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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O pop e o rock no Brasil - Anos 90

Olá galera que prestigia o Blog do Véio, sejam bem vindos. Nesta pos-tagem eu comen-tarei sobre a dé-cada de 1990, suas revelações musi-cais, suas notas tristes (isso acon-tece com todos os mortais) e o que de bom ela deixou para o terceiro milênio. 

Anos 90

A década de 90 começou com uma triste notícia: em 7 de julho de 1990, aos 32 anos de idade, morria um dos maiores com-positores da música brasileira. Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhe-cido como Cazuza, sucumbia à AIDS ou SIDA (Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida). Em 1989 havia se declarado soropositivo, ou se-ja, estava infectado com o vírus da AIDS (comentei sobre sua vida polêmica na postagem dos anos 80).

Em outubro de 1990, uma novidade estreava, a MTVBrasil, que veio estabelecer o contato do público entre o som e o vídeo clipe dos artistas nacionais e internacionais, para que pudéssemos visualizar a imagem que a banda ou o artista passava através de sua música. A MTVBrasil chegou quase nove anos após a MTV americana ter estreado.

Os mineiros do Skank.
Em 1991, o primeiro ''grande grupo'' da década, estreou. Nascida em Minas Gerais, o Skank, banda que mistu-rou os gêneros rock, reggae e dub (técnica que retira grande parte dos vocais e se valoriza o baixo e a bateria), influenciados pelo clima dancehall de Bob Marley. Nesta década também surgiram mineiros como Jota Quest, Pato Fu e Tianastácia. 
Nascida em 1993, Jota Quest é uma banda de pop rock que em muitas vezes abusa do eletrônico, por isso ser definido como um grupo pop. 

Em 1994, nasceu o Mangue beat, um movimento contra-cultural que mistu-rava ritmos regio-nais, como o mara-catu, com rock, hip hop, funk rock e música eletrônica. O resultado disso foi a mistura de percus-são pernambucana e guitarras pesa-das (a crítica ado-rou), liderados por Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. O movimento tinha co-mo principais críti-cas, o abandono econômico-social do mangue, da desigualdade do que estava fora do eixo Rio-São Paulo. Participavam do movimento, também, as bandas BaianaSystem, Sheik, Tosado, Mestre Ambrósio, DJ. Dolores, Comadre Fulozinha, Jorge Cabeleira, Eddie, Via Sat e Querosene Jacaré.

Raimundos
Dois grupos que fizeram sucesso pe-lo seu bom humor, nasceram, respec-tivamente em 1994, os brasilienses Rai-mundos que cria-ram um estilo chamado forrocore, ou seja, forró mis-turado com hard core. Em 1995, os paulistas de Gua-rulhos, Mamonas Assassinas, trou-xeram seu bom humor e alegria, fazendo parodias que iam do heavy metal ao sertanejo (mais tarde, farei uma postagem exclusiva deles).

Alguns rappers tiveram ligação com o rock, como Gabriel, o Pensador, Planet Hemp (pedindo a legalização da maconha) e o Pavilhão 9 (falando sobre a violência policial).

Também destaco O Rappa, banda for-mada em 1993, às pressas, para a vinda do cantor Papa Winnie, que aqui fez shows, onde esses músi-cos acompanharam sua turnê pelo Brasil, naquele ano, como banda de apoio. Após este período, decidiram continuar e anun-ciaram em jornal que precisavam de um vocalista, que foi escolhido em uma extensa lista, o nome de Marcelo Falcão. Suas letras têm forte impacto social e seu som mistura (nem a banda sabe definir) desde rock, samba, pop, rap e MPB com uma pitada de reggae.

Charlie Brown Jr.
Outro destaque, Charlie Brown Jr., paulistas de Santos, formada em 1992, misturou vários es-tilos como o rock, hardcore, o reggae, o rap, o skate punk, criando um estilo próprio.

Tivemos, ainda, a carioca Cássia Eller, cantora de voz grave, com um repertório eclético, interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro como Cazuza e Renato Russo, artistas da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque, o pop de Nado Reis e rocks clássicos de Janis Joplin, Jimi Hendrix, Rita Lee, Beatles, John Lennon e Nivana.

Los Hermanos
Tivemos, ainda, a banda carioca Los Hermanos, que fler-taram com o ska e o hardcore, mas que predominou seu estilo na mistura de rock com MPB, surgiram com ''Anna Júlia'', canção pop que não combinava com sua imagem intelectual.

No segmento heavy metal, o Sepultura teve um crescimen-to de popularidade nos anos 90, fazendo da banda uma das principais do metal mundial, o que lhes trouxe razoável exposição e caiu no gosto dos amantes do heavy. Pouco tempo depois, Max Cavalera deixou a banda.

Também no heavy metal, o Angra, que gravou músicas em inglês, seguindo o caminho do Sepul-tura, e que mistu-rou power metal com ritmos tipica-mente brasileiros, alcançou sucesso na cena metal bra-sileira e reconheci-mento mundial, o que os fez serem bem recepcionados na França e, princi-palmente, no Japão.

