Últimas postagens

Mostrando postagens com marcador Alemanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alemanha. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de abril de 2016

O Camaleão David Bowie - Parte 3

Salve galera que curte o blog. Estou aqui, após um pequeno intervalo, para postar a terceira parte do camaleão David Bowie. Neste período ele morou na Alemanha, criou uma trilogia admirada até hoje e ... vejam o restante, acompanhando a história desse multi-artista. 

O Período em Berlim (1976 – 1979)

Bowie mudou-se para a Suiça em 1976, comprou um chalé em uma montanha
ao norte do Lago de Genebra. Na nova residência, sua dependência pela cocaína cresceu, além disso, quis aventurar-se em atividades fora da musica. Começou a pintar e produziu uma série de quadros pós-modernistas. Na turnê, costumava desenhar nun caderno e fotografar cenas que serviriam de referência futura. Ao visitar o Bruücke Museum em Berlim e outras galerias em Genebra, Bowie se transformou, nas palavras do biógrafo Christopher Sandford “num profílico pintor e colecionador de arte contemporânea... Mas não somente um famoso patrono da arte expressionista. Trancafiado em Clos des Mésanges, iniciou um , curso intensivo de auto-aperfeiçoamento em música clássica e literatura, e começou a trabalhar numa autobiografia”. Tais aperfeiçoamentos só viriam a enriquecer seu trabalho de estúdio e palco.

O ano de 1976 ainda não havia terminado quando seu interesse pela cena musical da Alemanha e seu vício em drogas o levaram a mudar-se para a Berlim Ocidental, no intuito de renovar e revigorar sua carreira musical. Trabalhando com Brian Eno, enquanto dividia um apartamento em Schöneberg com o mais novo amigo Iggy Pop, concentrou-se na música minimalista e ambiental em seus três próximos álbuns, co-produzidos com Tony Visconti, que vieram a ser conhecidos como sua Trilogia de Berlim.


Nessa época, Iggy Pop lançou seu primeiro álbum solo sem os Stooges, chamado The Idiot, e, mais tarde, Lust Of Life, ambos de 1977, com contribuições de Bowie em melodias e letras, realizando turnês pela Europa, Reino Unido e Estados Unidos em março e abril de 1977. O disco Low (1977), parcialmente influenciado pelo som do Kraftwerk e do Neu!, evidenciou um afastamento de composições para um estilo mais abstrato, em que as letras eram esporádicas e opcionais. Na época do lançamento, ele recebeu críticas negativas por isso, e a própria gravadora, a RCA, preocupada em manter sua dinâmica comercial, não aprovou o álbum, e o ex-empresário de Bowie, Tony DeFries, embora ainda mantivesse um significante interesse financeiro nos assuntos do cantor, tentou se prevenir desse fracasso. Apesar desses pressentimentos preliminares, a música “Sound And Vision” alcançou a terceira posição no U.K. Chart. O sucesso levou Philip Glass, compositor contemporâneo, descrever o disco como “uma obra de gênio” em 1992, quando se baseou nele para sua “Symphony Nº 1”(posteriormente, Glass também usaria o próximo álbum de base para sua “Symphony Nº 4, “Heroes”). Não demorou para que notassem o talento de Bowie em criar músicas complexas que pareciam simples.


O segundo disco da trilogia, “Heroes” (1977), refletiu a abordagem instrumental e minimalista de Low e também incorporou elementos do pop e do rock, além de contar com a contribuição do guitarrista Robert Fripp. Assim como o álbum anterior, Heroes evidenciou o espírito da época da Guerra Fria, simbolizada por uma Alemanha dividida pelo Muro de Berlim. Neste novo trabalho, Bowie incorporou sons ambientes de uma variedade de fontes, incluindo geradores de ruídos, sintetizadores e o koto, instrumento japonês, e alcançou o sucesso, pois ele atingiu a terceira posição no Reino Unido. Sua faixa-título, baseada no amor incondicional de dois amantes dos lados opostos do Muro de Berlim, que Bowie via se unirem diariamente, embora tenha alcançado somente a 24ª posição nas paradas britânicas, ganhou popularidade tardia duradoura, e em poucos meses, foi lançada em alemão e francês. No final daquele ano, Bowie a cantou no programa de televisão Marc, apresentado pelo colega Marc Bolan, e dois dias depois para o especial de Natal de Bing Crosby, quando juntou-se a ele em “Peace On Earth / Little Drummer Boy”, versão de “The Little Drummer Boy” com um novo e contrapontual verso. Cinco anos depois, o dueto gozaria de fama mundial ao alcançar a terceira posição nas paradas britânicas no Natal de 1982.




