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domingo, 26 de junho de 2016

THE POLICE



Olá galera que curte o Blog Opinião do Véio! Que bom poder comentar sobre música, principalmente sobre cantores e bandas que marcaram o cenário musical de todos os tempos. Dessa vez vou comentar sobre a banda inglesa The Police, que ousou misturar elementos do reggae e do ska, juntamente com o rock, gerando um resultado maravilhoso, que será contado a partir de agora.


FORMAÇÃO E INÍCIO DE CARREIRA

Em 1976, o jovem Gordon Summer, conhecido como Sting, tocava em uma banda de jazz rock chamada Last Exit em sua cidade natam, Newcastle. Em uma noite Stewart Copeland, que era o baterista da banda Curved Air, que tocava rock progressivo, viu a performance de Sting durante um show e ficou impressionado. Stewart disse certa vez que quando ouviu a voz de Sting “sabia que ia ter vida boa para sempre”. Logo depois do Last Exit ter se dissolvido, os dois músicos decidiram formar uma banda com o guitarrista Henry Padovani.
Mais tarde, em 1977 já com o nome The Police, a banda lançou seu primeiro single, “Fall Out”, pelo selo independente Illegal Records, que foi criado por Stewart Copeland e seu irmão Miles Copeland (empresário do Police). O single teve um sucesso considerável para um lançamento independente, vendendo aproximadamente 70 mil cópias.
Andy Summers uniu-se ao grupo e eles tocaram algumas vezes como um quarteto. Finalmente Padovani decidiu sair da banda, deixando Sting, Stewart Copeland e Andy Summers.

Os quatro Policeman

O Police assinou com a gravadora A&M em  1978, lançando o single “Roxanne”, que não obteve grande sucesso. Já o segundo single “Can’t Stand Losing You”, conseguiu ficar entre os 50 mais vendidos da parada britânica. No verão de 1978, ele saíram em excursão pelos Estados Unidos, sem nenhum disco como suporte, atravessando o país em uma van alugada e tocando com equipamento alugado.


Ainda em 1978, foi lançado Outlandos d’Amour que começou uma escalada lenta ao Top 10 britânico e ao Top 30 americano. Imediatamente depois de seu lançamento, o grupo começou uma excursão britânica e lançou o single “So Lonely”. Em 1979, o relançamento de “Roxanne” alcançou o 12º lugar nas paradas britânicas e 23º nos Estados Unidos, levando o disco Outlandos d’Amour ao sexto lugar. “Can’t Stand Losing You” chegou a ser número 2 na Inglaterra. No verão de 1979, Sting apareceu em Quadrophenia, um filme britânico baseado no álbum do The Who de mesmo nome. Mais tarde, nesse mesmo ano, ele atuou em Radio On.


“Message in a Bottle” veio primeiro, foi número 1 nas paradas britânicas. Em seguida veio Reggatta de Blanc, de 1979, e que alçou a banda ao estrelato na Inglaterra e Europa, liderando as paradas por quatro semanas. Depois de seu lançamento, Miles Copeland enviou a banda em turnês por diversos países que raramente tinham shows de músicos estrangeiros, entre eles a Tailândia, Índia, México, Grécia e Egito.

DÉCADA DE 80

Zenyatta Mondatta, lançado em 1980, alcançou o Top 10 nos Estados Unidos e Canadá. Na Inglaterra, o álbum ficou por quatro semanas em primeiro lugar. “Don’t Stand So Close To Me”, o primeiro single do álbum, foi o segundo single número 1 do Police no Reino Unido. Nos Estados Unidos, “Don’t Stand So Close To Me” foi o segundo single a alcançar o Top 10 em 1981, seguido pela colocação número 10 de “De Do Do Do, De Da Da Da”.


A banda retornou ao estúdio em 1981 para gravar seu quarto álbum com o produtor Hugh Padgham. As sessões foram filmadas para um programa de TV da BBC apresentado por Jools Holland. O álbum Ghost In The Machine foi terminado após alguns meses, ainda em 1981. Ghost In The Machine tornou-se um sucesso imediato, alcançando o primeiro lugar no Reino Unido e o segundo nos Estados Unidos e “Every Little Thing She Does Is Magic”, foi seu maior hit. Depois de seu sucesso devastador em 1980 e 1981, foram chamados de o Melhor Grupo Britânico no primeiro Brit Awards e ganharam três Grammys.


