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sexta-feira, 22 de abril de 2016

O Camaleão David Bowie - Parte 4

Olá galera que curte o Blog Opinião do Véio. Trago a quarta parte da odisseia do multi-artista David Bowie, agora como um simples coadjuvante na banda Tin Machine e suas experiências com o eletrônico.


TIN MACHINE (1989 – 1991)

Em 1989, Bowie deixou sua carreira solo de lado, atuando como mero coadjuvante e, pela primeira vez, um anônimo dentro de uma banda, como se fora o início de sua carreira, no início, formando grupos. Abanda Tin Machine, um quarteto especializado em hard rock, surgida depois que Bowie trabalhou experimentalmente com o guitarrista Reeves Gabrels. Adicionados à essa dupla, os irmãos Tony Sales (baterista) e Hunt Sales (baixista), dupla que David Bowie conhecia desde a década de 70 por trabalharem juntos em Lust Of Life, disco de Iggy Pop, de 1977, produzido por Bowie.


Querendo que o Tin Machine funcionasse democraticamente, Bowie dominou a banda, tanto nas composições como na tomada de decisões importantes. O disco de estreia, Tin Machine (1989), inicialmente teve popularidade, apesar de suas letras politizadas não terem agradado a todos. Segundo Bowie, uma de suas músicas foi descrita, na época, como “simplista, ingênua e radical, desistindo de falar sobre o aparecimento de neo-nazistas”. Na visão do biógrafo Christopher Sanford, o disco “teve coragem de denunciar drogas, fascismo e televisão”. A gravadora EMI reclamou das “letras pregativas”, da falta de produção e da abundância de minimalidade. De qualquer forma, o disco alcançou a terceira posição no Reino Unido.

A primeira turnê mundial do Tin Machine foi um sucesso comercial, embora críticos e fãs relutassem muito em aceitar as apresentações de Bowie como um simples membro da banda. Uma série de músicas e singles fracassaram e, após um desentendimento com a EMI, Bowie decidiu por largar a gravadora. Assim como a imprensa e o público, cada vez mais ele estava descontente com seu papel de simples integrante de uma banda. O Tin Machine começou a trabalhar num segundo álbum, porém concordaram em esperar mais um tempo e, nessa espera, Bowie deu um rápido retorno à carreira solo.

Na Sound+Vision Tour, tocando seus primeiros e maiores sucessos, anteriores ao disco Tonight, durante sete meses, alcançou novo sucesso comercial e novamente reconhecimento da crítica. Essa turnê contou com suas primeiras apresentações na América do Sul, entre elas o Brasil, no Rio de Janeiro e em São Paulo, em Santiago, no Chile, e Buenos Aires, na Argentina.

As fotos da capa: a que saiu e a que era para ser de bom gosto.

Dez anos após seu divórcio com Angela, Bowie conheceu, em 1990, a modelo somali (tribo africana) Iman Abdulmajid, através de um amigo em comum. Dois anos depois eles se casaram. 
David Bowie e Iman
Ainda em 1991, após a bem-sucedida turnê solo de Bowie, o Tin Machine voltou a trabalhar. Porém, a crítica e o público, que já estavam decepcionados com o primeiro álbum do grupo, não mostrou muito interesse por um segundo disco. O lançamento de Tin Machine II ficou marcado por uma enorme divulgação e uma polêmica inoportuna por causa de sua capa. Após a produção ter começado, a nova gravadora, Victory, repensou no lançamento da capa com os quatro integrantes da banda, nus em formato de estátuas, que eram para ser “num gosto requintado”, segundo Bowie, tornou-se um prato cheio para a mídia, que dizia ser “algo obsceno”. Por fim, foi feito uma forma de “remendo” fotográfico a fim de tornar as figuras assexuadas. O Tin Machine excursionou novamente, porém, após o álbum ao vivo Tin Machine Live: Ou Vey, Baby, fracassou comercialmente, e a banda se separou e Bowie, embora continuasse a colaborar com Gabrels, retornou para sua carreira solo.     
                            

