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domingo, 18 de setembro de 2016

O Outro Lado do Pink Floyd - Parte 2 de 5


Olá galera que está curtindo a história da banda Pink Floyd e por tabela o Blog Opinião do Véio! Sejam bem vindos para curtir a segunda parte da história desta banda que teve uma existência de cinco décadas, onde nos trouxe muitas músicas que gostamos e curtimos até hoje.
Era do Estouro: 1971 – 1975
Durante esse período, o Pink Floyd se distanciou da cena psicodélica e se tornou uma banda distinta, até difícil de se classificar. Os estilos divergentes dos principais compositores (Gilmour, Waters e Wright), se misturaram confusamente em uma sonoridade única. Essa era contém o que muitos consideram haver dois álbuns considerados obras-primas da carreira da banda, The Dark Side Of The Moon e Wish You Were Here.
O som se tornou mais trabalhado e com colaboração de todos, incluindo letras filosóficas e linhas de baixo mais aparentes de Waters, estilo único de guitarra de blues de Gilmour e assustadoras melodias de teclados e texturas harmônicas de Wright. Gilmour foi o vocalista dominante deste período, e contribuições de corais femininos e o saxofone de Dick Parry, se tornaram parte do estilo da banda.
O som fora do tom e duro do começo da carreira da banda, abriu caminho para um som bastante suave e calmo, que chegou ao máximo em “Echoes”. Este álbum intitulado Meddle, que ilustrava a capa, um ouvido reverberando sons de ecos, continha ainda a clássica instrumental “One Of These Days” que foi tocada pela banda  durante toda a carreira, e a famosa “Fearless” citando o trecho “You’ll never walk alone” pela torcida do time de futebol inglês, Liverpool.
Esse período marcou o fim da era verdadeiramente colaborativa da banda, porque depois de 1973, a influência de Waters se tornou cada vez mais dominante musicalmente e nas letras. A última composição creditada por Wright e última participação como vocal principal num álbum de estúdio até Division Bell, de 1994. É desse período as músicas “Shine On You Crazy Diamond” e “Time”.
Os créditos por letras de Gilmour também diminuíram gradualmente e com frequência, até a saída de Roger Waters em 1985, embora ele tenha continuado a fazer a voz principal e escrever músicas durante o período. Os últimos laços com Barrett estão presentes em Wish You Were Here, cuja música principal, “Shine On You Craz Diamond”, foi escrita como tributo e elogio à Syd Barrett.



A sonoridade da banda foi consideradamente mais focalizada em Meddle (1971), com a música épica de 23 minutos, “Echoes”, tomando todo o lado B do álbum. “Echoes” é uma música leve de rock progressivo com longos solos de guitarra e teclado, e uma longa seção intermediária consistindo praticamente só de sintetização musical produzida por guitarras, órgãos e sintetizadores, complementada por um pedal wah wah de guitarra ao contrário.
Conseguiu-se dessa forma, algo que soava como samplers de albatrozes, descrito por Waters como um “poema sônico”. Meddle foi considerado por Nick Mason como “o primeiro álbum real do Pink Floyd. Ele introduziu a ideia de um tema a que o álbum pode ser voltado”. O álbum teve som e estilo  bem sucedidos na época em que foi lançado, mas não teve a presença da orquestra que foi notável em Atom Heart Mother. Meddle também inclui a atmosférica “One Of These Days”, uma música muito utilizada nos concertos, apresentando uma única linha de voz de Nick Mason (“One of these days, I’m going to cut you into little pieces”), slide guitar distorcida e com estilo de blues e uma melodia que, em certo momento, se esvai em um pulso sintético, citando o tema de uma clássica série de TV, Doctor Who.
O sentimento melancólico dos outros três álbuns que se seguiram, está bastante presente em “Fearless”. Essa faixa mostra influência de folk e contém uma substancial slide guitar em “A Pillow Of Winds”, uma das únicas músicas acústicas do Pink Floyd que lidam com amor.



O papel de Waters como compositor começa a tomar forma com sua “San Tropez”, em estilo de jazz, que ele trouxe praticamente completa para a banda.Meddle foi recebido entusiasticamente por críticos e fãs e alcançou o 3º lugar nas paradas britânicas. Nos Estados Unidos não passou do 70º lugar. De acordo com Nick Mason, isso foi em parte porque a Capitol records não promoveu o álbum com publicidade suficiente. Hoje, Meddle resiste como um dos mais aclamados trabalhos da banda.
Em 1972, foi lançado Obscured By Clouds, como trilha sonora para o filme La Valle, outro filme independente de Barbet Schroeder. Foi um dos álbuns da banda que chegou ao Top 50 nos Estados Unidos, onde alcançou o 4º lugar e no Reino Unido chegou ao 1º lugar. Embora Mason tenha descrito o álbum anos depois como “sensacional”, ele foi pouco aclamado pelos críticos.