Outro fato da década, é que todas as bandas do ''quarteto sagrado'', com exceção da Legião, tiveram que se reinventar para reconquista a audiência, que estava caindo gradativamente. Os Paralamas, depois de uma fase experimental, voltaram às paradas com ''Vamo Batê Lata'', seus álbum de 1995, os Titãs voltaram com seu ''Acústico MTV'', de 1997 e o Barão Vermelho voltou com o semi-eletrônico ''Puro Êxtase'', de 1998 .

Em outubro de 1996, morria, Rena-to Manfredini Junior, o Renato Russo, grande compositor e cantor brasileiro, que ficou conhecido por ter sido o voca-lista e fundador da banda Legião Urba-na. Renato morreu, aos 36 anos de ida-de, devido às com-plicações causadas pelo HIV. A história completa de Renato & Legião Urbana, comentarei mais tarde em outra postagem.

Bem pessoal, por enquanto era isso. Muito obrigado por mais essa visualização, volto com a próxima postagem sobre o Terceiro Milênio. 

Autor: Carlos Alberto de L. Anchieta

Veja mais dos anos 90 em:





























terça-feira, 27 de outubro de 2015

O pop e o rock no Brasil - Anos 80

Salve galera, sejam bem vindos ao Blog do Véio. Vamos continuar nosso passeio musical, agora pela ri- quíssima década de 80, a ''era de ouro'' para a música brasileira. Para quem viveu essa década em sua plenitude, sabe muito bem o que eu vou falar, pois foi uma época em que começaram a des-pontar as rádio de F. M. (Frequência Modulada). 

Lembro-me como se fosse hoje, eu agarradinho com meu rádio de pilha (isso era muito comum naquela época), ouvindo rádios de A. M. (Amplitude Modulada). Vou explicar rapidamente, dando um exemplo de como funcionam as diferentes frequências. 

Num exemplo só: vamos dizer que a A. M. é uma frequência que é retransmitida, via aquelas antenas enormes e que ''viajam'' eletricamente no espaço entre o solo e as nuvens, sendo enormemente castigadas em dias de chuva, dando aquela chiadeira toda. Agora, as rádios estão modernas, o sinal é via satélite, mas acontece essa mesma interferência em dias chuvosos e de muitos raios, criando muita estática. E, ainda, algumas rádios diminuem suas potências, à noite, para economia de energia.

Nas rádios de F.M., o sinal ''viaja'' no espaço, em linha reta, não chegando nem na metade da distância que daria entre o solo e as nuvens (dizem que as nuvens ficam à uma distância de 3 mil metros do solo), portanto, este sinal viaja limpo, sem interferência, mas, quando encontra um obstáculo na frente (uma montanha), ele se perde, sendo só sintonizadas estações de rádios próximas. Por isso essa enorme diferença de qualidade. 
Agora temos tudo via Internet, não podemos mais reclamar. Mas vamos voltar ao assunto que me traz aqui, por isso falei nas rádio, pois na década de 80 ''fervilharam'' novidades no mercado fonográfico brasileiro.

Anos 80

Para a música, os anos 80 foram uma década de criatividade, onde misturava-se o romantismo, com o bom humor, outras vezes se protestava, enfim, havia uma variedade incrível de estilos e tipos diferentes de artistas. Era um enorme prazer em ouvir as F.M.s da vida, porque havia muitas bandas e cantores novos, despontando para o sucesso. Alguns de um sucesso só, outros, em atividade até hoje.

Os anos 80 foram, também, a era dos poetas Cazuza e Renato Russo, que nos presentearam com pérolas que curtimos até hoje, embora, infeliz-mente não os tenhamos mais juntos de nós. Artistas com ''A'' maiúsculo, que deram sua contri-buição à boa e nem sempre valorizada música brasileira.

Diz-se que esta década popularizou o rock, levando essas músicas para as F.M.s e aproximando o ritmo das massas, coisa que os anos 70 não conseguiram fazer. Por falta de espaço nas mídias e por isso mesmo com relativa (pouca) divulgação, o rock era considerado de pouca vendagem e pouco público para assistir um show. 

Eu sempre ouvi falar, que o rock era um gênero exclusivo da elite, na época, pois eram poucos que tinham acesso e sabiam como encontrar os discos nas poucas lojas especializadas. O movimento dos anos 80 só se aproveitou da onda do estilo musical, rock, que já havia se consagrado nos anos 70, no mundo todo.

Nos anos 80, houve a chamada ''explosão'' do rock brasileiro. Claro que isso só foi possível, em parte, à criação de casas de show, que divulgaram, e muito, bandas iniciantes. Posso citar duas casas de show que divulgaram essas bandas: Circo Voador, no Rio de Janeiro e Aeroanta, em São Paulo.

Em 1982, no chamado ''verão do rock'', quem pri-meiro se apresen-tou nessas casas e fizeram muito su-cesso, porque isso eu lembro de ter lido na revista Bizz, foi a banda Blitz  (''Você Não Soube Me Amar''), João Penca & Seus Miquinhos Amestrados (''Lágri-mas de Crocodilo'') e Eduardo Dusek (''Rock da Cachor-ra'').