A banda fez um intervalo em 1982. Embora eles tenham seito seus primeiros shows de arena e também a primeira visita ao Brasil, cada membro seguiu seus próprios projetos durante este ano. Sting atuou no filme Brimstone And Treacle, lançando um single solo, “Spread a Little Happiness”, que fez parte da trilha Sonora do filme. A música se tornou um hit britânico.
Copeland fez a trilha sonora para o filme “O Selvagem da Motocicleta (Rumble Fish)” de Francis Ford Coppola. Também fez as músicas de King Lear para a companhia de ballet de San Francisco e lançou um álbum solo sob o pseudônimo Klark Kent, além de também tocar em várias sessões com Peter Gabriel. Summers gravou um álbum instrumental chamado I Advance Masked, com Robert Fripp.


O Police voltou em 1983 com Synchronicity, que entrou para as paradas britânicas já em primeiro lugar e rapidamente alcançou a mesma posição nas paradas americanas, onde permaneceu por 17 semanas. Synchronicity tornou-se um grande sucesso devido a força da balada “Every Breath You Take”. Ficando 8 semanas no topo das paradas americanas, “Every Breath You Take” tornou-se um dos maiores hits americanos de todos os tempos. Nas paradas britânicas a música ficou no topo por quatro semanas. “King Of Pain” e “Wrapped Around Your Finger” vieram a ser hits no decorrer do ano de 1983, fazendo com que Synchronicity fosse multi-platina nos Estados Unidos e Grã-Bretanha.


O FIM DA BANDA

O Police promoveu o álbum com uma turnê mundial de grande sucesso que precedeu as turnês do restante dos anos 80. Assim que a turnê terminou, a banda anunciou que iria entrar “em licença” a fim de seguir interesses pessoais fora do grupo.
O Police nunca retornou dessa licença. Durante a turnê de Synchronicity, as tensões pessoais e criativas entre os integrantes da banda tinham aumentado muito, e eles não tiveram nenhum desejo de trabalhar juntos por um tempo. 

REUNIÕES

Durante o ano de 1986, o Police fez algumas tentativas de reunião, tocando no concerto para a Anistia Internacional e tentando gravar algumas músicas novas para um álbum.
No decorrer da sessão de estúdio, pareceu que Sting tinha a intenção de dar à banda suas novas músicas, então o grupo regravou algumas músicas antigas, mas Copeland sofreu um acidente em um jogo de pólo. Impedido de tocar, o grupo apresentou somente uma nova versão de “Don’t Stand So Close To Me”. Ao invés de um disco de músicas inéditas, foi lançada uma compilação chamada Every Breath You Take: The Singles na época de Natal em 1986, vindo a ser o quinto primeiro lugar da banda nas paradas britânicas e o quarto Top 10 americano. Após esse lançamento, o grupo silenciosamente se dissolveu. Em 1995, o Police lançou o álbum ao vivo Live!


Em 2003, a banda fez um show único no Rock And Roll Of Fame, tocando “Roxanne”, “Message In a Bottle” e “Every Breath You Take”.
A banda retornou em fevereiro de 2007, começando assim uma turnê em comemoração aos 30 anos de lançamento do primeiro single. No dia 08 de dezembro do mesmo ano, a banda fez um show histórico no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, com um público de mais de 70 mil pessoas.

Show lendário em 2007, no Maracanã, Rio de Janeiro.

O último show da banda da turnê de 2007/2008, foi no dia 07 de agosto no Madison Square Garden. Segundo o baterista Stewart Copeland, o trio nunca mais subirá aos palcos novamente. Apenas foi lançado o álbum Certifiable no dia 11 de novembro.
Bem pessoal, por enquanto era isso que eu queria comentar com vocês, um breve histórico sobre a brilhante carreira da banda The Police. Até a próxima postagem sobre Prince. Vejam mais do Police em: 
































































sexta-feira, 22 de abril de 2016

O Camaleão David Bowie - Parte 3

Salve galera que curte o blog. Estou aqui, após um pequeno intervalo, para postar a terceira parte do camaleão David Bowie. Neste período ele morou na Alemanha, criou uma trilogia admirada até hoje e ... vejam o restante, acompanhando a história desse multi-artista. 