Terminado Low “Heroes” Bowie ocupou grande parte de 1978 a trabalhar na Isolar II, levando músicas dos dois primeiros álbuns da trilogia para quase um milhão de pessoas, durante 70 apresentações ao vivo em 12 países. Naquele momento, o artista havia parado com seu vício em drogas, como descreve David Buckley, a Isolar II foi “sua primeira turnê durante cinco anos em que ele não se anestesiou com grandes quantidades de cocaína antes de subir no palco...Sem o esquecimento que as drogas lhe traziam, estava com uma condição mental suficientemente saudável para fazer novos amigos”. A turnê foi filmada e seu lançamento coincidiu com o lançamento, no mesmo ano, do disco Stage, seu segundo álbum ao vivo.


Lodger (1979), terceiro e último álbum daquilo que Bowie chamaria de Trilogia de Berlim, passou longe da atmosfera ambiental e minimalista dos outros dois e trouxe uma levada que nos remete às baterias e às guitarra do rock e do pop que fizeram parte de sua carreira anterior à estadia em Berlim. O resultado foi uma mistura complexa de new wave e world music. Algumas das faixas, como “Boys Keep Swinging”, “Move On” e “Red Money”, foram compostas utilizando as cartas das Estratégias Oblíquas de Eno. O álbum havia sido gravado na Suiça. Antes de seu lançamento, Mel Ilberman da RCA declarou: “Não seria justo chamar o disco de o Seargent Pepper de Bowie... um álbum conceitual que retrata o Inquilino (Lodger) como um andarilho sem teto, evitado e vitimado pelas pressões da vida e da tecnologia”. Como descreve o biógrafo Christopher Sanford, “A gravação coincidiu com várias esperanças frustradas, e com a produção, que significava o fim da parceria de 15 anos com Eno”. Lodger chegou à quarta posição nas paradas britânicas e na vigésima nos Estados Unidos, rendendo os singles “Boys Keep Swinging” e “DJ”. No final de 1979, Bowie e Angela iniciaram o processo de divórcio, e, após meses de disputas judiciais, seu casamento terminou no início de 1980.


DE SUPERSTAR A MEGASTAR (1980 – 1989)


Em 1980, foi lançado o álbum Scary Monsters (And Super Creeps), trazendo a música “Ashes To Ashes”, que alcançou o primeiro lugar nas paradas. A música revisitava o personagem Major Tom de “Space Oddity”. O videoclipe da música foi um dos mais caros e também um dos mais inovadores de todos os tempos. Embora esse disco utilizasse princípios estabelecidos pela trilogia de Berlim, foi considerado pelos críticos como muito mais direto musical e liricamente. Ele teve contribuições de guitarristas como Robert Fripp, Pete Townshend, Chuck Hammer e Tom Verlaine. Com “Ashes To Ashes” atingindo o topo das paradas britânicas, Bowie abriu uma apresentação de três meses no Teatro Broadway em 24 de setembro, estrelando na peça O Homem Elefante.
Em 1981, Bowie encontrou-se com o grupo Queen na Suíça e ambos realizaram um single, “Under Pressure”, retratando a pressão social. O dueto foi um sucesso e tornou-se o terceiro single de sua carreira a atingir a primeira posição nas paradas britânicas. “Under Pressure surgiu por acaso, David veio até nós para estudar... começou a mexer com algo e tudo correu muito espontaneamente e rapidamente. Foi um verdadeiro prazer trabalhar com ele, tem um tremendo talento”, disse Freddie Mercury.