BOWIE ELETRÔNICO (1992 – 1999)

Em abril de 1992, Bowie participou do Concerto em Tributo à Freddie Mercury, após a morte do vocalista do Queen no ano anterior. Cantou “Heroes” e “All The Young Dudes”, esta última junto com Ian Hunter, vocalista do Mott The Hoople, não podendo deixar de cantar “Under Pressure”, em que foi acompanhado por Annie Lennox, que cantou a parte de Freddie Mercury na música. Quatro anos depois, Bowie e Iman estavam casados na Suíça. Com a intenção de se mudarem para Los Angeles, o casal foi até os Estados Unidos para procurar um imóvel para morar, mas tiveram que permanecer no hotel, sob toque de recolher, por causa dos Distúrbios de Los Angeles de 1992 (aquele em que os jurados, todos brancos, absolveram os policiais por terem assassinado um jovem negro, Rodney King). As manifestações começaram bem no dia em que eles chegaram à cidade, fazendo com que o casal fosse se estabelecer em Nova Iorque.


Em 1993, o lançamento de Black Tie White Noise trouxe um Bowie influenciado em hip-hop, jazz e soul. O álbum, que novamente o reuniu com o produtor de Let’s Dance, Nile Rodgers, fazia uso constante de instrumentos eletrônicos e confirmou seu retorno à popularidade, chegando ao primeiro lugar nas paradas britânicas e fazendo sucesso com a música “Jump They Say”. Al B. Sure participou na faixa título. Este álbum também contou com a participação de seu antigo colega da era Ziggy Stardust, Mick Ronson, que morreu de câncer no final de 93. Bowie explorou novas direções em The Buddha Of Suburbia, trilha sonora composta para uma série televisiva adaptada livremente do livro The Buddha Of Suburbia (1900) de Hanif Hureishi. O disco trazia alguns dos novos elementos introduzidos no Black Tie White Noise, e também anunciava uma mudança para o rock alternativo. O disco foi bem recebido pela crítica, embora não alcançasse muito sucesso comercial, atingindo a 87ª posição nas paradas do Reino Unido.


O álbum Outside, de 1995, reuniu Bowie novamente com Brian Eno, e foi gerado como o primeiro volume de uma narrativa sem sentido óbvio sobre arte e assassinato. Apresentando personagens de um conto escrito pelo artista, o álbum conseguiu sucesso nas paradas britânica e americanas. Bowie escolheu a banda Nine Inch Nails como sua parceria para a Outside Tour, e recebeu, por isso, recepções mistas. Visitaram cidades da Europa e da América do Norte, entre setembro de 1995 e fevereiro de 1996 e esta turnê registrou o retorno de Gabrels como guitarrista principal de Bowie.


Em janeiro de 1997, David Bowie entrou para o Rock And Roll Hall Of Fame. Nesse mesmo ano, Bowie lançou o álbum Earthling, onde misturou elementos do jungle britânico e do drum and bass. Foi um sucesso comercial e de crítica. A música “I’m Affraid Of Americans”, escrita com Brian Eno para o filme Showgirls de Paul Verhoeven, foi regravada no álbum, remixada para ser lançada como single. Esse trabalho ficou por conta do multi-instrumentista Trent Reznor (famoso por sua banda Nine Inch Nails), que além de produzir, fez backing vocals na música. O vídeo clipe, do qual Reznor também participava, foi tão exibido na televisão, que fez com que a música ficasse 16 semanas na Billboard Hot 100 americana. Em 1998, Bowie reuniu-se com Tony Visconti, produtor musical e gravou a música “(Safe In This) Sky Life” para o filme Rugrats, mas a faixa foi cortada na edição final. Mais tarde, ela foi regravada e saiu como “Safe” no lado B do single de 2002 “Everyone Says ‘Hi’”. Ainda em 1998, Bowie disse gostar muito da música “Without You I’m Nothing” do Placebo. Resultado: foram adicionados os vocais de Bowie e a versão, também produzida por Tony Visconti,  saiu como single. Também em 1998, Bowie gravou “A Foggy Day (In London Town)” com Angelo Badalamenti, tributo a George Gershwin, no intuito de arrecadar dinheiro para várias instituições de caridade dedicadas na conscientização e no combate à AIDS.

Bem pessoal, volto logo para concluir a longa e bela carreira do camaleão David Bowie. Curtam mais de Bowie em:


























































O Camaleão David Bowie - Parte 3

Salve galera que curte o blog. Estou aqui, após um pequeno intervalo, para postar a terceira parte do camaleão David Bowie. Neste período ele morou na Alemanha, criou uma trilogia admirada até hoje e ... vejam o restante, acompanhando a história desse multi-artista. 

