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domingo, 26 de fevereiro de 2017

WHAM! & GEORGE MICHAEL - PRIMEIRA PARTE



Olá pessoal que curte o Blog Opinião do Véio! Como tive um atraso técnico alheio à minha vontade, estou agora ordenando minhas postagens.

No final do ano de 2016, mais precisamente na manhã do Natal, dia 25, o cantor George Michael foi encontrado, já sem vida, em seu quarto. Como é esse o destino do ser humano, ele, infelizmente deixou o plano terrestre com a idade de apenas 53 anos. Assim como expresso minha opinião pessoal neste blog, esta é mais uma pesquisa que realizei em várias páginas, pois sua história é curta no mundo digital.

Portanto o que cito e comento aqui, não é só de minha autoria, pois encontrei isso, inclusive em sua página oficial. A minha intenção aqui não é a de denegrir a imagem de quem comento, muito ao contrário, respeito as ideologias, opções e pensamentos.

O que vou relatar não é segredo nem para a imprensa, mas fere alguns direitos do ser humano. O que quero é somente homenagear um grande cantor e compositor, que usou dos anos em que esteve na mídia para divulgar seu trabalho.


WHAM!

Wham!, uma dupla inglesa de música pop, formado em 1981 por George Michael e Andrew Ridgeley, na cidade de Londres. Nos Estados Unidos foram conhecidos como Wham!UK, pois já existia outro grupo com o mesmo nome.
Suas canções mais conhecidas são: "Careless Whisper", "Wake Me Up Before You Go-Go", "Freedom", "Everything She Wants", "Last Christmas" e "The Edge Of Heaven" (...e acrescento, “Wham! Rap (Enjoy What To Do)”). Em 1985, a Wham! se tornou a primeira banda pop do Ocidente a se apresentar na República da China, que até então não recebia grandes astros da música consagrados fora do Oriente. A banda se separou em 1986 e George Michael iniciou uma bem sucedida carreira solo.


História

Michael e Ridgeley se conheceram na Bushey Meads School em Bushey perto da cidade de Watford em Hertfordshire. Os dois se apresentaram pela primeira vez em uma banda de ska que durou pouco, chamada The Executive, ao lado de três de seus ex-amigos da escola, David (Austin) Mortimer, Harry Tadayon e Andrew Leaver. Quando o grupo se separou, Michael e Ridgeley então formaram a Wham!, assinando com a Innervision Records.


Michael assumiu a maioria das responsabilidades dentro da banda: compositor, produtor, cantor e instrumentista ocasional. Ainda adolescentes, eles se promoveram como jovens hedonistas, orgulhosos de viver uma vida despreocupada sem trabalho ou compromisso. Isso se refletiu nos primeiros singles que, parte paródia, parte crítica social, deram ao Wham! uma reputação de uma "banda de protesto dançante".

Capa do álbum de estréia do duo, de 1983 do qual se destacou "Club Tropicana"

A gravação de estreia lançada pela banda foi "Wham Rap! (Enjoy What You Do)" em junho de 1982. Era um duplo A-side, incluindo um "Social Mix" e um "Anti-Social Mix". O disco não foi tocado pela BBC Radio 1 no Reino Unido, em parte devido à letra da Anti-Social Mix. Foram gravados vídeos separados para cada uma das letras. "Wham Rap!" não entrou nas paradas, mas em outubro de 1982 "Young Guns (Go for It!)" foi lançada. Inicialmente, também ficou fora do UK Top 40, mas a banda teve sorte quando o programa da BBC Top Of The Pops agendou-os depois que outro ato inesperadamente foi cortado do programa.

Capa do segundo álbum, de 1984, do qual se destacaram "Wake Me Up Before You Go-Go",
"Everything She Wants", "Freedom" e a solo "Careless Whisper".

Até a sua separação, em 1986, o dueto do gênero disco pop teve um grande número de sucessos, sobretudo junto a um público de jovens adolescentes, na sua maioria feminino. Isso não o impediu de tomar regularmente posição contra o governo de Margaret Thatcher.

Capa do álbum de 1986, aqui numa versão LP (Long Play).

No ano de 1986, foi lançado somente nas Américas e Japão, o álbum Music From The Edge Of Heaven, com uma nova versão de “Wham! Rap ‘86 (Enjoy What To Do), uma versão longa para "Last Christmas", a balada "Where Did Your Heart Go?''  e "I'm Your Man" que foi sucesso instantâneo nas rádios das Américas, além da faixa-título. Mas a versão do álbum se chama "I'm Your Man" [Extended Stimulation Version]. Tive o prazer de ter esse LP em minhas mãos (Já não o tenho mais!!).