(Deixe-me fazer um grande parêntese. Não sou especialista em detalhes técnicos musicais, apenas aprecio boa música. Na maioria das vezes em que eu li que os álbuns do Pink Floyd foram aclamados pelos críticos, a vendagem foi baixa. Sem desrespeitar, de maneira alguma, aos críticos, mas quando a música é boa, ela deve ser valorizada, sim, por seu todo. Mas quando você ouve aquela música que te impressiona, te faz viajar pelo tema e pelos arranjos melódicos, isso faz com que você queira adquirir aquela preciosidade. Imagina se o álbum recorre nesse mesmo patamar, onde uma música é mais bela que a outra, aí você quer comprar o álbum.
É isso que acontece com um fã de uma banda, ele se encanta com o que ele ouve e se torna um seguidor. Por favor, não me crucifiquem fãs do Pink Floyd. Não me julgo fã de banda ou cantor(a) nenhum. Sou apenas um grande admirador do trabalho de muitos. Como admiro imensamente muita coisa que o Pink Floyd faz. Para vocês terem uma ideia, assisti ao filme The Wall cinco vezes, no ano em que ele foi lançado. Tinha o LP duplo deles em mãos (claro que não era meu, mas o gravei inteiro em fitas K-7). E para finalizar, essa grande admiração que as pessoas criam em torno de um artista, recai em vendas. E com a quantidade enorme de pessoas adquirindo a obra de um artista, resulta em sucesso comercial e isso nem sempre é bem visto pelos críticos, pois a opinião deles não influenciou em um fracasso ou um sucesso deste artista. E é a massa popular quem eleva um artista ou o esquece no anonimato. O artista vive de quem adquire seu trabalho, vai aos seus shows, não do que a crítica vai dizer dele. Bem, continuando...).
As letras de “Free Four”, a primeira música do Pink Floyd a tocar razoavelmente nas rádios dos Estados Unidos, introduziram os pensamentos da morte do pai de Waters na Segunda Guerra Mundial, o que se repetiria nos álbuns seguintes. Outras duas músicas do álbum, “Wot’s... Uh The Deal” e “Chilhood’s End”, também lidaram com temas que voltaram a ser usados em álbuns futuros, que se tornariam mais comuns na era liderada por Roger Waters. Além de solidão e desespero, outros temas recorrentes que também seriam trabalhados bastante no próximo álbum, como fixação na vida, morte e a passagem do tempo.
Childhood’s End”, também inspirada no livro de Arthur C. Clarke, de mesmo nome, foi a última contribuição de letra de Gilmour por 15 anos. O álbum foi, de modo geral, diferente em estilo de Meddle, e às vezes até considerado como folk-rock, blues-rock e levada de piano soft-rock: “Burning Bridges”, “The Gold It’s In The...” e “Stay” são os melhores exemplos de cada estilo.
O lançamento com sucesso em massa de 1973, The Dark Side Of The Moon, foi o ápice de popularidade da banda. O Pink Floyd havia parado de lançar singles depois de “Point Me At The Sky” em 1968, e nunca havia sido uma banda levada pelos sucessos dos singles, mas The Dark Side Of The Moon teve um single no Top 20 dos Estados Unidos com “Money”.



O álbum foi o primeiro a chegar ao 1º lugar das paradas dos Estados Unidos, e até dezembro de 2006 (10 anos atrás!!) havia acumulado 15 milhões de unidades vendidas no mercado americano, tornando-se um dos álbuns com melhor desempenho comercial da história americana do norte.
No mundo todo, Dark Side Of The Moon superou 40 milhões de cópias vendidas. O álbum ficou no Top 200 da Billboard por 1094 semanas!! (incluindo 591 semanas consecutivas , de 1976 até 1988!!), um feito sem precedentes estabeleceu um recorde mundial. Ele também permaneceu 1301 semanas nas paradas do Reino Unido e, apesar de não ter passado da 2ª posição lá, foi extremamente bem recebido pelos críticos (opa!!).
O saxofone forma uma parte importante do som do álbum, expondo a influência de jazz da banda, especialmente de Rick Wright, e cantoras de apoio (as backing vocals), fazem a diferença em ajudar a diversificar a textura do álbum. Por exemplo, músicas como “Money” e “Time” são colocadas ambas, em sons melancólicos de slide guitar, remanescente do Meddle, em “Breathe (Reprise)”, e levada, pelo canto feminino “The Great Gig In The Sky”, com Clare Torry nos vocais principais, enquanto a minimalista em instrumentos “On Yhe Run” é tocada praticamente inteira em um único sintetizador.
Efeitos sonoros incidentais e partes de entrevistas são apresentadas ao longo das músicas, a maioria delas, gravadas em estúdio. As entrevistas de Roger Waters começavam com perguntas como “Qual sua cor favorita?”, uma tentativa em deixar as pessoas mais confortáveis. Então ele perguntava “Quando foi a última vez em que você foi violento? E você estava por perto?” Outras perguntas também eram “Você tem medo de morrer?
As letras do álbum soam como tentativas de descrever as diferentes pressões que a vida no dia-a-dia atua no ser humano. Esse conceito, concebido por Waters em uma reunião da banda perto da cozinha de Mason, provou ser poderoso com a banda, e juntos eles fizeram uma lista de temas, vários, os quais seriam reutilizados em álbuns seguintes, como o uso de violência e a futilidade da guerra em “Us And Them”, e temas como insanidade e neurose discutido em “Brain Damage”, lembrando o estado insano de Syd Barrett.
As complicadas e precisas formas do engenheiro no som do álbum, com Alan Parsons, ditaram novos parâmetros para fidelidade de som, o que virou um aspecto reconhecível da banda, e foi uma forte forma no que diz respeito à longa permanência do álbum nas paradas, enquanto especialistas em som de alta qualidade constantemente trocam suas cópias desgastadas.


A capa da coletânea reunindo os dois primeiros álbuns.