Ainda no mesmo ano, ele fez uma aparição no filme alemão Christiane F., uma história baseada em fatos reais sobre uma adolescente viciada em drogas na Berlim da década de 70. A trilha sonora, construída principalmente por músicas já escritas anteriormente por Bowie, foi lançada como Christiane F. meses depois. Bowie interpretou o papel principal de uma adaptação televisiva de 1981 da peça Baal de Bertolt Brecht. Coincidindo com essa transmissão, foi lançado um Extended Play (E.P.) com cinco faixas da peça, todas gravadas em Berlim. Em março de 1982, um mês antes do filme Cat People de Paul Schrader ser lançado, a música de Bowie de mesmo nome, “Cat People”, saiu como single, alcançando sucesso em pouquíssimo tempo nos Estados Unidos e entando no U. K. Top 30.


Bowie atingiu novo pico de popularidade e sucesso comercial em 1983 com o disco Let’s Dance, que também o fez cativar uma nova leva de seguidores. Co-produzido por Nile Rodgers, da banda Chic, o álbum ganhou disco de platina no Reino Unido e nos Estados Unidos. Seus três singles principais tornaram-se um dos vinte maiores sucessos de ambos os países, e sua faixa-título alcançou a primeira posição. “Modern Love” e “China Girl” alcançaram a segunda posição no Reino Unido, e geraram dois aclamados vídeos promocionais que, como escreve o biógrafo David Buckley, “foram totalmente absorventes e ativaram arquétipos fundamentais no mundo pop”. O videoclipe para “Let’s Dance”, com sua narrativa em torno do jovem casal de aborígenes, tinha como público alvo a juventude, já “China Girl”, com uma cena (que depois foi parcialmente censurada) de um namoro nu na praia (Homenagem ao filme A Um Passo da Eternidade), foi sexualmente provocante o bastante para que garantisse sua alta frequência na MTV. Em 1983, Bowie surgia como um dos artistas de videoclipes mais importantes da época. “Let’s Dance” seguiu-se com uma turnê mundial chamada Serious Moonlight Tour, durante a qual Bowie recebia contribuições de Earl Slick na guitarra e Frank e George Simms no backing vocal. A viagem musical durou seis meses e foi extremamente popular.

O disco Tonight (1984), outro álbum dançante, trouxe Tina Turner cantando 
com Bowie na faixa-título, que foi escrita com o amigo Iggy Pop. O disco também trazia covers, como o sucesso de 1966 “God Only Knows” dos Beach Boys, e a música “Blue Jean”, baseada no curta-metragem Jazzin’ For Blue Jean, garantiu a Bowie o Grammy Award For Best Short Form Music Video. Em 1985, ele se apresentou no Estádio de Wembley para o Live Aid, uma série de concertos com músicos famosos e aclamados da época, na tentativa de arrecadar fundos contra a fome na Etiópia. Durante o evento, Bowie gravou um videoclipe com Mick Jagger, em que cantam e dançam juntos a música “Dancing In The Street”, sucesso de 1964 na voz de Martha And The Vandellas, e que deu ao dueto a primeira posição nas paradas. No mesmo ano, Bowie juntou-se ao Pat Metheny Group na gravação de “This Is Not America” para a trilha sonora do filme The Falcon And The Snowman. Lançada como single, a música tornou-se um dos 40 sucessos das paradas britânicas e americanas.


Em 1986, deram um papel à Bowie no filme Absolute Beginners, que foi mal recebido pelos críticos, mas que sustentou-se pela música-tema, escrita por David Bowie, também chamada “Absolute Beginners” e que alcançou o segundo lugar nas paradas britânicas. No mesmo ano, o filme Labirinto estreia e Bowie, que compôs e cantou cinco músicas para o filme, também atuou como a personagem Jareth, o que lhe garantiu extrema popularidade. 


Seu último disco solo da década foi Never Let Me Down de 1987, em que ele abandona a levada de seus dois álbuns anteriores e oferece um rock pesado com uma mistura de Techno e industrial. Embora tenha sido um relativo fracasso, atingiu a sexta posição nas paradas britânicas e rendeu os singles “Day-In Day-Out”, “Time Will Crawl” e “Never Let Me Down”. Tempos depois Bowie o descreveria como seu ¿¿¿”nadir”¿¿¿¿ e o chamaria de um “álbum ruim”. A série de 86 concertos chamada de Glass Spider Tour  surgiu nessa época, em 20 de maio, com o intuito de divulgar o disco. Na guitarra principal, a banda contava com Peter Frampton. Os críticos difamaram a turnê, dizendo que, se comparada às tendências contemporâneas da música de arena e estádio, seus efeitos especiais e suas danças a tornavam demasiadamente cansativa.