O Período em Berlim (1976 – 1979)

Bowie mudou-se para a Suiça em 1976, comprou um chalé em uma montanha
ao norte do Lago de Genebra. Na nova residência, sua dependência pela cocaína cresceu, além disso, quis aventurar-se em atividades fora da musica. Começou a pintar e produziu uma série de quadros pós-modernistas. Na turnê, costumava desenhar nun caderno e fotografar cenas que serviriam de referência futura. Ao visitar o Bruücke Museum em Berlim e outras galerias em Genebra, Bowie se transformou, nas palavras do biógrafo Christopher Sandford “num profílico pintor e colecionador de arte contemporânea... Mas não somente um famoso patrono da arte expressionista. Trancafiado em Clos des Mésanges, iniciou um , curso intensivo de auto-aperfeiçoamento em música clássica e literatura, e começou a trabalhar numa autobiografia”. Tais aperfeiçoamentos só viriam a enriquecer seu trabalho de estúdio e palco.

O ano de 1976 ainda não havia terminado quando seu interesse pela cena musical da Alemanha e seu vício em drogas o levaram a mudar-se para a Berlim Ocidental, no intuito de renovar e revigorar sua carreira musical. Trabalhando com Brian Eno, enquanto dividia um apartamento em Schöneberg com o mais novo amigo Iggy Pop, concentrou-se na música minimalista e ambiental em seus três próximos álbuns, co-produzidos com Tony Visconti, que vieram a ser conhecidos como sua Trilogia de Berlim.


Nessa época, Iggy Pop lançou seu primeiro álbum solo sem os Stooges, chamado The Idiot, e, mais tarde, Lust Of Life, ambos de 1977, com contribuições de Bowie em melodias e letras, realizando turnês pela Europa, Reino Unido e Estados Unidos em março e abril de 1977. O disco Low (1977), parcialmente influenciado pelo som do Kraftwerk e do Neu!, evidenciou um afastamento de composições para um estilo mais abstrato, em que as letras eram esporádicas e opcionais. Na época do lançamento, ele recebeu críticas negativas por isso, e a própria gravadora, a RCA, preocupada em manter sua dinâmica comercial, não aprovou o álbum, e o ex-empresário de Bowie, Tony DeFries, embora ainda mantivesse um significante interesse financeiro nos assuntos do cantor, tentou se prevenir desse fracasso. Apesar desses pressentimentos preliminares, a música “Sound And Vision” alcançou a terceira posição no U.K. Chart. O sucesso levou Philip Glass, compositor contemporâneo, descrever o disco como “uma obra de gênio” em 1992, quando se baseou nele para sua “Symphony Nº 1”(posteriormente, Glass também usaria o próximo álbum de base para sua “Symphony Nº 4, “Heroes”). Não demorou para que notassem o talento de Bowie em criar músicas complexas que pareciam simples.


O segundo disco da trilogia, “Heroes” (1977), refletiu a abordagem instrumental e minimalista de Low e também incorporou elementos do pop e do rock, além de contar com a contribuição do guitarrista Robert Fripp. Assim como o álbum anterior, Heroes evidenciou o espírito da época da Guerra Fria, simbolizada por uma Alemanha dividida pelo Muro de Berlim. Neste novo trabalho, Bowie incorporou sons ambientes de uma variedade de fontes, incluindo geradores de ruídos, sintetizadores e o koto, instrumento japonês, e alcançou o sucesso, pois ele atingiu a terceira posição no Reino Unido. Sua faixa-título, baseada no amor incondicional de dois amantes dos lados opostos do Muro de Berlim, que Bowie via se unirem diariamente, embora tenha alcançado somente a 24ª posição nas paradas britânicas, ganhou popularidade tardia duradoura, e em poucos meses, foi lançada em alemão e francês. No final daquele ano, Bowie a cantou no programa de televisão Marc, apresentado pelo colega Marc Bolan, e dois dias depois para o especial de Natal de Bing Crosby, quando juntou-se a ele em “Peace On Earth / Little Drummer Boy”, versão de “The Little Drummer Boy” com um novo e contrapontual verso. Cinco anos depois, o dueto gozaria de fama mundial ao alcançar a terceira posição nas paradas britânicas no Natal de 1982.




