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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

DIRE STRAITS


Salve galera que curte o Blog Opinião do Véio! Estou aqui para comentar sobre uma das bandas que pode estar entre as mais importantes do mundo musical. Sim, porque sua curta trajetória não foi em vão, uma vez que se consagrou entre os chamados “monstros do rock”, apesar de muitas de suas músicas terem uma levada um quanto mais para balada (as chamadas músicas lentas).
Durante sua existência fez um estrondoso sucesso e conquistou milhões de fãs em todo o planeta. Vou ser bem sincero, o material que eu consultei para pesquisa é bem curto, pois a banda não foi daquelas que causou muita polêmica, ou que esteve rodeada de escândalos. Ao contrário, seus integrantes, na maioria das vezes eram bem discretos, e não eram chegados aos holofotes fora dos palcos.
Sei que o logo que está acima não é o oficial da banda, mas apenas uma abertura em forma de homenagem que estou postando para esse grupo.


DIRE STRAITS

Nascida em 1977, formada por Mark Knopfler (guitarra e vocais), seu irmão David Knopfler (guitarra), John Illsley (baixo) e Pick Withers (bateria), em uma época em que o punk rock reinava absoluto, decidiram ir contra as convenções do rock clássico, firmando-se em uma sonoridade mais leve, que agradou ao público, que já estava cansado do som superproduzido do rock dos anos 70.


Seu primeiro álbum, intitulado como Dire Straits, de 1978, fez sucesso inicialmente no Reino Unido, para depois se espalhar pelo resto da Europa e Estados Unidos. O single de maior sucesso desse álbum foi “Sultans Of Swing”.


O segundo álbum Communiqué foi lançado em 1979, onde o single “Lady Writer” foi o destaque.


Aumentando a complexidade

 Em 1980, a banda lançou seu terceiro álbum, Making Movies, dando início a arranjos mais complexos e produções que continuariam parecidas até o final do grupo. Este álbum trazia o single “Romeo And Juliet”, que se tornou um dos maiores sucessos da banda. Outro single deste álbum foi “Skateaway” e também marcou a saída de David Knopfler enquanto sua produção ainda estava acontecendo. David foi substituído por Sid McGinnis. Making Movies ainda contou com o tecladista Roy Bittan e foi produzido por Jimmy Iovine. Outro single (que toca até hoje) desse álbum foi “Tunnel Of Love”.


No quarto álbum, Love Over Gold, lançado em 1982 e primeiro produzido por Mark Knopfler, uniram-se ao grupo o tecladista Alan Clark e o guitarrista Hal Lindes. O single que se destacou deste álbum foi “Private Investigations”. Após o lançamento do álbum, o baterista Pick Withers deixou a banda para iniciar uma nova carreira no jazz. Seu substituto foi Terry Williams, que anteriormente tocou no Rockpile.


Em 1983 foi lançado o EP (Extended Play, que normalmente contém de 4 a 6 faixas) ExtendancEPlay, contendo o single “Twisting By The Pool”. Em 1984, a banda lançou um álbum ao vivo duplo Alchemy: Dire Straits Live.


Era Brothers In Arms

O álbum Brothers In Arms foi lançado em 1985, tornando-se, até então, o disco mais vendido do Reino Unido em todos os tempos. O álbum alcançou, também, o topo das paradas em dezenas de países, mundo afora, incluindo o Brasil. Desse álbum, destacam-se seis singles, que foram executados de maneira exaustiva nas rádios de todo o mundo.

O álbum que se tornou o mais vendido, na década de 80.

O primeiro single que se tornou um sucesso e foi número 1 nos Estados Unidos foi “Money For Nothing”, que conta com a participação de Sting, além de ter sido o primeiro videoclipe apresentado na MTV do Reino Unido. Algumas curiosidades sobre  “Money For Nothing”: quando estava compondo as letras para este álbum, Mark Knopfler ouviu dois funcionários de uma transportadora de mudança de móveis, falando que músicos ganhavam dinheiro fácil fazendo músicas, “dinheiro por nada (money for nothing)”, daí o nome e a inspiração para fazer a música e o clipe, no qual aparece em forma de desenho os dois trabalhadores dessa transportadora. E para ser a primeira música a tocar na MTV, nada melhor que Sting dizendo “Eu quero minha MTV (I want my MTV)” no início de “Money For Nothing”. Justo!

O single + videoclipe que abriu a era MTV.