Bem pessoal, esta é a terceira parte de cinco partes da vida de David Bowie, onde ficamos sabendo um pouco mais sobre sua vida e sua carreira. Espero que estejam gostando, pois eu que conhecia um pouco da vida de Bowie, descobri preciosidades até então desconhecidas por mim. Saibam um pouco mais de Bowie em:






























































segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Michael e Sandra Cretu

Olá galera que está curtindo o Blog do Véio! Satisfação em poder levar entrete-nimento a vocês que curtem a boa música. A partir desse momento vou comentar a vida e a carreira de um casal que deixou marcas profundas na música européia e, porque não dizer, mundial.

Sandra e Michael Cretu foram e ainda são importantes no cenário musical, afinal de contas suas músicas são ouvidas e lembradas até hoje. Vou descrever a história deles de maneira cronológica, fato esse que vai misturar tudo, como se (e assim foi!!) tudo se cruzasse .

MICHAEL, PRODUTOR BRILHANTE

Mihai Creturiu, músico e compositor, nascido na Romênia em 1957, conhecido mundialmente por Michael Cretu (seu apelido Cretu, em romeno quer dizer ''cabelo encaracolado'') que trabalhou com inúmeros produtores, músicos e artistas ao longo da sua extensa carreira.

Na década de 70, trabalhou com Frank Farian, produ-tor de bandas co-mo: nos 70, Silver Convection, Erup-tion e Boney M.; no final dos 80 e início dos 90, Milli Vanilli e, por consequência The Real Milli Vanilli, No Mercy, La Bouche.

Trabalhou também com artistas e bandas como Boney M., Goombay Dance Band e Mike Oldfield, algumas como produtor e tecladista, tempos antes de realizar seu projeto que o consagrou e antes de produzir a cantora que viria a ser sua esposa, simplesmente conhecida por Sandra.

Michael trabalhou com produtores da dance music como André Tanenberg, mais conhecido como ATB e a dupla de remixers Jam & Spoon.

TEU PASSADO TE ...ENGRANDECE

Michael estudou estudou mússica clássica em Bucareste em 1965 e Paris em 1968, depois frequentou a Academia de Música de Frankfurt, na Alemanha, de 1975 a 1978, formando-se em música.

Começou traba-lhando como tecla-dista e produtor na equipe de Frank Farian, então produ-tor famoso dos anos 70 e 80 pelas bandas Boney M. e Milli Vanilli.

Nos anos 80, Michael assumiu a produção do quartet pop alemão Hubert Kah e começou a escrever músicas para o seu lider, Hubert Kammler, conseguindo alguns sucessos e trabalhou, também, com outra banda que conseguiu lançar, chamada de Moti Special, na qual além de produtor era tecladista.

Nessa época ele conheceu sua futura mulher, Sandra. Vou contar tudo desde o começo.

SANDRA

Nascida na Alemanha, Sandra Menges, Sandra Ann Lauer, ou simplesmente Sandra, é uma cantora e atriz que interpretou sucessos tanto na era disco, como na fase anos 80 do synthpop com muito sintetizadores e teclados.

NASCIDA PARA BRILHAR 

Sandra Ann Lauer, nasceu na cidade alemã de Saarbrücker, perto da fron-teira com a França. Filha de pai francês e mãe alemã, des-de cedo mostra-va um interesse especial pela música e dança.

A dança a família deu um jeito. Colocou-a para aprender balé aos cinco anos de idade e se estendeu até os 15 anos. Durante esse período, aos dez anos, ganhou um violão e teve aulas com um professor.

Aos treze anos, Sandra visitou uma competição em sua cidade natal, chamada Festival da Jovem Estrela, onde estavam à procura de novos talentos para a indústria da música. Ela não estava fazendo parte deste concurso, apenas assistindo. 