Terminado Low “Heroes” Bowie ocupou grande parte de 1978 a trabalhar na Isolar II, levando músicas dos dois primeiros álbuns da trilogia para quase um milhão de pessoas, durante 70 apresentações ao vivo em 12 países. Naquele momento, o artista havia parado com seu vício em drogas, como descreve David Buckley, a Isolar II foi “sua primeira turnê durante cinco anos em que ele não se anestesiou com grandes quantidades de cocaína antes de subir no palco...Sem o esquecimento que as drogas lhe traziam, estava com uma condição mental suficientemente saudável para fazer novos amigos”. A turnê foi filmada e seu lançamento coincidiu com o lançamento, no mesmo ano, do disco Stage, seu segundo álbum ao vivo.


Lodger (1979), terceiro e último álbum daquilo que Bowie chamaria de Trilogia de Berlim, passou longe da atmosfera ambiental e minimalista dos outros dois e trouxe uma levada que nos remete às baterias e às guitarra do rock e do pop que fizeram parte de sua carreira anterior à estadia em Berlim. O resultado foi uma mistura complexa de new wave e world music. Algumas das faixas, como “Boys Keep Swinging”, “Move On” e “Red Money”, foram compostas utilizando as cartas das Estratégias Oblíquas de Eno. O álbum havia sido gravado na Suiça. Antes de seu lançamento, Mel Ilberman da RCA declarou: “Não seria justo chamar o disco de o Seargent Pepper de Bowie... um álbum conceitual que retrata o Inquilino (Lodger) como um andarilho sem teto, evitado e vitimado pelas pressões da vida e da tecnologia”. Como descreve o biógrafo Christopher Sanford, “A gravação coincidiu com várias esperanças frustradas, e com a produção, que significava o fim da parceria de 15 anos com Eno”. Lodger chegou à quarta posição nas paradas britânicas e na vigésima nos Estados Unidos, rendendo os singles “Boys Keep Swinging” e “DJ”. No final de 1979, Bowie e Angela iniciaram o processo de divórcio, e, após meses de disputas judiciais, seu casamento terminou no início de 1980.


DE SUPERSTAR A MEGASTAR (1980 – 1989)


Em 1980, foi lançado o álbum Scary Monsters (And Super Creeps), trazendo a música “Ashes To Ashes”, que alcançou o primeiro lugar nas paradas. A música revisitava o personagem Major Tom de “Space Oddity”. O videoclipe da música foi um dos mais caros e também um dos mais inovadores de todos os tempos. Embora esse disco utilizasse princípios estabelecidos pela trilogia de Berlim, foi considerado pelos críticos como muito mais direto musical e liricamente. Ele teve contribuições de guitarristas como Robert Fripp, Pete Townshend, Chuck Hammer e Tom Verlaine. Com “Ashes To Ashes” atingindo o topo das paradas britânicas, Bowie abriu uma apresentação de três meses no Teatro Broadway em 24 de setembro, estrelando na peça O Homem Elefante.
Em 1981, Bowie encontrou-se com o grupo Queen na Suíça e ambos realizaram um single, “Under Pressure”, retratando a pressão social. O dueto foi um sucesso e tornou-se o terceiro single de sua carreira a atingir a primeira posição nas paradas britânicas. “Under Pressure surgiu por acaso, David veio até nós para estudar... começou a mexer com algo e tudo correu muito espontaneamente e rapidamente. Foi um verdadeiro prazer trabalhar com ele, tem um tremendo talento”, disse Freddie Mercury.

Ainda no mesmo ano, ele fez uma aparição no filme alemão Christiane F., uma história baseada em fatos reais sobre uma adolescente viciada em drogas na Berlim da década de 70. A trilha sonora, construída principalmente por músicas já escritas anteriormente por Bowie, foi lançada como Christiane F. meses depois. Bowie interpretou o papel principal de uma adaptação televisiva de 1981 da peça Baal de Bertolt Brecht. Coincidindo com essa transmissão, foi lançado um Extended Play (E.P.) com cinco faixas da peça, todas gravadas em Berlim. Em março de 1982, um mês antes do filme Cat People de Paul Schrader ser lançado, a música de Bowie de mesmo nome, “Cat People”, saiu como single, alcançando sucesso em pouquíssimo tempo nos Estados Unidos e entando no U. K. Top 30.