CARREIRA SOLO

George Michael, nome artístico de Georgios Kyriacos Panayiotou (Londres, 25 de junho de 1963 - Oxfordshire, 25 de dezembro de 2016), cantor britânico que vendeu mais de 100 milhões de discos no mundo todo.

George nasceu em East Finchley, Norte de Londres. Seu pai era Kyriacos Panayiotou, um restaurador cipriota (origem Grega), que se mudou para a Inglaterra em 1950 e mudou o seu nome para Jack Michael. A mãe de Michael, Lesley Harrison, era uma dançarina britânica, morta de câncer em 1997. Michael passou a maior parte de sua infância no norte de Londres, na casa que seus pais compraram logo após seu nascimento. Durante sua adolescência, a família mudou-se para Radlett (Leste da Inglaterra) e Michael participou na escola Bushey Meads School onde Michael encontrou Andrew Ridgeley.

Capa do álbum de 1987, que iniciou sua carreira solo.

Em 1987 lançou Faith, o primeiro álbum solo, cuja canção de trabalho era muito sugestiva "I Want Your Sex" (que teve três partes, sendo a terceira somente em K-7 (fita) e no CD), acompanhado por videoclipes luxuosos. Na encruzilhada do pop com o rhythm'n'blues, o disco vendeu no mundo todo mais de dez milhões de exemplares. Destacaram-se também nesse álbum, a faixa-título e as baladas "Father Figure", "One More Try" e "Kissing a Fool". Durante seu auge, popularizou calças jeans rasgadas e o brinco em forma de cruz em apenas uma orelha, uma marca registrada da moda dos anos 80.

Capa do álbum de 1990.

O álbum Listen Without Prejudice Vol. 1 foi lançado em 1990, vivendo um conflito com o seu status de estrela, o cantor se recusou a conceder entrevistas e a aparecer nos seus clipes. Ele acusou a sua gravadora, a Sony, de ter deliberadamente sabotado as vendas do disco e de querer mantê-lo em estado de "escravidão profissional". Destaques para "Freedom 90' e "Waiting For That Day", escrita juntamente com Mick Jagger e Keith Richards.

George Michael & Queen, no tributo à Freddie Mercury.

George Michael perdeu, em 1993, um processo contra a Sony, mas triunfou no estádio de Wembley, acompanhando o grupo Queen, por ocasião do show em homenagem ao cantor Freddie Mercury, vitimado pela Aids.

O E.P. (Extended Play) de 1993.

Five Live é um EP de Queen em colaboração com o cantor pop britânico George Michael e Lisa Stansfield, lançado em abril de 1993. As faixas foram gravadas em abril de 1992 no Estádio de Wembley para um concerto em homenagem a Freddie Mercury, vocalista da banda Queen e amigo pessoal de George Michael, falecido em 1991.

Capa do álbum de 1996.

No ano de 1996, George Michael lançou seu terceiro álbum, Older. Neste álbum está a canção "Jesus To a Child", onde George Michael dedica esta música ao seu companheiro recém falecido (1995), o brasileiro Anselmo Feleppa.

George Michael e o estilista brasileiro, Anselmo Feleppa.

A canção de abertura, "Jesus To a Child", foi inspirada em Anselmo. Destaco, também, as músicas "Fastlove", "Spinning The Wheel", "Star People", "You Have Been Loved" e a faixa-título. O disco todo é dedicado a ele. Mas Older, apesar de sombrio, é um dos melhores trabalhos de Michael, ficando logo atrás de Faith e Listen Without Prejudice Vol. 1. Também foi o último álbum relevante de uma carreira que, embora não tenha se encerrado, nunca mais teve o mesmo brilho. 

Capa do álbum de 1999.

Em 1999, George Michael lançou um álbum de covers, Songs From The Last Century. O álbum traz antigos sucessos, além de interpretações para cançoes populares recentes como "Roxanne", originalmente gravada pelo The Police e "Miss Sarajevo", gravada por U2 e Luciano Pavarotti.

Imagem do clipe de "Shoot The Dog", de 2002.

Em 2002 atacou Tony Blair e George W. Bush, no início da guerra no Iraque, no compacto Shoot The Dog. Os jornais de propriedade de Rupert Murdoch dispararam uma campanha que visava depreciar o cantor.

Capa do álbum de 2004.