Após a apresentação de todos os candidatos, quando o juri estava discutindo os resultados, Sandra disse para sua mãe que iria ao banheiro. Se levantou, caminhou até o palco, convenceu o DJ. a colocar uma base (só o instrumental) para fazer uma cover de uma canção de Olivia Newton-John, pegou o microfone e começou a cantar. 

Não é preciso dizer, que a partir daquele momento, Sandra não parou de cantar. Ajudada pelo reconhecimento recém adquirido, foi convidada a gravar, e lançou um single com uma música sobre um cachorro de estimação. A música foi mal sucedida, numa época em que a disco music predominava o cenário musical, Sandra resolveu se recolher por um tempo. 

Mas não demo-rou muito para que, em 1979, fosse convidada para participar de um trio. Formado por Michaela, Vetter e Sandra, o trio chamava-se Arabesque. Foi aí que come-çou um novo período na vida de Sandra.

Pela primeira vez, ela estava longe da família, aparecendo em programas de televisão, subin-do em palcos em países estrangei-ros, dando entre-vistas, tirando fotos, e cantando em shows.

O Arabesque foi bem sucedido e no aniversário de dezenove anos de Sandra, ela era uma estrela. O grupo foi particularmente popular no Japão, tiveram êxito no Japão e também ficaram conhecidas no Brasil (eu dancei muito na era disco com elas, na minha adolescência).

Depois de nove álbuns, as diferenças de interesses musicais e o fim da popularidade acabou resultando no fim do grupo. Nessa época Sandra e Michael, que era o tecladista da banda, já estavam namorando e se mudaram para Munique.

A PRINCESA DO POP


Michael criou seu próprio estúdio e lá gravaram uma música chamada ''Japan Ist Weit'', uma cover de ''Big In Japan'' do Alphaville, que conse-guiu entrar em várias paradas, como o Top 20 alemão e o Top 100 da Suíça. O que veio a seguir, fez parte da avalanche pop dos anos 80.

Em 1985 lançou um single chamado ''(I'll Never Be) Maria Mag-dalena'', que literal-mente ''estourou'' nas paradas. Esta música liderou as paradas em 41 países em todo o mundo, e alcançou o Top 10 em mais de vinte países.

Seu primeiro álbum The Long Play, de 1985, alcançou o número 12 em seu país de origem, permaneceu no Top 20 alemão por 16 semanas, enquanto na Suécia, ''Maria Magdalena'' passou quatro semanas no número um.

No Brasil, a música ''Maria Magdalena'' foi tema do remake de 1986 da novela Selva de Pedra, da Rede Globo, e permaneceu em número 1 nas paradas brasileiras, por mais de 15 semanas.

O single que veio depois, ''In The Heat Of The Night'', continuou o seu sucesso em todo o mundo, alcançando o número 2 na Alemanha e os Top 5 na França e no Brasil. Esta música ganhou, também, o primeiro lugar no Festival de Música de Tóquio, em 1986.

Pouco depois do lançamento de The Long Play, Sandra se mudou para Londres por seis meses, para aprender inglês com a instrutora de canto Helena Shelen que já havia trabalha-do com artistas como George Michael e Paul Young. Nos fins de sema-na, Sandra voltava para Munique para trabalhar em seu novo álbum.

Lançado em outubro de 1986, Mirrors, segundo álbum de estúdio, re-flete o contínuo desenvolvi-mento musical de Michael Cretu, já que neste álbum, Michael trabalhou mais como compositor. 

O primeiro dos quatro singles de Mirrors foi ''Innocent Love'', que entrou no Top 10 da França, enquanto o segundo single ''Hi Hi Hi'' se tornou um sucesso no mundo inteiro. A balada ''Loreen'' foi o terceiro single de Mirrors, enquanto o electro pop ''Midnight Man'' (com Michael cantando e aparecendo no vídeo da música) foi o quarto e último single do álbum.

Dois anos após ter iniciado sua carreira solo, Sandra lançou uma coletânea de sucessos, em 1987, chamado Ten On One. Junto com a coletânea, saiu uma outra com os vídeos, dando aos fãs uma ideia de como era a vida privada e o dia-a-dia de Sandra.