Antes de me aprofundar nas bandas e cantores que surgiram (e até terminaram) na década de 80, devo falar de um apresentador, misto de palhaço e ''entertainment'', chamado de Chacrinha. Abelardo Barbosa foi o apresentador que mais lançou bandas e cantores, e, podem falar o que quiserem, esteve sempre antenado com o que estava despontando na música brasileira. 

Abelardo ''Chacrinha'' Barbosa
Quem vê seus vídeos na Internet, acredita que ele seja uma pessoa sem noção, quase um louco. Mas, ao contrário, ele sem-pre estava conec-tado com o que havia de melhor tocando nas rádios. Chacrinha foi para música brasileira, o que um caça talentos é para qualquer artista ou modelo. Posso afirmar, sem medo de errar, que sem Chacrinha, não teríamos escutado (e assistido) nem metade dos talentos que o pop rock brasileiro aplaudiu.

Lembro muito bem, de nas tardes de sábado assistir a seus programas (que se vistos hoje, parecem uma piada e ainda chamariam de brega), mas conheci muitos artistas ali naquele programa, como: Lobão, Marina Lima, Titãs, Kid Abelha & Seus Abóboras Selvagens (era assim que eles se chamavam), Os Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Ney Matogrosso (agora em carreira solo), e muitos outros.

Kid Abelha original: George, Paula, Bruno e Leoni
Houveram muitas bandas (listarei algumas, descul-pem, mas foram tantas), mas vou citar nomes como: Sempre Livre, Lobão e os Ronaldos, Titãs (como citei acima), Metrô, Magazine (de Kid Vinil), Blitz, Herva Doce, Biquini Cavadão, Capital Inicial, Hanói Hanói, Hojerizah, Grafitti, Ed Motta & Conexão Japeri, Gang 90 e as Absurdettes e outros tantos grupos. Na parte dos cantores (as), posso citar: Léo Jaime, Lobão, Ritchie, Lulu Santos, Marina Lima, Cazuza (após a saída do Barão), Ed Motta (agora solo), Alice Pink Pank e May East (ex-Absurdettes) entre tantos outros.

Vou regionalizar o nascimento de algumas bandas e cantores: no Rio de Janeiro surgiram Léo Jaime, Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens, Uns e Outros, Lulu Santos, Ritchie e Lobão. Em 1981, o Festival Punk, em São Paulo, revelou bandas como: Inocentes, Cólera e Ratos de Porão (do João Gordo). Além desse festival, surgiram, também, bandas como Titãs, Ultraje a Rigor (ainda com Edgard Scandurra, que depois tocou no Ira!), RPM, Zero, Ira!, Metrô e Magazine. Tínhamos ainda em São Paulo, os independentes (bandas ou cantores sem gravadora) Smack, Fellini (lembro que os críticos falavam bem deles, nas revistas), Mercenárias, Akira S e as Garotas Que Erraram e Voluntários da Pátria.

Em Brasília, algu-mas bandas que surgiram, depois se transferiram para o Rio de Janeiro ou São Paulo, como: Aborto Elétrico (Renato Russo participou), depois virou Capital Inicial (se fixou em São Paulo) e Plebe Rude.

Do Rio Grande do Sul, meu estado natal, vieram: Engenheiros do Hawaii, Nenhum de Nós, TNT, Garotos da Rua, Cascavelletes, Taranatiriça, Os Replicantes, Os Eles, Bandalieira, DeFalla, entre outras. Na Bahia, chegou ao sucesso o Camisa de Vênus, de Marcelo Nova.

Banda Sepultura na década de 80.
No heavy metal, ori-ginou-se em Minas Gerais, a banda bra-sileira de maior su-cesso, o Sepultura, que toca o estilo trash metal, com ''letras'' em inglês. Uma vez, li na revista Bizz, que os países onde se ouvia Sepultura não entendiam nada do que eles cantavam. Embora os títulos sejam em inglês, a língua em que eles cantavam era pura invenção dos inte-grantes. Claro, que isso no tempo em que Max Cavalera ainda fazia parte da banda.

Outra banda que conseguiu algum destaque no exterior, mais precisamente no Japão, foi a paulista Viper, que também tinha as letras em inglês. Dessa banda saiu o vocalista André Matos, que participou de outras duas grandes bandas: Angra e Shaman.

De algumas bandas saíram muitos artistas em carreira solo. Do Lobão e os Ronaldos, saiu Lobão, do Barão Vermelho, saiu Cazuza (como já citei acima), do grupo Gang 90 & As Absurdettes, saíram para carreira solo Mae East e Alice Pink Pank (como também já citei) e da formação original de João Penca & Seus Miquinhos Amestrados, saíram Eduardo Dusek e Léo Jaime.