Lançou em 2004 o álbum Patience, que vendeu três milhões de cópias. George Michael anunciou que a partir daquele momento, iria divulgar suas obras essencialmente na Internet. Deste álbum, destaco "Amazing", "Flawless (Go To The City)", "Freeek!", "Round To The City" e "John And Elvis Are Dead". Em 2005 cantou no Live 8, em dueto com Paul McCartney.

Em 2006 ocorreu o lançamento do filme-documentário "George Michael: Minha História", e a preparação de uma nova compilação na qual constou duas músicas inéditas.

George Michael retornou aos palcos em 12 de maio de 2007 com um concerto em Coimbra, início de uma excursão europeia.

Em 2011, adiou uma série de shows após ser levado ao hospital para tratar uma pneumonia. Após o tratamento em um hospital de Viena, ele fez uma aparição pública emocionado do lado de fora da sua casa em Londres. Os médicos chegaram a fazer uma traqueostomia para manter as vias aéreas do cantor abertas e possibilitar sua respiração.

Durante o ano de 2016, George Michael anunciou que estava produzindo um novo álbum de estúdio, a ser lançado em 2017.

OBS. 1 – Na música “Faith”, o início dela é claramente uma homenagem à música “Freedom” do Wham!, tocado como se fosse órgão de igreja.

Bem pessoal, por aqui encerro a primeira parte da história do cantor que lançou moda, fez grande sucesso, mas como qualquer ser humano, teve seus altos e baixos na vida profissional e em sua saúde.

Quando as pessoas pensam em ter sucesso, uma carreira artística, quase nunca estão preparadas para as intempéries que surgem no meio do caminho. Nem tudo são flores nas nossas vidas, mas podemos torná-las mais agradáveis e menos espinhosas, claro que com muita paciência.


Fiquem com mais de Wham! e George Michael em:  















































segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

U2 – A BANDA QUE COLOCOU A IRLANDA NO MAPA MUSICAL - PARTE 5


Olá galera que curte o blog Opinião do Veío! Estou aqui na quinta e última parte da carreira do U2, para comentar sobre as bandas que influenciaram o estilo e a vontade dos integrantes de serem reconhecidos e admirados no mundo musical. Comentarei também sobre as campanhas ativistas que a banda apoia e sustenta, assim como o legado que este grupo deixará para as futuras gerações, e de bônus, as apresentações que eles realizaram no Brasil.


Influências

A banda cita como influências, as bandas The Who, The Clash, Television, Ramones, The Beatles, Joy Division, Siouxsie And The Banshees, o cantor Elvis Presley e a cantora Patti Smith como influências. Van Morrison foi citado por Bono como uma influência e sua influência sobre o U2 é apontado no Rock And Roll Hall Of Fame.

Já músicos e bandas como Coldplay, Snow Patrol, The Fray, OneRepublic, The Academy Is..., The Killers, 30 Seconds To Mars, Switchfoot, Sanctus Real, Your Vegas, e Angels And Airwaves, citam o U2 como influência.
A banda também trabalhou e/ou tinha relações influentes com artistas como Johnny Cash, Green Day, Leonard Cohen, Bruce Springsteen, B. B. King, Lou Reed, Luciano Pavarotti, Bob Dylan, Elvis Costello, Wim Wenders, R.E.M., Salman Rushdie e Anton Corbijn.

Campanhas e ativismo

Desde o início da década de 1980, os membros do U2, como uma banda e individualmente, têm colaborado com outros músicos, artistas, celebridades e políticos para tratar de questões relativas à pobreza, doença e injustiça social. Em 1984, Bono e Adam Clayton participaram do Band Aid, com intuito de arrecadar dinheiro para a fome na Etiópia em 1984-1985. Esta iniciativa produziu um single de sucesso, "Do They Know It's Christmas?", que seria a primeira entre várias colaborações entre o U2 e Bob Geldof. Em julho de 1985, a banda tocou no Live Aid, um acompanhamento aos esforços do Band Aid. Bono e sua esposa, Ali, a convite da World Vision, mais tarde, visitou a Etiópia, onde testemunhou a fome em primeira mão. Bono diria mais tarde que estabeleceu as bases para sua campanha da África e alguns de seus compositores.


Em 1986, o grupo participou da turnê A Conspiracy of Hope com apoio sobre a Anistia Internacional e no Self Aid para o desemprego na Irlanda. No mesmo ano, Bono e Ali Hewson também visitaram a Nicarágua e El Salvador, a convite do Movimento Santuário, e viu os efeitos da Guerra Civil de El Salvador. Estes eventos de 1986 influenciaram grandemente o álbum The Joshua Tree, que estava sendo gravado no momento.