Procurando capitalizar sua recém chegada fama, a banda também lançou uma coletânea chamada A Nice Pair, o que foi uma junção dos dois primeiros álbuns, The Piper At The Gates Of Dawn  e A Saucerful Of Secrets. E também foi durante esse período que o diretor Adrian Maben lançou o primeiro filme concerto do Pink Floyd, o Live At Pompeii.


Me desculpem os fãs, mas tem capa com o corte do diretor, remasterizada e outras tantas.
Usei essa apenas para demonstrar que esse álbum existiu, mesmo sem público.

O corte original para os cinemas, apresentava a banda tocando em 1971 num anfiteatro em Pompeia, sem plateia presente, exceto pela equipe de filmagem e a equipe da banda. Maben também gravou entrevistas e os bastidores da banda durante as sessões de gravações do The Dark Side Of The Moon nos estúdios Abbey Road. Apesar da cronologia dos eventos indicar que as sessões de gravação do The Dark Side... ter acontecido depois do ao vivo, eles promoveram uma olhada no processo envolvido na produção do álbum. Essas filmagens foram incorporadas em futuros lançamentos de Live At Pompeii.
Depois do sucesso de The Dark Side..., a banda não estava certa sobre sua direção futura e estava preocupada em como conseguiriam superar a enorme popularidade daquele álbum. Em retorno ao experimentalismo, eles começaram a trabalhar eu um projeto chamado Household Objects, que consistia em músicas tocadas literalmente em objetos caseiros. No entanto, o planejamento do álbum foi logo deixado de lado, depois que a banda decidiu que seria mais fácil e melhor tocar com instrumentos de verdade. Nenhuma gravação terminada dessas sessões existe, mas alguns efeitos gravados foram usados no próximo álbum.
Wish You Were Here, lançado em 1975, carrega um tema abstrato de ausência de qualquer humanidade dentro da indústria fonográfica e, mais importante, a ausência de Syd Barrett. Bem conhecido por sua faixa-título, o álbum inclui o grande instrumental de nove partes “Shine On You Crazy Diamond”, um tributo para Barrett em que as letras lidam explicitamente com seu declínio.


Capa de Wish You Were Here, de 1975.

A maioria das influências musicais do passado da banda foram juntadas. Teclados atmosféricos, peças de guitarras de blues, solos de saxofone por Dick Parry, fusão de jazz com agressiva slide guitar, nas várias partes ligadas da suíte, culminando numa marcha fúnebre, tocada por sintetizador, e terminando com uma citação musical do antigo single “Emily Play”, como demonstração final da liderança inicial de Barrett na banda.
As demais faixas, “Welcome To The Machine” e “Have a Cigar”, criticam duramente a indústria fonográfica e essa última foi cantada pelo cantor folk Roy Harper. Esse foi o terceiro álbum do Pink Floyd a chegar ao 1º lugar das paradas do Reino Unido e dos Estados Unidos e, (pasmem!!) os críticos o aclamaram (e aclamam até hoje!) tão entusiasticamente quanto The Dark Side Of The Moon.
Em uma história conhecida, um homem obeso, com cabeça e sobrancelhas inteiramente raspadas, andou pelo estúdio enquanto a banda mixava “Shine On You Crazy Diamond”. A banda não o reconheceu por um tempo, quando de repente um deles percebeu que era Syd Barrett. Quando perguntado como ele àquele peso, ele respondeu: “Eu tenho uma frigideira grande na cozinha e eu estive comendo bastante carne de porco”.
Em uma entrevista em 2001 no documentário da BBC “Syd Barrett: Crazy Diamond” (lançado posteriormente em DVD como “The Pink Floyd Story And Syd Barrett Story, a história é contada por inteira. Rick Wright disse sobre a sessão, dizendo: “Uma coisa que ficou na minha mente, que nunca esquecerei, eu estava indo para as sessões de Shine On...”. Eu fui ao estúdio e vi esse cara sentado no fundo do estúdio, ele estava distante, do mesmo jeito que eu de você. E eu não o reconheci. Eu disse,- “Quem é aquele cara atrás de você?” – “Aquele é o Syd”. Eu não acreditei... ele havia raspado todo seu cabelo... digo, suas sobrancelhas, tudo... ele estava pulando para cima e para baixo, escovando seu dente, aquilo foi horrível. E ah!, eu estava, quer dizer, Roger estava aos prantos, eu acho que ele estava. Nós estávamos aos prantos. Aquilo foi realmente chocante... sete anos sem contato algum e de repente ele aparece enquanto estávamos fazendo aquela faixa. Eu não sei, coincidência, carma, destino, quem sabe? Mas aquilo foi, muito, muito poderoso”.


Esse foi o Syd Barrett que seus antigos companheiros viram.

No mesmo documentário, Nick Mason disse: “Quando eu penso sobre isso, eu ainda posso ver seus olhos, mas... foi o resto que estava diferente”. Na mesma entrevista, Roger Waters disse: “Eu não tive ideia de quem ele era por um bom tempo”. David Gilmour contou: “Nenhum de nós reconheceu ele. Raspado... raspado careca e bem gordo”. Na versão definitiva de 2006 do documentário, as entrevistas com os ex-parceiros de banda de Barrett estão inclusas sem edição, bem mais detalhados os sentimentos e ações deles, durante o trágico esgotamento e a saída de Barrett da banda. 