Deixei para esta parte, aquilo que os críticos acreditavam ser ''o quarteto sagrado''. Vou explicar e comentar sobre as quatro badaladas bandas dos anos 80 que têm fôlego de gato e que seriam quatro ainda, não fosse a morte do vocalista de uma delas (já sacou, não é?). Vou citar uma a uma com um breve histórico.

Os Paralamas do Sucesso - carioca do Rio de Janeiro, mas seus integrantes haviam se conhecido em Brasília (por isso as pessoas diziam que eles faziam parte da ''turma de Brasília'') e começaram tocando na garagem da casa da avó de Bi Ribeiro, um dos integrantes. 

Os Paralamas do Sucesso: Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone.
No início, seu estilo misturava rock com ska e reggae e mais tarde agregaram ritmos latinos. Durante o ensaio, o que se ouvia não eram músicas sérias. Tanto que o nome do grupo foi escolhido porque eles acharam engraçado. 

Escreveram a música "Vital e Sua Moto", tendo como ''protagonista'' um ex-baterista,Vital Dias, e mandaram uma fita com essa e mais 3 músicas para a Rádio Fluminense. Esta música foi muito tocada durante o verão de 83, e os Paralamas tiveram a primeira grande apresentação, ao abrir para Lulu Santos no Circo Voador.

Durante sua carreira, houveram muitos altos e baixos, como no início. Gravaram seu primeiro disco que ficou esquecido pela mídia. Só engrenaram em 1984, com o disco O Passo do Lui, que trouxe uma sequência de êxitos como ''Óculos'', ''Meu Erro'', ''Me Liga'', ''Ska'' e ''Romance Ideal''.

Essa combinação de sucesso popular mais a aclamação da crítica especializada, acabou levando o grupo a tocar no Rock in Rio, no qual o show dos Paralamas foi considerado um dos melhores. De lá até hoje, são 11 álbuns de estúdio, 7 álbuns ao vivo, 8 álbuns internacionais, 4 coletâneas oficiais e 10 DVDs lançados no decorrer de sua carreira.
Está em atividades até hoje, mesmo após o acidente que deixou Herbert Vianna preso à uma cadeira de rodas, vítima de um acidente aéreo em que Herbert pilotava um ultraleve e perdeu sua mulher nesse episódio. 

Titãs - paulista, iniciaram sob o nome de Titãs do Iê-Iê, reduzindo mais tarde. Quando apareceram na mídia com seu primeiro sucesso ''Sonífera Ilha'', já assinavam apenas Titãs. No início, misturavam estilos como o new wave, o reggae e a MPB. No período de 1982 à 1984, nove integrantes formavam o grupo, só se tornando octeto por causa da morte do guitarrista Marcelo Fromer, atropelado por uma moto. Na época, chegou até se cogitar o fim do grupo, porém, eles decidiram seguir em frente. Como diz o ditado popular, ''A vida continua'', e eles prosseguiram. 

Titãs, na época de ''Sonífera Ilha''.
Curiosidade: os Titãs estavam insa-tisfeitos com o jeito de tocar bateria de André Jung e decidiram o subs-tituir, pois estavam admirados pela for-ma de tocar de Charles Gavin, ba-terista que estava, na época, ensai-ando com o RPM, e que, também, já havia feito parte da banda Ira! 

André Jung não ficou nem um pouco satisfeito em saber que seria substituído, pois já tinha feito planos de passar o ano novo, com a namorada, no Rio de Janeiro. Com a decisão da banda, André voltou para São Paulo e dois dias depois, já entrou para o grupo Ira! 

Outro músico que não ficou satisfeito, foi Paulo Ricardo, que só descobriu que o baterista tinha saído do RPM, quando assistiu um programa de televisão que mostrava a preparação dos Titãs para um show e ele estava lá, como novo integrante da banda, fato este, que deixou um clima tenso entre Paulo Ricardo  e Charles Gavin.

Barão Vermelho - banda carioca, surgida em 82, onde seus jovens integrantes aproveitaram a oportunidade porque um deles era filho de um produtor musical da Som Livre, no caso, Cazuza, e lançaram dois discos antes de alcançarem o sucesso. Eles podiam até ser promissores, mas as emissoras de rádio não queriam tocar suas músicas. Até que Ney Matogrosso gravou ''Pro Dia Nascer Feliz'', daí sim é que as rádios começaram a tocar a versão original do Barão. Na época, Caetano Veloso disse que Cazuza era um grande poeta e incluiu "Todo Amor Que Houver Nessa Vida'' no repertório de seu show. 

Barão Vermelho no começo: Guto, Frejat, Cazuza, Maurício e Dé.
A partir daí, o Barão Vermelho começou a ter o destaque que merecia e, devido à toda essa repercussão, foram convidados para gravar a trilha so-nora do filme Bete Balanço, um su-cesso de bilheteria. 

Em 1984, sua música já tocava em todo o país e eles aproveitaram o embalo para gravar o terceiro disco, Maior Abandonado, que ultrapassou as 100 mil cópias vendidas em apenas seis meses, uma dificuldade para a época, o que os levou ao convite para abrir os shows internacionais no Rock In Rio, em 1985. Depois de tanto sucesso, estava claro para todos, que a carreira da banda estava consolidada.