O Período em Berlim (1976 – 1979)

Bowie mudou-se para a Suiça em 1976, comprou um chalé em uma montanha
ao norte do Lago de Genebra. Na nova residência, sua dependência pela cocaína cresceu, além disso, quis aventurar-se em atividades fora da musica. Começou a pintar e produziu uma série de quadros pós-modernistas. Na turnê, costumava desenhar nun caderno e fotografar cenas que serviriam de referência futura. Ao visitar o Bruücke Museum em Berlim e outras galerias em Genebra, Bowie se transformou, nas palavras do biógrafo Christopher Sandford “num profílico pintor e colecionador de arte contemporânea... Mas não somente um famoso patrono da arte expressionista. Trancafiado em Clos des Mésanges, iniciou um , curso intensivo de auto-aperfeiçoamento em música clássica e literatura, e começou a trabalhar numa autobiografia”. Tais aperfeiçoamentos só viriam a enriquecer seu trabalho de estúdio e palco.

O ano de 1976 ainda não havia terminado quando seu interesse pela cena musical da Alemanha e seu vício em drogas o levaram a mudar-se para a Berlim Ocidental, no intuito de renovar e revigorar sua carreira musical. Trabalhando com Brian Eno, enquanto dividia um apartamento em Schöneberg com o mais novo amigo Iggy Pop, concentrou-se na música minimalista e ambiental em seus três próximos álbuns, co-produzidos com Tony Visconti, que vieram a ser conhecidos como sua Trilogia de Berlim.


Nessa época, Iggy Pop lançou seu primeiro álbum solo sem os Stooges, chamado The Idiot, e, mais tarde, Lust Of Life, ambos de 1977, com contribuições de Bowie em melodias e letras, realizando turnês pela Europa, Reino Unido e Estados Unidos em março e abril de 1977. O disco Low (1977), parcialmente influenciado pelo som do Kraftwerk e do Neu!, evidenciou um afastamento de composições para um estilo mais abstrato, em que as letras eram esporádicas e opcionais. Na época do lançamento, ele recebeu críticas negativas por isso, e a própria gravadora, a RCA, preocupada em manter sua dinâmica comercial, não aprovou o álbum, e o ex-empresário de Bowie, Tony DeFries, embora ainda mantivesse um significante interesse financeiro nos assuntos do cantor, tentou se prevenir desse fracasso. Apesar desses pressentimentos preliminares, a música “Sound And Vision” alcançou a terceira posição no U.K. Chart. O sucesso levou Philip Glass, compositor contemporâneo, descrever o disco como “uma obra de gênio” em 1992, quando se baseou nele para sua “Symphony Nº 1”(posteriormente, Glass também usaria o próximo álbum de base para sua “Symphony Nº 4, “Heroes”). Não demorou para que notassem o talento de Bowie em criar músicas complexas que pareciam simples.


O segundo disco da trilogia, “Heroes” (1977), refletiu a abordagem instrumental e minimalista de Low e também incorporou elementos do pop e do rock, além de contar com a contribuição do guitarrista Robert Fripp. Assim como o álbum anterior, Heroes evidenciou o espírito da época da Guerra Fria, simbolizada por uma Alemanha dividida pelo Muro de Berlim. Neste novo trabalho, Bowie incorporou sons ambientes de uma variedade de fontes, incluindo geradores de ruídos, sintetizadores e o koto, instrumento japonês, e alcançou o sucesso, pois ele atingiu a terceira posição no Reino Unido. Sua faixa-título, baseada no amor incondicional de dois amantes dos lados opostos do Muro de Berlim, que Bowie via se unirem diariamente, embora tenha alcançado somente a 24ª posição nas paradas britânicas, ganhou popularidade tardia duradoura, e em poucos meses, foi lançada em alemão e francês. No final daquele ano, Bowie a cantou no programa de televisão Marc, apresentado pelo colega Marc Bolan, e dois dias depois para o especial de Natal de Bing Crosby, quando juntou-se a ele em “Peace On Earth / Little Drummer Boy”, versão de “The Little Drummer Boy” com um novo e contrapontual verso. Cinco anos depois, o dueto gozaria de fama mundial ao alcançar a terceira posição nas paradas britânicas no Natal de 1982.