Bem galera, era isso que eu tinha para comentar (e como dei pitaco,hein?) nessa segunda parte da história do Pink Floyd. Curtam mais de Pink Floyd em:












































sexta-feira, 16 de setembro de 2016

O OUTRO LADO DO PINK FLOYD - PARTE 1 DE 5


Salve galera que curte o Blog Opinião do Véio! Estou aqui para comentar sobre uma das bandas mais importantes para o cenário musical. Nada mais do que PINK FLOYD, uma banda idolatrada por milhões de fãs no planeta inteiro. Não é exagero de minha parte dizer que estamos tratando aqui de um ícone da indústria musical, pois além de grande êxito, comercialmente falando, durou cinco décadas, diga-se de passagem, muito mais tempo que alguns casamentos por aí.

PINK FLOYD

Foi uma banda de rock britânica, formada oficialmente em 1965, que literalmente viajou musicalmente no estilo psicodélico e progressivo. Teve seu trabalho marcado pelo uso de letras filosóficas, algumas vezes protestando e apontando o dedo para os erros do sistema britânico. O Pink Floyd utilizou de experimentações musicais, teve encartes de álbuns inovadores e shows elaborados.
Os integrantes do Pink Floyd, em 1964.

Era Syd Barrett (1964 – 1968)
O Pink Floyd surgiu de uma banda de rock formada em 1964 e que teve nomes como Sigma 6, The Meggadeaths, Tea Set, The Abdabs, The Screaming Abdabs e The Architectural Abdabs. Quando a banda se separou, os ex-integrantes Rado “Bob” Klose e Roger Waters (guitarristas), Nick Mason (baterista) e Rick Wright (instrumentista de sopro), formaram uma nova banda, chamada Tea Set. Depois de um pequeno período com o vocalista Chris Dennis, o guitarrista e vocalista Syd Barrett se juntou à banda, indo Roger Waters para o baixo.

Roger Keith "Syd" Barrett

Quando eles descobriram que já existia uma banda com o mesmo nome, Syd Barrett deu a ideia de um nome alternativo, The Pink Floyd Sound, em homenagem aos músicos de blues Pink Anderson e Floyd Council. Por um tempo, a banda oscilou entre os dois nomes, até se decidirem pelo segundo. O “Sound” foi deixado de lado rapidamente, mas o “The” continuou sendo usado regularmente até 1968.
Os primeiros lançamentos da banda no Reino Unido, durante o período em que Syd Barrett esteve junto à banda, vinham creditados como The Pink Floyd, assim como em seus dois primeiros singles nos Estados Unidos. Segundo informações, David Gilmour se referiu ao grupo como The Pink Floyd até 1984.
“Bob” Klose, que era fortemente influenciado pelo jazz, saiu depois de ter gravado somente uma fita demo, deixando uma formação diferente com Syd Barrett na guitarra e vocais principais, Roger Waters no baixo e vocais de apoio, Nick Mason na bateria e percussão e Rick Wright revezando nos teclados e vocais de apoio. Syd Barrett logo começou a escrever suas próprias composições, influenciado pelo rock psicodélico norte-americano e britânico, além da surf music, com extravagância e humor.
O Pink Floyd se tornou favorito no movimento underground, tocando em lugares como UFO Club, The Marquee Club e The Roundhouse. No fim de 1966, a banda foi convidada para contribuir com músicas no documentário “Tonite Let’s All Make Love In London”, de Peter Whitehead. Eles foram filmados tocando duas faixa (“Interstellar  Overdrive” e “Nick’s Boogie”) em janeiro de 1967. Apesar de que quase nenhuma dessas músicas tenham participado do filme, elas acabaram sendo lançadas como “London 1966/1967”, no ano de 2005.
Como a popularidade da banda ia crescendo, os integrantes formaram a Blackhill Enterprises em outubro de 1966. Era uma sociedade a seis, com seus agentes Peter Jenner e Andrew King, lançando os singles “Arnold Layne”, em março de 1967 e “See Emily Play”, em junho de 1967. “Arnold Layne” alcançou o número 20 das paradas britânicas e “See Emily Play” alcançou o número 6, o que garantiu à banda a primeira participação em cadeia nacional no programa de TV Top Of The Pops em julho de 1967. Antes, eles haviam aparecido tocando “It’s So Far Out It’s Straight Down”. Isso foi ao ar em março de 1967, mas apenas transmitido à região de Granada, no Reino Unido.

Foto dos integrantes do Pink Floyd, em 1967.

Lançado em agosto de 1967, o primeiro álbum da banda, The Piper At The Gates Of Dawn, é atualmente considerado um ótimo exemplo da música psicodélica britânica, e foi bem recebido pelos críticos da época. Atualmente, é visto como o melhor primeiro álbum por muitos críticos. As faixas, predominantemente escritas por Syd Barrett, mostram letras poéticas e uma mistura eclética de música, desde a faixa de vanguarda com estilo livre “Interstellar Overdrive”,até músicas ‘assobiáveis’ como “The Scarecrow”, inspirada nas Fenlands, uma região rural ao norte de Cambridge (cidade de Syd Barrett, Roger Waters e David Gilmour, que somente foi integrado como parte do grupo em dezembro daquele ano).

Capa do álbum The Piper At The Gates Of Dawn, de 1967.

