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domingo, 8 de maio de 2016

QUEEN, A MAJESTADE DAS BANDAS - PARTE 4

Olá galera que está aí, curtindo o Blog Opinião do Véio. Chegamos na quarta parte comentando sobre a bela carreira da banda Queen, só que agora, na fase sem Freddie Mercury. Vou comentar como a banda ficou sem seu vocalista, que a formação original se desfez com a morte de Freddie e a saída de outro integrante importante. Vou citar, também que a banda quase terminou e qual seria seu destino dali para a frente.


1991 - 1997: HOMENAGENS E APOSENTADORIA
DE JOHN DEACON

Antes de falecer, Freddie brincou com Brian May, dizendo que sua morte faria bem para o Queen, comercialmente falando. Brian lançou ''Driven By You'' como primeiro single de sua carreira solo, obtendo boas posições nas paradas.
Entretanto, o guitarrista estava em depressão nervosa, e quase se suicidou. Na mesma época, ''Bohemian Rhapsody'' foi relançada, e alcançou o primeiro lugar nas paradas, vendendo mais de um milhão de cópias. Com coletâneas, as vendas aumentaram virtiginosamente após a morte de seu vocalista.
Só que o trio remanescente não sabia como continuar. John Deacon, convencido de sua aposentadoria, estava aguardando o nascimento do quinto filho, mas também demonstrava sintomas de depressão.
Brian investiria numa carreira solo sem grandes êxitos, enquanto Roger Taylor lançaria mais um álbum da The Cross, retornando aos seus trabalhos como cantor com o politizado Happiness?. Segundo o baterista, ''pensei em minha fase de vida em que eu poderia muito bem escrever sobre algo que eu acreditava, que tinha significado. Você não pode escrever canções pop toda a sua vida''.

Annie Lennox & David Bowie interpretando "Under Pressure" em 1992.

Em 20 de abril de 1992, foi realizado o The Freddie Mercury Tribute Concert, um show tributo que reuniu várias bandas e artistas famosos, realizado no estádio de Wembley, em Londres. Músicos como David Bowie, George Michael, Annie Lennox, Elton John, Liza Minnelli, Robert Plant, Roger Daltrey, Tony Iommi e bandas como Def Leppard, Extreme, Guns N' Roses e Metallica, juntamente com os integrantes remanescentes do Queen (Brian May, John Deacon e Roger Taylor) tocaram os maiores sucessos da banda. A iniciativa foi tomada para arrecadar fundos para a Mercury Phoenix Trust, uma fundação que tem como objetivo lutar contra a AIDS.
Pouco tempo após o lançamento de ''Innuendo'', Freddie deixou claro que queria continuar gravando, apesar de sua saúde frágil. Três músicas novas foram gravadas: ''A Winter's Tale'', ''You Don't Fool Me'' e ''Mother Love'', essa última que seria a última gravação do cantor, realizada em 22 de maio de 1991.
Em 1993, John deacon, Roger Taylor e Brian May se reuniram para retrabalhar nas últimas músicas deixadas por Freddie, mas eram insuficientes para completar um álbum. O trio procurou em todos os arquivos do Queen por músicas para o novo álbum.
A produção ocorreu em 1994 e seguiu até 1995. Com várias discordâncias sobre o disco, os integrantes demoraram para chegar a um consenso. Assim, Made In Heaven foi lançado em novembro de 1995, como forma de cumprir um dos últimos desejos de Freddie Mercury, que era o lançamento deste álbum, que foi o último álbum inédito da banda.


Durante as sessões de Made In Heaven, John Deacon teve sua sexta e última filha. O baixista estava convencido de que se aposentar e dedicar-se à família era a melhor decisão no momento.
Mas ainda participava de algumas reuniões com os outros músicos, conforme Brian e Roger o chamavam. Em 1997, o baterista e o guitarrista decidiram lançar uma coletânea relembrando algumas das músicas mais pesadas do Queen, incluindo uma nova versão de ''I Can't Live With You''.
Para o álbum, de título Queen Rocks, o trio gravou ''No-One But You (Only The Good Die Young)'' que ficou, até 2014 como a última canção inédita lançada pela banda. Assim, foi a última participação de John Deacon com seus companheiros remanescentes.

Somente Brian May e Roger Taylor compareceram em 2001
 à cerimônia do Rock And Roll Hall Of Fame.

2001 - ATUALMENTE

Em 2001, a banda foi introduzida ao Rock And Roll Hall Of Fame, mas apenas Brian e Roger apareceram. Nesta mesma época, a dupla gravou ''We Are The Champions'' com Robbie Williams para o musical We Will Rock You.
A participação se tornou célebre pelos comentários negativos de John Deacon ao jornal The Sun, afirmando que estava satisfeito por não se envolver na gravação, e que Freddie era insubstituível: ''Eu não queria estar envolvido nisso e estou feliz. Ouvi o que eles fizeram e é um lixo. É uma das maiores músicas já escritas, mas eu acho que eles a destruíram. Eu não quero ser rude, mas digamos que Robbie Williams não é Freddie Mercury. Freddie nunca será substituído e, certamente , não por ele''.
Em novembro de 2003, Brian e Roger participaram do 46664, evento que aconteceu no antigo Green Point Stadium, na Cidade do Cabo. Foi organizado por Nelson Mandela, com o objetivo de aumentar a conscientização da população sobre a AIDS na África do Sul.