Terminado Low “Heroes” Bowie ocupou grande parte de 1978 a trabalhar na Isolar II, levando músicas dos dois primeiros álbuns da trilogia para quase um milhão de pessoas, durante 70 apresentações ao vivo em 12 países. Naquele momento, o artista havia parado com seu vício em drogas, como descreve David Buckley, a Isolar II foi “sua primeira turnê durante cinco anos em que ele não se anestesiou com grandes quantidades de cocaína antes de subir no palco...Sem o esquecimento que as drogas lhe traziam, estava com uma condição mental suficientemente saudável para fazer novos amigos”. A turnê foi filmada e seu lançamento coincidiu com o lançamento, no mesmo ano, do disco Stage, seu segundo álbum ao vivo.


Lodger (1979), terceiro e último álbum daquilo que Bowie chamaria de Trilogia de Berlim, passou longe da atmosfera ambiental e minimalista dos outros dois e trouxe uma levada que nos remete às baterias e às guitarra do rock e do pop que fizeram parte de sua carreira anterior à estadia em Berlim. O resultado foi uma mistura complexa de new wave e world music. Algumas das faixas, como “Boys Keep Swinging”, “Move On” e “Red Money”, foram compostas utilizando as cartas das Estratégias Oblíquas de Eno. O álbum havia sido gravado na Suiça. Antes de seu lançamento, Mel Ilberman da RCA declarou: “Não seria justo chamar o disco de o Seargent Pepper de Bowie... um álbum conceitual que retrata o Inquilino (Lodger) como um andarilho sem teto, evitado e vitimado pelas pressões da vida e da tecnologia”. Como descreve o biógrafo Christopher Sanford, “A gravação coincidiu com várias esperanças frustradas, e com a produção, que significava o fim da parceria de 15 anos com Eno”. Lodger chegou à quarta posição nas paradas britânicas e na vigésima nos Estados Unidos, rendendo os singles “Boys Keep Swinging” e “DJ”. No final de 1979, Bowie e Angela iniciaram o processo de divórcio, e, após meses de disputas judiciais, seu casamento terminou no início de 1980.


DE SUPERSTAR A MEGASTAR (1980 – 1989)


Em 1980, foi lançado o álbum Scary Monsters (And Super Creeps), trazendo a música “Ashes To Ashes”, que alcançou o primeiro lugar nas paradas. A música revisitava o personagem Major Tom de “Space Oddity”. O videoclipe da música foi um dos mais caros e também um dos mais inovadores de todos os tempos. Embora esse disco utilizasse princípios estabelecidos pela trilogia de Berlim, foi considerado pelos críticos como muito mais direto musical e liricamente. Ele teve contribuições de guitarristas como Robert Fripp, Pete Townshend, Chuck Hammer e Tom Verlaine. Com “Ashes To Ashes” atingindo o topo das paradas britânicas, Bowie abriu uma apresentação de três meses no Teatro Broadway em 24 de setembro, estrelando na peça O Homem Elefante.
Em 1981, Bowie encontrou-se com o grupo Queen na Suíça e ambos realizaram um single, “Under Pressure”, retratando a pressão social. O dueto foi um sucesso e tornou-se o terceiro single de sua carreira a atingir a primeira posição nas paradas britânicas. “Under Pressure surgiu por acaso, David veio até nós para estudar... começou a mexer com algo e tudo correu muito espontaneamente e rapidamente. Foi um verdadeiro prazer trabalhar com ele, tem um tremendo talento”, disse Freddie Mercury.

Ainda no mesmo ano, ele fez uma aparição no filme alemão Christiane F., uma história baseada em fatos reais sobre uma adolescente viciada em drogas na Berlim da década de 70. A trilha sonora, construída principalmente por músicas já escritas anteriormente por Bowie, foi lançada como Christiane F. meses depois. Bowie interpretou o papel principal de uma adaptação televisiva de 1981 da peça Baal de Bertolt Brecht. Coincidindo com essa transmissão, foi lançado um Extended Play (E.P.) com cinco faixas da peça, todas gravadas em Berlim. Em março de 1982, um mês antes do filme Cat People de Paul Schrader ser lançado, a música de Bowie de mesmo nome, “Cat People”, saiu como single, alcançando sucesso em pouquíssimo tempo nos Estados Unidos e entando no U. K. Top 30.