Sua versão de ''Everlasting Lo-ve'' foi um enorme sucesso e, pela primeira vez, ela teve um sucesso na Bill-board, a bíblia da música. O vídeo da música mostrou Sandra e um modelo como diversos amantes de to-das as épocas, como Adão e Eva, Bonnie e Clyde, Cleópatra e Marco Antô-nio, entre outros.

O segundo sin-gle de Ten On One foi ''Stop For a Minute'', que se tornou um sucesso na Europa e foi escrito especial-mente para uma série de televi-são alemã, cha-mado Tatort, onde ela apareceu cantando a música durante um dos episódios.

O ano de 1988 foi cheio para Sandra e Michael Cretu. No dia 7 de janeiro de 1988 eles se casaram e mudaram-se para a ilha espanhola de Ibiza, onde Michael contratou dois arquitetos famosos para construir uma mansão no estilo marroquino, ao qual ele agregou um estúdio profissional à obra.

No mesmo ano ela participou de um filme, Forever, e, ainda, lançaram o álbum Secret Land. Neste álbum, o som afastou-se um pouco do pop e ficou um pouco mais misterioso e sedutor (Humm! Agora eu entendi o porque do outro projeto de Michael).

Quatro singles fo-ram extraídos des-te álbum, sendo o primeiro ''Heaven Can't Wait'', grande sucesso na França e na Alemanha, a faixa título, ''Secret Land'' foi o segundo single, entrou no Top 10 alemão. O terceiro single ''We'll Be Together'' tam-bém se tornou sucesso, entrando para o Top 10 alemão. E, finalmente, ''Around My Heart'' foi o quarto single e atingiu o décimo-primeiro lugar na parada alemã e em 1990 participou da trilha do filme Big Romancer.

Sandra lançou a versão remixada de ''Everlasting Love'' e foi um sucesso nas paradas do Reino Unido, na Suécia, nas Filipinas, África do Sul, Brasil e Estados Unidos. Ainda nesse ano, Sandra participou do projeto Artist United For Nature.

O PROJETO PARALELO DOS DOIS: ENIGMA

Após trabalhar em colaboração com vários artistas, Mi-chael trabalhou jun-to com Sandra e tinha em mente um estilo diferente de ''New Age'' (música instrumental para meditação, norma-lmente), um estilo dance, mas que ainda não tinha nome.

Foi então que Michael lançou, juntamente com sua esposa, Sandra, David Faistein e Frank Peterson, o primeiro álbum daquele projeto que mudaria o cenário musical da ''música de elevador'' (apelido dado àquela música mais suave, para reflexão, utilizada em elevadores nos Estados Unidos e Europa).                                                                        
Em dezembro de 1990, surge o primeiro (Sim, porque vieram muitos após este!) álbum, a estréia do projeto: MCMXC a.D (1990 em números romanos seguindo de uma abreviação aparentemente incorreta do "Anno Domini"). As músicas chamaram atenção por causa da mistura, uma vez que Michael juntou cantos gregorianos, batida dançante e gemidos sensuais de Sandra, soando muito interessante aos ouvidos do público naquela época.

Estava lança-do o projeto Enigma, que trouxe como primeiro gran-de sucesso comercial de Michael, a música ''Sad-ness''. Outro grande suces-so foi a sexy ''Mea Culpa'', remixadas, as duas, depois por vários dos melhores DJ.s do mundo.

Antes que o álbum fosse lançado, Mi-chael foi bas-tante cautelo-so com a res-posta que po-deria obter, tanto do públi-co mais con-servador, mas principalmen-te da Igreja Católica e decidiu ocultar seu verdadeiro nome, assinando como M.C. Curly.

A contracapa do álbum conteve pouca informação sobre seus integrantes, promovendo o mistério sobre os criadores do álbum, levando à especulação se o Enigma era uma pessoa ou um grupo. E não foi à toa.

Há controvérsias em torno das músicas do álbum por serem tanto religiosas quanto sexuais, particularmente nos três primeiros singles. O vídeo clipe de "Principles Of Lust" (Princípios da Luxúria) foi banido da MTV e das maiorias das estações de TV, que também vetaram os vídeos de "Sadeness (Part 1)". 