Após “Money For Nothing”, seguiram-se os singles de “So Far Away”, “Brothers In Arms”, “Walk Of Life”, “Your Latest Trick” e por ultimo, “Why Worry”, que apesar de não ter entrado nas paradas, tocou e ainda toca muito nas rádios de pop rock.
Houve mudanças na formação da banda, com a adição do segundo tecladista Guy Fletcher e a saída de Hal Lindes durante as gravações, tendo sido substituído por Jack Sonni. Apesar disso, Hal permaneceu como integrante oficial da banda até o lançamento do álbum. Além disso, Terry Williams assumiu como baterista.
O sucesso comercial do disco foi ajudado pelo fato de ter sido um dos primeiros álbuns completamente gravado e produzido no então novo formato CD, levando admiradores da nova tecnologia a venerarem o álbum.
A turnê mundial da banda de 1985 - 1986 foi de sucesso fenomenal. Após tocar várias vezes no Wembley Arena, a banda também participou em 13 de julho de 1985, do Live Aid, projeto encabeçado pelo músico Bob Geldof, que criou o Band Aid, formado por vários músicos ingleses (menos o Queen, como vocês poderão ver nos meus comentários sobre a banda) para ajudar através da venda desse single e transformar as vendas em um projeto social para os povos famintos da Africa, a exemplo do projeto americano encabeçado por Michael Jackson e Lionel Richie, o U.S.A. For Africa.

O logotipo do Live Aid, uma guitarra com a forma do continente africano.

No Live Aid, a banda tocou “Money For Nothing” com a participação de Sting, nos vocais, que ajudou na composição da música. A turnê terminou no Entertainment Centre em Sydney. O sucesso do disco e a participação no Live Aid tornaram o Dire Straits na banda que mais vendeu durante a década de 80.

Era Pós Brothers In Arms

Em 1986, após o final da turnê de divulgação do álbum Brothers In Arms, a banda ficou um bom tempo fora da mídia e Mark Knopfler dedicou-se a projetos solos, além de trilhas sonoras. O grupo reuniu-se novamente para o concerto de aniversário de 70 anos de Nelson Mandela, em 1988, que contou com outras grandes participações como Bee Gees, Phil Collins, Eric Clapton, entre outros. No mesmo ano, Terry Williams deixou a banda.


Após Mark Knopfler ter trabalhado e participado da turnê com o Notting Hillbillies, o Dire Straits reuniu-se novamente em 1990. O resultado foi o último álbum de estúdio da banda, On Every Streets, de 1991, com sucesso e críticas moderadas. Destacam-se deste álbum, os singles “Calling Elvis” e “Heavy Fuel”. A turnê mundial de 1991 – 1992 não foi tão bem sucedida quanto a anterior. Em 1993, foi lançado o álbum ao vivo On The Night, documentando a turnê, e no mesmo ano, lançaram o EP Encores,utilizando a mesma capa do álbum ao vivo, somente trocando a cor.

O álbum ao vivo de 1993.

FIM DA BANDA

Seguindo o lançamento de Live At BBC, uma coletânea de gravações ao vivo de anos anteriores, a banda terminou sem alardes, em junho de 1995, após Mark Knopfler dizer que não queria mais grandes turnês, partindo para um trabalho em tempo integral em seu trabalho solo e trilhas sonoras de filmes, enquanto os outros integrantes partiram, cada um para sua própria carreira, seja solo ou em outras bandas.

Live At The BBC, de 1994.