Queen + Paul Rodgers
No início de 2005, junto com o cantor Paul Rodgers, fundaram o supergrupo Queen + Paul Rodgers, que realizou várias turnês em alguns continentes do mundo. Alguns álbuns ao vivo foram lançados, como Return Of The Champions. Mas o inédito The Cosmos Rock, em 2008, obteve maior destaque, embora com várias críticas negativas. Em 2009, a parceria teve seu fim.
O ex-integrante John Deacon não se opôs à reunião, mas afirmou que não gostaria de estar envolvido. ''John nos deu a sua benção eterna'', afirmou Roger Taylor, embora tenha reconhecido que o baixista é extremamente reservado e suas opiniões não sejam muito claras.
Em 2011, em comemoração aos quarenta anos do Queen, Brian e Roger iniciaram uma campanha de remasterização e relançamento de todo o catálogo de estúdio da banda, incluindo edições duplas de cada álbum, tendo assim, várias faixas bônus. Este projeto incluiu versões ao vivo e gravações alternativas em estúdio para as músicas, versões single e novas mixagens.
Neste mesmo ano, Brian May e Roger Taylor participaram do programa American Idol, onde conheceram o cantor Adam Lambert. Nesta época, a dupla anunciou estar retrabalhando em algumas faixas perdidas do Queen, com vocais de Freddie Mercury.
Incluindo ''There Must Be More to Life Than This'', com participação de Michael Jackson, Queen Forever foi lançado em 2014, contendo a última música inédita distribuída pela banda, ''Let Me In Your Heart Again'', com participação de Freddie Mercury e John Deacon. Em uma entrevista na Rolling Stone naquele ano, Brian e Roger afirmaram que Deacon é uma pessoa frágil, mas que continuava administrando a parte financeira do grupo (Frágil, mas útil! Muito conveniente, não acham?).

Queen + Adam Lambert
Lembram do American Idol e de Adam Lambert? Mais tarde, os três fundaram um supergrupo chamado Queen + Adam Lambert. Em 2015, em comemoração aos 30 anos do Rock In Rio, o supergrupo Queen + Adam Lambert se apresentou na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, para mais de 85 mil pessoas. A apresentação, além de conter canções da banda, incluiu o single ''Ghost Town'', de Adam Lambert.

INFLUÊNCIAS DE CADA MEMBRO DO QUEEN

Apesar de Led Zeppelin, The Who e The Beatles serem frequentemente citados como as principais influências do Queen, os gostos musicais de cada integrante são muito diferentes.
O baixista John Deacon, por exemplo, aponta Chris Squire do grupo Yes como uma de suas influências no baixo, mas sempre foi um grande admirador de rhythm and blues e música negra, fato que o fez compor músicas como ''Another Ones Bites The Dust''. A performance de Deacon também é lembrada por sua rapidez e habilidade com os graves.
Freddie Mercury, por sua vez gostava muito de música erudita e ópera, como as composições de Noël Coward, Fréderic Chopin e Mozart, além da voz de Dick Powell.
No entanto, admirava alguns intérpretes da música popular, como Little Richard, Fats Domino, Robert Plant, Aretha Franklin, mas principalmente Liza Minnelli e Jimi Hendrix. Freddie, ao longo de sua carreira elogiou outros intérpretes do rock, como John Lennon e e Paul Rodgers, do qual era fã.
Brian May afirmou ser admirador de Jimi Hendrix, Eric Clapton, mas, principalmente da técnica de George Harrison, declarando em uma entrevista de 1982, que George é um instrumentista de ''pensamento livre''.
Na opinião de Roger Taylor, Keith Moon trouxe uma nova perspectiva para o uso de bateria no rock, sendo também bastante influenciado por músicos de jazz como Gene Krupa e Joe Morello.


Assim sendo, com a reunião dos quatro, a música do Queen tomou proporções extremamente variadas. Segundo John, no início as músicas do quarteto foram escritas numa estrutura mais adequada para um power trio.
Com a entrada de Freddie Mercury como vocalista e pianista e de John Deacon como baixista de muitas influências, a sonoridade do grupo foi mudando. Estas mudanças começaram a ficar mais perceptíveis a partir de Sheer Heart Attack, atingindo seu apogeu em A Night At Opera, com suas influências de hard rock, heavy metal, pop rock, folk e outros gêneros. A música ''Stone Cold Crazy'', por exemplo, é citada como uma das primeiras canções de metal da história, que influenciou diretamente bandas como o Metallica.
No decorrer dos anos 70, sua produção era considerada muito exagerada, e o tempo que gastavam no estúdio gravando harmonias era muito grande. Adotando sintetizadores nos anos 80, principalmente a partir de Hot Space, o Queen apresentou outras influências, como o funk rock e a música disco. Um dos principais motivos pelos quais demoraram para adotar teclados nas músicas, foi o fato de acharem a geração mais antiga do instrumento pouco flexível e emocional. Conforme os equipamentos foram evoluindo, as opiniões foram mudando.

May com a Red Special original e a réplica.

GUITARRA DE BRIAN MAY

Steve Vai disse em entrevista à Guitar World: ''Consigo ouvir qualquer músico e imitar seu som, mas não Brian May''.
Um dos destaques na sonoridade do Queen é a guitarra de Brian May, a Red Special. Fabricada de forma caseira com o pai, na década de 60, possui um timbre característico. Foi utilizada na maioria das músicas da banda e, juntamente com o amplificador caseiro de John Deacon, a Deacy Amp, foi a fonte de vários efeitos sonoros e emulações de instrumentos contidos, principalmente nos primeiros álbuns do Queen, como nas músicas ''Procession'' (Queen II) e ''God Save The Queen'' (A Night At Opera).
O músico, também teve a idéia, até então inédita de criar harmonias com várias camadas de guitarra, construindo uma sonoridade que, até os dias atuais é extensamente respeitada por outros guitarristas.
A revista Rolling Stone o classificou como o 26º melhor guitarrista de todos os tempos. Numa enquete com votos do público, a revista Guitar World elegeu Brian como o segundo melhor guitarrista, ficando atrás apenas de Eddie Van Halen.