 Em 1992, a banda participou do concerto Stop Sellafield com o Greenpeace durante a turnê Zoo TV. Os eventos em Sarajevo durante a Guerra da Bósnia, inspirou a música "Miss Sarajevo", que estreou em setembro de 1995 com Pavarotti e amigos em show, e que, Bono e The Edge realizaram pelo War Child. Uma promessa feita em 1993 foi mantida quando a banda tocou em Sarajevo como parte da turnê Popmart, em 1997. Em 1998, eles tocaram em Belfast, dias antes da votação sobre o Acordo da Sexta-Feira Santa, trazendo os líderes políticos da Irlanda do Norte, como David Trimble e John Hume ao palco, para promover o acordo. Mais tarde naquele ano, todos os rendimentos a partir do lançamento do single "Sweetest Thing", seria no sentido de apoiar o Projeto Internacional Infantil de Chernobyl.


Em 2001, a banda dedicou "Walk On" para a líder pró-democrática birmanesa Aung San Suu Kyi. No final de 2003, Bono e The Edge participaram do HIV/AIDS na África do Sul, na série de concertos 46664, hospedado por Nelson Mandela. A banda tocou em 2005 no concerto do Live 8 em Londres. A banda e Paul McGuinness foram premiados com a Anistia Internacional com o Prêmio Embaixador da Consciência para o seu trabalho na promoção dos direitos humanos. Desde 2000, Bono inclui a campanha Jubilee 2000 com Bob Geldorf, Muhammad Ali e outros para promover a anulação da dívida de terceiro mundo durante o Grande Jubileu. Em janeiro de 2002, Bono co-fundou a ONG multinacional, DATA, com o objetivo de melhorar o estado social, político e financeiro da África. Ele continuou suas campanhas para a dívida e o alívio do HIV/AIDS em junho de 2002, fazendo visitas de alto nível para a África.


A Product Red, uma marca com fins lucrativos para arrecadar fundos para o Fundo Global, foi fundada, em parte, por Bono. A ONE, originalmente em contrapartida ao Make Poverty History, foi moldada por seus esforços e visão. No final de 2005, após o Furacão Katrina e o Furacão Rita, The Edge ajudou a introduzir o Music Rising, uma iniciativa para levantar fundos para os músicos que perderam seus instrumentos musicais na tempestade na parte que banha a Costa do Golfo. Em 2006, o U2 colaborou com a banda pop punk Green Day para gravar um remake da canção "The Saints Are Coming", da banda escocesa The Skids, para beneficiar o Music Rising.

 O U2 e o ativismo social de Bono não ficaram sem críticas, no entanto. Vários autores e ativistas que publicam em revistas politicamente esquerdistas, como a CounterPunch, criticaram o apoio de Bono às figuras políticas, como Paul Wolfowitz, bem como o seu "paternalismo essencial". Outras fontes de notícias em geral, têm questionado mais a eficácia da campanha de Bono para aliviar a dívida e prestar assistência a África. Ativistas de impostos e desenvolvimentos também criticaram a mudança da banda da Irlanda para a Holanda com o intuito de reduzir a sua dívida fiscal.


Em novembro de 2014, Bono participou do vocal da canção "Do They Know It's Christmas?" do Band Aid 30 Anos, junto com vários músicos, como o vocalista da banda Coldplay, Chris Martin, Ed Sheeran, One Direction, Paloma Faith, Ellie Goulding, Seal, Sam Smith, Sinéad O'Connor, Rita Ora, Emeli Sandé, Bastille, Olly Murs e os violinistas do grupo Clean Bandit, Neil Amin-Smith e Grace Chatto, sendo produzido por Paul Epworth. No início de dezembro de 2014, a banda irlandesa juntamente com Bruce Springsteen e Chris Martin (ambos substituindo Bono, devido o mesmo ter sofrido um acidente), realizaram um show surpresa na Times Square, em Nova Iorque, em celebração do Dia Mundial de Combate à AIDS.

Outros projetos

Os membros do U2 têm realizado uma série de projetos paralelos, às vezes em colaboração com alguns dos seus companheiros de banda. Em 1985, Bono gravou a canção "In a Lifetime", com a banda irlandesa Clannad. The Edge lançou um álbum solo para a trilha sonora do filme Captive, em1986, que incluiu a participação vocal por Sinéad O'Connor, que antecede o seu próprio álbum de estreia por um ano. Bono e The Edge escreveram a canção "She's a Mystery To Me" para Roy Orbison, que foi destaque em seu álbum, Mystery Girl, de 1989. Em 1990, Bono e The Edge forneceram a trilha sonora para o Royal Shakespeare Company London, na versão teatral de A Clockwork Orange (apenas uma faixa foi lançada, como B-Side do single de "The Fly").