CURIOSIDADES SOBRE A BANDA

- O videoclipe de “Money For Nothing” foi o primeiro a ser exibido pela MTV europeia e o mais exibido pela MTV americana até os dias de hoje.
- A banda se chamava inicialmente Café Racers. Ao observar as condições precárias do grupo, um amigo do então baterista Pick Withers fez uma piada sugerindo que a banda deveria se chamar “Dire Straits”, que em inglês é uma gíria usada para designar algo ou alguém em situação financeira muito ruim. A sugestão foi aceita com bom humor pelos integrantes, que adotaram o nome dali para a frente. Hoje em dia, o nome soa muito irônico, visto que o Dire Straits se tornou uma das bandas mais rentáveis e bem sucedidas da história da música, e seu líder, Mark Knopfler, um dos artistas mais ricos do mundo.
- O grupo foi em 1985, um dos responsáveis pela divulgação e disseminação do então novo e revolucionário formato de áudio digital, o Compact Disc. A Phillips, criadora do CD, era patrocinadora da mega-turnê da banda naquele ano e usou o grande sucesso comercial do disco Brothers In Arms para alavancar a popularidade do novo formato.
- O álbum Brothers In Arms foi um dos primeiros discos a ser inteiramente gravado pelo sistema digital e o primeiro CD da história a vender 10 milhões de cópias. Dizia-se na época, que existiam mais CDs do Dire Straits que players para tocá-los.
- Para o encerramento da turnê Brothers In Arms, em abril de 1986, foram programadas cinco apresentações na Austrália. Em alguns dias de venda a demanda por ingressos exigia mais 15 apresentações extras. Mark Knopfler teve de ir a redes de TV locais pedindo para que parassem de comprar ingressos, pois estavam cansados pela longa turnê e tinham que voltar para casa.
- O álbum Brothers In Arms ganhou os seguintes prêmios: Grammy Awards de 1986 por Melhor performance de rock por banda ou dupla por       “Money For Nothing”; Grammy Awards de 1986 por Melhor engenharia de gravação, não clássica; Juno Award por Disco internacional do ano; MTV Awards por Melhor vídeo de banda, por “Money For Nothing”; MTV Awards por Video do ano por “Money For Nothing”; BRIT Awards por Melhor disco britânico; Grammy Awards de 1987 de Melhor vídeo musical pela faixa-título; Grammy Awards 2006 por Melhor disco em som surround para seus produtores de som surround para Brothers In Arms – 20th Anniversary Edition.

A capa do EP e do single Encores, de 1993.

Bem galera, isso era tudo o que eu tinha para comentar. Ah! E a propósito, como a maioria dos fãs de banda de rock gosta das versões ao vivo, eu postei cada um dos seus destaques (sim, porque se for postar todas as músicas de cada banda ou cantor que eu posto no Blog, não acabo nunca!) nas duas versões: a original e a ao vivo. Espero que gostem de mais essa postagem e continuem curtindo o Blog, que é feito especialmente para quem gosta de boa música. Até a próxima postagem, onde comentarei sobre o fenômeno PINK FLOYD. Curtam mais de Dire Straits em:



























































quinta-feira, 28 de julho de 2016

PRINCE - PARTE 2

O símbolo que tornou o nome de Prince impronunciável. 
Olá, pessoal que curte o Blog do Véio! Tudo bem? Bom ter vocês aqui para ver meus comentários sobre a vida de um artista (senão daquele que ficou conhecido como O Artista) que além se sua criatividade e sexualidade aflorada, teve uma carreira cheia de altos e baixos, mas com grandes picos de sucesso. Gostaria de informar, também, que esta postagem está saindo depois da primeira parte da carreira da banda Toto, por total e acidental parte minha, que acabei deletando sem querer do Blog. Desculpem aí e vamos continuar curtindo a vida e obra de Prince Rogers Nelson.



AFASTAMENTO E INTROSPECÇÃO (1994 – 2003)

Em 1994, a atitude de Prince com relação à sua produção artística passava por uma mudança muito grande. Ele fez álbuns continuadamente, como forma de escapar de suas obrigações contratuais com a Warner. Ele acreditava que a gravadora tentava limitar sua liberdade artística, o obrigando a lançar álbuns em grande velocidade. Ele também culpou a Warner pelo fraco desempenho comercial do Love Symbol Album, alegando que não foi promovido o suficiente pela Warner. 



Foi a partir desta euforia que o até então cancelado The Black Album foi lançado oficialmente, cerca de sete anos depois de sua gravação inicial. Em seguida, a Warner atendeu aos desejos de Prince para lançar um álbum de inéditas, que se chamou Come. Come, quando foi finalmente lançado, confirmou todos os temores da Warner. Tornou-se um dos álbuns de Prince mais fracos em vendas até hoje, que com sufoco, vendeu 500 mil cópias. Mais frustrante ainda, foi o fato de que Prince insistiu em colocar na capa do álbum “Prince 1958 – 1993”.



Em 1995, Prince lançou The Gold Experience, que emplacou um único sucesso “The Most Beautiful Girl In The World”, que não serviu de modelo para outros lançamentos, que vieram depois. A Warner ainda resistiu ao lançar The Gold Experience, temendo baixas vendas e alegando “saturação de mercado” como defesa. Quando foi finalmente lançado, em setembro de 1995, The Gold Experience não vendeu bem e estava fora de circulação, embora tenha atingido o Top 10 da Billboard 200 e o melhor álbum de Prince desde Sign O’ The Times (de acordo com a mídia).