Bowie atingiu novo pico de popularidade e sucesso comercial em 1983 com o disco Let’s Dance, que também o fez cativar uma nova leva de seguidores. Co-produzido por Nile Rodgers, da banda Chic, o álbum ganhou disco de platina no Reino Unido e nos Estados Unidos. Seus três singles principais tornaram-se um dos vinte maiores sucessos de ambos os países, e sua faixa-título alcançou a primeira posição. “Modern Love” e “China Girl” alcançaram a segunda posição no Reino Unido, e geraram dois aclamados vídeos promocionais que, como escreve o biógrafo David Buckley, “foram totalmente absorventes e ativaram arquétipos fundamentais no mundo pop”. O videoclipe para “Let’s Dance”, com sua narrativa em torno do jovem casal de aborígenes, tinha como público alvo a juventude, já “China Girl”, com uma cena (que depois foi parcialmente censurada) de um namoro nu na praia (Homenagem ao filme A Um Passo da Eternidade), foi sexualmente provocante o bastante para que garantisse sua alta frequência na MTV. Em 1983, Bowie surgia como um dos artistas de videoclipes mais importantes da época. “Let’s Dance” seguiu-se com uma turnê mundial chamada Serious Moonlight Tour, durante a qual Bowie recebia contribuições de Earl Slick na guitarra e Frank e George Simms no backing vocal. A viagem musical durou seis meses e foi extremamente popular.

O disco Tonight (1984), outro álbum dançante, trouxe Tina Turner cantando 
com Bowie na faixa-título, que foi escrita com o amigo Iggy Pop. O disco também trazia covers, como o sucesso de 1966 “God Only Knows” dos Beach Boys, e a música “Blue Jean”, baseada no curta-metragem Jazzin’ For Blue Jean, garantiu a Bowie o Grammy Award For Best Short Form Music Video. Em 1985, ele se apresentou no Estádio de Wembley para o Live Aid, uma série de concertos com músicos famosos e aclamados da época, na tentativa de arrecadar fundos contra a fome na Etiópia. Durante o evento, Bowie gravou um videoclipe com Mick Jagger, em que cantam e dançam juntos a música “Dancing In The Street”, sucesso de 1964 na voz de Martha And The Vandellas, e que deu ao dueto a primeira posição nas paradas. No mesmo ano, Bowie juntou-se ao Pat Metheny Group na gravação de “This Is Not America” para a trilha sonora do filme The Falcon And The Snowman. Lançada como single, a música tornou-se um dos 40 sucessos das paradas britânicas e americanas.


Em 1986, deram um papel à Bowie no filme Absolute Beginners, que foi mal recebido pelos críticos, mas que sustentou-se pela música-tema, escrita por David Bowie, também chamada “Absolute Beginners” e que alcançou o segundo lugar nas paradas britânicas. No mesmo ano, o filme Labirinto estreia e Bowie, que compôs e cantou cinco músicas para o filme, também atuou como a personagem Jareth, o que lhe garantiu extrema popularidade. 


Seu último disco solo da década foi Never Let Me Down de 1987, em que ele abandona a levada de seus dois álbuns anteriores e oferece um rock pesado com uma mistura de Techno e industrial. Embora tenha sido um relativo fracasso, atingiu a sexta posição nas paradas britânicas e rendeu os singles “Day-In Day-Out”, “Time Will Crawl” e “Never Let Me Down”. Tempos depois Bowie o descreveria como seu ¿¿¿”nadir”¿¿¿¿ e o chamaria de um “álbum ruim”. A série de 86 concertos chamada de Glass Spider Tour  surgiu nessa época, em 20 de maio, com o intuito de divulgar o disco. Na guitarra principal, a banda contava com Peter Frampton. Os críticos difamaram a turnê, dizendo que, se comparada às tendências contemporâneas da música de arena e estádio, seus efeitos especiais e suas danças a tornavam demasiadamente cansativa.

Bem pessoal, esta é a terceira parte de cinco partes da vida de David Bowie, onde ficamos sabendo um pouco mais sobre sua vida e sua carreira. Espero que estejam gostando, pois eu que conhecia um pouco da vida de Bowie, descobri preciosidades até então desconhecidas por mim. Saibam um pouco mais de Bowie em:






























































sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Jim Diamond

Olá galera, sejam bem vindos ao blog. Estou fazendo esta postagem para homenagear James Aaron ''Jim'' Diamond, artista nascido em Glasgow, Escócia, Reino Unido, e que faleceu recentemente, no dia 08 de outubro. Estou o homenageando, porque, com certeza, curti muito e dancei ao som de suas músicas.

