homem romântico, com a maior parte de seu trabalho lírico voltado ao amor.


Segundo o próprio, em muitos momentos ele até tentou escrever músicas com outros temas, mas no fim o romantismo sempre estava em alguma parte. Ainda, preferia escrever arranjos do que fazer letras. Sempre tido como alguém complexo, parte das composições do artista para a banda, abordam indiretamente elementos de sua vida, como ''Get Down, Make Love'', do álbum News Of The World, ''Don't Stop Me Now'', de Jazz e ''Body Language'' de Hot Space, abordando sua época de intensa atividade sexual, enquanto ''It's a Hard Life'', de The Works evidenciava uma fase na qual procurava um relacionamento sério e duradouro.
Em ''Was It All Worth It'', de The Miracle, disserta sobre os excessos vividos nos anos anteriores. Afirmando ser alguém solitário, vulnerável e extremamente desconfiado das pessoas que o cercavam, o legado musical de Freddie se tornou um objeto de várias interpretações, por sua personalidade reservada e tímida.


John Deacon, que se considerava terrivelmente tímido e ansioso, compôs um repertório considerável ao longo dos anos do Queen, e diferentemente de Freddie, não gostava de escrever sua canções a partir da melodia. Em uma entrevista em 1982, o baixista confessou que para ele, geralmente,as melodias surgem primeiro do que as letras. Em seus versos, o músico afirma que procura contar histórias, ou decifrar nos mínimos detalhes um conceito moral, dentro da personalidade dos personagens que criou, cada qual diferente do outro.
No entanto, há suposições de que algumas músicas foram baseadas em sentimentos pessoais. Roger Taylor, por exemplo, brincou, questionando se em ''I Want To Break Free'', de The Works, o instrumentista estava querendo desabafar alguma coisa sobre a banda.
O baterista, por sua vez, criava suas músicas a partir de uma ideia inicial, que poderia ser melódica ou lírica. Embora a quantidade de composições suas para os álbuns sejam geralmente iguais as de John Deacon, o músico era quem escrevia mais músicas para a banda, mas muitas destas não se destacavam frente aos demais. Seu processo de composição é, para o artista, um exercício de lazer.
Ao contrário de Freddie, a maior parte da obra de Brian May é, de certa forma, pretensiosa. O guitarrista declara-se alguém muito preocupado com a paz, tema que faz parte da maioria dos seus trabalhos autorais.

RELACIONAMENTO ENTRE OS INTEGRANTES

Grande parte do repertório do Queen foi escrito de forma individual pelos seus integrantes e, diferentemente de grande parte das bandas de rock, a amizade dos membros do quarteto, até certo nível se restringia a questões profissionais.
Roger Taylor afirmou que o pouco convívio fora da banda era o segredo para que os quatro permanecessem juntos. Mas com o passar dos anos, algumas colaborações conjuntas foram feitas. Após ''Stone Cold Crazy'', de Sheer Heart Attack, ''Under Pressure'' foi a segunda música da banda a ter créditos de todos os integrantes.
Durante a década de 80, John Deacon escreveu várias músicas junto com Freddie Mercury, como ''Cool Cat'' e ''Friends Will Be Friends''. Entre os quatro, o vocalista era o elemento da banda com quem possuía mais proximidade, e, embora não mantivesse muito contato fora do grupo, o cantor gostava muito de John.

Freddie e John

Freddie Mercury, em uma entrevista na década de 70, disse: ''Se Deus nos abandonar agora, o resto do grupo não vai fazer nada se John disser que está tudo bem''. Tido como o ''cérebro'' e por vezes lider em questões internas da banda, o músico aposentou-se logo após a morte de Freddie Mercury.
Assim como John e Freddie, Brian e Roger possuem uma longa parceria. Publicamente, Brian May disse que ''Roger Taylor é como um irmão, e dentro do Queen sempre foi o músico com o qual tenho mais proximidade''.
Em entrevista à Guitar World, Brian disse que, pelo fato de já integrarem outra banda anteriormente, os dois se identificavam mais. ''Nós fomos e somos como irmãos. Estávamos tão próximos em nossas aspirações e a forma como olhamos para a música, mas é claro que tão distante de muitas outras maneiras. Assim como quaisquer irmãos que se amam e odeiam coisas do outro ao longo de toda a vida''.
Em relação a Freddie Mercury, o guitarrista afirmou que o vocalista tinha a capacidade de fazê-lo ter a melhor performance em seu instrumento, de maneira que, em sua opinião, seus melhores momentos no Queen foram em composições de Freddie.