Nesse mesmo ano, Mullen co-escreveu e produziu uma canção para a Seleção Irlandesa de Futebol na Copa de 1990, chamado "Put 'Em Under Pressure", que liderou as paradas musicais da Irlanda. Juntamente com The Edge, Bono escreveu a música "GoldenEye" para o filme do espião James Bond, GoldenEye de 1995, que foi executado pela Tina Turner. 


Clayton e Mullen retrabalharam na faixa-título do filme Mission: Impossible de 1996. Bono participou no vocal para a canção de Mick Jagger, "Joy", no seu álbum solo, Goddess In The Doorway de 2001. Bono também gravou uma reposição, quase um termo falado da versão do músico Leonard Cohen da canção "Hallelujah" para o álbum de tributo Tower Of Song de 1995. Além disso, em 1998, Bono colaborou com Kirk Franklin e Crystal Lewis (junto com os artistas R. Kelly e Mary J. Blige) para uma música gospel de sucesso, chamado "Lean On Me".


Além de colaborações musicais, a banda trabalhou com vários autores. O escritor americano William S. Burroughs teve uma aparição do videoclipe da canção "Last Night on Earth" pouco antes de falecer. Seu poema "A Thanksgiving Prayer" foi usada como imagens de vídeo durante a turnê da banda, Zoo TV. Outros colaboradores incluem William Gibson e Allen Ginsberg. No início de 2000, a banda gravou três canções para a trilha sonora do filme The Million Dollar Hotel, incluindo "The Ground Beneath Her Feet", que foi co-escrito por Salman Rushdie e motivados por seu livro de mesmo nome.

Bono em "Across The Universe".

Em 2007, Bono apareceu no filme Across The Universe de 2007 cantando as canções do Beatles. Em 2011, Bono e The Edge também escreveram e compuseram canções para a trilha sonora de Spider-Man: Turn Off the Dark de 2011. Além disso, The Edge criou a música-tema para a 1ª e 2ª temporada da série animada The Batman.

Legado

O U2 vendeu mais de 150 milhões de discos, inserindo-os entre os artistas que mais venderam discos de todos os tempos, com 51,5 milhões de unidades certificadas pela RIAA, sendo o 21º recordista de vendas de discos nos Estados Unidos. O quinto álbum de estúdio, The Joshua Tree de 1987, está classificado como um dos álbuns mais vendidos nos Estados Unidos, após ter vendido mais de dez milhões de cópias, e está também entre os álbuns mais vendidos do mundo, com vendas de 25 milhões de cópias. A revista Forbes estima que a banda ganhou US$ 78 milhões (de dólares) entre maio de 2011 e maio de 2012, tornando-se o quarto artista musical mas bem pago. A lista dos ricos do jornal The Sunday Times de 2013 estima a riqueza coletiva do grupo em mais de € 630 milhões de euros.

A banda recebendo o premio de melhor música original por
"Ordinary Love", trilha do filme Mandela.

A revista Rolling Stone classificou a banda como o 22º da lista dos "100 Maiores Artistas de Todos os Tempos", enquanto que o ranking de Bono está na 32ª posição, de melhor cantor e de 38º para The Edge, como melhor guitarrista. Em 2010, oito das canções do U2 apareceram na Rolling Stone, em sua lista atualizada das "500 Melhores Canções de Todos os Tempos", com "One" como o ranking mais alto, na 36ª posição. Cinco, dos doze álbuns de estúdio do grupo, foram classificados na lista de 2003, nos "500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos" pela Rolling Stone com The Joshua Tree liderando o ranking mais alto, na 27ª posição.



Em uma pesquisa da revista Q, que nomeou o grupo como o de maior gesto dos últimos 25 anos em 2011. Em 2010, a VH1 classificou a banda na posição de número 19 na lista dos "100 Maiores Artistas Todos os Tempos". Achtung Baby na posição de número 63, War na posição de número 223, All That You Can't Leave Behind na posição de número 280, e Boy na posição de número 417. Refletindo sobre a popularidade da banda e o impacto mundial, Jeff Pollack, da The Huffington Post, disse: "Como The Who, antes deles, o U2 escreveu canções sobre coisas que foram importantes e ressoou com seu público".