Roger também atuou nos vocais da banda.
VOCAIS

Apesar do Queen ser um quarteto, três integrantes atuaram efetivamente nos vocais. O vocalista e pianista Freddie Mercury gravou a maior parte deles, mas Roger Taylor possuía importante participação nas vozes da banda.
O baterista gravou, por vezes, partes mais agudas em algumas músicas, utilizando falsete. como ''In The Lap Of Gods'' e ''Ogre Battle'' e seu timbre rouco é geralmente comparado ao cantor Rod Stewart. Brian May, por sua vez, é tido como um cantor que possui, em sua voz, uma suavidade que muitos não possuem.
John Deacon é o único que nunca gravou nenhum vocal para o grupo, e suas músicas foram todas interpretadas por Freddie. Segundo o próprio John, não sabe cantar, e em uma entrevista dada em 1986, o baixista lamentou sua incapacidade.
''[...] é como estar em uma cadeira de rodas de certa forma, porque você não pode realmente se expressar da maneira que você gostaria. Se eu pudesse cantar, seria lindo. Não é uma simples desvantagem, é uma grande desvantagem, em termos de escrever músicas. Gostaria que eu pudesse, mas eu não posso''.
Freddie Mercury, por sua vez, tinha uma extensão vocal que abrangia cerca de quatro oitavas e possuía facilidade tanto para notas graves e agudas.
A revista Rolling Stone escolheu ''Bohemian Rhapsody'', ''We Are The Champions'' e ''You're My Best Friend'' como as músicas que contém as melhores interpretações vocais dentro de toda a sua carreira.   
Bem galera, era isso que eu tinha para comentar nessa quarta parte sobre a carreira e obra da banda Queen. Na próxima postagem, a quinta e última parte dessa odisséia musical. Fiquem com mais da obra do Queen em:       















































domingo, 24 de abril de 2016

QUEEN, A MAJESTADE DAS BANDAS - PARTE 3

Olá galera que está curtindo o Blog do Véio, esta é a terceira parte da minha postagem sobre a carreira dessa grande banda que é admirada no mundo todo. 


1983 - 1987: ATRITOS E POLÊMICAS

Em 1983, quase todos os integrantes do Queen se concentraram em projetos paralelos. Brian May gravou e lançou o Star Fleet Project, com a participação de Eddie Van Halen, além de trabalhar como produtor musical em alguns álbuns.
Freddie Mercury divulgou ''Love Kills'' como parte da trilha sonora do filme Metrópolis, que estava sendo relançado. A música em si tinha surgido nas sessões de The Game e estava inacabada.Roger Taylor, que em 1981 foi o primeiro a lançar um trabalho solo, Fun In Space, estava preparando seu sucessor, que seria Strange FrontierJohn Deacon foi o único a não produzir algo, pois acreditava que não havia nada a fazer no meio musical que não fosse o Queen, assim, concentrou-se no nascimento do seu quarto filho.
Nesta época, em entrevistas, devido aos materiais solo, eram questionados se estavam se separando. Freddie, por exemplo, disse que não, mas uma pausa temporária estava acontecendo. 
Freddie gravou três músicas neste período, num estúdio caseiro de Michael Jackson, para um projeto futuro de duetos entre os dois músicos. No entanto, as sessões nunca foram concluídas, e existem várias versões sobre o assunto.Uma delas é que, o uso de drogas de Freddie incomodava muito a Michael. Outra, que a lhama de estimação do artista irritou Mercury a ponto de desistir de gravar algo.


Logo, afirmaria que os dois se afastaram naturalmente por conta de agenda, e porque Michael se isolou dos contatos sociais. Duas das músicas seriam utilizadas em um futuro álbum solo de Michael Jackson, mas com a participação de Mick Jagger.
Naquele ano, John Deacon se reuniu com um diretor de vídeo, o qual queria que o Queen produzisse mais uma trilha sonora. Em nome da banda, o baixista aceitou, e com os demais integrantes, passou a trabalhar em novas músicas. No entanto, a idéia evoluiu para um álbum quando o diretor afirmou que não tinha recursos para investir no material.
Após o material ter sido escrito, os integrantes foram selecionar as músicas definitivas para The Works, e as músicas de Roger Taylor não agradaram nenhum deles. Freddie disse ao baterista para trabalhar em uma nova música, senão ficaria sem nenhuma para colaborar. Assim, Roger começou a escrever ''Radio Ga Ga'', que mais tarde se tornaria seu maior sucesso autoral na carreira do Queen.
No entanto, o relacionamento entre os integrantes ainda era tenso. Freddie aceitou gravar apenas por questões contratuais, pois estava desmotivado e reservado, não querendo contato com ninguém, se animando mais tarde. Em razão do extremo fracasso de Hot Space, era de consenso geral entre os quatro de que era necessário produzir um material mais condizente com a identidade já construída pelo Queen.
Brian May investiu em mais peso em sua guitarra, flertando com o heavy metal em ''Hammer to Fall'', enquanto Freddie construia baladas típicas como ''It's a Hard Life''. John Deacon, mais uma vez produzia seu material quieto, mas que seria um dos principais sucessos do Queen, ''I Want to Break Free''. No fim das contas, mesmo com uma série de atritos, o quarteto tinha o pensamento de que a banda era mais importante, ideia que os manteve unidos.