Um breve histórico de Jim, porque eu não poderia deixar em branco sua passagem entre nós, afinal de contas, ele pode ser um quase desconhecido para nós, mas deixou uma obra marcante. Jim Diamond iniciou sua carreira muito cedo, aos quinze anos de idade. Formou, em 1976, uma banda chamada ''Bandit'', que contava com Cliff Williams, que mais tarde faria parte do AC/DC.

Em 1982 formou a banda Ph.D (Phillips, Hymas e Diamond). Jim era o vocalista e interpretou com maestria o maior sucesso do Ph.D, ''I  Won't Let You Down'', que vendeu milhões de cópias. Terminado o grupo, Jim seguiu carreira solo e gravou duas canções que ficaram eternizadas nas paradas das baladas espalhadas mundo afora.

Uma delas, ''I Should Have Know Better'' fez parte, em 1985, da trilha sonora da novela A Gata Comeu. Essa música logo entrou para as paradas de sucesso e, se tornou tão popular no Brasil, que o nome ganhou um apelido engraçado: ''Choro e Não Bebo''. A outra, ''Remember I Love You'' fez parte da trilha sonora da novela De Quina Pra Lua, em 1986, não tendo tanto sucesso como a anterior, mas foi bem executada nas rádios.

Jim passeou do blues, soul, passando pelo pop e eternizou suas baladas, deixando uma obra, nem toda explorada, de um disco com a banda Bandit, um com o Ph.D, mais sete discos solo e uma coletânea com seus maiores sucessos. 

As causas da morte não foram reveladas, segundo o site da BBC News. Ele tinha 64 anos e deixou três sucessos que, com certeza, embalaram o namoro nas festinhas que aconteciam nas garagens nos anos 80 e que, ao contrário de hoje, não envergonhavam ninguém, simplesmente porque ainda havia inocência, acreditem. 

Confesso que me emocionei ouvindo as músicas e vendo, junto, a tradução das letras dos videos que postei para vocês. São muito bonitas, espero que gostem e aproveitem.

Autor: Carlos Alberto de L. Anchieta

Obrigado por acompanharem mais esta postagem.Curtam mais de Jim Diamond em:







domingo, 18 de outubro de 2015

WHIGFIELD

Se tem uma vocalista na história dos anos 90 que cantou e fez sucesso ''pra caramba'' foi ANNERLEY (se lê Anerli) GORDON, conhecida como Whigfield, nome de um dos projetos dos quais ela participou. No Whigfield ela fez um tremendo sucesso com as músicas ''Another Day'', ''Gimme Gimme'', ''Last Christmas'', ''No Tears To Cry'', ''Think Of You'', ''Saturday Night'', ''Sexy Eyes'', além da baladinha ''Close To You''.

Mas você pensa que acabou por aqui? Annerley Gordon parecia estar em todos os lugares que você pudesse pensar (escute as músicas que estou colocando o nome e diga se não estou coberto de razão). 

Ela interpretou as seguintes músicas, pessoal:
* ''Try Me Out'' - Lee Marrow feat. Charme;
* ''Love 4 Liberty'' e ''I Need You'' - DJ. Space'C;
* ''Lonely Mind'' e ''Get Me Into Your Heart'' - Housecream feat. Jo;
* ''Why'', ''I Hear You'' e ''Sleeping In My Car'' - A.KAY B.JAY;
* ''Holding'', ''Nasty Girl'' e ''The Lion Sleeps Tonight'' - Ally & Jo;
* ''Dreams'', ''So Alive'', ''Voices'' e ''2 Times'' - Ann Lee (Annerli, nome sugestivo, não?);
* ''(I'm) On Your Side'' e ''Love 4 Liberty'' - T. H. Express feat. Moe;
* ''Hot & Ready'' e ''Take Your Time'' - Annerley Gordon;
* ''Corn Flake Girl medley with Guit Groove'' - Golden Gun; 
* ''Rock U medley with Somebody's Watching Me'' - Kangaroo;
* ''Breakdown medley with Funkytown'' - Plastika;
* ''Stay With Me'' - Ironya; * ''Touch Me'' - Masquerade; ''Ecstasy Of Flight'' - Kate Project;
* ''Try Me'' - Lolita; ''Enough Of Your Love'' - Toni H.; ''To You'' - Little Adrian;
* ''Only One'' - Wienna; ''Bee In My Bonnet'' - F.U.N.O; ''A Dream Today'' - NAIF;
* ''Santamaria'' - Sem Limite; ''Help Me'' - Ann Sinclair; ''Lucky Lucky'' - Virginelle;
* ''Jump Up'' - Dada; ''Power Of Love'' - Texture; ''Rhythm'' - DJ. Miko;
* ''Everytime'' - Ken Laszlo; ''Into The Night'' - Red velvet; ''Shake It'' - Q-Base;
* ''Do It For Love'' - Emeralds; ''Melody'' - Black Rose; ''Coming Up'' - Piccadilly;
* ''Midnight'' - Love 4 Sale; ''B-All Right'' - MXM; ''I Can't Stop'' - 2 FM e 
* ''The Best'' - Lalene.