A banda recebeu seu primeiro Prémio Grammy com The Joshua Tree em 1988, ganhando 22 no total, de 34 indicações, mais do que qualquer outra banda. Estes incluem o de "Melhor Performance de Rock por um Duo ou Grupo com Vocais", "Álbum do Ano", "Gravação do Ano" e "Melhor Álbum de Rock".



A Indústria Fonográfica Britânica, concedeu ao U2, sete Brit Awards, cinco dos quais estão de "Melhor Grupo Internacional". Na Irlanda, o U2 já ganhou 14 Meteor Music Awards desde que a premiação começou, em 2001. Outros prêmios incluem American Music Awards, quatro MTV Video Music Awards, onze Q Awards, dois Prêmios Juno, três NME Awards e dois Prémios Globo de Ouro. A banda foi introduzido no Rock And Roll Hall Of Fame no início de 2005. Em 2006, os quatro membros da banda receberam o Prémio ASCAP por escrever as canções, "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e "Vertigo".

Apresentações no Brasil

Em 1998, a banda realizou seu primeiro show no Brasil durante a turnê Popmart Tour, executando três shows. O primeiro foi realizado no autódromo de Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro, com estimativa de 110 mil pessoas, em 28 de janeiro de 1998. Enquanto o segundo e último show da banda, foi apresentada no estádio Morumbi, localizado na cidade de São Paulo, em 30 e 31 de janeiro, respectivamente. Cerca de 250 mil pessoas acompanharam os shows. Em 2001, o U2 esteve no Brasil para um show fechado no Projac, para divulgação do álbum All That You Can't Leave Behind de 2000, que teve partes exibidas pela Rede Globo.



Em 2006, já pela turnê Vertigo Tour, o grupo retorna depois de cinco anos sem vir ao Brasil. A banda realizou dois concertos no estádio Morumbi, em São Paulo, nos dias 20 e 21 de fevereiro. A venda de ingressos para os shows brasileiros foi marcada pela desorganização dos promotores. No primeiro dia de venda de ingressos, somente para o primeiro dia de show, milhares de fãs gastaram até 12 horas na fila, mas poucos conseguiram comprar os bilhetes, e parte dos ingressos foi comprada por cambistas, que alugavam idosos, gestantes e pessoas com crianças de colo para entrar na fila preferencial. Os dois shows tiveram média de público de mais de 70 mil pessoas. O primeiro dos shows foi transmitido pela Rede Globo. Além dos shows, a passagem da banda pelo Brasil, incluiu uma visita de Bono ao ex-presidente Lula, em doação de uma guitarra ao programa fome zero, e a participação dos integrantes da banda no carnaval de Salvador, no camarote e trio elétrico Expresso 2222, do ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil.


U2 com Gilberto Gil no camarote do Expresso 2222.

Em 2011, durante a U2 360° Tour, a banda apresentou-se nos dias 9, 10 e 13 de abril de 2011, novamente, no estádio Morumbi. Com um público de mais de 90 mil pessoas, Bono fez um discurso em homenagem às 12 crianças vítimas do massacre de Realengo em 2011, na Escola Municipal Tasso de Silveira, no Rio de Janeiro.



"Acendam seus isqueiros, liguem seus celulares, vamos homenagear essas crianças e suas famílias". Este foi o pedido de Bono, durante a finalização do primeiro show do U2, na canção "Moment of Surrender", enquanto uma lista dos nomes das 12 crianças vítimas do massacre apareciam no telão 360º de LED.
A banda de rock britânica Muse, que desde setembro de 2009 foi uma das principais bandas de abertura da turnê, foi responsável também, pela abertura dos três concertos no Brasil.    
                        

Bem pessoal, encerro aqui a história que o U2 criou nestes últimos 40 anos de existência da banda. Sim, 40 anos, pois quando Larry iniciou a banda, era início de 1976. Hoje, fevereiro de 2017, está quase completando mais um ano desta carreira de sucesso e glória para um grupo que surgiu pensando grande, mas que conquistou de maneira sutil cada um de seus fãs e mantém o foco naquilo em que eles querem mostrar ao seu público.

Testaram de maneira audaciosa o repertório, às vezes acertando, às vezes errando o alvo (seu público) com suas canções hora de raiz, hora vanguardista, visando o eletrônico. Mas não deixaram de manter sua essência, que são as letras de protesto, política, humanitárias.