Após o lançamento, o trabalho recebeu críticas mistas e mesmo não repetindo a fórmula do disco anterior, continuou a vender pouco. Durante a turnê, as tensões de Freddie o fizeram perder muitos amigos, e teve problemas para se locomover, por ter sido ferido em uma briga em Nova Iorque.
No clipe de ''I Want To Break Free'', os membros da banda atuaram vestidos de mulher, em referência à série Coronation Street. O material que tinha um tom humorístico, foi bem recebido no Reino Unido, mas não nos Estados Unidos, onde foi interpretado de forma errada por alguns como apologia ao mundo gay. Os americanos são extremamente conservadores e existe muita homofobia no país. Como resposta, o Queen ignorou o país e nunca mais fizeram um show na América do Norte. Quem será que saiu perdendo?


Em outubro de 1984, a banda se apresentou em Sun City, próximo a Joanesburgo, na África do Sul. O país estava em pleno regime do apartheid, e foi recomendado para o Queen não tocar lá. 

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Um pouquinho de história no meio da carreira do Queen: apartheid, ou separação, foi um regime de segregação racial, onde a minoria branca mandava no país através de um partido político. Esse regime iniciou em 1948 e findou em 1994. Durante esse período, vejam só que ironia, um país de origem negra, mas onde os negros não podiam dividir o espaço com os brancos na maioria dos lugares. Houve muita revolta, muitas mortes (negras é claro!). Dois de seus maiores opositores na história sul africana foram Steve Biko (morto pelo regime) e Nelson Mandela, que foi prisioneiro político durante muitos anos e depois que o apartheid terminou, tornou-se o primeiro negro presidente do país. Bem, isso é só para vocês entenderem o que se seguiu. 

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Como represália, a imprensa criticou fortemente a atitude do quarteto, em tocar na África do Sul, em pleno regime de apartheid. Mas quando nenhum de seus integrantes foi chamado para participar da gravação de ''Do They Know It's Christmas?'' do projeto Band Aid, a situação desanimou muito o grupo, que até pensou em encerrar as atividades. Ao mesmo tempo, uma canção de natal do Queen era divulgada, ''Thank God, it's Christmas''.


Logo depois, no início de 1985 a banda voltou ao Brasil para participar da primeira edição do Rock In Rio, que aconteceu na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A apresentação que reuniu aproximadamente 300 mil pessoas foi positiva, contendo no repertório músicas de todas as fases do Queen. ''Love Of My Life'' cantada, em grande parte pelo público, foi um dos momentos mais marcantes do Rock In Rio. Meses depois, era lançado Mr. Bad Guy, primeiro trabalho solo de Freddie Mercury.


A má situação do Queen perante a imprensa e público, começou a mudar quando Bob Geldof os convidou para participar de um evento beneficente chamado Live Aid, e o grupo viu ali como uma oportunidade de se redimir. No entanto, alguns fatos os incomodaram: apresentar-se durante o dia, e ter vários outros artistas e bandas tocando na mesma data.
David Bowie, The Who, Elton John e U2 eram alguns deles. Paul McCartney, por exemplo, retornaria aos palcos pela primeira vez após a morte de John Lennon. Mesmo com alguns impasses, aceitaram o desafio.
Concentrados em apresentar sucessos, em seus vinte minutos de apresentação tocaram ''Bohemian Rhapsody'', ''Radio Ga Ga'' (lembrada por suas palmas em uníssono), ''Hammer To Fall'', ''Crazy Little Thing Called Love'', ''We Will Rock You'', ''We Are The Champions'' e ''Is This World We Created?''. A apresentação que aconteceu as 18 horas no estádio de Wembley, foi considerada a mais memorável de todo o evento e melhorou a imagem da banda que, renovada, retomaria seu ânimo.


Impulsionados pelo sucesso do Live Aid, o grupo se reuniu em 1985 para compor e gravar novas músicas. ''One Vision'', de Roger Taylor, foi adaptada pelos demais, que também ganharam créditos. Ao mesmo tempo, receberam um convite para criarem uma trilha sonora para o filme de ação e fantasia Highlander, do qual surgiu ''Who Wants To Live Forever'', de Brian May e ''One Year Of Love'', de John Deacon, ambas com um arranjo de cordas criado por Michael Kamen, músico que trabalhou anteriormente com o Pink Floyd em The Wall e The Final Cut.
Ainda na mesma época, Freddie começou um relacionamento com um cabeleireiro irlandês chamado Jim Hutton, e o namoro do cantor com a atriz Barbara Valentin, que durou muitos anos, terminou. Ao mesmo tempo, uma nova doença, divulgada preconceituosamente como ''peste gay'', começava a se espalhar. Eram os primeiros indícios da AIDS.  Alguns amigos de Freddie começaram a morrer, e embora ainda não fosse portador da doença, muitos à sua volta a contrairam. Ao contrário do que poderia se pensar, Freddie não aumentou os cuidados na sua atividade sexual.
Em 1986, após a trilha sonora ser concluída, o Queen começou a gravar o novo álbum. O produtor David Richards gravaria algumas músicas juntamente com Brian e Roger no Mountain Studios, enquanto Mack faria o mesmo com Freddie e John em outro estúdio.