Mas como nem tudo são flores, Cazuza, começou a fazer uma mistura ''venenosa'' para sua vida. Começou a abusar do álcool e a injetar cocaína na veia, segunda a própria biografia autorizada dele e que, mais tarde virou filme. Por si só, isso já é perigoso e ainda, promiscuamente, fazia uso do compartilhamento de seringa. Na época, a Saúde Pública brasileira alertava sobre o risco de se contrair AIDS, tão temida nos anos 80, através do uso coletivo da mesma seringa.

Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza.
Cazuza tanto fez, que começou a não ir mais ensaiar e se atrasava regular-mente às grava-ções da banda. Ele já havia falado sobre sua vontade em seguir carreira solo para todos os integrantes do Barão Vermelho. Frejat o apoiara, contanto que Cazuza não abandonasse a banda. 

Sua saída foi bastante conturbada, sendo anunciado, inclusive, no final de um show. Isso abalou, e muito, a forte amizade que unia Frejat e Cazuza e que só veio a ser restabelecida anos mais tarde. Cazuza levou junto, com sua saída do Barão, algumas músicas que a banda já estava ensaiando para o próximo disco e as usou em seu disco solo.

O Barão Vermelho superou este forte baque em sua carreira e conseguiu prosseguir, diga-se de passagem, com bastante empenho e profissionalismo, embora tenha demora mais algum tempo para emplacar. Isso só aconteceu quando lançaram o disco Carnaval, em 1988, que estourou em vendagens quando ''Pense e Dance'' entrou para a trilha sonora da novela Vale Tudo, da Rede Globo, voltando a se firmar no cenário musical, agora com Frejat nos vocais.

Legião Urbana - não quero exagerar, mas talvez seja a mais influente banda dos anos 80. Fundada em 1982, em Brasília, após a saída de Renato Russo da banda Aborto Elétrico, que mais tarde, parte dos seus integrantes formariam o Capital Inicial.

Renato era uma pessoa muito culta, lia obras de escritores chamados ''cabeça'', e tudo isso foi adicionado ao seu jeito de escrever. Ele levava histórias simples, como ''Eduardo e Mônica'', que fala sobre a diferença de idade no relacionamento de um casal de amigos e ''Pais e Filhos'', que fala sobre o conflito entre gerações, onde filhos acham seus pais chatos, mas ele querem só protegê-los.

Legião no início: Renato Rocha, Renato Russo, Dado e Bonfá.
A banda terminou na década de 90, mais precisamente, em 1996, com a morte de Renato, mais tarde relatado em diversos meios de mídia, como causa principal consequências da AIDS, pois ele se recusara em tomar o coquetel de drogas que era oferecido, na época, e que ajudou muita gente a prolongar (alguns até hoje) suas vidas. Mais tarde, em uma próxima postagem, falarei somente a Legião Urbana.

Bem pessoal, por aqui eu encerro essa década maravi-lhosa para a música nacional. Me perdoem, mais uma vez, se eu esqueci alguma banda ou cantor (talvez, de sua preferência) mas, eram tantas, que haja memória para recordar de todas agora. 
Obrigado por mais essa visualização no blog e até a década de 90, próxima postagem, em breve. 

Autor: Carlos Alberto de L. Anchieta

Mais sobre os anos 80 em:
























































sábado, 24 de outubro de 2015

O pop e o rock no Brasil - Anos 70

Olá pessoal, bem vindos ao blog do Véio. Se você curtiu a primeira parte, com o que foi sucesso no rock nacional nos anos 50 e 60, gostou e quer saber mais sobre os anos 70, aqui estou para dar continuação ao assunto. A década de 70 iniciou, o que seria uma preparação para a década seguinte, com artistas saindo de bandas e indo, ou para outras, ou saindo em carreira solo. Lembrando que a década de 70 foi um caldeirão de ritmos, onde passearemos por estilos, como baião, xote, frevo, maracatu, rock, hard rock, rock progressivo, pop, disco music, choro, bossa nova e MPB.

Anos 70

A década de 70 foi dura para a música, quando se tratava de censura. Durante a ditadura militar que durou de 1964 até 1977, haviam censores para ''apreciar'' todas as músicas e só permitir aquilo que fosse possível para toda a família ouvir. Anos ruins para Gilberto Gil e Caetano Veloso que foram exilados e viveram em Londres, Reino Unido, de 1962 a 1972.
Quando Rita Lee saiu de Os Mutantes, iniciou carreira solo, acompanhada da banda Tutti Frutti e gravou o álbum Fruto Proibido, de onde saíram sucessos como ''Agora Só Falta Você'', ''Esse Tal de Rock Enrow'' e ''Ovelha Negra''. Os Mutantes se converteram ao chamado rock progressivo e após várias formações diferentes, se separaram em 1978.