As letras eram inteiramente surreais, às vezes fazendo referência ao folclore, como em “The Gnome”. A música refletia novas tecnologias de eletrônicos, com o uso constante de espaçamento no estéreo, edição de fita, efeitos de eco e teclados. O álbum foi um sucesso no Reino Unido, onde alcançou a 6ª posição das paradas, mas não foi muito bem na América do Norte, alcançando a posição número 31 nas paradas dos Estados Unidos.
Durante esse período, a banda excursionou com Jimi Hendrix, o que ajudou a aumentar sua popularidade. Um fato interessante sobre o álbum é que ele foi gravado ao mesmo tempo que o aclamado Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band dos Beatles, no estúdio da Abbey Road, e os integrantes das bandas se encontravam seguidamente no corredor e conversavam sobre influências musicais. Ambos álbuns são hoje citados como o início do rock progressivo.
Declínio de Syd Barrett
Enquanto a banda se tornava mais popular, o estresse da vida na estrada e o consumo de drogas cada vez maior por Syd Barrett, deteriorou sua saúde mental. Seu comportamento foi se tornando cada vez mais imprevisível e estranho, fato esse atribuído ao consumo constante de LSD. Conta-se que às vezes ele ficava encarando algum ponto , enquanto a banda tocava. Durante algumas apresentações, ele somente tocava um acorde o concerto inteiro, ou aleatoriamente desafinava sua guitarra.
Chegou um momento em que os outros integrantes da banda decidiram  por simplesmente não levar mais Syd Barrett para os shows. Chamaram então o guitarrista David Gilmour, já conhecido de Barret e Waters, após a banda ter escolhido Jeff Beck. Inicialmente, esperava-se que Barret fizesse composições, enquanto Gilmour tocaria nos shows. Mas composições como “Have You Got It Yet”, com progressões de acordes e melodias diferentes a cada gravação, fez com que o resto da banda desistisse dessa ideia. O último show da banda com Barrett foi em 20 de janeiro de 1968, em Hasting Pier, mas a saída de Barret só foi formalizada em abril de 1968. Os produtores Jenner e King, decidiram continuar com Syd, o que pos fim à sociedade Blackhill Enterprises e fez a banda escolher Steve O’Rourke como empresário, que permaneceu com eles até sua morte, em 2003.
Depois de gravar dois álbuns solo (The Madcap Laughs e Barrett, em 1970, co-produzido por, e às vezes com participações de Gilmour, Waters e Wright) com sucesso razoável, Barrett então foi para reclusão, ideia muitas vezes rebatida por sua família, que disse não ter sido exatamente assim. Novamente chamado pelo nome oficial, Roger Keith “Syd” Barrett, viveu uma vida pacata em sua cidade natal, Cambridge, até sua morte em 07 de julho de 2006.
Procurando Novos Caminhos: 1968 – 1970
Esse foi um período de experimentações musicais da banda. Cada um dos integrantes do Pink Floyd (Gilmour, Waters e Wright) contribuía com músicas que tinham sua própria sonoridade e voz, o que resultava num material menos consistente e coeso que o da era Barrett, quando o som era mais trabalhado. Se anteriormente Barrett era a voz e o compositor principal, agora Gilmour, Waters e Wright dividem composições de letras e vozes principais.
Geralmente, Waters escrevia músicas mais lentas, com melodias de jazz, linhas de baixos complexas e dominantes, letras simbólicas. Já Gilmour focava-se em jams de blues levadas pela guitarra e Gilmour Wright preferia melodias pesadas psicodélicas de teclado. Diferente de Waters, Gilmour e Wright preferiam músicas que tinham letras simples ou que fossem puramente instrumentais.
Alguns números musicais mais experimentais são desse período, como A Saucerful Of Secrets, contendo bastante barulhos, feedback (realimentação), percussões, osciladores, loops e “Careful With That Axe, Eugene” (que foi chamada por vários outros nomes também), uma música levada por Waters, com baixo e um pesado improviso de teclado, culminando em uma bateria forte e gritos de Waters.
Syd Barrett escreveu praticamente todo o primeiro álbum e agora participava nesse na composição com “Jugband Blues” e tocou nas faixas “Remember a Day” (gravada durante as sessões do The Piper) e “Set The Controls For The Heart Of The Sun” (a única faixa que apresenta Barrett e Gilmour dividindo as guitarras). A Saucerful Of Secrets foi lançada em junho de 1968, atingindo o o número 9 das paradas do Reino Unido e se tornando o único álbum do Pink Floyd que não apareceu nas paradas dos Estados Unidos.
De alguma forma, apesar da saída de Barrett, o álbum ainda contém bastante da sonoridade psicodélica, combinada com mais música experimental, que seria amplamente mostrada em Ummagumma. A faixa principal “A Saucerful Of Secrets”, com doze minutos de duração, chegou ao estilo épico de duração que composições futuras chegariam. Se o álbum foi mal recebido pelos críticos da época, muitos críticos de hoje tendem a ser mais leves nas críticas, dentro do contexto da carreira do Pink Floyd.
Os integrantes do Pink Floyd foram recrutados pelo diretor Barbet Schroeder para produzir uma trilha sonora para um filme seu, chamado More, que estreou em maio de 1969. A obra foi lançada como um álbum do Pink Floyd em seu próprio direito, Music From The Film More (também chamado simplesmente More), alcançando o 9º lugar das paradas do Reino Unido e chegando ao 153º lugar das paradas dos Estados Unidos em 1969.