Quanto ao futuro da banda, não posso prever, mas sei que se eles continuarem, irão nos surpreender com sua visionária forma de compor e misturar os elementos instrumentais que preenchem de maneira satisfatória, a função de um grupo musical, que é produzir músicas de qualidade para satisfazer seus numerosos e ansiosos fãs.

Curtam mais de U2 em: 




























domingo, 12 de fevereiro de 2017

U2 – A BANDA QUE COLOCOU A IRLANDA NO MAPA MUSICAL - PARTE 4



Olá galera que curte o Blog Opinião do Véio! Satisfação em saber que estão acompanhando a história dessa banda que mostra tantas facetas musicais, buscando vertentes ora tradicionais, ora de vanguarda.  Meu objetivo agora, é comentar um pouco sobre cada integrante da banda, o estilo musical que o U2 adotou e as letras e temas que são fortemente marcadas pela visão política, social e humanitária que a banda aprendeu a utilizar e a por em prática o que falam.

INTEGRANTES

Bono (Paul David Hewson, nascido em Dublin, em 10 de maio de 1960), é compositor, vocalista, ativista e filantropo, tocando instrumentos como violão, guitarra e gaita. É também co-fundador de organizações não governamentais, tais como o DATA, criado para fins de obtenção de igualdade e justiça na África através da anulação da dívida, ajuste comercial, para diminuição do HIV/AIDS na África e ONE Campaign, criado para o financiamento do governo para aumentar eficácia de programas de ajuda internacional.


Já escreveu canções de sucesso, como "I Still Haven't Found What I'm Looking For", "One", "Sometimes You Can't Make It On Your Own" (em consideração à morte de seu pai, Bob Hewson). Já foi nomeado para o Prêmio Nobel da Paz, sendo condecorado como cavaleiro pela rainha monarca Elisabeth II, nomeado como Pessoa do Ano, pela revista Time, entre outros prêmios e indicações. Está na 32ª posição, no ranking dos "100 Maiores Cantores" pela Rolling Stone.

The Edge (David Howell Evans, nascido em Londres, em 8 de agosto de 1961), é compositor e ativista, sendo o principal guitarrista do grupo, tocando guitarra elétrica, teclado, piano, baixo e backing vocal em diversas canções, como "Beautiful Day", "New Year's Day", "Stay (Faraway, So Close!)", "Stuck In a Moment You Can't Get Out Of", entre outras. 


Como vocal principal, canta nas canções "Van Diemen's Land" e "Numb", fazendo também projetos paralelos, como a composição da canção-tema, "GoldenEye", do filme GoldenEye (1995), com performance da cantora Tina Turner. É aclamado na 38ª posição na lista dos "100 Melhores Guitarristas de Todos os Tempos", pela revista Rolling Stone.

Adam Clayton (Adam Charles Clayton, nascido em Oxfordshire, 13 de março de 1960), é compositor, tocando baixo elétrico e sintetizador. Clayton é conhecido por seu baixo em hits como "New Year's Day", "With Or Without You", "Mysterious Ways", "Get On Your Boots" e "Magnificent". 


Clayton já trabalhou em vários projetos solos, como na canção-tema do filme Mission: Impossible (1996). Raras ocasiões, Clayton utiliza outros instrumentos musicais, como na canção "40" (tocando guitarra) e na canção "City Of Blinding Lights" (introdução da canção, nos teclados) e, nos vocais, durante o B-side da canção "Two Hearts Beat As One", "Endless Deep".

Larry Mullen Jr. (Lawrence Joseph Mullen Jr., nascido em Dublin, 31 de outubro de 1961), é compositor, cantor e ator, tocando instrumentos como bateria, percussão e sintetizador. 


É o fundador da banda, no período em que estudava em Dublin. Trabalhou em diversos projetos, incluindo uma colaboração para criar a banda Automatic Baby em 1993, com o ex-vocalista e ex-baixista da banda norte-americana R.E.M., Michael Stipe e Mike Mills, respectivamente, trabalhando também com Adam Clayton, na canção-tema do filme Mission: Impossible (1996).
Estilo musical
Instrumentação

Desde a sua criação, o U2 tem desenvolvido e mantido um som distintamente reconhecível, com ênfase e instrumentais melódicos e expressivos, maior em relação aos vocais. Esta abordagem tem suas raízes, em parte, a influência precoce do produtor de discos Steve Lillywhite, em um momento em que a banda não era conhecida pela seriedade musical. 