O trabalho individualizado, que já havia enfrentado problemas em Jazz, voltou em A Kind Of Magic. O trabalho se saiu mal nas paradas norte-americanas, e recebeu críticas, em grande parte negativas. A turnê de divulgação contou com uma estrutura complexa e o maior palco na carreira da banda, mas a chegada dos quarenta anos, os nódulos vocais, tabagismo e um estilo de vida pouco saudável, iam exigindo bem mais de Freddie, que ainda conseguia realizar as apresentações.
O final da turnê foi em agosto, em Knebworth Park, que reuniu aproximadamente 200 mil pessoas. Nesta época, John Deacon teve crises imprevisíveis, em Knebworth em especial, o baixista quebrou seu instrumento com seu amplificador, uma atitude que nem o próprio músico conseguia explicar. Foi o último show do Queen com sua formação clássica.


1988 - 1991: OS ÚLTIMOS ANOS DE FREDDIE

Após o fim da turnê de A Kind Of Magic, Brian May começou a trabalhar com um futuro álbum solo. Freddie fez o mesmo, lançando o single de ''The Great Pretender''.
Após uma série de elogios e aproximações, o cantor produziria um disco, de título Barcelona, juntamente com a cantora de ópera Montserrat Caballé, da qual era fã e em 1992 planejavam cantar juntos na estréia dos Jogos Olímpicos. Entretanto, entre abril e maio de 1987, Freddie foi diagnosticado com o vírus da AIDS, fato que bagunçou todos os planos do vocalista que, a princípio, manteve o quadro em segredo.
Roger Taylor decidiu fundar uma nova banda, chamada The Cross e John Deacon fez gravações com Elton John, Cozy Powell e também fundou um grupo, chamado The Immortals, que chegou a lançar apenas um single.
Em janeiro de 1988, o grupo se reuniu em Londres para definir que, a partir daquele momento o futuro repertório inédito do Queen seria creditado a todos, independentemente de seus reais compositores, para evitar decisões guiadas pelo ego ou ganância.
Assim, os quatro também trabalhariam juntos novamente no estúdio. Freddie se desdobrava entre as sessões do futuro álbum com as gravações de Barcelona, enquanto, oficialmente não se pronunciava sobre sua doença para seus colegas de trabalho. No entanto, em certo momento os músicos já sabiam, exceto o produtor David Richards, que pensava que ele estivesse com câncer.
No mesmo período, Brian passava por um momento turbulento em sua vida pessoal, que estava cada vez mais traumática e já apresentava sinais de depressão. Assumiu publicamente seu relacionamento com Anita Dobson, separou-se da sua esposa e de seus filhos e em junho de 1988, perdeu seu pai.


No entanto, há participação intensa de Brian no álbum. ''I Want It All'', o primeiro single do álbum, tornou-se um dos maiores sucessos do Queen. The Miracle estreou no primeiro lugar nas paradas do Reino Unido, e nos Estados Unidos teve um desempenho regular, embora superior à Kind Of Magic.
A mídia especializada, em geral teve opiniões mistas a positivas, sendo considerado um álbum mais orientado ao rock que a banda fazia anteriormente. Sobre o projeto, Roger Taylor considerou que ''era o melhor álbum do Queen em dez anos, facilmente''.
Ao lançar o single ''I Want It All'' em abril de 1989, a banda anunciou que não faria turnê do álbum. Freddie afirmou que queria quebrar o ciclo que faziam desde o início da carreira.
Os clipes gravados para as músicas de trabalho foram mais complexos do que os anteriores, utilizando vários recursos que diminuissem o foco em Freddie.


Nestes, o cantor deixou a barba crescer, o que o ajudou a esconder os sinais do Sarcoma de Kaposi em sua pele. No último video gravado, da música ''The Miracle'', o quarteto teve a ideia de contratar atores mirins para atuar, com o grupo aparecendo no final.
Freddie, nestas imagens pareceu mais envelhecido e fraco do que na última turnê. Brian e Roger ficaram responsáveis por promover o trabalho, e negaram todos os boatos sobre uma possível doença de Freddie Mercury.
Poucos meses depois do lançamento de The Miracle, Freddie voltou sozinho ao estúdio para produzir músicas. Foi nessa época que o cantor revelou aos seus colegas ser portador do vírus da AIDS, em uma reunião formal.
O diagnóstico entristeceu e arrasou com os demais integrantes, que estiveram dispostos a trabalhar num futuro álbum, pelo pouco tempo de vida que Freddie ainda poderia ter. O cantor pediu para que ninguém contasse sobre o vírus, fato que fez a banda criar uma espécie de escudo protetor sob o vocalista. O repertório conteve algumas músicas que sobraram de Barcelona, The Miracle e músicas que anteriormente estavam destinadas ao futuro trabalho solo de Brian May.
As gravações, no início foram intensas, durando semanas ininterruptas. Porém, quando o Queen foi receber o Brit Awards, Freddie Mercury estava com uma aparência ainda mais diferente.
Com uma roupa folgada, cabelo ralo e barba espessa, apenas agradeceu, enquanto Brian May fez o discurso. O ocorrido só fez aumentar as especulações de que Freddie estava doente, e foi sua última aparição pública.
O single ''Innuendo'' foi lançado em janeiro de 1991 e, por causa do estado frágil de Freddie, a banda resolveu fazer um clipe com ilustrações. Cada ação para preservar o silêncio do artista era questionada pela imprensa, mas os músicos negavam tudo.