Capa do álbum More, de 1969.

A banda usaria e sessões de trilhas sonoras futuras, para produzir trabalhos que não se encaixavam na ideia do que deveria aparecer em um álbum do Pink Floyd. A maioria das faixas de More eram músicas folk, acústicas. Duas dessas músicas, “Green Is The Colour” e “Cymbaline”, se tornaram comuns em repertórios da banda por um tempo e também parte do suíte “The Man & The Journey”, como pode ser ouvido em muitas gravações de bootlegs (não oficiais) desse período. “Cymbaline” também foi a primeira música explícita do Pink Floyd a lidar com a atitude cínica de Waters contra a indústria fonográfica. O resto do álbum consiste em músicas incidentais de vanguarda da trilha (algumas dessas também fizeram parte do concerto The Man/The Journey) e algumas faixas de rock mais pesadas jogadas no meio, como “The Nile Song”.
O álbum seguinte, o quádruplo (sim, quatro discos), Ummagumma, foi uma mistura de gravações ao vivo e experimentações de estúdio dos integrantes, em que cada um gravou metade do lado do vinil como um projeto solo. A noiva de Nick Mason, na época, fez uma contribuição não-creditada como flautista. Apesar do álbum ter as gravações solo e ao vivo, era esperado originalmente que fosse uma mistura de vanguarda, de sons de instrumentos “achados”. As consequentes dificuldades de gravação e falta de organização em grupo levou ao fechamento desse projeto.

Capa do álbum Ummagumma, de 1969, gravado parte em estúdio e parte ao vivo.

O título do álbum é uma gíria sexual de Cambridge e reflete a atitude da banda naquela época. A banda foi amplamente experimental no álbum de estúdio, que contém a composição puramente folk de Waters “Grantchester Meadows”, uma peça de piano dissonante, “Sysyphus”, uma composição com uma textura mais progressiva, “The Narrow Way”, e um grande solo de percussão, “The Grand Vizier’s Garden Party”.
Several Species Of Small Furry Animals Gathered Together In a Cave And Grooving With a Pict” (Nome comprido, não?) é uma música de 5 minutos, composta inteiramente pela voz de Roger Waters, tocada em diferentes velocidades, resultando em barulhos que lembram roedores e pássaros.
Grande parte do álbum de estúdio já era tocado ao vivo no concerto conceitual The Man & The Journey. O álbum ao vivo apresenta aclamadas performances de algumas das mais populares músicas da era psicodélica deles, fazendo com que o álbum fossemais bem recebido pelos críticos do que os dois álbuns anteriores. A obra foi o trabalho mais popular dessa época, alcançando a 5ª posição nas paradas do Reino Unido e o 74º lugar nas paradas dos Estados Unidos.
Atom Heart Mother, de 1970, foi a primeira gravação da banda com uma orquestra, com colaboração do compositor de vanguarda Ron Geesin. Um lado do álbum consistia na faixa-título de quase 24 minutos de duração, uma longa suíte de orquestração de rock. O segundo lado apresentava uma música de cada integrante da banda, até então, vocalistas: “If”, a música folk-rock de Roger Waters, a levada de blues “Fat Old Sun”, de David Gilmour e a nostálgica “Summer ‘68”, de Rick Wright.

Capa do álbum de 1970.

Outra faixa longa, a “Alan’s Psychedelic Breakfast” foi uma colagem de som, de um homem cozinhando e tomando/comendo um café-da-manhã e seus pensamentos, ligados com instrumentais. O uso de barulhos, efeitos sonoros incidentais e samplers de voz seria, no futuro, uma parte importante do som da banda. Atom Heart Mother possui uma das mais enigmáticas capas de álbuns até hoje, estampando a “Lullubelle III”, foto tirada no interior inglês.
Este foi, também, o primeiro álbum da banda com grande propaganda. Apesar de Atom Heart Mother ter sido considerado um grande passo para trás pela banda na época, é até hoje considerado pelos fãs como um dos mais inacessíveis álbuns. Ele teve a melhor performance da banda nas paradas até então, alcançando o 1º lugar no Reino Unido e o 55º nos Estados Unidos.
Tem sido descrito tanto como “um monte de besteira” por Gilmour, quanto “jogue-o na gaveta e nunca mais o ouça” por Waters. O álbum foi um componente dessa fase transitória do grupo, explorando diferentes territórios musicais. A popularidade do álbum, permitiu que o Pink Floyd embarcasse em sua primeira turnê completa pelos Estados Unidos.
Antes do lançamento do álbum original seguinte, a banda lançou uma coletânea chamada Relics, que continha vários singles do começo da carreira e B-sides, além de uma música inédita, estilo jazz, composta por Waters, “Biding My Time”, parte do concerto The Man & The Jorney, gravada durante as sessões do Ummagamma. Eles também contribuíram para a trilha sonora do filme Zabriskie Point, apesar de muitas contribuições deles terem sido descartadas pelo diretor Michelangelo Antonioni.       

Capa da coletânea Relics, de 1971.
                        