Bowie atingiu novo pico de popularidade e sucesso comercial em 1983 com o disco Let’s Dance, que também o fez cativar uma nova leva de seguidores. Co-produzido por Nile Rodgers, da banda Chic, o álbum ganhou disco de platina no Reino Unido e nos Estados Unidos. Seus três singles principais tornaram-se um dos vinte maiores sucessos de ambos os países, e sua faixa-título alcançou a primeira posição. “Modern Love” e “China Girl” alcançaram a segunda posição no Reino Unido, e geraram dois aclamados vídeos promocionais que, como escreve o biógrafo David Buckley, “foram totalmente absorventes e ativaram arquétipos fundamentais no mundo pop”. O videoclipe para “Let’s Dance”, com sua narrativa em torno do jovem casal de aborígenes, tinha como público alvo a juventude, já “China Girl”, com uma cena (que depois foi parcialmente censurada) de um namoro nu na praia (Homenagem ao filme A Um Passo da Eternidade), foi sexualmente provocante o bastante para que garantisse sua alta frequência na MTV. Em 1983, Bowie surgia como um dos artistas de videoclipes mais importantes da época. “Let’s Dance” seguiu-se com uma turnê mundial chamada Serious Moonlight Tour, durante a qual Bowie recebia contribuições de Earl Slick na guitarra e Frank e George Simms no backing vocal. A viagem musical durou seis meses e foi extremamente popular.

O disco Tonight (1984), outro álbum dançante, trouxe Tina Turner cantando 
com Bowie na faixa-título, que foi escrita com o amigo Iggy Pop. O disco também trazia covers, como o sucesso de 1966 “God Only Knows” dos Beach Boys, e a música “Blue Jean”, baseada no curta-metragem Jazzin’ For Blue Jean, garantiu a Bowie o Grammy Award For Best Short Form Music Video. Em 1985, ele se apresentou no Estádio de Wembley para o Live Aid, uma série de concertos com músicos famosos e aclamados da época, na tentativa de arrecadar fundos contra a fome na Etiópia. Durante o evento, Bowie gravou um videoclipe com Mick Jagger, em que cantam e dançam juntos a música “Dancing In The Street”, sucesso de 1964 na voz de Martha And The Vandellas, e que deu ao dueto a primeira posição nas paradas. No mesmo ano, Bowie juntou-se ao Pat Metheny Group na gravação de “This Is Not America” para a trilha sonora do filme The Falcon And The Snowman. Lançada como single, a música tornou-se um dos 40 sucessos das paradas britânicas e americanas.


Em 1986, deram um papel à Bowie no filme Absolute Beginners, que foi mal recebido pelos críticos, mas que sustentou-se pela música-tema, escrita por David Bowie, também chamada “Absolute Beginners” e que alcançou o segundo lugar nas paradas britânicas. No mesmo ano, o filme Labirinto estreia e Bowie, que compôs e cantou cinco músicas para o filme, também atuou como a personagem Jareth, o que lhe garantiu extrema popularidade. 


Seu último disco solo da década foi Never Let Me Down de 1987, em que ele abandona a levada de seus dois álbuns anteriores e oferece um rock pesado com uma mistura de Techno e industrial. Embora tenha sido um relativo fracasso, atingiu a sexta posição nas paradas britânicas e rendeu os singles “Day-In Day-Out”, “Time Will Crawl” e “Never Let Me Down”. Tempos depois Bowie o descreveria como seu ¿¿¿”nadir”¿¿¿¿ e o chamaria de um “álbum ruim”. A série de 86 concertos chamada de Glass Spider Tour  surgiu nessa época, em 20 de maio, com o intuito de divulgar o disco. Na guitarra principal, a banda contava com Peter Frampton. Os críticos difamaram a turnê, dizendo que, se comparada às tendências contemporâneas da música de arena e estádio, seus efeitos especiais e suas danças a tornavam demasiadamente cansativa.

Bem pessoal, esta é a terceira parte de cinco partes da vida de David Bowie, onde ficamos sabendo um pouco mais sobre sua vida e sua carreira. Espero que estejam gostando, pois eu que conhecia um pouco da vida de Bowie, descobri preciosidades até então desconhecidas por mim. Saibam um pouco mais de Bowie em:






























































domingo, 10 de abril de 2016

O Camaleão David Bowie - Parte 2

Olá galera que curte o Blog do Véio! Eu disse que seria rápido a postagem da segunda parte do Camaleão. Nessa fase, pesadíssima, diga-se de passagem, o camaleão flertou com drogas pesadas e ... Leiam e vejam como ele enfrentou essa fase.