Seu álbum seguinte Chaos And Disorder foi o último pela gravadora Warner Bros. Livre das obrigações contratuais, lançou ainda em 1996, o álbum Emancipation. No Dia dos Namorados (14 de fevereiro, fora do Brasil) de 1996 Prince se casou com Mayte Garcia, uma dançarina de sua banda. Em 1997 nasceu seu filho, mas que infelizmente morreu após o nascimento, vítima de Síndrome de Pfeiffer (anomalia que afeta um a cada 100.00 bebês que nascem, normalmente com defeitos no crânio, tipo acefalia e outros defeitos transmitidos de pais para filhos, causando mutações). Este trágico acontecimento desencadeou problemas conjugais, que levaram a anulação de seu casamento em 1998.
Ainda em 1997, Prince aproximou-se do baixista Larry Graham, um dos seus ídolos de infância, com perguntas sobre sua fé como Testemunha de Jeová. Em uma entrevista feita depois disso, Graham afirmou que Prince tinha necessidade de respostas bíblicas e conselhos, e que ele estava feliz em responder. E. 2003 Prince foi batizado como Testemunha de Jeová, religião da qual foi membro ativo, inclusive divulgando suas crenças ‘de casa em casa’, até sua morte em abril de 2016. Em uma de suas últimas entrevistas na televisão americana, ele declarou respeito aos políticos, sem se envolver em eleições, defendendo claramente o “Reino de Jeová Deus” como única solução para os problemas da humanidade.



Em 1999, Prince assinou novamente com uma grande gravadora, desta vez com a Arista Records (BMG), para lançar um novo álbum, Rave UN2 The Joy Fantastic. Em uma tentativa de fazer de seu álbum novo um sucesso, Prince realizou mais entrevistas do que em qualquer outra época de sua carreira, aparecendo no Total Request MTV ao vivo, Larry King Live (com Larry Graham) e outros meios de comunicação. No entanto, Rave UN2 The Joy Fantastic não conseguiu um bom desempenho comercial. Alguns meses antes, a Warner também tinha lançado The Vault: Old Friends 4 Sale, uma coleção de material inédito gravado por Prince ao longo de sua carreira e o último lançamento de seu contrato com a Warner.



O show por pay-per-view Rave UN2 The Year 2000 foi transmitido em 31 de dezembro de 1999. O show contou com aparições de muitos músicos convidados, incluindo Lenny Kravitz, George Clinton, Jimmy Russell e The Time. Foi lançado em vídeo no ano seguinte, um álbum de remixes, Rave In2 The Joy Fantastic (em oposição a “UN2”) foi lançado exclusivamente pela Internet através do NPG Music Club em abril de 2000.
Em 16 de maio de 2000, Prince deixou de usar o símbolo impronunciável como nome e voltou a usar “Prince” novamente, depois que seu contrato com a Warner / Chappell terminou. Em entrevista à imprensa, ele afirmou que, depois de ser libertado de relações indesejáveis associados com o nome “Prince”, ele garantiu que voltou a usar seu nome real. Prince utilizou frequentemente o símbolo como um logotipo nas capas de seus álbuns, bem como uma guitarra com o formato desse mesmo símbolo.
Por vários anos após o lançamento de UN2 Rave The Joy Fantastic, Prince liberou novas músicas, através de seu serviço de assinatura de Internet, o NPGOnlineLtd.com (mais tarde NPGMusicClub.com).



Prince foi imensamente influenciado por jazz em dois álbuns que estavam disponíveis comercialmente em lojas: Rainbow Children, de 2001 e N.E.W.S, de 2003, que foi um registro instrumental nomeado para o prêmio Grammy de Melhor Álbum Pop Instrumental. 



Outro álbum que foi fortemente influenciado pelo jazz foi Xpectation, lançado em 2003 via download para os membros do NPGMusicClub. 



Em 2002, Prince lançou seu primeiro álbum ao vivo, One Nite Alone ... Live!, que apresentou performances da turnê One Nite Alone. Uma caixa com três CDs, que também incluiu um disco “bônus” com a música intitulada “It Ain’t Over!”, que falhou nas paradas. Durante esse tempo, Prince procurou dar mais atenção aos fãs via NPGMusicClub, como vídeos de ensaio, “comemorações” em Paisley Park (sua mansão) onde fãs foram convidados para passeios, entrevistas, debates e shows. Alguns desses debates com os fãs foram filmados para um documentário inédito, dirigido por Kevin Smith. 

Como você deve ter observado, dentro dessa caixa cabem os três CDs que contém essa gravação ao vivo.