O álbum em si foi banido em diversos países pela mesma razão, enquanto os críticos taxavam as músicas do álbum como blasfêmia. No entanto, a popula-ridade do álbum disparou até o número 1 em pelo menos 24 países diferentes em que foi lançado, alcan-çando o disco de ouro e de platina.

O sucesso de MCMXC a.D influen-ciou os trabalhos de B-Tribe em Fiesta Fatal!, Delerium em Semancic Spaces e também de Sarah Brightman em Eden. O álbum também foi um trampolim para novos grupos musicais inspirados no canto gregoriano em suas músicas, como por exemplo Era e Gregorian, na qual foi fundado por Frank Peterson após ter se desvinculado de Michael Cretu.

Particularmente, eu ainda destaco a viagem transcendental que a trilogia das músicas de ''Back To The Rivers Of Belief''. Quando você precisa relaxar e viajar na sonoridade da música, deve-se ouví-la desde o início até chegar no ápice de ''The Rivers Of Belief''.

Em 1993, Michael Cretu, recebeu a proposta de compor a trilha sonora completa do filme Invasão de Priva-cidade mas, no momento, estava desenvolvendo o segundo álbum do Enigma e estava impossibilitado de aceitar a oferta. Porém, entregou as músicas “Carly's Song” e “Carly's Loneliness”, temas para a personagem Carly interpretada pela atriz Sharon Stone.

Logo em seguida, The Cross Of Changes (A Cruz das Mudanças, ou Cruzamento das Mudanças) foi lançado e vendeu 6 milhões de cópias em um ano. Com o grande sucesso "Return To Innocence", este foi o álbum com mais faixas utilizadas em campanhas publicitárias e filmes, sendo utilizado pela última vez no filme Matrix, em 1999, a música "The Eyes Of Truth". 

Michael Cretu se deixou influenciar desta vez pelos ritmos hindus, inserindo cantos de lamento, que remetiam a paisagens e orações indianas, sempre com sua marca registrada. Um som de ostentação e de batidas sensuais, que elevavam a mente para causas espirituais, chamando a todos para uma meditação mais profunda sobre a vida e a nossa missão terrena.

Em 1996, lançou Le Roi Est Mort, Vive Le Roi! (O Rei Está Morto, Viva o Rei!). A idéia de Michael era que este álbum, o terceiro, fosse a síntese dos dois álbuns anteriores e, por consequência, os elementos fami-liares como os cantos gregorianos e a música hindu estivesse mais pre-sente do que nunca.

Embora o álbum tenha sido proje-tado tão meticulo-samente por Michael Cretu, não conseguiu o mesmo nível do sucesso dos dois anteriores. Em consequência, somente dois singles deste disco vingaram e foram lançados: ''Beyond The Invisible'' e ''T.N.T. For The Brain'', também remixadas por DJ.s para as pistas de dança, principalmente na Alemanha, país natal da banda e onde fazem mais sucesso.

No ano de 2000, The Screen Behind The Mirror (A Tela Atrás do Espelho), incluiu trechos de Carmina Burana de Carl Orff em quatro faixas do álbum. Neste disco volta-ram as marcas re-gistradas do Enig-ma, os Cantos Gregorianos e as flautas. Somente ''Gravity Of Love'' e ''Push The Limit'' foram lançadas como single. Este disco marca a estréia do cantor Andru Donalds no projeto Enigma.

Em 2001, Michael lançou o single ''Turn Around'' junto com a coletânea Love Sensuality Devotion - The Greatest Hits e a também coletânea, com o que já havia sido lançado e algumas novidades, Love Sensuality Devotion - The Remixes.

Lançado em 2003, Voyager (Viajante), foi considerado por muitos como uma transformação total do projeto, já que quase todos os elementos que jus-tificavam a assina-tura Enigma (cantos gregorianos, as fa-mosas flautas) não estavam mais pre-sentes nesse álbum, que estava mais eletrônico e diferente, quase uma releitura do projeto. Claro que isso influenciou na maneira dos fãs escutarem e por isso, as vendas não foram boas, pois muitos não apreciaram essa nova sonoridade.