João Ricardo, Ney Matogrosso e Gerson Conrad
Surgido em 1973, o grupo Secos & Molhados, formado por João Ricardo, Ney Matogrosso e Gerson Conrad, teve uma passagem meteórica pelo mundo musical, mas deixou perpetuado seu nome para sempre. Sua caracterização composta de ma-quiagem exagerada (glam), estilo Kiss, quase circense e os vocais agudos de Ney, conquistaram público e crítica de maneira estrondosa. Sim, porque exagero fazia parte da vida deste grupo, que apareceu na capa de seu disco de estréia, Secos & Molhados, de 1973, somente suas cabeças, mais a de um de seus músicos, como se estivessem prontas para serem servidos, sobre uma mesa posta. Venderam 300 mil cópias desse disco (para uma estréia, até que estava bom, não é?). Com essa formação e dois discos gravados, em 1974, o grupo Secos & Molhados se desfez, deixando pérolas como ''Rosa de Hiroshima'', ''O Vira'', ''Flores Astrais'' e ''Sangue Latino''. O grupo continuou sem Ney, mas teve um único sucesso: ''Que Fim Levaram Todas as Flores''. Ney Matogrosso foi o único dos integrantes a ter sucesso após o fim do Secos & Molhados. Sua carreira solo deslanchou e ele continua, até hoje, gravando discos, ora de estrondoso sucesso popular e outros mais intimistas, gravados ''Ao Vivo''.

Em 1973 surgiu, vejam só, um personagem que gravou seu primeiro LP em 1968, mas esse disco ganhou notoriedade de crítica e público apenas em 1973, quando ele lançou seu primeiro álbum solo, Krig-ha, Bandolo!. É claro que estou falando do baiano Raul Seixas
Raul misturou rock com baião e fez um estilo próprio, além de se tornar o ''guru dos hippies''. Também se tornou um ícone da música brasileira quando atingiu a incrível marca de 600 mil compactos vendidos de ''Ouro de Tolo''. Ainda mostrou deboche com ''Maluco Beleza'' e ''Mosca na Sopa'', esoterismo em ''Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás'' e ''Gita'' e as motivacionais ''Tente Outra Vez'' e ''Metamorfose Ambulante'', entre tantas dezenas de outros sucessos.

Existiram muitos tipos de movimentos musicais em locais diferentes por esse imenso Brasil: em Minas Gerais, o Clube da Esquina, que surgiu da amizade de Milton Nascimento com Wagner Tiso e Lô Borges. Mais tarde juntaram-se Flávio Venturini, Beto Guedes, Tavinho Moura, Vermelho, Toninho Horta e o letrista Fernando Brant. 

Do nordeste, veio, a chamada Invasão Nordestina, que apresentou artistas como Belchior, Elba Ramalho, Fagner, Amelinha, Zé Ramalho, Ednardo (''Pavão Misteriozo'') e outros tantos, com seus sons pitorescos mistu-rando as canções tradicionais sertanejas mais o rock. Destes citados acima, somente Belchior encontra-se no ostracismo, uma vez que sumiu sem avisar ninguém, depois de muito tempo, foi encontrado no Uruguai (vai bem, obrigado) e, parece que não está precisando mais viver de música. Os outros nordestinos, continuam exercendo suas funções até os dias atuais. Ednardo pode não ter mais gravado discos, mas continua compondo trilhas para o cinema e o teatro.

Também do nordeste, mas todos nascidos ou radicados na Bahia (caso da carioca Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade, a Baby Consuelo e depois Baby do Brasil) , surgiu a ''nova onda'' dos Novos Baianos. Formado por Moraes Moreira, Baby Consuelo, Pepeu Gomes (considerado um dos melhores guitarristas do Brasil), Dadi Carvalho (que depois formou com seu irmão, Mu Carvalho, A Cor do Som), Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor, entre outros. Sua particularidade foi a mistura de estilos como bossa nova, frevo, baião, choro, afoxé e rock 'n' roll. 
Curiosidades: 1) quando a banda começou, apenas Pepeu Gomes era músico profissional (sabia tocar algum tipo de instrumento). 2) Nunca foram controlados por gravadoras e empresários e quando foram para São Paulo, se apresentaram em diversos programas de televisão, extrapolando o tempo previsto.

Também da Bahia, um grupo se reuniu para comemorar os dez anos de suas carreiras individuais, Os Doces Bárbaros, formado por Gilberto Gil, Gal Costa e os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia. Como grupo, eles podem ser descritos como uma típica banda hippie dos anos 70, mas sua característica marcante é a brasilidade e o regionalismo, natural de todos os integrantes.

Apesar da pouca divulgação na mídia, várias bandas e estilos ganharam espaço no chamado circuito underground da época, como o hard progressivo do Casa das Máquinas, o hard rock do Made In Brazil, o progressivo regional de O Terço e o rock rural de Sá, Rodrix & Guarabira.