 VOLTA POR CIMA (2004 – 2005)

Em 08 de fevereiro de 2004, Prince se apresentou no Grammy Awards com Beyoncé. Em uma performance que abriu o show, Prince e Beyoncé cantaram uma mistura de “Purple Rain”, “Baby, I’m a Star”, “Let’s Go Crazy”, dele e “Crazy in Love” de Beyoncé, recebendo críticas positivas. No mês seguinte, Prince foi indicado ao Rock And Roll Hall of Fame. O prêmio foi entregue a ele por Alicia Keys, juntamente com Big Boi e Andre 3000, do OutKast.



Em abril de 2004, Prince lançou Musicology através de um contrato com a Columbia Records. O álbum foi o primeiro das paradas em cinco países, incluindo os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Austrália, sendo que o sucesso nas paradas americanas se deveu ao fato de que o CD foi incluído como um brinde na compra dos ingressos da turnê de mesmo nome do álbum.
Nesse mesmo ano, a revista Rolling Stone nomeou Prince como o músico que mais ganhou dinheiro no mundo, com uma renda anual de U$ 56,5 (cinquenta e seis milhões e quinhentos mil dólares), em grande parte devido à sua turnê Musicology, que a Pollstar classificou como um dos melhores show nos Estados Unidos. Prince teve uma impressionante marca de 96 concertos, sendo que o preço médio do ingresso para um show foi de 61 dólares americanos.
Ressaltando ainda mais o sucesso de Musicology, Prince ganhou dois Grammy, Melhor Vocalista Masculino de Rhythm & Blues por “Call My Name” e Melhor Vocal Performance Por Rhythm & Blues Tradicional para a faixa título. Musicology foi também nomeado para Melhor Performance Vocal Pop Masculino. Musicology se tornou o álbum de Prince mais bem sucedido comercialmente desde Diamond And Pearls

Ainda em 2004, Prince lançou mais dois álbuns, ambosclaro, pela NPGMusicClub . O primeiro volume chamou-se The Chocolate Invasion.


Também em 2004, saiu o segundo volume chamado de The Slaughterhouse.



Em 2005, a Rolling Stone também classificou Prince como o 27º melhor artista de todos os tempos.
No rescaldo do furacão Katrina que devastou a cidade de Nova Orleans, em 29 de agosto de 2005, Prince gravou duas novas músicas, “SST” e a instrumental “Brand New Orleans”, gravadas na madrugada de 02 de setembro, em Paisley Park. Essas músicas foram rapidamente distribuídas ao público através da NPGMusicClub, e “SST” mais tarde vendida pelo iTunes, onde atingiu o número 1 nas paradas de Rhythm & Blues. Em 25 de outubro, a Sony Records lançou uma versão do single em CD.

Planet Earth, de 2007

Em 2007 lançou o CD Planet Earth, do qual no lançamento ofereceu-se três milhões de cópias com a edição de 15 de julho do jornal britânico Mail On Sunday. Ainda em 2007, Prince fez o tradicional show de intervalo da final da NFL (Liga Norteamericana de Futebol), o Superbowl. O show é considerado um dos melhores da história do torneio.
 Após Planet Earth, Prince lançou somente em 2009, o álbum, também pela internet, chamado LotusFlow3r.


Em 2010, Prince lançou um álbum com o sugestivo nome de 20Ten.



Após 2010, Prince deixou os fãs sem um novo álbum pelo período de quatro anos, até que lançou dois álbuns em sequência, talvez para compensar esse intervalo. O primeiro álbum foi Plectrumelectrum.


No mesmo ano, ele lançou Art Official Age.



Aproximadamente um ano antes de sua morte, Prince deixou um álbum oficial, chamado HITnRUN Phase One.




E, encontrei na internet a capa de um segundo volume, mas não tenho nenhuma informação oficial sobre isso.



MORTE E LEGADO

Prince faleceu em casa, no dia 21 de abril de 2016, uma semana após ser hospitalizado com sintomas de gripe. Morreu em consequência de uma “overdose” de analgésico opióide Fentanil. Os analgésicos opióides  são substâncias derivadas do ópio e, portanto, estão incluídos na classe dos opioides - grupo de fármacos que atuam nos receptores opioides neuronais. Eles produzem ações de insensibilidade à dor (analgesia) e são usados principalmente na terapia da dor crônica e da dor aguda de alta intensidade. Produzem em doses elevadas euforia, estados hipnóticos e dependência e alguns (morfina e heroína) são usados como droga recreativa de abuso.