Aparentemente o clima entre eles era amistoso.

Em contrapartida, o relacionamento entre Roger Taylor e Brian May com John Deacon é praticamente inexistente. O baterista afirma que desde 1997 não possui contato com o baixista, e em uma entrevista ao The Independent, em 2013, disse que o músico é um sociopata.
Brian May disse, em 2014, para a Rolling Stone, que John deseja ficar sozinho em seu universo particular e que também não mantém contato com ele. O vocalista, por sua vez, afirmou que todos os integrantes tinham egos enorme, principalmente Roger.
Apesar de ser citado por grande parte da imprensa como o líder do Queen, Freddie Mercury detestava o título e afirmava que, no máximo, talvez era o integrante mais importante.
Assim como Brian, o músico considerava que a banda estava em total forma quando todos contribuíam, e cada um tinha um papel importante dentro do grupo. ''Se alguém deixar o Queen, qualquer um dos quatro, seria o fim do Queen. Somos quatro, mas como peças entrelaçadas que se igualam. E os outros, simplesmente não poderiam ter êxito sem os demais''.


RECONHECIMENTO E INFLUÊNCIA

O Queen foi uma das bandas de rock mais influentes e bem sucedidas, comercialmente falando. Com vendas estimadas de 150 a 300 milhões de discos, incluindo 34,5 milhões de unidades certificadas nos Estados Unidos, os três integrantes ainda vivos estão entre os músicos britânicos mais ricos.
Em 2013, com dados do jornal Sunday Times, Brian May estava classificado na vigésima segunda posição, com uma fortuna estimada em 95 milhões de euros, enquanto Roger Taylor na vigésima terceira, com 90 milhões de euros e John Deacon no trigésimo lugar, com 74 milhões de euros.
A revista Rolling Stone classificou o Queen na 51ª posição entre os ''The 100 Greatest Artists Of All Time''. A revista Q pôs o grupo entre as cinco maiores bandas de todos os tempos. O canal VH1, por sua vez, escalou a banda na 17 posição entre os maiores artistas de todos os tempos.


A música ''Bohemian Rhapsody'' foi eleito o single preferido pelos britânicos dos últimos 60 anos. A coletânea Greatest Hits é o álbum mais vendido no Reino Unido, com mais de cinco milhões de cópias comercializadas.
O Queen também recebeu várias premiações e indicações. Em 1990, receberam o prêmio Brit Awards na categoria ''Outstanding Contribuition To Music'', pelo trabalho feito pelo grupo durante a década de 80.
A banda foi introduzida ao Rock And Roll Hall Of Fame em 2001, todos os seus integrantes foram empossados ao Songwriters Hall Of Fame, em 2003. Em 2009, ''We Will Rock You'' e ''We Are The Champions'' foram introduzidas no Grammy Hall Of Fame, sendo que esta última foi considerada, em um estudo científico, como a música mais cativante e grudenta na história da música popular.
Sua música tem influenciado inúmeros artistas. James Hetfield, vocalista do Metallica, declarou-se fã da banda, e elogiou o ecletismo musical do Queen, afirmando que ''essa banda poderia fazer praticamente qualquer coisa''.
Outros artistas e bandas de rock como Iron Maiden, David Lee Roth, Dream Theater, Anthrax, Guns N' Roses, Def Leppard, Van Halen, Foo Fighters, The Darkness, Nirvana, Radiohead, Muse e artistas pop como George Michael, Lady Ga Ga (que tem esse apelido por causa de ''Radio Ga Ga'') e Katy Perry, citam como influência o Queen. 




Bem galera, era isso que eu tinha para comentar sobre a majestade, Queen, que muito colaborou para a criação de lindas músicas e nos proporcionou belos momentos ao embalo de suas gravações. Fiquem com mais do Queen em:

























































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