Vímana: Lobão, de barba, Ritchie, cabelos loiros e Lulu Santos ao lado.
Uma banda que não teve grande destaque, apesar de ter gravados um compacto pela Som Livre e um LP que nunca foi lançado com a alegação de que não havia público para o rock no Brasil, foi o Vímana, grupo que curiosamente teve na sua última formação Lulu Santos, Lobão e Ritchie, artistas que se destacariam em carreira solo na década de 80.

Tony Stevens ou simplesmente, Jessé.
Durante os anos 70, houve uma espécie de ''modismo'', onde vários artistas resolveram se rebelar contra a língua portuguesa e gravaram músicas em inglês. Vamos ver se a memória ajuda: antes da fama, Fábio Jr. gravou como Mark Davis, Chrystian (sim, esse mesmo da dupla Chrystian & Ralf) aproveitou-se do nome e o manteve, Jessé (aquele de ''Porto Solidão'') gravou com o pseudônimo de Tony Stevens, Konstantynos Kazakos, vulgo Patrick Dimon, grego radicado no Brasil, eternizou sua ''Pigeon Without a Dove'', uma adaptação da ária doclássico O Guarani de Antonio Carlos Gomes.

Bandas como a já citada acima O Terço, que gravou um álbum em inglês, voltado ao público italiano, Pholhas, que gravaram e tiveram sucesso com suas músicas em inglês (foram dois discos, só com letras em inglês). 

Houveram muitos outros que no momento não consigo recordar, mas vou destacar dois brasileiros que fizeram carreira internacional: Maurício Alberto Kaisermann, cantor e compositor que vendeu discos em mais de 50 países sob o pseudônimo de Morris Albert, onde até hoje, totalizou 160 milhões de cópias vendidas.Teve sucesso com as músicas ''She's My Girl'', ''Conversation'' e outras, mas o sucesso que deu fama à Morris foi, sem dúvida, ''Feelings'', gravada por centenas de artistas mundo afora. Em 1988, a música ''Feelings'', de Morris foi declarada como plágio (muito coincidente com notas de outra música) e obrigado a pagar uma indenização milionária ao francês Loulou Gasté que escreveu a música ''Por Toi'' para a cantora Line Renaud.

Uma curiosidade: a banda The Offspring fez uma versão da música ''Feelings'' onde as menções da palavra ''love'' foram trocadas por ''hate'', por exemplo, na frase ''feelings of love'' da gravação original, ficou ''feelings of hate''. Esta música está no álbum Americana, um dos mais conhecidos da banda.

Outro brasileiro que teve sua música bastante divulgada e fez sucesso no exterior, foi Ivanilton de Souza Lima, mais conhecido por Michael Sullivan. Em recente programa de televisão, ele contou que o primeiro nome foi inspirado em Michael Jackson e o sobrenome ele escolheu em uma lista telefônica americana.
Michael passou pelo grupo Renato & Seus Blue Caps como cantor e guitarrista e sua passagem por essa banda resultou em seis discos de ouro, cuja vendagem ultrapassou 1 milhão de discos vendidos. 
Ainda no ''Renato & Seus Blue Caps'', Michael iniciou sua carreira solo com a música ''My Life'', que fez parte da trilha sonora da novela O Casarão, da Globo e que, impulsionado pela mídia atravessou fronteiras e fez sucesso nos Estados Unidos e Europa. 
Outra música que também entrou em trilha sonora foi ''Sorrow'', mais precisamente na novela Locomotivas, também da Globo, mas que não fez tanto sucesso quanto ''My Life''. O compacto com ''My Life'' tornou-se para o mercado fonográfico um dos mais vendidos do país, superando a marca de 1 milhão de cópias vendidas, algo que equivalia a um Disco de Diamante.

Depois disso, já é sabido por todos, que Michael formou dupla com Paulo Massadas, que juntos escreveram centenas de composições de sucesso, etecetera e tal. Michael alcançou o topo das paradas de sucesso em 60 países no mundo inteiro, incluindo as Américas, a Europa e o Oriente. Como produtor, vendeu mais de 60 milhões de discos, no Brasil e em toda a América Latina. 

Houve outro movimento pop no Brasil, o dos grupos e cantores que participaram da onda disco que invadiu o mundo todo e não poderia de ter participantes desse estilo, aqui no Brasil. Nesse movimento destaca-se As Frenéticas, grupo criado pelo compositor Nelson Motta, que lhes presenteou com a música ''Dancin' Days'', um dos clás-sicos da disco music no Brasil e que foi tema de abertura da novela de mesmo nome, da Globo. Participaram desse movimento, também, Ronaldo Resedá, Lady Zu, Dudu França, As Patotinhas, Harmony Cats, Gretchen e muitos outros.

Por enquanto é isso pessoal! (Eu já ouvi isso em algum lugar!). Até a próxima postagem sobre a rica e criativa, para não dizer inspiradora, década de 80 para o pop e o rock brasileiro.