O álbum, distribuído no início daquele ano teve a mesma recepção de The Miracle, diferenciando-se pelo fato de que a mídia especializada destacava as letras mais sérias e reflexivas.
Nas divulgações públicas do trabalho, apenas Brian e Roger participavam, e a falta de John e Freddie era sempre notada. Mas foi no clipe de ''These Are The Days Of Our Lives'' que evidenciou a fraqueza do cantor, que mal podia se mover por causa de uma lesão no pé. O último recado vindo do Queen, foi a música "The Show Must Go On", que literalmente é, "o show tem que continuar". Mas sem Freddie, pois o clipe foi uma montagem com os demais feitos pela banda, já que ele estava muito enfraquecido, impossibilitado para se movimentar.
Nos últimos meses de sua vida, Freddie preferiu cercar-se de pessoas nas quais confiava, como Mary Austin, sua ex-noiva, seu namorado Jim Hutton (o qual tinha descoberto também ser soropositivo), Mike Moran, Dave Clark, e seu motorista Terry Giddings. Seu testamento, feito pouco após seu aniversário, renderia muitas surpresas.
Mesmo temeroso sobre os efeitos que teria, caso assumisse a doença, Freddie pensou que era a melhor hora. O estigma da AIDS, como uma doença gay tinha diminuído, mas a principal preocupação do cantor estava no impacto que poderia causar às famílias de amigos próximos, principalmente as dos demais integrantes do Queen.
O comunicado foi divulgado um dia antes de sua morte: ''Seguindo a enorme comoção da mídia nas últimas duas semanas, eu gostaria de confirmar que fui testado como soropositivo e tenho AIDS. Eu senti que era melhor manter isso privado até agora para proteger a mim e àqueles ao meu redor. No entanto, chegou a hora de meus amigos e meus fãs saberem a verdade, e espero que todos se juntem a mim e aos meus médicos na luta contra essa terrível doença. Minha privacidade sempre foi importante para mim e sou famoso por minha falta de entrevistas, por favor, entendam que essa política continuará''.
Seu funeral aconteceu em Londres três dias depois, assistido por trinta e cinco pessoas, incluindo a família de Freddie, os integrantes e o empresário do Queen, Mary Austin, Jim Hutton e poucas outras pessoas.
O corpo do cantor foi cremado e suas cinzas foram entregues a Mary Austin, sendo que apenas ela, a família do cantor e os integrantes do Queen sabem onde as cinzas foram depositadas, e nunca revelarem seu paradeiro. Mary ficou com a maior parte da herança do cantor.


Mas este que seria o fim de uma banda, foi apenas mais uma pausa, para reiniciar com aqueles trabalhos que ficaram inacabados. Mas isso é assunto para a próxima postagem, a quarta parte sobre a carreira da banda Queen. Fiquem com mais do Queen e de Freddie Mercury em carreira solo, em:







































































sábado, 23 de abril de 2016

QUEEN, A MAJESTADE DAS BANDAS - PARTE 2

Olá galera que está curtindo o Blog Opinião do Véio, vou dar continuidade à história de uma das bandas mais conhecidas e reverenciadas do mundo musical, sua dificuldade inicial até atingir o sucesso. E tem pessoas que acreditam que para os artistas, o começo é moleza!


A DAY AT RACES

Day At Races foi o primeiro álbum do Queen sem Thomas Baker como produtor. Para eles, era importante que passassem  pelo desafio de criar um novo trabalho de sucesso de forma mais independente. Quando lançado, para quem ouve, parece uma sequência e A Night At Opera, com um tom maior de melancolia, principalmente em ''Long Away'' e ''Drowse'', enquanto o single ''Tie Your Mother Down'', juntamente com ''Somebody To Love'' se tornaram seus principais sucessos.
Nas apresentações de divulgação do álbum, o comportamento de Freddie estava cada vez pior, fato que já incomodava sua ex-noiva e fazia com que muitos à distância o considerassem alguém fútil e tolo. Em um dos shows, por exemplo, o cantor quase foi preso por desacato à autoridade, mas quando viu que poderiar parar na prisão, retrocedeu em sua atitude. Por causa disso, o relacionamento de Freddie com David Minns acabou durante a turnê.

Freddie e David Minns

Na mesma época, o movimento punk surgiu, e um dos seus representantes era o Sex Pistols. A mídia especializada, que em geral não tinha muita simpatia com o Queen (especialmente com Freddie), e se posicionava a favor do movimento, passou a avaliar negativamente os trabalhos atuais do Led Zeppelin e do Pink Floyd, e logo também do Queen, com mais insistência. Por causa disso, A Day At The Races recebeu críticas de mistas a negativas.
Quando A Day At The Races obteve vendagens inferiores a A Night At Opera, Brian May passou a acreditar que o próximo trabalho do Queen deveria ser mais espontâneo e menos complexo. Esta ideia foi compartilhada por Roger Taylor, que estava levemente influenciado pela rebeldia do movimento punk, e compôs ''Sheer Heart Attack'' e ''Fight From The Inside''.