Ziggy Stardust

Em sua tentativa musical seguinte, Bowie desafiou, nas palavras do biógrafo David Buckey, “a crença central da música rock de sua época” e “criou, provavelmente, o maior culto da cultura popular”. Vestido com um traje notável, seus cabelos tingidos de vermelho, e o rosto e os lábios fortemente maquiados, Bowie inaugurou a apresentação de Ziggy Stardust com a banda The Spiders From Mars, Mick Ronson, Trevor Bolder e Mick Woodmansey, num pub chamado Toby Jug, em Tolworth, em 10 de fevereiro de 1972.

A apresentação foi um sucesso e o levou ao estrelato. Ziggy And The Spiders
From Mars viajaram pelo Reino Unido ao longo dos próximos seis meses e disseminaram um “culto a Bowie” que “era único, sua influência durou mais tempo e tem sido mais criativa do que talvez quase todas as forças dentro da cultura pop”.Combinando elementos do hard rock de The Man Who Sold The World com o rock mais leve e experimental de Hunky Dory, o disco The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars (1972) foi lançado em junho. “Starman”, divulgada como a música principal do álbum, fez com que o Reino Unido focasse todos seus olhos em Bowie. Ambos, o single e o LP atingiram o topo rapidamente após sua performance da música ser apresentada em julho no Top Of The Pops. O álbum, que permaneceria nas paradas por dois anos, logo se juntou ao Hunky Dory, que agora fazia seis meses de idade. Ao mesmo tempo, as músicas “John, I’m Only Dancing” e “All The Young Dudes”, escritas e produzidas para Mott The Hoople, tornaram-se sucesso em seu país de origem. A Ziggy Stardust Tour continuou pelos Estados Unidos.

David Bowie contribuiu com back vocals no álbum solo Transformer (1972) de

Lou Reed, co-produzindo o disco com Mick Ronson. O álbum Aladdin Sane (1973), que ainda trazia o glam rock à tona, atingiu o primeiro lugar no Reino Unido, tornando-se seu primeiro álbum a alcançar tal posição. Descrito pelo próprio Bowie como “Ziggy vai à America”, contém músicas que ele escreveu durante a viagem aos Estados Unidos, que depois continuou pelo Japão para promover o novo álbum de 1973. Aladdin Sane foi o primeiro álbum de Bowie realizado quando ele já era, de certa forma, conhecido como pop star, e trouxe outros sucessos, como “The Jean Genie”, “Drive-In Saturday” e “Let’s Spend The Night Together”, cover dos Rolling Stones.


Seu amor em atuar o fez emergir em personagens criados para suas músicas. “Fora dos palcos sou um robô. No palco eu adquiro emoção. Provavelmente por isso que prefiro vestir-me como Ziggy do que como David”. Porém, com a satisfação, vieram graves dificuldades pessoais: atuando como a mesma pessoa por um longo período, tornou-se impossível separar Ziggy Stardust e, mais tarde, o Thin White Duke de sua própria pessoa nos bastidores. Ziggy/Bowie disse certa vez: “não me deixava sozinho durante anos. Foi quando tudo começou a azedar... Minha própria personalidade como um todo havia sido afetada. Tornou-se muito perigoso. Eu realmente tinha dúvidas sobre minha própria sanidade”.

Suas apresentações tardias como Ziggy, que incluíam músicas do disco Ziggy Stardust bem como do Aladdin Sane, eram ultrateatrais, muitas vezes utilizando elementos da mímica aprendida antes com Lindsay Kemp, e cheias de momentos chocantes, em cenas nas quais Bowie simulava um sexo oral na
O "famoso" sexo oral com a guitarra.
guitarra de um Mick Ronson elétrico. David Bowie viajou e deu conferências de imprensa como Ziggy antes de uma abrupta e dramática “aposentadoria” dos palcos no Hammersmith Odeon, Londres, em 03 de julho de 1973. Foram realizadas filmagens desse evento final e histórico, e lançadas em 1983 como Ziggy Stardust And The Spiders From Mars, dirigido por D. A. Pennebaker.