UFA! E tem muitos outros nomes que ela usou, mas como não tenho os nomes das músicas, vou ter que deixar de fora.

Bem, depois deste ''LISTINHA'', você deve estar pensando: ''Como uma pessoa consegue ser tantas, ao mesmo tempo? Pois é, assim como nós, simples seres ''normais'' temos um pouco de tudo. Somos pacientes e médicos, somos certos e insanos, bons e maus, somos público e atores, também. Na música, um só já é uma banda inteira. Muitos cantam usando nomes fictícios e assim funciona a indústria musical, a fábrica de entretenimento.

Eu, pessoalmente, aplaudo iniciativas como essas, pois sendo música boa, vale tudo. Só não vale apelar para o ridículo. E viva a música de qualidade!


                                                                 Autor: Carlos Alberto de L. Anchieta


Curta alguns dos trabalhos de Annerley Gordon em:


Black Rose - Melody:



Whigfield - Think Of You:



Ann Lee - 2 Times:


Whigfield - Saturday Night:

CARA DE UM, VOZ DE OUTROS

Esse tópico rende muito assunto, quando se trata de música. Já falei de Milli Vanilli, de Corona Olga de Souza, e ainda tenho alguns outros para comentar. Esses dois terão destaque nesta postagem.

O Projeto Black Box colocou uma modelo para interpretar, porque a dona da voz da maioria das músicas do álbum era, nada mais, nada menos que MARTHA WASH, do The Weather Girls (''It's Raining Man'', lembram?). Várias vezes ela se manifestou em processar os produtores do Black Box e disse que iria ''botar a boca no trombone'' como falamos no Brasil. O grupo fez muito mais sucesso do que pagou para Martha e tiveram que desembolsar mais uma grande quantia para que ela não jogasse "farinha'' no ventilador.
As músicas do Black Box que fizeram sucesso, mundialmente falando, foram: "I Don't Know Anybody Else", ''Everybody Everybody'' e ''Strike It Up''. OBS.: Um dos maiores sucessos do Black Box, ''Ride On Time'', tem os vocais da cantora Loleatta Holloway sampleados de outras músicas dela (colagem).

Outro caso foi o do grupo (sim, esse foi um grupo) Technotronic. Quando, em 1989, o produtor e tecladista do grupo, o belga Jo ''Tomas de Quincey'' Bogaert lançou o single ''Pump Up the Jam'', ele teve que tomar uma decisão rápida. A vocalista e rapper do grupo, uma menina nascida no Zaire, hoje, Congo, chamada Manuela Kamosi, era menor de idade (17 anos) e não poderia ser exposta em público sem uma autorização judicial assinada pelos pais.

Mas já não dava mais tempo, o single estava pronto para ser lançado e a solução foi colocar na capa do single e do LP (Long Play de vinil, na época), uma modelo. Modelo essa que teve que aprender a dublar e dançar para aparecer no clipe, pois a música estourou nas paradas do mundo todo em muito pouco tempo.

Passado esse período, Manuela Kamosi, conhecida no mundo musical como Ya Kid K (algo como ''sim, a garota K'') completou 18 anos e pôde assumir seus compromissos junto ao Technotronic e aparece no clipe de ''Get Up (Before The Night Is Over)'' junto da modelo que antes a dublava (vejam a modelo com os lábio azuis no clipe). De resto, foi um sucesso após o outro, até a saída de Manuela do Technotronic. Jo Bogaert ainda teve um relativo sucesso usando outras vocalistas.

As músicas do Technotronic que contavam com os vocais de Manuela ''Ya Kid K'' Kamosi e fizeram relativo sucesso, são: ''Pump Up The Jam'', ''Get Up (Before The Night Is Over)'', ''Move This'', ''Rocking Over The Beat'', ''Hey Yoh, Here We Go'' e ''Move It To The Rhythm'' somente fazendo o rap na música, já que já existia uma vocalista fixa para substituí-la.