As gravações de News Of The World duraram cerca de dois meses, sob a produção de Mike Stone, no estúdio Wessex. Coincidentemente, em uma das salas os integrantes do Sex Pistols estavam gravando o álbum Never Mind The Bollocks, Here's The Sex Pistols, o que causou em algum momento, um conflito direto entre Freddie e Sid Vicious, que o relembrou de uma entrevista à News Music Express, em que Freddie afirmou estar levando o ballet às massas.
Algumas versões da história citam que os dois quase chegaram a se agredir fisicamente. Durante as várias vezes em que as duas bandas cruzaram pelos corredores do estúdio, John Lydon conversou com Brian May sobre música. ''Spread Your Wings'' e ''It's Late'' foram algumas das contribuições mais positivas de John Deacon e Brian May no álbum, embora tenham escrito outras músicas que não obtiveram muito destaque.
Se destacaram como principais sucessos do álbum, as músicas ''We Will Rock You'' e ''We Are The Champions'', de Brian e Freddie, respectivamente. Os integrantes da banda, principalmente Brian, não levaram ''We AreThe Champions'' a sério por causa de sua letra egocêntrica, mas seu desempenho nas paradas foi extremamente positivo, mais tarde se tornando uma espécie de hino desportivo, político e de outros tipos de organizações.
A cada álbum, o lado comercial do Queen aparecia e tornava mais evidente, o que aumentava seu sucesso e em contrapartida dava assunto para críticas da mídia especializada sobre sua música. Apesar de ter alcançado a quarta posição no Reino Unido, News Of The World alcançou o primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos.


1978 - 1980: TRANSIÇÃO MUSICAL

Nessa época, a banda parou de trabalhar com John Reid, pelo fato do gerente não conseguir conciliar ao mesmo tempo a carreira do Queen e de Elton John. Assim, Jim Beach o substituiu. John Deacon, o membro mais atento às questões financeiras, sugeriu aos demais, que fossem criadas três empresas em nome da banda, para que os direitos autorais estivessem concentrados e no controle do quarteto. E assim foi feito.
Após o bom desempenho de News Of The World, a banda queria manter a espontaneidade contida neste álbum, mas sem repetir o erro de soar como uma sequência do anterior, como foi em A Day At The races.
Desse modo, o Queen voltou a trabalhar com Roy Thomas Baker e começou a trabalhar em Jazz, que refletiu a vida pessoal dos integrantes. Naquele ano os impostos cresceram muito no Reino unido, fato que incentivou o Queen a gravar o trabalho na França.
Freddie escreveu ''Bicycle Race'', enquanto os primeiros casos extraconjugais de Brian May o influenciaram em ''Fat Bottomed Girls''. Ambas foram lançadas em um single duplo. Freddie desfrutava de uma rotina cheia de extremos sexuais e financeiros, descritos de maneira sutil em ''Don't Stop Me Now''.
O estilo de vida do cantor, aos poucos preocupava os demais integrantes. Ao contrário, John Deacon vivia uma vida basicamente caseira e comportada, e apresentou ''In Only Seven Days'', uma de suas composições para o álbum.
As diferenças entre os integrantes estavam cada vez mais evidentes, o que gerava mais atritos e desavenças. As composições de Roger Taylor o desagradavam, pois embora esforçado, sentia-se inferior aos demais. O resultado final deixou John e Roger insatisfeitos, porque acreditavam que, naquele momento, o trabalho estava muito individualizado.
O álbum também não agradou à gravadora, a começar pelo título, que poderia causar confusão ao público e sua capa monocromática, sem foto dos integrantes. Mas a polêmica maior foi a ideia para o clipe de ''Bicycle Race'', em que a banda escolheu sessenta e cinco modelos para andarem de bicicleta seminuas no Wimbledon Stadium, o que causou revolta e crítica de alguns grupos feministas.


Uma conhecida coluna da Rolling Stone sobre o álbum, classificou o Queen como uma banda fascista, machista e arrogante, enquanto a New Musical Express recomendou a compra do disco somente se tivesse ''um parente surdo''.
No final de outubro de 1978, Jazz foi lançado. Na coletiva de imprensa, a banda promoveu uma festa com a presença de cuspidores de fogo, travestis, anões, dançarinas, strippers e até homens vestidos como freiras.
Durante a turnê de divulgação de Jazz, Freddie Mercury continuava a enfrentar problemas vocais com problemas nos nódulos, embora os demais integrantes da banda acreditavam que seu estilo de vida, com muito sexo e uso de cocaína, estava o afetando.
Nesta época, o cantor passou a frequentar clubes gays e mudar sua maneira de vestir, com o uso de roupas de couro. Justamente nessa época, a EMI queria que o Queen lançasse um álbum ao vivo, e embora a banda não gostasse muito da ideia, pelo medo das músicas perderem o impacto que possuem no estúdio, lançaram Live Killers em 1979, como uma coletânea de vários shows do quarteto em um disco duplo.
Ainda em 1979, a banda comprou o Mountain Studios e começaram a trabalhar com o produtor musical Reinhold Mack, de uma forma despretensiosa, em outro espaço de gravação, sem a finalidade de produzir um novo álbum.
Mas, durante um banho, Freddie teve uma ideia para uma nova música, de título ''Crazy Little Thing Called Love''. Diferente de outros sucessos, a música possuía uma estrutura simples, tendência que se refletiu em grande parte do trabalho que estava surgindo. Nessa mesmo ano, o quarteto trabalhou em outras três músicas: ''Coming Soon'', ''Sail Away, Sweet Sister'' e ''Save Me''.
O trabalho de Mack era contrário aos dos integrantes. O produtor sugeriu que fizessem um registro mais direto e simples, e a falha de Jazz se mostrou como uma boa justificativa para que a mudança fosse realizada.