Depois de romper a união bem-sucedida com os Spiders From Mars, Bowie tentou deixar Ziggy para trás. Seu catálogo anterior aos sucessos de 1972 estavam sendo cada vez mais requisitados: The Man Who Sold The World foi relançado em 1972, junto com Space Oddity. “Life On Mars”, de Hunky Dory, é lançado em junho de 1973 e chegou à terceira posição na U.K. Singles Chart. Em setembro do mesmo ano, “The Laughing Gnome”, gravado originalmente em 1967, atingiria a quarta posição. Pin Ups, coleção de covers de suas músicas
preferidas da década de 60, foi lançado em outubro de 1973, e trouxe o hit “Sorrow”, que alcançou a primeira posição, dando a Bowie o crédito de artista mais vendido no Reino Unido em 1973. Também cresceram a vendagem de seus álbuns anteriores, que chegaram, juntos à sexta posição no U. K. Chart.

Soul, Funk e o Thin White Duke (1974 – 1976)

Bowie mudou-se para os Estados Unidos em 1974, hospedando-se em Nova Iorque antes de se estabelecer em Los Angeles. Diamond Dogs (1974),
álbum que o encontrou dividido entre o funk e o soul, derivou-se de duas ideias distintas: um musical baseado num futuro selvagem e sediado numa cidade pós-apocalíptica e a tarefa de musicar o livro 1984 de George Orwell. O disco alcançou a primeira posição no Reino Unido e a quinta nos Estados Unidos, gerando os sucessos “Rebel Rebel” e “Diamond Dogs”. Para promove-lo, Bowie lançou a Diamond Dogs Tour, visitando cidades da América do Norte entre junho e dezembro de 1974.

Com coreografias de Toni Basil, e ricamente produzido com elementos teatrais e efeitos especiais, a produção de alto orçamento foi filmada por Alan Yentob. O resultado dessas imagens foi o documentário Cracked Actor, apresentando um Bowie pálido e magérrimo: de fato, a turnê coincidiu com o fato do cantor em usar constantes doses de cocaína, que o afetou com debilidades físicas graves, paranoias e problemas emocionais. Mais tarde Bowie comentaria que

seu primeiro álbum ao vivo, David Live (David ao vivo, em  1974), deveria se chamar “David Bowie Está Vivo e Bem e Vivendo Apenas na Teoria”. David Live, no entanto, solidificou seu status de superstar, e alcançou a segunda posição no Reino Unido e a oitava nos Estados Unidos. Depois de uma curta pausa na Filadélfia, onde David Bowie também gravou novo material, a turnê recomeçou com um novo destaque para a música soul.


O fruto dessas sessões de gravação na Filadélfia foi o disco Young Americans (1975). O biógrafo Christopher Sandford comenta: “Ao longo dos
anos, a maioria dos roqueiros britânicos tentaram, de uma forma ou outra, tornarem-se negros por extensão. Poucos tinham se sucedido tão bem como David Bowie”. A levada do álbum, que o cantor chamou de plastic soul, constituiu uma mudança radical no estilo, que, inicialmente, alienou muitos de seus devotos do Reino Unido. Young Americans trouxe a primeira música de Bowie a atingir a primeira posição nos Estados Unidos, “Fame”, escrita juntamente com John Lennon, que também contribuiu com backing vocals, e Carlos Alomar. Distinguindo-se como um dos primeiros artistas brancos a aparecer no programa de variedades americano Soul Train, Bowie cantou “Fame” e “Golden Years”, seu single de outubro. O disco foi um sucesso comercial nos estados Unidos e no Reino Unido e, aproveitando tal prestígio, as gravadoras relançaram “Space Oddity” de 1969, que veio a ser a primeira música do artista a atingir a primeira posição no Reino Unido, meses depois de “Fame” alcançar o mesmo nos Estados Unidos.