Por enquanto era isso pessoal, até a próxima postagem do The Other Side Of Pink Floyd, parte 2 de 5. Curtam mais do Pink Floyd em:

















































segunda-feira, 29 de agosto de 2016

DIRE STRAITS


Salve galera que curte o Blog Opinião do Véio! Estou aqui para comentar sobre uma das bandas que pode estar entre as mais importantes do mundo musical. Sim, porque sua curta trajetória não foi em vão, uma vez que se consagrou entre os chamados “monstros do rock”, apesar de muitas de suas músicas terem uma levada um quanto mais para balada (as chamadas músicas lentas).
Durante sua existência fez um estrondoso sucesso e conquistou milhões de fãs em todo o planeta. Vou ser bem sincero, o material que eu consultei para pesquisa é bem curto, pois a banda não foi daquelas que causou muita polêmica, ou que esteve rodeada de escândalos. Ao contrário, seus integrantes, na maioria das vezes eram bem discretos, e não eram chegados aos holofotes fora dos palcos.
Sei que o logo que está acima não é o oficial da banda, mas apenas uma abertura em forma de homenagem que estou postando para esse grupo.


DIRE STRAITS

Nascida em 1977, formada por Mark Knopfler (guitarra e vocais), seu irmão David Knopfler (guitarra), John Illsley (baixo) e Pick Withers (bateria), em uma época em que o punk rock reinava absoluto, decidiram ir contra as convenções do rock clássico, firmando-se em uma sonoridade mais leve, que agradou ao público, que já estava cansado do som superproduzido do rock dos anos 70.


Seu primeiro álbum, intitulado como Dire Straits, de 1978, fez sucesso inicialmente no Reino Unido, para depois se espalhar pelo resto da Europa e Estados Unidos. O single de maior sucesso desse álbum foi “Sultans Of Swing”.


O segundo álbum Communiqué foi lançado em 1979, onde o single “Lady Writer” foi o destaque.


Aumentando a complexidade

 Em 1980, a banda lançou seu terceiro álbum, Making Movies, dando início a arranjos mais complexos e produções que continuariam parecidas até o final do grupo. Este álbum trazia o single “Romeo And Juliet”, que se tornou um dos maiores sucessos da banda. Outro single deste álbum foi “Skateaway” e também marcou a saída de David Knopfler enquanto sua produção ainda estava acontecendo. David foi substituído por Sid McGinnis. Making Movies ainda contou com o tecladista Roy Bittan e foi produzido por Jimmy Iovine. Outro single (que toca até hoje) desse álbum foi “Tunnel Of Love”.


No quarto álbum, Love Over Gold, lançado em 1982 e primeiro produzido por Mark Knopfler, uniram-se ao grupo o tecladista Alan Clark e o guitarrista Hal Lindes. O single que se destacou deste álbum foi “Private Investigations”. Após o lançamento do álbum, o baterista Pick Withers deixou a banda para iniciar uma nova carreira no jazz. Seu substituto foi Terry Williams, que anteriormente tocou no Rockpile.


Em 1983 foi lançado o EP (Extended Play, que normalmente contém de 4 a 6 faixas) ExtendancEPlay, contendo o single “Twisting By The Pool”. Em 1984, a banda lançou um álbum ao vivo duplo Alchemy: Dire Straits Live.


Era Brothers In Arms

O álbum Brothers In Arms foi lançado em 1985, tornando-se, até então, o disco mais vendido do Reino Unido em todos os tempos. O álbum alcançou, também, o topo das paradas em dezenas de países, mundo afora, incluindo o Brasil. Desse álbum, destacam-se seis singles, que foram executados de maneira exaustiva nas rádios de todo o mundo.

O álbum que se tornou o mais vendido, na década de 80.

O primeiro single que se tornou um sucesso e foi número 1 nos Estados Unidos foi “Money For Nothing”, que conta com a participação de Sting, além de ter sido o primeiro videoclipe apresentado na MTV do Reino Unido. Algumas curiosidades sobre  “Money For Nothing”: quando estava compondo as letras para este álbum, Mark Knopfler ouviu dois funcionários de uma transportadora de mudança de móveis, falando que músicos ganhavam dinheiro fácil fazendo músicas, “dinheiro por nada (money for nothing)”, daí o nome e a inspiração para fazer a música e o clipe, no qual aparece em forma de desenho os dois trabalhadores dessa transportadora. E para ser a primeira música a tocar na MTV, nada melhor que Sting dizendo “Eu quero minha MTV (I want my MTV)” no início de “Money For Nothing”. Justo!

O single + videoclipe que abriu a era MTV.

Após “Money For Nothing”, seguiram-se os singles de “So Far Away”, “Brothers In Arms”, “Walk Of Life”, “Your Latest Trick” e por ultimo, “Why Worry”, que apesar de não ter entrado nas paradas, tocou e ainda toca muito nas rádios de pop rock.
Houve mudanças na formação da banda, com a adição do segundo tecladista Guy Fletcher e a saída de Hal Lindes durante as gravações, tendo sido substituído por Jack Sonni. Apesar disso, Hal permaneceu como integrante oficial da banda até o lançamento do álbum. Além disso, Terry Williams assumiu como baterista.
O sucesso comercial do disco foi ajudado pelo fato de ter sido um dos primeiros álbuns completamente gravado e produzido no então novo formato CD, levando admiradores da nova tecnologia a venerarem o álbum.
A turnê mundial da banda de 1985 - 1986 foi de sucesso fenomenal. Após tocar várias vezes no Wembley Arena, a banda também participou em 13 de julho de 1985, do Live Aid, projeto encabeçado pelo músico Bob Geldof, que criou o Band Aid, formado por vários músicos ingleses (menos o Queen, como vocês poderão ver nos meus comentários sobre a banda) para ajudar através da venda desse single e transformar as vendas em um projeto social para os povos famintos da Africa, a exemplo do projeto americano encabeçado por Michael Jackson e Lionel Richie, o U.S.A. For Africa.