A E! News, escreveu sobre Prince: “Prince Rogers Nelson era mais do que um músico, mais do que um compositor, mais do que um vencedor do Grammy, Globo de Ouro e Oscar. Ele era um artesão genuíno, com músicas híbridas de R&B, soul, funk, rock e hip-hop, que não soam igual a nada que já existiu antes.”
Para Alan Correia, da revista Universo AA, Prince foi “Emblemático, icônico, criativo.  Desafiou padrões estéticos e sexuais com seu estilo autêntico e excêntrico. Tudo isso, somado a um estilo único e inconfundível, fizeram de Prince um ícone cultural, o único que competia páreo a páreo com Michael Jackson em uma época em que ele se consagrou como Rei.”
O legados na moda foram assim descritos por Vivian Whiteman, da revista M de Mulher: “O visual de Prince sempre foi um ponto central em sua performance. Dos looks caricatos, cheios de brilho, colantes de leopardo, casacos de pele e rendas, meio cafetão meio glam dândi, à afrontosa capa de Lovesexy (em que ele aparece nu como uma fadinha sentado em uma flor), passando pelo momento em que substitui sua foto e seu nome por um símbolo impronunciável, também chamado de o símbolo do amor”.

Segundo a revista Veja, “seja pela genialidade ou pela atitude na década de 1980, Prince construiu uma carreira comparável à de nomes como David Bowie, Michael Jackson e Madonna. Porém, ao contrário dos colegas, o músico manteve uma relação conturbada com sites de streaming e vídeos como Spotify e YouTube, o que o prejudicou e, na era da música online, ofuscou seu legado para novas gerações”.

Bem galera, isso era o que eu tinha para comentar sobre a carreira musical de Prince Rogers Nelson, ou somente Prince, ou quem sabe o símbolo impronunciável, ou O Artista como ele mesmo se referia. Independente das polêmicas ou escândalos que uma pessoa possa se envolver, o que conta é o seu trabalho e isso Prince teve de sobra o que deixar para fãs ou ouvintes esporádicos, críticos ou apreciadores, amantes de sua música ou para quem simplesmente torce o nariz quando se fala dele. Fiquem com mais de Prince em:




































TOTO - PARTE 2

Olá galera que está curtindo o Blog do Véio! Estou aqui para comentar sobre a carreira e a obra dessa banda que, como disse na postagem anterior, invadiu as FMs pelo mundo afora e colocou um bocado de melodias dentro de nossos cérebros, com refrões que grudavam e não saiam, mas que no fundo nós gostávamos. Sem querer ofender aqueles que gostam dos estilos que estão tocando nas FMs brasileira (samba, pagode, sertanejo universitário, funk e outros afins), existem rádios que tocam alguma coisa boa, ainda.
Não sou um estacionário do tempo (como alguns devem pensar), que curte o tempo todo as músicas que foram lançadas nas décadas de 70, 80 e 90. Muito ao contrário, estou sempre ligado no que tocam as rádios FMs atualmente, curto baladas (a famosa música lenta), rock (não tão "heavy"), reggae (gosto demais), pop, drum & bass, dance, deep house (adoro), trance, trance house (psy) e outros derivados. Mas vejam bem, só aquilo que realmente possa dizer que é bom. Assim era nas décadas citadas acima, pois se lançava mais coisas boas do que porcarias. E foi nessa época que se alicerçaram algumas bandas e cantores como o Toto, que agora irei comentar a segunda parte sobre a história dessa banda, seus sucessos, seus fracassos e suas tragédias, aliás, como todo ser humano vivencia.



KINGDOM OF DESIRE e MORTE DE JEFF PORCARO

Novamente sem um vocalista, o guitarrista Steve Lukather assumiu os vocais, e a banda gravou KINGDOM OF DESIRE pela Columbia Records. O que aconteceu logo após isso foi a tragédia da morte de Jeff Porcaro em 05 de agosto de 1992. Jeff sofreu uma reação alérgica a um pesticida usado em seu jardim. 

Jeff Porcaro, baterista.

A banda quase acabou por causa desse acontecimento, mas a família do músico insistiu que a banda continuasse. Simon Phillips foi o único baterista contratado para substituí-lo, uma vez que Jeff Porcaro gostava dele, e porque Lukather já havia trabalhado com Simon numa turnê anterior com Santana e Jeff Beck no Japão, em 1986. O Toto entrou em turnê em memória de Jeff. Em 1993, lançaram o álbum ao vivo Absolutely Live. Desde 1991, Steve Lukather assumiu a maioria dos vocais, até o retorno de Bobby Kimball em 1998 (Ele voltou!!!!).
No final da turnê, a banda apresentou um show em tributo a Jeff Porcaro em Los Angeles, em 14 de dezembro de 1992. Entre os músicos convidados estavam Don Henley, Eddie Van Halen, Donald Fagen, Walter Beck, Boz Scaggs, James Newton Howard, Michael McDonald, Richard Marx, além de uma participação especial de George Harrison.