The Edge tem usado constantemente um eco rítmico e uma marca no delay para elaborar seu trabalho na guitarra, junto com uma influência irlandesa nos pedais tocados contra suas melodias sincopadas que, em última análise, produz um som bem definido, um som de carrilhão. Bono tem estimulado o seu falsete de voz operística e tem mostrado uma tendência notável para a lírica social, política e assuntos pessoais, mantendo uma escala grandiosa em sua composição. Além disso, The Edge descreveu o U2 como uma banda fundamentalmente ao vivo.


Apesar destas consistências amplas, o grupo introduziu elementos novos em seu repertório musical, com cada álbum novo. O som inicial do U2 foi influenciado por bandas como Television e Joy Division, sendo descrito como "contendo uma sensação de alegria", que resultou de The Edge "acordes radiantes" e um "vocal ardente" de Bono. O som do U2 começou com raízes do pós-punk, instrumentais minimalistas e menos complicada de ser ouvida em Boy (1980) e October (1981), evoluindo em War (1983) para incluir aspectos do rock, do funk, ritmo dance, para tornar-se mais versátil e agressivo. Boy e War foram rotulados como "forte e agressivo" pela revista Rolling Stone, influenciado em grande parte, pela produção de Lillywhite. 


The Unforgettable Fire (1984), que começou com The Edge tocando mais nos teclados do que na guitarra, bem como o acompanhamento de The Joshua Tree (1987), tinha Brian Eno e Daniel Lanois à frente da produção. Com sua influência, ambos os álbuns conseguiram uma textura variada. As canções de The Joshua Tree e Rattle And Hum (1988), colocou mais ênfase no ritmo inspirado de Lanois à medida que a mistura distinta de estilos e variados da música gospel e blues, resultou no fascínio crescente da banda com a cultura americana, pessoas e lugares. 


Na década de 1990, a banda reinventou-se quando eles começaram a utilizar sintetizadores, distorções, batida eletrônica e derivados do rock alternativo, música industrial, dance e hip hop em Achtung Baby, Zooropa (1993) e Pop (1997). Na década de 2000, havia uma banda com um som mais despojado, com um ritmo mais tradicional e o uso de sintetizadores e efeitos.

Letras e temas

O cenário social e político, muitas vezes embelezadas com imagens cristãs e espirituais, são aspectos importantes do conteúdo lírico da banda. Canções como "Sunday Bloody Sunday", "Silver and Gold" e "Mothers Of The Disappeared" foram motivados por acontecimentos atuais do tempo. O primeiro, foi escrito sobre o Conflito na Irlanda do Norte, enquanto que a terceira, diz respeito à luta de um grupo de mulheres cujos filhos foram mortos ou desaparecidos pelo governo durante a Guerra Civil de El Salvador.

A banda compondo com Daniel Lanois e Brian Eno.

A canção "Running To Stand Still" de The Joshua Tree, foi inspirado pelo vício em heroína que estava varrendo Dublin - a letra "I see seven towers, but I only see one way out" ("Eu vejo sete torres, mas vejo apenas uma saída"), refere-se à Ballymun Tower, do Norte de Dublin, e as imagens durante toda a canção, personifica as lutas do vício.


Os conflitos pessoais e turbulências foram inspirados nas canções "Mofo", "Tomorrow" e "Kite". Um desejo emocional ou súplica, frequentemente aparece como um tema lírico, em canções como "Yahweh", "Peace On Earth", e "Please". 


Grande parte da composição e músicas do U2 também é motivado por contemplações de perda e angústia, juntamente com esperança e resiliência, temas que são centrais em The Joshua Tree. Algumas dessas ideias líricas foram ampliadas por Bono e das experiências pessoais da banda durante a sua juventude na Irlanda, bem como a campanhas e ativismos mais tarde, em suas vidas. A banda têm usado turnês, tais como Zoo TV e Popmart Tour, para demonstrar as tendências sociais, tais como meios de sobrecarga e do consumismo, respectivamente.



Embora a banda e seus fãs muitas vezes afirmarem a natureza política de suas músicas, as letras e as canções do U2 têm sido criticadas como apolíticos, por causa de sua imprecisão e "imagens distorcidas", e a falta de qualquer referência específica a pessoas reais ou personagens. 

Bem galera, o que eu tinha para comentar era isso! Não tenhamos dúvida que as letras do U2 tem um conteúdo muito impactante, seja sobre um incidente, um fato histórico, um romance. As composições oscilam entre o sentimento, a política e a verve visionária da banda, que compôs muitos títulos com a finalidade de tocar/sensibilizar aquele que estivesse ouvindo suas canções.

Fiquem com mais de U2:




































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