Embora seu estrelato nessa época estivesse melhor estabelecido, Bowie só existia essencialmente quando podia mudar e surpreender, mesmo com as vendas estabelecidas de suas gravações (na época, mais de um milhão de cópias só do álbum Ziggy Stardust). Em 1975, ecoando o desentendimento amargo que teve com Kein Pitt cinco anos antes, Bowie demitiu seu novo empresário. No auge do conflito que se seguiu em meses de duração na justiça, assistiu, como descreve o biógrafo Christopher Sanford, “milhões de dólares de seus ganhos futuros serem entregues a DeFries em termos excepcionalmente generosos”, e então “trancafiou-se na West 20th Street, onde por uma semana seus gritos podiam ser ouvidos através da porta do sótão trancado. “Michael Lippman, seu advogado durante as negociações, tornou-se também seu mais novo empresário. Lippman, por sua vez, receberia uma compensação significativa depois de também ser demitido por Bowie, no ano seguinte.

Station to Station (1976) apresentava uma nova persona, o “Thin White Duke” do título principal. Visualmente, era uma extensão de Thomas Jerome
Newton, o extraterrestre que ele retratou no filme The Man Who Fell to Earth do mesmo ano. Desenvolvendo o funk e o soul de Young Americans, este novo disco também sintetizaria a música de seus próximos lançamentos. Trazia um Bowie interessado em misticismo e na Cabala. Sua dependência tóxica tornou-se pública quando Bowie foi entrevistado por Russel Harty no programa London Weekend Television, numa antecipação da turnê do álbum. Pouco antes da entrevista propagada via satélite começar, era anunciada a morte do ditador espanhol General Franco. Pediram para que Bowie abandonasse a reserva do satélite a fim de que permitisse que o governo espanhol transmitisse notícias sobre o ocorrido. Recusou-se a fazê-lo, e sua entrevista continuou. Na conversa em que se seguiu, conforme descrito pelo biógrafo David Buckley, “o cantor não deu nenhum sentido àquela que foi uma entrevista bastante extensa. Bowie parecia completamente desconexo e mal conseguia pronunciar uma frase coerente”. Sua sanidade tornou-se distorcida pela cocaína e ele sofreu overdoses durante todo o ano, além de emagrecer fisicamente de maneira alarmante.

O lançamento de Station to Station aconteceu em janeiro de 1976 e foi seguido em fevereiro por uma turnê de três anos e meio pela Europa e America do Norte. Apresentando todas as faixas do disco, a Isolar – 1976 Tour, também destacou as músicas do álbum, incluindo a dramática e longa “Station to Station”, faixa-título do álbum e as baladas “Wild Is The Wind” e “Word On a Wing”, além dos funks “TVC 15” e “Stay”.

A banda que tocou no disco e na turnê era formada pelo guitarrista Carlos Alomar, do baixista George Murray e do baterista Dennis Davis, que continuariam como unidade estável e criativa pelos próximos anos da década. A turnê foi bem sucedida, mas foi cercada por controvérsias políticas. Em Estocolmo, foi creditada a Bowie a frase de que “a Grã-Bretanha poderia beneficiar-se de um líder fascista” e posteriormente ele foi preso pela alfândega na fronteira Rússia-Polônia por posse de parafernálias nazistas.

Nessa época, também ocorreu o “incidente da Estação Victoria”. O que foi
isso: chegando num conversível Mercedes-Benz, Bowie acenou para a multidão em um gesto que alguns alegaram ter sido a saudação nazista, e cuja fotografia foi tirada e publicada na News Musical Express. Bowie afirmou tempos depois que o fotógrafo simplesmente havia o pegado acenando, declaração apoiada pelo então jovem Gary Numan, que estava entre a multidão naquele dia. “Pense nisso: se um fotógrafo tira uma foto de alguém acenando, você vai ter uma saudação nazi no final do movimento de cada braço. Tudo que você precisa é algum idiota num jornal de música ou algo do tipo para fazer uma matéria sobre isso...”. 


Mais tarde, o músico também se arrependeu por seus comentários pró-fascismo e seu comportamento durante o período de vícios e do caráter do Thin White Duke. Disse: “Eu estava fora da minha mente, totalmente enlouquecido. As únicas coisas das quais eu estava ligado eram mitologia... aquela coisa toda sobre Hitler e o Direitismo... Eu descobri o Rei Artur...”. De acordo com o dramaturgo Alan Franks, escrevendo mais tarde no The Times, “ele realmente estava demente” e teve experiências muito ruins com drogas pesadas.

Bem por enquanto era isso. Na próxima postagem, a terceira parte da vida do camaleão David Bowie. Até lá e, fiquem com mais de Bowie em:


















































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