Simon Phillips

SIMON PHILLIPS e TAMBU
Em 1995, a banda lançou Tambu, seu primeiro álbum com Simon Phillips. Diferente do som anterior da banda, que apresentou uma abordagem mais orgânica (Seja lá o que isso queira dizer!!!) Foram lançados os singles “I Will Remember”, “Drag Him To The Roof” e “The Turning Point”, mas o álbum não vendeu satisfatoriamente nos Estados Unidos. No entanto, a turnê se mostrou bem sucedida, apesar de não ter se apresentado nos Estados Unidos. Simon Phillips sofreu problemas de coluna, sendo substituído por Gregg Bissonette na primeira parte da turnê, no fim de 1995.


O RETORNO DE BOBBY KIMBALL
O ano de 1997 marcou o vigésimo aniversário do grupo e, em comemoração, David Paich e Steve Lukather passaram a revisar fitas másters antigas para uma gravação especial de músicas não lançadas. Em 1998 lançaram Toto XX 1977 - 1997, que incluía o single “Going Home”. Como eu brinquei em alguns momentos, pedindo a volta de Bobby, mas era porque ninguém se fixava e encaixava no perfil da banda e, apesar de não conhecer a história toda da banda, eu estava certo!! 

O retorno de Bobby Kimball

Entraram em uma pequena turnê promocional com os antigos integrantes Bobby Kimball, Steve Porcaro e Joseph Williams. Após os shows, Bobby Kimball reassumiu seu posto, após quatorze anos. A banda lançou Mindfields no começo de 1999 e embarcou na turnê Reunion, apresentando-se nos Estados Unidos após seis anos. O álbum incluiu os singles “Melanie”, “Cruel” e “Mad About You”. O álbum ao vivo Livefields também foi lançado posteriormente. Apesar da turnê ter terminado em 2000, algumas apresentações ainda ocorreram no ano seguinte.


O 25º ANIVERSÁRIO
Em 2002, em celebração ao 25º aniversário, o Toto lançou Through The Looking Glass, um álbum de tributo às influências musicais da banda, como Bob Marley, Steely Dan, George Harrison e Elton John. Dois singles foram lançados, “Could You Be Loved” de Bob Marley e “While My Guitar Gently Weeps”, dos Beatles. O álbum não foi um sucesso comercial, mas a partir dele houve material suficiente para uma turnê comemorativa entre 2002 e 2003. Após a turnê, a banda lançou um álbum ao vivo e um DVD.


A ENTRADA DE GREG PHILINGANES e 
A SAÍDA DE DAVID PAICH
A partir de junho de 2003, perto do final da turnê comemorativa, o tecladista deixou os palcos para se dedicar a um familiar que estava doente. Conhecido por seu senso de humor, Steve Lukather lançou um boato falso de que Paich estava se preparando para uma mudança de sexo, passando a se chamar “Davida”. A história foi publicada no site oficial da banda e comentada internacionalmente. Essa notícia não foi muito bem recebida e o boato foi removido e Lukather se desculpou pelo ocorrido. O tecladista Greg Philinganes preencheu o lugar de Paich no restante da turnê.
Em 2004, a banda começou uma pequena turnê mundial, com aparições esporádicas de David Paich, sendo novamente substituído por Greg quando ausente. Em 2005, Greg foi convidado a se tornar integrante oficial do grupo, e David acabou também se despedindo das turnês. David continuou como integrante do grupo, mas somente nas gravações e produções da banda.

FALLING IN BETWEEN e FALLING IN BETWEEN LIVE
No início de 2006, o Toto lançou Falling In Between, seu primeiro álbum de inéditas desde 1999. Este álbum apresentou um trabalho extensivo no teclado de Steve Porcaro, e um dueto com Joseph Williams no primeiro single, “Bottom Of Your Soul”. O álbum recebeu críticas positivas, tanto da mídia quanto dos fãs. Após o lançamento, a banda entrou numa grande turnê mundial em 2006, continuando em 2007 para a segunda parte. Em 2007, a banda contou com Leland Sklar substituindo Mike Porcaro nos baixos, por causa de problemas de saúde. O álbum duplo Falling In Between Live foi lançado pela Eagle Records, para comemorar a turnê.