O logotipo do Live Aid, uma guitarra com a forma do continente africano.

No Live Aid, a banda tocou “Money For Nothing” com a participação de Sting, nos vocais, que ajudou na composição da música. A turnê terminou no Entertainment Centre em Sydney. O sucesso do disco e a participação no Live Aid tornaram o Dire Straits na banda que mais vendeu durante a década de 80.

Era Pós Brothers In Arms

Em 1986, após o final da turnê de divulgação do álbum Brothers In Arms, a banda ficou um bom tempo fora da mídia e Mark Knopfler dedicou-se a projetos solos, além de trilhas sonoras. O grupo reuniu-se novamente para o concerto de aniversário de 70 anos de Nelson Mandela, em 1988, que contou com outras grandes participações como Bee Gees, Phil Collins, Eric Clapton, entre outros. No mesmo ano, Terry Williams deixou a banda.


Após Mark Knopfler ter trabalhado e participado da turnê com o Notting Hillbillies, o Dire Straits reuniu-se novamente em 1990. O resultado foi o último álbum de estúdio da banda, On Every Streets, de 1991, com sucesso e críticas moderadas. Destacam-se deste álbum, os singles “Calling Elvis” e “Heavy Fuel”. A turnê mundial de 1991 – 1992 não foi tão bem sucedida quanto a anterior. Em 1993, foi lançado o álbum ao vivo On The Night, documentando a turnê, e no mesmo ano, lançaram o EP Encores,utilizando a mesma capa do álbum ao vivo, somente trocando a cor.

O álbum ao vivo de 1993.

FIM DA BANDA

Seguindo o lançamento de Live At BBC, uma coletânea de gravações ao vivo de anos anteriores, a banda terminou sem alardes, em junho de 1995, após Mark Knopfler dizer que não queria mais grandes turnês, partindo para um trabalho em tempo integral em seu trabalho solo e trilhas sonoras de filmes, enquanto os outros integrantes partiram, cada um para sua própria carreira, seja solo ou em outras bandas.

Live At The BBC, de 1994.

CURIOSIDADES SOBRE A BANDA

- O videoclipe de “Money For Nothing” foi o primeiro a ser exibido pela MTV europeia e o mais exibido pela MTV americana até os dias de hoje.
- A banda se chamava inicialmente Café Racers. Ao observar as condições precárias do grupo, um amigo do então baterista Pick Withers fez uma piada sugerindo que a banda deveria se chamar “Dire Straits”, que em inglês é uma gíria usada para designar algo ou alguém em situação financeira muito ruim. A sugestão foi aceita com bom humor pelos integrantes, que adotaram o nome dali para a frente. Hoje em dia, o nome soa muito irônico, visto que o Dire Straits se tornou uma das bandas mais rentáveis e bem sucedidas da história da música, e seu líder, Mark Knopfler, um dos artistas mais ricos do mundo.
- O grupo foi em 1985, um dos responsáveis pela divulgação e disseminação do então novo e revolucionário formato de áudio digital, o Compact Disc. A Phillips, criadora do CD, era patrocinadora da mega-turnê da banda naquele ano e usou o grande sucesso comercial do disco Brothers In Arms para alavancar a popularidade do novo formato.
- O álbum Brothers In Arms foi um dos primeiros discos a ser inteiramente gravado pelo sistema digital e o primeiro CD da história a vender 10 milhões de cópias. Dizia-se na época, que existiam mais CDs do Dire Straits que players para tocá-los.
- Para o encerramento da turnê Brothers In Arms, em abril de 1986, foram programadas cinco apresentações na Austrália. Em alguns dias de venda a demanda por ingressos exigia mais 15 apresentações extras. Mark Knopfler teve de ir a redes de TV locais pedindo para que parassem de comprar ingressos, pois estavam cansados pela longa turnê e tinham que voltar para casa.
- O álbum Brothers In Arms ganhou os seguintes prêmios: Grammy Awards de 1986 por Melhor performance de rock por banda ou dupla por       “Money For Nothing”; Grammy Awards de 1986 por Melhor engenharia de gravação, não clássica; Juno Award por Disco internacional do ano; MTV Awards por Melhor vídeo de banda, por “Money For Nothing”; MTV Awards por Video do ano por “Money For Nothing”; BRIT Awards por Melhor disco britânico; Grammy Awards de 1987 de Melhor vídeo musical pela faixa-título; Grammy Awards 2006 por Melhor disco em som surround para seus produtores de som surround para Brothers In Arms – 20th Anniversary Edition.

A capa do EP e do single Encores, de 1993.

Bem galera, isso era tudo o que eu tinha para comentar. Ah! E a propósito, como a maioria dos fãs de banda de rock gosta das versões ao vivo, eu postei cada um dos seus destaques (sim, porque se for postar todas as músicas de cada banda ou cantor que eu posto no Blog, não acabo nunca!) nas duas versões: a original e a ao vivo. Espero que gostem de mais essa postagem e continuem curtindo o Blog, que é feito especialmente para quem gosta de boa música. Até a próxima postagem, onde comentarei sobre o fenômeno PINK FLOYD. Curtam mais de Dire Straits em:



























































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