Manuela ''Ya Kid K'' Kamosi fez, ainda, sucesso com o projeto Hi-Tek 3, com a música ''Spin That Wheel (Turtles Get Real)'', tema do filme ''Tartarugas Ninjas'' para o cinema.

                                                            
                                                                    Autor: Carlos Alberto de L. Anchieta


Curta os sucessos de Martha Wash, Black Box e Technotronic em:


The Weather Girls - It's Raining Man:



Black Box - Strike It Up:


Black Box - I Don't Know Anybody Else:



Technotronic - Pump Up The Jam:



Technotronic - Get Up (Before The Night  Is Over):


Hi-Tek 3 - Spin That Wheel:

CORONA

Corona é um projeto musical italiano, que surgiu no início dos anos 90 e que incluiu como "cantora'', a brasileira Olga Maria de Souza, radicada na Itália, filha de pai músico e mãe cozinheira.

Assim como o Milli Vanilli, só que bem mais tarde, surgiu a dúvida se Olga era a cantora ou só uma modelo para interpretar esse tipo de projeto chamado de ''Grupo Sem Rosto''.

Ninguém conseguiu contestar a interpretação de Olga, mas não é preciso ser muito inteligente para perceber outros projetos com a mesma voz. Daí, os olhos se voltaram para uma cantora de estúdio chamada Sandy Chambers. À ela foram creditados os sucessos do Projeto Corona como: ''Baby, I Need Your Love'', ''Do You Want Me'', ''I Don't Wanna Be a Star'', ''I Gotta Keep Dancing'', ''I Want Your Love'', ''Try Me Out'', ''Baby Baby'' e ''The Power Of Love''.

Tudo bem, você pode dizer: ''Claro, tudo de uma banda só, não podem provar nada''. Engano, meus caros leitores e leitoras. No próprio Projeto Corona, tem uma música que não é cantada pela Sandy Chambers, e é, até hoje, o maior sucesso da banda, chamado ''The Rhythm Of The Night'', creditado à uma outra cantora, de nome Jenny B.

Acontece, amigos e amigas admiradores dessa mulher que todos equivocadamente chamam de Corona, é apenas Olga Maria, a compositora. Vejam (e se puderem, ouçam) a lista de músicas, a seguir, creditados à Sandy Chambers: ''Asira - Mama''; ''J. K. - My Radio''; ''J. K. - You Make Me Feel Good''; ''K-Box - Do You Want My Love''; ''Netzwerk - Breakdown''; ''Sasha - Miracle''; ''Jhava - Don't Tell Me Lies''; ''Benassy Brothers feat. Sandy Chambers - Illusion'' e ''KMC feat. Sandy Chambers - Get Better''. Existem muitos outros singles que possuem a voz de uma mesma pessoa e isso eu vou comentar na próxima postagem.

Mas pessoal, eu não estou falando mal de Olga Maria de Souza. Ao contrário, ela fez tudo o que foi ofertado à ela e aproveitou a oportunidade se agarrando com unhas e dentes. Nesse período ela se aperfeiçoou em canto, dança e alçou voo próprio. Muitas das músicas que ela "interpretou", incluindo ''The Rhythm Of The Night'', são de sua autoria, por isso que ninguém contestou a veracidade do projeto. Precisava? Ela é um charme e carisma só!

Em 2013, após ter juntado um montante considerável, ela pôde se instalar em sua casa, comprada em São Paulo, onde, após 20 anos morando na Europa, fincou raízes para viver tranquilamente com seu marido. Ainda, de lambuja, gravou um single (que particularmente, considero muito bom) chamado ''Queen Of Town'', com letra e música de sua autoria e, observem agora, sua própria e autêntica voz, produzido pelo excelente DJ. Alex Hunts(curtam o remix ''Alex Hunts & F. Veloso Original Mix'', também). 

E, pasmem, conseguiu, por mérito de tantos anos trabalhando nesse projeto (afinal, ela conquistou muitos fãs para a banda), continuar gravando sob o nome Corona. Eu já ouvi músicas recentes do Projeto Corona interpretadas por outra vocalista, ao qual eu ainda não tenho conhecimento do nome. 

                                                                Autor: Carlos Alberto de L. Anchieta

Curtam mais sobre Corona Olga de Souza em:

The Rhythm Of The Night:



The Power Of Love:



Queen Of Town:

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