Em 2005 a gravadora do Enigma anunciou o lançamento do single, já atrasado, da música ''Hello And Welcome'' que era dedicada ao boxeador alemão Felix Sturm, que foi anunciado para outubro e foi lançado em novembro (só seria lançado em março de 2006 na Alemanha).

Em 2006, o projeto Enigma finalmente lançou o seu sexto disco, A Posteriori, que contém ''Hello And Welcome''. Destaco ainda, ''Eppur Si Muove'' e ''Goodbye Milky Way''. Este talvez seja o álbum mais sombrio da banda, tendo como tema a Via Láctea e sua destruição prevista para acontecer daqui alguns milhões de anos.

Este álbum propõe uma reflexão sobre vida e morte, a criação e a destruição do  cosmo, claro e escuro, assim como o primeiro álbum, só que desta vez sem a temática sexual, com mais ênfase no dançante. A Posteriori foi lançado bem na época em que a humanidade olhava para o céu e se perguntava sobre se Plutão era planeta ou asteróide e forma uma bela trilha sonora para essa reflexão, já que o abuso dos ecos nas músicas remete a uma jornada pelo espaço sideral.

Seven Lives, Many Faces é o sétimo álbum do projeto Enigma, foi lançado em 2008, teve um desempenho me-lhor nas paradas do que o anterior A Posteriori. Teve como singles as faixas "Seven Lives" "La Puerta Del Cielo" e "The Same Parents". 

Este álbum marcou a volta do estilo que fez do Enigma uma sensação no mundo da música, inovando na mistura de sons e estilos. Com elementos mais intimistas e de fundo natural, em Seven Lives, Many Faces, Michael Cretu cria ares de reflexão, melodias suaves e um verdadeiro deleite aos ouvidos. 

As vendas do álbum foram de 500 mil cópias mundialmente em sua estreia e chegou a mais de 2 milhões de cópias até o momento. Considerando que a musica mundial sofre com downloads ilegais e a pirataria, é um número de vendagem espantoso para um estilo pouco divulgado no mundo da música.

Curiosidades

* No ano de 2001, o Enigma vendeu mais de 100 milhões de álbuns.

* O Enigma não é uma banda propriamente dita,mas um projeto musical, pois os artistas são convidados somente para participarem de determinados álbuns e não do projeto em si. Veja os exemplos: The Angel X forneceu os vocais para ''Return To Innocence''; Ruth-Ann Boyle e Andru Donalds em The Screen Behind The Mirror e Voyageur; Louisa Stanley e Elisabeth Houghton emprestaram suas vozes para ''The Voice Of Enigma'' e ''Knocking On Forbidden Doors'', respectivamente.

* O último registro em álbum de Sandra foi em 2009, quando lançou Back To Life, onde teve dois singles, ''In a Heartbeat'' e ''The Night Is Still Young''. 

* O último registro do Enigma não foi um álbum, já que não lançou nenhum depois de Seven Lives, Many Faces, mas um single, em 2011 chamado ''MMX (The Social Song)'' com a participação nos vocais de Fox Lima.

* Lembram do estúdio que Michael construiu em sua mansão estilo marroquino? Pois nele saem atualmente todo e qualquer projeto em que Michael esteja envolvido. Esse estúdio chama-se A.R.T. (sem pontuação a grafia significa ARTE). O que ele produz senão obras em que envolvem o talento, a arte de um músico.

* Sandra e Michael nasceram no dia 18 de maio, ela em 1962 e ele em 1957.

* Michael e Sandra se divorciaram em 2007, Sandra casou-se novamente, e eles continuam trabalhando juntos, até hoje.

* No vídeo de ''You And I'' que postei para que apreciem, aos 4 minutos da música (que na verdade são vídeos da intimidade do casal), aparece um pedaço da mansão no estilo marroquino que comentei com vocês.

Pois é pessoal, era isso que eu tinha para comentar sobre Michael Cretu, Sandra e Enigma (e ainda falei por tabela do Gregorian, uma das minhas primeiras postagens). 

Muito obrigado por visualizarem meus comentários. espero que tenham gostado desse. Na próxima postagem falarei sobre o fenômeno Mamonas Assassinas

Autor: Carlos Alberto de L. Anchieta

Vejam mais de Michael Cretu, Sandra e Enigma em:










































































































Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...