Autor: Carlos Alberto de L. Anchieta

Desculpem a qualidade dos vídeos originais, pessoal. Eles tem entre 35 e 45 anos, qualidade, quase nenhuma. Mas eu só quero que vocês consigam ver e ouvir os artistas cantando. Curtam mais dos anos 70 em:



















sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O pop e o rock no Brasil

Salve, galera. Estou aqui, para comentar sobre a música brasileira nos últimos 60 anos. Confesso que ao pesquisar sobre o assunto, descobri muita curiosidade que eu, nem de longe, sabia. Mas como disse em uma postagem anterior, é a curiosidade que nos leva a aprender. Nessa primeira parte (sim, porque a história da música no Brasil é muito rica), vou comentar sobre os anos 50 e 60, onde começaram as músicas que embalaram multidões, pois antes disso, poucos eram os artistas que movimentavam milhares de fãs. Então vamos ao que interessa.

Anos 50

Nesta década, o início de tudo se deu com uma cantora de samba-canção, chamada Nora Ney. Você deve ter se perguntado: ''Samba? Mas o assunto não é rock?''. Sim, caros amigos e amigas do blog. Mas o Véio aqui vai explicar como tudo aconteceu.

Nora Ney gravou, em 1955, o considerado primeiro rock. ''Rock Around The Clock'' de Bill Haley & His Comets, que Nora gravou para a trilha sonora de um filme. Em uma semana a canção já estava em primeiro lugar nas paradas, mas Nora nunca mais gravou nada parecido, com exceção de ''Cansei de Rock'' (irônico, não?), em 1961.

Em 1957, foi gravado o primeiro rock com letra em português, ''Rock And Roll Em Copacabana'', gravado por Cauby Peixoto. Entre 57 e 58, artistas gravaram versões das músicas americanas, como ''Bata Baby'' (''Long Tall Sally'' de Little Richard), ''Até Logo, Jacaré'' (''See You Later, Alligator''), ''Meu Fingimento'' (''The Great Pretender'' do The Platters). Houve, ainda, um grupo que alcançou alguma fama em 1957, chamado Betinho & Seu Conjunto, que fez considerável sucesso com ''Enrolando o Rock''.

Mas os primeiros ídolos do rock nacional foram os irmãos Tony e Celly Campello, que lançaram o compacto Forgive Me / Handsome Boy, em 1958, que vendeu mais de 35 mil cópias. Mas quem estourou mesmo foi Celly, que em 1959 gravou uma versão, ''Estúpido Cupido'' (''Stupid Cupid'' composta por Neil Sedaka e gravada por Connie Francis em 1958), que chegou a vender mais de 100 mil cópias. Celly gravou outras músicas como ''Lacinhos Cor-de-Rosa'' e ''Banho de Lua'' (''Tintarella di Luna'' da cantora italiana Mina), que lhe renderam inúmeros prêmios e troféus, inclusive no exterior, e lhe deram o título de Rainha do Rock Brasileiro. 

Anos 60

A década começou com o surgimento de grupos instrumentais como The Jet Blacks, The Jordans, e The Clevers (mais tarde chamou-se Os Incríveis) e ainda, o cantor Ronnie Cord, que lançou o que seriam os ''hinos'' dos anos 60, uma versão da música ''Itsy Bitsy Weenie Yellow Polkadot Bikini'' (grande não?!) que ficou ''Biquini de Bolinha Amarelinha'' e ''Rua Augusta'', considerada uma música de rebeldia.

Surge, então, um jovem de 22 anos, capixaba de Cachoeiro de Itapemirim que, em 1963, emplacou dois grandes sucessos. Esse jovem se tornaria, mais tarde, o maior nome da música brasileira: Roberto Carlos, que neste ano atingiu o topo das paradas com uma versão de ''Splish Splash'' e ''Parei na Contra Mão''. Em 1964 (ano em que nasci), obteve mais sucesso com as músicas ''O Calhambeque'' (regravado nos anos 80 por Lulu Santos) e ''É Proibido Fumar'' (regravado nos anos 90 por Skank). 

Esse sucesso todo ocasionou uma nova onda musical e um programa de televisão chamado ''Jovem Guarda'', apresentado pelo ''Rei'' Roberto Carlos, pela ''Ternurinha'' Wanderléa e pelo ''Tremendão'' Erasmo Carlos. Sobrou para outro ídolo, na época, o título de ''Príncipe'' para o jovem Ronnie Von.

Outros nomes surgiram durante o tempo que o programa esteve no ar, como: Renato & Seus Blue Caps, Golden Boys, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Agostinho dos Santos, Eduardo Araújo, Sylvinha, Trio Ternura, entre tantos outros. 

Ouve espaço, também, para Os Mutantes de Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias, que faziam um rock psicodélico, junto com Liminha (que depois virou produtor musical) e Dinho Leme. Os Mutantes tiveram uma carreira grandiosa, com discos elogiados a partir de 1968 e, acreditem se quiser, chegando a influenciar até Kurt Cobain, do Nirvana.

Bem, galera, por enquanto é isso. Muito obrigado por curtirem o blog e até a próxima postagem com o que foi sucesso na década de 70. 

Autor: Carlos Alberto de Lemos Anchieta

Curtam mais dos anos 50 e 60 em:

















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