O resultado foi imediato, com o single ''Crazy Little Thing Called Love'' alcançando o topo das paradas dos Estados Unidos, atraindo um público cada vez mais jovem às apresentações do Queen.
Na mesma época, aconteceu a Crazy Tour, que tinha como proposta fazer shows em locais pequenos, que promoviam maior aproximação entre a banda e seus fãs. Uma ideia ''louca'' (daí veio o nome da turnê) que tinha a parceria do Queen com o ex-Beatle Paul McCartney. A maioria das apresentações foram bem sucedidas.
Em fevereiro de 1980, os integrantes do Queen voltaram ao estúdio para concluirem o disco, que, até aquele momento, levou o maior tempo na história da banda para ser produzido. Os maiores desentendimentos de Mack eram com Brian May, que queria gravar as guitarras da mesma forma que sempre fez e ameaçou deixar a banda várias vezes. Relutante em aderir a um padrão mais simples, Brian cedeu em alguns momentos.
Enquanto isso, John Deacon, apelidado de ''avestruz'' por Freddie Mercury, por ser muito quieto, trabalhava em silêncio nas duas composições que tinha para o álbum, ''Need Your Loving Tonight'' e a que futuramente se tornaria o maior sucesso de The Game, ''Another One Bites The Dust'', que inicialmente não tinha a simpatia de nenhum dos demais integrantes, mas acabou caindo no gosto de todos, principalmente do vocalista.
Mais tarde, Michael Jackson os sugeriu que a música fosse lançada como single, e se tornou o maior sucesso do Queen em território norte-americano, liderando as paradas de música disco e soul.


A grande mudança em torno de The Game, além da simplicidade, é o fato de que, pela primeira vez, foi incluído o uso de sintetizadores. Roger Taylor comprou um Oberheim OB-X para ser utilizado em suas composições para o álbum, e foi utilizado em outras músicas .
No entanto, seu uso foi mínimo e, em maior parte, o trabalho ainda contém muitos elementos antigos do Queen. Tais atitudes geraram impacto direto na mídia especializada. A Rolling Stone, por exemplo, o definiu como um projeto mais humilde, e a Allmusic como a melhor obra da banda depois de A Night At Opera.
A turnê norte-americana do álbum começou em Vancouver, e nesta época, Freddie passou a usar o cabelo mais curto e deixou um bigode espesso crescer (que mais tarde seria a marca registrada de Freddie), o que desagradou a muitos fãs, que jogavam lâminas de barbear no palco.
Ainda em 1980, o Queen foi convidado pelo diretor Mike Hodges para produzir uma trilha sonor para o filme de ficção científica Flash Gordon. Aceitaram e gravaram uma série de músicas, a maioria instrumentais. No repertório dos shows, no entanto, executavam ''Flash'', que foi lançado como single, e ''The Hero''.
Naquele ano, estiveram no Brasil, no estádio do Morumbi, em São Paulo e em outros países da America Latina, como a Argentina. A banda desejava se apresentar no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, mas não conseguiram autorização para fazer show lá.


 1981 - 1982: AUMENTO DE INTRIGAS

Em 1981, Freddie e John foram para o Mountain Studios, de propriedade do Queen, para trabalhar em algumas músicas novas. Juntos escreveram ''Cool Cat''. Nessa época, o cantor David Bowie estava gravando, e foi convidado a fazer vocais de apoio na música.
Mas Bowie não gostou o resultado final e pediu para que não fosse utilizado. Num dia de ensaios do quarteto, David os convidou para criar uma música juntos. De um riff de baixo, com contribuições maiores de Freddie e Bowie, surgiu ''Under Pressure''. O single se tornou um sucesso e a única parceria da banda com algum outro cantor. Nesta epóca também foi lançado Greatest Hits, a primeira coletânea de maiores sucessos da banda.
Nesta mesma época, a banda foi realizar mais uma série de shows na América do Sul, mas diferentemente da primeira vez, ocorreu uma série de problemas que, no final, custou aproximadamente um milhão de dólares para o Queen.


Foi um baque para todo o grupo, que decidiu se concentrar em um novo trabalho, Hot Space. Freddie acreditava que quanto menos guitarras, melhor, o que deixou Brian May irritado. As sessões de gravação eram em horários irregulares, e enquanto Brian se embriagava, Freddie consumia cocaína.
John Deacon ficou desapontado com o desempenho do guitarrista em suas músicas, fato que deu espaço aos primeiros atritos entre os dois. No entanto, em comparação aos demais, o baixista estava com os ânimos mais calmos.
Quando o single ''Body Language'' foi lançado, Brian ficou preocupado, porque estava achando que as composições de Freddie estavam cada vez mais com conteúdos gays e que, em sua visão, era mais importante compor sobre temas universais que fariam um número maior de pessoas se identificarem.
As músicas do álbum, distantes do rock, não obtiveram a mesma aceitação do álbum anterior. Enquanto as influências musicais tendiam mais a favor de Freddie e John, Brian e Roger criticavam duramente a mudança de sonoridade. Algumas mudanças no arranjo ao vivo tornaram as músicas mais atraentes, mas não o suficiente para empolgar o público. Enquanto isso, Hot Space ia mal nas paradas.
Entre os shows, Freddie, que estava com um estilo de vida diferente dos demais integrantes, estava cansado de turnês, e em muitos momentos demonstrava-se extremamente irritado. Segundo alguns relatos, Freddie estava cada vez mais cercado de pessoas interesseiras e controladoras, principalmente seus amantes.

Neste período, a banda trabalhou com os músicos Morgan Fisher e Fred Mandel para tocar teclado nas apresentações. Este último, que esteve até o fim da turnê, sentiu a pressão na qual estava envolvido. Após a turnê de divulgação do álbum, o Queen se separou para um momento de férias.


Bem pessoal, enquanto o Queen saiu de férias, eu vou encerrar por aqui a segunda parte da trajetória dessa banda cheia de altos e baixos. Desculpem alguns vídeos pessoal, pois são montagens.Não tinha um ao vivo ou oficial. Curtam mais do Queen em:






























































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