FIM DA BANDA e REFORMULAÇÃO TEMPORÁRIA
Após boatos, em 05 de junho de 2008, Steve Lukather anunciou em seu site pessoal, o fim da banda. Em 05 de abril, a banda havia se apresentado pela última vez, em Seul.  Nos 31 anos de existência, a banda vendeu trinta milhões de cópias de seus álbuns.
Em 26 de fevereiro de 2010, foi anunciado que a banda estava se reunindo para uma breve turnê de verão na Europa, para ajudar Mike Porcaro, que foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (doença neurodegenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração dos neurônios motores, as células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos). A formação da banda para estes shows, contou com David Paich, Steve Lukather, Steve Porcaro, Simon Phillips, Joseph Williams e o baixista Nathan East, como músico convidado.
Mike Porcaro

AS MORTES DE FERGIE FREDERIKSEN e MIKE PORCARO
Em 18 de janeiro de 2014, foi postado o seguinte texto na página oficial de Fergie Frederiksen: “É com muito pesar que eu anuncio a vocês, que meu irmão do peito, Fergie Frederiksen, faleceu hoje. Ele não teve dor, seu legado sobreviverá!
Embora o autor não tenha comentado a causa da morte na postagem, já havia algum tempo que Fergie lutava contra um câncer terminal.
Em 15 de março de 2015, aos 59 anos, em decorrência de esclerose lateral amiotrófica, morreu Mike Porcaro. A notícia foi confirmada por seu irmão e colega de banda, Steve Porcaro, no Tweeter. Mike deixou a banda em 2007, devido aos sintomas físicos da doença.
A VOLTA DA BANDA
Lançado em 15 de março de 2015, Toto XIV é o 13º álbum de estúdio lançado pela banda , embora contado como o 14º, pois como explicou Steve Lukather, em dezembro de 2014: “A banda contou todos os álbuns e devido a isso , o álbum Toto XX 1977 - 1997, de 1998, embora não seja um álbum de estúdio, mas uma coletânea de músicas inéditas mais antigas, foi contado esse álbum também, tornando-se assim Toto XIV o 14º álbum”. 
O álbum marca o retorno de Joseph Williams nos vocais , Steve Porcaro nos teclados e David Hungate no baixo. Toto XIV é o primeiro álbum com Keith Carlock na bateria, substituindo Simon Phillips, o sucessor do baterista e integrante original, Jeff Porcaro que morreu em 1992. Este também é o primeiro álbum de estúdio desde Toto IV, de 1982 que não apresenta o baixista Mike Porcaro , que morreu cinco dias antes do lançamento do álbum.


A RECEPÇÃO DE TOTO XIV
O álbum gerou críticas mistas, algumas dizendo que: “Não compartilhavam com esse clássico do rock, que nem tudo era brilhante”. Outras que A primeira metade do álbum era furioso, contendo conotação sócio-política, como nas músicas Holy War”, “Running Out Of Time”, “21st Century Bluese Unknown Soldier”.
Outro crítico disse: "Conclui-se que a banda não está vivendo do passado, nem têm como negar, pois eles estão aceitando todas as suas fraquezas, fracassos, todos sabendo que são bons naquilo que sabem fazer bem, pois são profissionais virtuosos e fizeram um disco que reflete o que esses roqueiros têm visto e aprendido em seus 40 anos no negócio."
 Encontrei essa postagem em um blog que falava sobre o novo álbum de Toto: "A julgar pelo vídeo promocional do disco, que chegará ao comércio em março, a empolgação e o bom humor foi o mote dos depoimentos. Perto de completarem quatro décadas, o Toto optou – especialmente nos últimos 20 anos – por discos com sonoridades acessíveis, mas com alto grau de sofisticação na produção, afastando-o do som mais elaborado produzido especialmente na década de 80".

Como vocês devem ter observado, eu iniciei esta postagem com a nova logomarca de 2015 da banda, como a que está na capa do álbum acima. 
Bem pessoal, por aqui encerro a história dessa banda, que se não foi uma das maiores, com certeza, deixou bem marcada sua trajetória, com erros e acertos, fracassos e sucessos, afinal, estamos sempre em busca de vitória na carreira que escolhemos. Como eu disse acima no texto, vou colocar uma música dos anos 2000 que sampleou Toto, mais especificamente a música "I Won't Hold You Back", só para que vejam que nem tudo se cria, mas muito se copia! Coloquei as três versões (a original, os remakes house e deep house) antes do final, mas na primeira parte, eu postei um vídeo desta mesma música, só que ao vivo. Depois dessas versões fora do estilo da banda, ainda adicionei as músicas novas deles. Vejam mais de Toto em:

















































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